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quarta-feira, 17 de março de 2010 - 16:17Colunas Apex

A CHATICE, BY JUNG

SÃO PAULO (tema único e fundamental) – Andre Jung já pingou sua coluna pós-Bahrein no Grande Prêmio. A discussão não poderia ser outra: o fim do reabastecimento vai aumentar a chatice das corridas? O tiro da FIA saiu pela culatra? É só ler lá, e comentar aqui. A ilustração é da Marta Oliveira.

98 comentários

  1. Braulio Gerhardt disse:

    Eu não troco uma ultrapassagem na pista por 20 ultrapassagens nos pit-stops.
    Se tiver que ser uma procissão, que seja. Até aparecer algum piloto com culhões pra arriscar uma ultrapassagem.

  2. Marcelo disse:

    Como aerodinamicista, tudo que eu gostaria de dizer está escrito aqui, dito pelo Frank Dernie:

    http://www.jamesallenonf1.com/2010/03/getting-rid-of-aero-in-f1-the-counterargument/

  3. Luciano disse:

    Não atacaram os problemas principais:

    - Carros muito longos e estreitos. Deveriam ser mais curtos e largos, como os antigos, que geravam mais vácuo nas retas.

    -Pneus estreitos demais. Deveriam voltar a ser como eram até 1992. Mais aderência mecânica.

    -Restrições maiores à aerodinâmica e aerofólios, e eliminação de traquitanas como difusores “double-decker”, feitas para gerar turbulência para os carros de trás.

    -Restrições nos freios, para que os pilotos tenham de frear antes

    -E o principal: mandar o maldito Tilke à PQP e destruir as “pistas” que ele projetou a golpes de picareta.

  4. Marcelo disse:

    Solução existe, pois basta comparar as corridas que houveram no final de semana. Na Indy, a corrida tinha 75 voltas, foi encurtada para 61 por causa do tempo, e dessas 61 só 42 foram em bandeira verde. Mesmo assim, foram contabilizadas 95 ultrapassagens. Foram 7 mudanças na liderança da corrida.

  5. André Luiz disse:

    O grande erro foi ter começado a temporada nessa pista sem graça do Bahrein.

  6. Xandão disse:

    Quando o campeonato era centralizado em uma unica equipe e seus dois pilotos (senna/prost) todo mundo achava bom. agora reclamam quando tem 4 equipes na disputa.
    è a falta de um brasileiro na luta pelo campeonato? parece que pouca gente acredita em massa.

  7. Mauricio MV. disse:

    Penso que a F1 ficaria mais interessante se os motores voltassem a ter configurações variadas (V8,V10,V12…).

  8. Mattos disse:

    Gente, podem colocar a vitória valendo mil pontos e o segundo lugar valendo 2. Isso não vai mudar nada! O reabastecimento trazia variedade de estratégia, e é lógico que isso dava mais emoção. Não to entendendo esse espanto todo agora, pra mim a mudança era prejudicial desde o primeiro momento. Não era preciso começar o campeonato pra ver isso. Balela de narrador animador de torcida, piloto nenhum deixa de querer a vitória pq vale 10 ou 20 pontos. O fim do reabastecimento só piora o espetáculo.
    As pessoas se esqueceram dos tempos em que o cara largava na frente com o melhor carro e bye bye disputa. A volta do reabastecimento melhorou tudo! Mas aí depois de anos virou vilão…

  9. Carlos Adriano disse:

    Dessa vez o Jung deu bola fora. Em apenas uma corrida não dá para fazer uma análise definitiva. A corrida foi chata, isso foi, como tivemos muitas outras em todos os anos. O bicho vai pegar quando na classificação um pioto tiver 40, 50 pontos mais que o outro. Aí vai dar pane no cara. O que acontece é que hoje ninguém quer arriscar nada, cada ponto conquistado vale muito e aí fica naquela: mais vale um na mão de dois voando. Acho que deveria voltar o descarte de corridas, umas 4. Assim, valeria a pena ser mais ousado, pois uma eventual batida/escapada poderia ser descartada. Não me venham falar que é injusto, pois se estiver no regulamento desde o início, todos estariam cientes. Do jeito que está, é priorizado a regularidade, pois deixar de pontuar numa corrida é quase fatal para o campenonato.

  10. Paulo Barros disse:

    Comentando rapidamente:

    As corridas vão ser decididas no treino.

