CORRE, SIM

SÃO PAULO (precisa ser macho) – Corrida de Kombi, salvo engano, em Jacarepaguá. Quando? Não tenho certeza. Acho que já falamos disso aqui mesmo, nos primórdios do blog. Mas esqueci! A foto foi enviada pelo vemagueiro Helio Silveira, conhecido como Chico Bento.
Quando penso que já vi tudo. Essa eu nunca tinha visto. Com a altura da Kombi, imagino como a carroceria inclinava nas curvas.
Alguém falou do motor flex usado na Kombi, parece que é hermeticamente fechado pelo pouco ruído que faz, ou então usa o mesmo motor do Audi TDI.
Amigo Sidney.
Grande abraço e lembranças a D. Arlete. Quando tambem tenho certeza de a kombi era a que estava patinando, somente mencionei pois em seu comentario numa frase, bem provavel engano da digitação vc diz:” ai surgiu um problema, a Simca esta patinando…”
Foi só um lembrete.
A Simca verde foi uma Chambord 1964.
Grande abraço.
Caro Laerte
Muitas vezes a memória nos trai, isto aconteceu em relação a você não estar mais estudando lá e também com a Simca, inclusive Maurício Morais estava fazendo uma ilustração e havia me perguntado se era Tufão ou Emi Sul.
Havia dito que era Emi Sul, ele vendo as fotos disse-me que perguntou a especialistas e disseram que era Chambord Tufão.
Fiquei na dúvida e perguntei a várias pessoas ligadas a ele e todas acharam que era Chambord Tufão.
Após ele fazer a ilustração um outro especialista mostrou-lhe que a Chambord tinha o vidro dianteiro mais alto, que não correspondia com a foto.
Bem, ontem conversei com minha mãe e ela me lembrou que esta que ele corria era mesmo dourada, a Emi Sul, só que ela lembrou do detalhe que ele teve outra verde como você falou que era Chambord, entendeu?
Agora, nas duas corridas com Simca não houve problema de patinar.
Sobre a Kombi estar patinando tenho certeza absoluta, pois estava com ele e o memória e fomos juntos pra oficina deste último.
Abração
Ah FG… vi uma kombi hoje, flex. Que nojo! Um barulho de corsa, de palio, de gol, de sei la, mas não de kombi. Motorzinho fajuto hein, uma vergonha pra quem gosta de kombi, kombi mesmo…
Amigo Sidney
Algumas correções, em 1966 eu já não mais estudava no CAI, visto que me formei no antigo curso Ginasial em 1960, na mesma instituição, porem meu pai nesta epoca ainda lecionava por lá e vc sabe sempre tive contato com Sergio. Outro detalhe, quem estava patinando não era a Kombi quando vc menciona o Simca? Por sinal, se não me falha a memoria, era verde?
Grande abraço.
Simpático… Mas se a moda pega, em breve teremos a “StockKombi” em Interlagos sendo transmitida pela emissora de sempre… Aí já viu né…
Além do mais, não gosto do barulho das Kombis, é deveras feio.
Bem amigos
Esta corrida foi realizada no Autódromo da Guanabara em 9-10-1966.
Foi a preliminar da Segunda Etapa do Campeonato Carioca.
Na primeira e segunda etapa de estreantes meu irmão correu com uma Simca Chambord Tufão, havia um engano que ele correra com Emisul, mas já pesquisamos e vimos que algumas revistas se equivocaram.
Bem, ele não iria participar desta corrida de Kombi.
No sábado, estava com sua Simca pra tirar tempo classificatório, quando viu o mesmo tipo de treino das Kombis não se conteve e resolveu correr.
Acabado o treino fomos para o colégio e ele pegou esta Kombi velha, azul e cinza, que era do colégio, como bem reconheceu Laerte Aguiar que estudava lá naquela época.
Aí, surgiu um problema, pois a Simca estava patinando bastante.
Vejam como as coisas mudam, nesta época aos sábados não havia casas de autopeças abertas, portanto não podíamos comprar disco de embreagem.
