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sexta-feira, 27 de agosto de 2010 - 13:15Fusca & cia., Museus & coleções, Rali

FUSCA DO DIA

SÃO PAULO (poeira nobre) – Reproduzo texto que o Luciano Castrol mandou, tirado daqui, o site do Clube Porto Alegre de Rallye. Para comemorar a chegada de mais duas grandes figuras ao museu do Trevisan, nosso guardião.

Duas épicas conquistas de pilotos gaúchos ganharam um espaço nobre para ficar guardado na história do automobilismo. O Fusca do Clube Porto Alegre de Rallye vencedor do Rallye Volta da América em 1978 e a Brasília usada no World Cup Rallye em 1974 foram apresentados ao público no Museu do Automobilismo de Passo Fundo. A cerimônia foi festiva e marcada por muita emoção durante as lembranças de superação dos participantes.

O Volkswagen Sedan 1300 L de número 110 é uma reprodução idêntica ao veículo usado na competição que teve 39 dias de duração. A largada foi na região central de Buenos Aires, na Argentina, no dia 17 de agosto de 1978. Os participantes seguiram por 29 mil quilômetros cruzando o Uruguai, Paraguai, Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e retornando à capital argentina. A dupla foi formada por Neri Carlos Reolon, natural de Passo Fundo, e Christiano Nygaard, de Porto Alegre.

O carro pertence ao Clube Porto Alegre de Rallye e esteve originalmente no Museu da Ulbra. Agora vai compor um segmento voltado ao rali resgatando a história e valorizando o esporte. Em seu discurso, o piloto Neri Reolon foi às lágrimas ao contar momentos de sacrifício vividos durante a corrida no interior do Fusca. “É mais uma situação bastante emocionante para mim. Primeiro com a participação e vitória na prova e depois com o lançamento do livro e exposição na Ulbra, Agora com esse termo de cedência e comodato com o museu. Sou natural de Passo Fundo e isso que estamos vendo aqui é motivo de grande orgulho e fico emocionado com isso.”

Logo na entrada do museu, o capô original usado pela Brasília da equipe brasileira encantou a todos presentes. O carro foi usado na prova que era considerada a mais difícil do mundo e teve apenas duas edições na história devido aos riscos enfrentados por pilotos e navegadores e posterior proibição pela FIA. O piloto Cláudio Müeller passou 20 dias dentro da Brasília com o navegador Carlos Guido Weck e cruzou 19 países da Europa, África e Ásia.

“Esse dia vai ficar na minha história sem dúvida nenhuma. Eu não imaginava encontrar tanta afetividade e gente que veio de tão longe. É importante deixar gravado o que cada competição representa para o piloto. Essa prova me fez um outro homem”, disse Mueller. O piloto contou aos presentes o drama vivido com a quebra do carro em meio ao deserto do Saara e uma capotagem na Turquia, na qual o carro não caiu em um barranco por pouco, sendo sustentado por uma árvore. A exibição dos dois carrros foi mais um passo importante na história do Museu do Automobilismo de Passo Fundo, que já é uma referência no Brasil. “O significado do dia de hoje é muito grande. Estamos envolvidos há tantos anos e só agora se abriu essa possibilidade de criarmos um ambiente do rali. Foi um evento especial. A gente viu aflorar muita emoção e esse é o tipo de clima que eu adoraria ver no museu. Essa relação homem-máquina e esses desafios fantásticos são memoráveis”, comentou o idealizador do museu, Paulo Trevisan.

15 comentários

  1. Pena Fialho disse:

    Onde foram parar os fuscas originais da prova?

  2. ANTONIO disse:

    Erraram na matéria. Christiano Nygaard era o piloto deste carro e Neri Reolon o navegador. Tive o grande prazer de disputar alguns rallyes com eles, grandes figuras deste esporte.