    A globo podia mudar o tema de abertura para a canção do Gilberto Gil:

    “Olha lá, vai passando a procissão, se arrastando que nem cobra pelo chão…”

    Acho mais apropriado…

  11. Leonardo disse:

    Não concordo com regras como essa de que os 10 primeiros são obrigados a largar com pneus já usados. Isso é querer forçar quem vem de trás a conseguir ultrapassar por estar com o carro melhor em determinado momento. É como se dissessem (exagerando um pouco no exemplo) que os primeiros só podem usar até a 6ª marchas enquanto que os de trás podem ir até a 7ª, e depois que fossem ultrapassados poderiam voltar a andar normalmente.

    Quanto ao combustível, nos últimos anos havia o reabastecimento que daria mais variáveis de estratégia, mas a regra de largar com o combustível da classificação travava isso e deixava todos com praticamente a mesma estratégia. Fora que existia aquela ultrapassagem que o piloto antes de entrar no boxe voava nas últimas voltas e depois voltava à pista na frente. Ultrapassagem pra mim é na pista, ultrapassagem de boxe como essa é apenas um ganho de posição.

    Tenho certeza que o que todos querem ver não é muitas variações de posição, mas sim brigas por essas posições na pista, lutas para chegar na frente de outro piloto e conquistar a vitória. É o que acho que está acontecendo na F1 também. Acho que falta muita gana aos pilotos atuais em vencer corridas, buscar sempre posições mais à frente ao final dos GPs. Parece que hoje busca-se muito a regularidade e não aquela vontade de sempre se superar que víamos antigamente.

    E pra terminar. Os circuitos novos da F1, gerando ou não ultrapassagens, são muito chatos mesmo.

  12. PC Crusca disse:

    Aliás, muitíssimo interessante também seria o banimento das comunicações por rádio entre equipe e piloto.

    Tudo teria que ser feito por placas na reta dos boxes, e a tal da telemetria e frescuras tecnológicas não interfeririam na corrida em si.

  13. PC Crusca disse:

    Eu acredito que, realmente, não há solução para a questão de ultrapassagens, mas dá sim pra deixar as corridas muito mais emocionantes, com as seguintes medidas:

    1 – 2 tipos de pneus: um muito resistente e lento, com as ranhuras que existiam até 2007, e outro slick, bem menos resistente e rápido;

    2 – Volta do reabastecimento, mas de forma livre. O piloto pode treinar sem combustível no treino classificatório e largar de tanque cheio, se quiser, na corrida;

    3 – Todos os tempos do treino de classificação ficam valendo. Continua a eliminação de pilotos, mas os tempos continuam contando para a pole. Por exemplo, na última corrida, o Alonso fez, no Q2, 1:54:1, e no Q3 1:54:3, enquanto o Massa fez, no Q3, 1:54:2 e largou na frente do Alonso, porque o seu melhor tempo foi desconsiderado;

    4 – Banimento de Hermann Tilke da F1, e reforma dos circuitos, com curvas mais rápidas e perigosas, que levem os pilotos a cometerem mais erros;

    5 – Volta dos traçados antigos de Hockenheim, Spa-Francoschamps, Montmeló e volta do GP da França em Magny-Cours; Exclusão do GP da Hungria – entrada do GP de Laguna Seca…

    • Roberto Fróes disse:

      Taí, gostei de grande parte das sugestões do PC Crusca.
      Faltou falar na recuperação do antigo circuito de Interlagos.
      A F1 há muito tempo – desde que virou business – ficou chata. A parte comercial esmagando a parte esportiva. Reverteu no que é hoje…

  14. LH disse:

    A turma da “Era Schumacher” gosta mesmo é de ganhar nos boxes, na tática. A tática tem que ser a única que sempre existiu: andar o mais rapido possível sem consumir excessivamente o equipamento. Um bando de bunda mole.

  15. CRT disse:

    A questão nunca é levada ao que realmente interessa. O fato de que não há mais pilotos correndo. Devo admitir que tem pessoas na F1 com habilidades acima da média, mas lembrando que são pessoas preparadas, moldadas para dirigir, a exemplo do Hamilton.
    Muito me irrita esse negócio de “Mago da Estratégia” ou “Gênio da Aerodinâmica”. A eles são creditados os méritos de uma corrida vencedora, e não ao piloto.
    O diálogo entre Massa e seu engenheiro reflete isso, quando o box pediu à Massa para poupar o motor pensando no campeonato. O de Vettel foi pior ainda. Vendo-se em dificuldade, suplicou ao box por uma solução.
    Deviam, sim, era banir as comunicações em tempo real entre o box e os pilotos. Se quisessem falar, que fosse por meio das placas ou instruções nos pit stops. E só.