O mecânico dele Antonio da Memória aconselhou-o a não correr assim, mas ele insistiu e perguntou a ele se não podia dar algum tipo de jeitinho.
Memória disse que podia dar uma pequena lixada na embreagem, fomos, então, para a oficina do da Memória, que ficava no bairro de Botafogo, na Pinheiro Guimarães, onde ele retirou o motor e deu a lixada. Enfim, uma meia sola, sinceramente, não senti quase diferença, percebi que continuava a patinar.
No dia seguinte domingo, ele alinhou em último, pois não havia participado do treino e, pouco a pouco, andando no miolo muitas das vezes em três rodas, foi chegando nos ponteiros.
Na penúltima volta colou no ponteiro Marcus Vinicius que também corria de estreantes.
Aí, foi bem divertido, quem da mesma forma que eu assistiu, se lembra dele balançando o corpo tentando embalar a Kombi.
Esta foto é da última volta no exato momento que ele conseguiu passar o Marcus na curva do Pinheirinho, a curva seguinte a do S.
Eles chegaram bem próximos à linha de chegada, Sérgio com o tempo de 26m 56 segundos e 8 décimos e Marcus com 26m 57 segundos e 4 décimos, respectivamente com média horária de 74, 146 km/h e 74, 128K km/h.
Bem, pra alegrar mais nosso domingo, logo a seguir ele entrou na Simca e ganhou a corrida de estreantes.
Amigos
Desculpem-me, cheguei atrasado no boteco eletrônico.
Além de ter ficado fora hoje devido alguns compromissos, estou escrevendo com as honrosas parcerias do grande Luizinho Pereira Bueno, Ricardo Achcar, Amauri Mesquita, Joaquim Lopes e Ricardo Cunha a história do Torneio Nacional Ford Corcel 1971- Um Turbilhão de Emoções Para Todos Gostos.
A matéria está ficando muito bacana, as fotos do show dos 12 pilotos americanos então, tá muito legal.
Pra vocês terem uma idéia participaram 50 pilotos de todo Brasil disputando com Corcéis tirados aleatoriamente da linha de montagem, sendo indicados pelas federações de cada estado os que elas julgassem os mais graduados.
Tivemos então pilotos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Brasília.
Acresça a isso que além de outros prêmios, os vencedores de Interlagos e do Rio, ganhariam um Corcel e uma Belina 0 km.
Estamos escrevendo esta matéria que me foi encomendada por Ricardo Machado do site Óbvio. Ele ficou doido quando viu meu acervo de fotos – tiradas pelo fotógrafo Waldir Braga – dos Corcéis em duas rodas, motos voando por cima deles, etc.
Quando ele olhou tudo isso e, é chato falar em causa própria, mas pesquisando na revista Auto Esporte, descobriu que eu havia feito a melhor volta da bateria final, me encomendou que escrevesse sobre os bastidores deste evento.
Como Luizinho em Interlagos e Ricardo e Amauri aqui no Rio se destacaram bastante, decidi convidá-los pra colaborarem nesta matéria.
Amauri tem bastante material, pena que ele e Luizinho não conseguem ainda usar o computador.
Por ser o mais novo e admirador sincero deles achei que suas histórias e preciosos pontos de vista de uma mesma corrida não deveriam ficar ocultos de nós, resolvi, então, fazer esta ponte dando voz a eles que por estarem já com certa idade não conseguiram ainda dominar o mundo virtual – o que é bem compreensível – porém trazem histórias-tesouros maravilhosas.
Aí, põe tempo nisso, esperando pelo correio chegar farto material xerocado de Amauri, longos bate-papos por telefone com Luizinho, entenderam?
Gente, estou tão empolgado com esta matéria que me distraí e acabei me estendendo bastante. Desculpem-me, vou falar da corrida de Kombi em comentário logo a seguir.
A corrida foi em Jacarepaguá, na pista original do autódromo.
O vencedor foi o Sérgio Cardoso, que guiava pacas, embora a pinta de garotão meio irresponsável. Foi invenção do Girão, português que presidia a faderação carioca, meio autoritário, mas no fundo gente boa, e um cara interessado e competente.