  3. PAULO TREVISAN disse:

    Esse evento múltiplo realizado dentro do Museu,com churrasco e tudo,foi um dos mais bacanas que já me envolvi porque tanto os pilotos Neri Reolon do Fusca como o Claudio Mueller da Brasilia(que reproduzimos em 45 dias)são muito falantes e agregaram muita emoção.Foram duas aventuras absurdas,e sabem quem o Mueller salvou na época em pleno deserto?Um cara chamado Stirling Moss que depois nem agradeceu.Vieram as famílias,os clubes,as confrarias do Jurássicos e da Gasolina que é aqui de PFundo.EVENTO ALTO ASTRAL.Assinei no mesmo dia um termo para receber um mega arquivo do Radialismo e Jornalismo esportivo e memória de PFundo para um futuro museu paralelo.Foi o 20ºevento que me envolvi este ano e estamos nos preparando para o futuro prédio do Museu do Automobilismo Brasileiro no inicio de 2012. O DKW do FG está exposto no Velopark por 60 dias a pedido da direção e depois retorna.A marca DKW terá uma ambientação muito especial lá na frente.Aguardem.

  4. Orlando Salomone disse:

    Temos muito a aprender com o pessoal do Sul, não é CBA?

  5. joao cesar disse:

    No meu pequeno blog http://www.maquinasehistorias.blogspot.com tem a cobertura completa do evento, com fotos dos bastidores e videos com Neri Reolon e Claúdio Muller

  6. disse:

    Paulo Trevisan, o maluco do Passat Branco!

  7. Rogério Magalhães disse:

    Só uma coisa a dizer: o Trevisan é o cara!

  8. Paulo "McCoy" Lava disse:

    Hi there!
    Estive neste weeked e, com certeza, sou apenas um ‘número’ na fila de pessoas que deixaram Passo Fundo positivamente impressionados com o evento. E não é para menos: o excelente trabalho do Paulo Trevisan é digno de aceno, reverência e elogios – muitos. Incontáveis. Tenho para mim que ele faz um serviço, cujo mérito deveria ser devidamente reconhecido pelas montadoras nacionais ( idêntico raciocínio pode ser dito em relação às entidades que comandam o esporte motorizado nacional). Mas, posto tal desinteresse por parte das fábricas e das chamadas ‘associações de classe’, fico com a impressão de que para estas instituições, a simples menção da frase ‘preservação da memória automotiva nacional’ equivale a gritar ‘fogo’ em um cinema lotado — o pessoal sai correndo e sequer pensa em conversar. Como diria conhecimento comentarista gaúcho, abre aspas ‘lamentável, lamentável. Extremamente lamentável’. Ou, para utilizar um exemplo envolvendo o mundo do automobilismo, ao ver em exposição diversos monopostos de Fórmula Ford, me veio a mente uma frase de Mr. Edsel Bryant Ford II, que, pelo sobrenome, vocês logo sacaram tratar-se do herdeiro — e um dos comandantes — do grupo Ford. A frase, devidamente publicada em livro oficial da companhia diz, abre aspas, ‘Meu bisavô soube entender o valor do automobilismo e o que isto significaria para a companhia”. Em resumo: a diretoria da Ford Motor Company Brazil precisa saber disso… e demonstrar preocupação com a história e a manutenção do programa ‘motorsport’; tenho certeza de que o Trevisan receberia estes gerentes de braços abertos para conversar com automobilismo. Mas aí seria sonhar alto demais, não é?

  9. FRANCESCO disse:

    MUITO BOM VER MATÉRIA DE RALLY NESTE BLOG…….VCS NÃO IMAGINAM COMO A TURMA DO SUL PRESERVA E LEVA A SÉRIO O MUNDO OFF ROAD………TANTO QUE A MAIOR FEIRA DE JEEP DO BRASIL, FENAJEEP, ACONTECE EM BRUSQUE – SC, E VIRA PONTO DE ENCONTRO DE AMIGOS DE TODO O BRASIL

  10. Edilson Vieira disse:

    Provas de 29 mil kms! Bons tempos….

  11. Edilson Vieira disse:

    Que beleza, duas histórias que realmente mereciam ser imortalizadas e dois carros que merecem ser admirados. Deu saudade do meu Passat 78 de rali.

  12. FES disse:

    Putz… o seu DKVê ta la também!!!

    Ele ficará em exposição no museu também ou só no site?

  13. ALEX B. disse:

    Putz, este Trevisan merece uma “stauta”!!! E aquela Brasilha merece tudo e muito mais!

  14. vitão disse:

    só o Trevisan para trazer à tona partes importantes da memória automibilsitica. Belíssima iniciativa.

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