  16. JP disse:

    Pra mim, é uma soma de fatores:
    Aerodinâmica dos carros;
    Capacidade de frenagem;
    Capacidade de aceleração;
    Preocupação dos pilotos com prejuízos (tudo muito caro);
    Influência excessiva dos engenheiros nas corridas;
    Priorização do lado “business”, em detrimento do lado esportivo.

  17. porsche 917 disse:

    Parte da culpa da falta de ultrapassagens é da própria FIA, que liberou os difusores que dão mais downforce aos carros e criam turbulencia que é sentida , com perda de downforce, pelo carro que se aproxima. Pô, a FIA criou grupo de estudo pra apontar soluções que aumentem o vacuo, pra permitir ultrapassagens e liberou desde o ano passado os difusores. Acredito que a decisão tenha sido política, devido ao medo da debandada de montadoras, mas o que se viu, taí, um tiro no pé, já que esse ano tem até difusor triplo. A outra parcela de culpa pela falta de ultrapassagens cabe aos pilotos que não tem arrojo e que sucumbem às decisões de equipe de não arriscar nada. Isso só vai mudar quando começar cair a audiencia e o público nos autódromos e aí os promotores sentindo a diminuição na arrecadação, talvez se esforcem em mudar o regulamento.

  18. JONAS disse:

    As corridas de F1 tem sido chatas há um bom tempo….ou voces vão dizer que ultrapassar nos pits é emocionante?

  19. Fábio Amparo disse:

    Achei a corrida um baita chatice também. Não chegou nem perto das antigas.

    Se não fosse pelo problema no motor do Vettel, eu consideraria com a mais chata de todas.

    Muito diferente da Indy em SP. Mesmo com todos os problemas no autódromo, etc a corrida teve 95 ultrapassagens pelas contas oficiais.

    O dia que a F1 chegar em um terço disso em uma corrida, aí sim quem sabe trará alguma emoção.

  20. Júlio disse:

    Não concordo com o Jung, é muito cedo para se tirar qualquer tipo de conclusão. As equipes e pilotos tem que se acostumar primeiro com as novas regras e com a nova dinâmica das corridas, sem o reabastecimento.

    A impressão que tive é que todas as equipes estavam avaliando todas as alternativas que poderiam ser usadas em uma corrida, sem arriscar para não perder tempo, ou seja, a corrida ficou mais para um teste de luxo do que uma mostra do que será o resto da temporada.

    Outra impressão que tenho é a de que nos últimos anos as pessoas tem ficado extremamente ansiosas com relação à F-1, não se consegue avaliar nada, querem resultados para ontem, querem que as corridas sejam como 20, 30 anos atrás, mas se esquecem que há 20, 30 anos atrás também tínhamos corridas chatíssimas…

  21. Moncho disse:

    Considero toda essa discussão extremamente ridícula. Acompanho a F1 desde os 60′s, bem antes da TV e do fenômeno Emerson. SEMPRE existe um monte de gente nessa ladainha de “chatice”, falta de emoção, que tem que mudar, que os pontos é isso, que os pontos é aquilo, e põe reabastecimento, e tira. Ridículo! Reclamam e reclamarão de qualquer modo e sempre, mas a F1 continua aí, forte e cada vez mais vista em todo mundo. Em especial em paises como Itália e Inglaterra que valorizam o esporte e os pilotos – não vêem o ambiente como um circo de animais amestrados a seu bel prazer de torcedores toscos.

    Ora, não podem ser TODAS as corridas SEMPRE disputadas roda a roda e até no tapa. A emoção está justamente aí: alguns sempre dominarão, ou não haveria vencedores – seria sempre um empurra empurra entre pilotos se trombando e os resultados seriam uma loteria. F1 não é monomarca nem F Indy! Existem fases. Ferrari dominou 5 anos. Depois veio Renault. Já teve Shadow que entusiasmou no primeiro ano (e não tivemos agora a Brawn?…). Tivemos pilotos incríveis, mas que nunca foram campeões. A tal “emoção” pode surgir a qualquer momento sob quaisquer regras que sejam! Se fosse a cada instante, não seria mais emoção…

    A continuar essa discussão estéril, surgirão propostas absurdas como aquela que previa direito aos retardatários de usarem atalhos para poder passar à frente! Os melhores descartarem pontos (o que já houve…), uma espécie de “socialismo”, no caso: quem tem mais, tem que distribuir… Ridículo. Ora, um sempre vai dominar. Uma equipe sempre encontrará melhor solução. Na vida também é assim!