É melhor correr de kombi, do que viajar com bexigas….rsrsrsr
Ah !!!! Os dinosauros de Sampa vão lembrar dos rachas da Rua Itápolis, no Pacaembu.
A festa era descer aquilo de lado, com o motorista da casa – Sr. Armando, o grande irresponsável – agarrado no banco do carona !
Muitos carros bons – com maus motoristas, comeram poeira por lá.
Por onde será que anda meu amigo Vinícius, colega de Rio Branco e tb exímio piloto-de-kombi ?
Anos depois, nos fins de tarde, saíamos de Interlagos fazendo trenzinho, o Kakó Quartim de Morais com a Kombi do PV ; o Keko, com a Kombi do ACESP; e eu com Kombi da escola.
Parachoques colados, cada um empurrando o outro, antes da João Dias, o trenzinho já estava a mais de 140 km/h.
O Kakó tá lá com a turma de cima.
Por onde será que anda o Keko ?
Bons tempos…
Sr. Flávio
Aqui em Santo André, pelos idos do início dos 70’s, havia uma kombi de um nosso amigo, com o famoso Kitão Vicsa 2.000, comando P3, duas webber 45, válvulas 40/36, taxa 9 1/2 X 1, sem caixa de redução, coroa 8×33, quarta curta.
A grande atração era vê-la dando “pau” em veraneio. Era lindo..
O Reginaldo tem toda a razão,brincar com uma kombi é realmente muito divertido.
Flaviooo…
Mostra a sua Kombi aiii……
Como Kombizeiro por muitos anos, desde uma corujinha até uma diesel, posso afirmar ser um tes.ão levar as Catarinas aí no limite. Escapa de traseira que é um assombro mas, bem fácil de corrigir. Com uns 200/250 quilos de lastro então, grudava no chão. Descendo a serra de Caraguatatuba, não tinha prá ngm. era pé embaixo direto. Verdade que eu sabia até onde as pedras soltas ficavam afinal ia 3 vezes por semana. Ô tempo bom. Putz, quanta irresponsabilidade.
Mas era bom demais.
Desconhecia que os irmãos Cardoso também brincaram com elas em pista. Aguardo o relato…
E ainda tem gente que não gosta de Kombi…não sabem o que é bom…
Gomes,como faço para mandar uma imagem pro blog????
Um abraço
Flávio, com essa foto o Sérgio Berinjela vai retomar toda aquela idéia novamente.
Erick, eu já acho que foi o Sergio, irmão do Sidney…mas, quem pode elucidar essa bagaça é o próprio Sidney!
Eric
Quem está na foto é o Sergio Cardoso, a de saia e blusa, irmão do Sidney que inclusive foi o vencedor com a velha kombi do CAI #13.
É Jacarepaguá sim Gomes, sou local e aqueles morros são inconfundíveis. Abraços!
o FG deveria montar uma Kombi para correr. Bem mais fácil de manter que o DKW….quebrou um motor, encontra peça em qualquer buraco!
Dada a posição de dirigir da Kombi e sua natureza eminentemente de transportadora de volumes, eu chamo essa corrida de “bisavó da Truck”. Foi em Jacarepaguá, que, na época, acho que não tinha ainda o traçado definitivo. Ou ex-definitivo, depois que o alcaide ladrão acabou com o que era tão bom.
Se não me engano,um dos pilotos acima nas Kombis era Mestre Sidney Cardoso.Acho que foi a unica corrida de Kombis…
Ou estou confundindo tudo?
Opa esse post já apareceu pelo blog, mas sempre vale a pena ver de novo.
inclusive deixo espaço para o grande Sidney Cardoso se pronunciar visto que seru irmão Sérgio foi o ganhador desse prova.
Aqui no Paraná também teve. Lá pelos idos de 1960, em Cascavel!!!
Não sabia que tinha acontecido corrida de Kombis no Rio. Massa. Essas bichinhas voam.