    Aliás, há tempos não se via tanta gente com chance de vitória. Há 8 carros na frente! Senna viveu uma época de duas equipes de ponta: acaso alguém achava “uma chatice”? Não têm o que falar! Um aí até considera que sete pontos de diferença para o segundo lugar não são incentivo à ultrapassagem. Santo Dio!, já vimos disputas acirradas por um pontinho do sexto lugar. Já vimos Vettel perder corrida para não ceder a ponta!

    As pessoas saem por aí opinando baseadas em falácias. Ora, Massa NUNCA iria atacar Alonso se seu carro sofria superaquecimento! Ou queriam que atacasse só para satisfazer a cria global sob a batuta dos galvões de sempre?! Hamilton não subiu em Massa porque o carro não deu. Cada corrida é uma corrida.

    Sob os pontos antigos (tão “chatos”…), quem pode dizer que a final em Interlagos com a vitória do Lewis por UM ponto foi mesmice, chatice, marmelada? Que querem?, um amontoado de ferros retorcidos e sangue espirrando a cada embate? Pois na regra “chata” antiga teve disso naquele fim de semana memorável em Ímola…

    Pena que depois de enterrado Senna, a audiência tenha caído em mais de 50%! Eram aqueles que viam corrida para ver o “brasileiro ganhar”… Para “torcer”, feito pra time de futebol… Para ouvir a musiquinha brega e os urros da babacolândia dominical que acha agora que a F1 “não tem mais emoção”… Que vão brincar de autorama, pois. Ou trombar carro velho em campo de futebol como nos States…

    • Pedro Jungbluth disse:

      Não sei se você concorda, mas uma coisa que assusta é que os pilotos reclamam da falta de emoção, mas eles mesmo não se arriscam. Um Hamilton, um Vettel, são sangue novo, tem uma nova postura e uma nova gana de vencer.
      Que os Webber da vida parem de reclamar e se aposentem.

  22. Conan disse:

    Que tal definir as posições de largada por sorteio?
    Diminui o gasto (sem os chatissimos treinos de classificação) e melhora muito o espetáculo.

  23. Insatisfeito com Tudo e com Todos disse:

    Depois de ler todos estes posts: A F1 está numa encruzilhada mortal. Ou muda radicalmente para esporte ou acaba enquanto business……. Eles querem as duas coisas e não tem nenhuma!!!!!!

  24. Gilberto H disse:

    Que bom que alguém também viu: é óbvio que todo mundo com (quase) o mesmo peso o tempo todo vai gerar menos ultrapassagens (ainda).

  25. Pedro Jungbluth disse:

    Desculpe falar, mas tremenda asneira. Não dá pra julgar a regra por uma corrida. A pista do Bahrein foi péssima.
    Pilotos reclama pela falta de oportunidades de troca de posição. Se tivessem mais pits e mais estratégias, seriam todas trocas nos boxes, chato pacaraio.
    Acho que os últimos anos criaram uma geração de pilotos burocráticos e sem graça.
    Isso muda a medida que os corajosos que se arriscam recomeçarem a ser valorizados.
    Coisas que os times/empresas não querem, querem é estabilidade para muitos “business”, eles não querem riscos, os time sgrandes não podem começar a perder por causa de pilotos, azar, etc, não compensa o investimento.

    Esse é o grande motivo que ultrapassagens nunca vão ser muito aceitas, enquanto a F1 mantiver os atuais custos. É muita grana em jogo pra arriscar num mero esporte.
    F1 é apenas uma ótima ferramenta “business to business”, só isso.

  26. hugo disse:

    F-1 não mudou muito do que sempre foi: uma, duas ou três equipes no maximo disputando o título, o resto brigando pra ser coadjuvante. O que atraiu a atenção do brasileiro pra F-1 foi a presença duarante quase tres décadas de três pilotos fantásticos…
    Depois a gente ficou torcendo por uma corrida com ultrapassagens porque não tinha ninguem pra torcer…
    Ou alguém se preocupava com isso quando tinha Emerson, Piquet e Senna?

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