OS MOTORES

SÃO PAULO (briga surda) – A história é a seguinte: Ferrari e Mercedes querem que a FIA adie por dois anos adoção dos novos motores da F-1, marcada para 2013. Para quem não sabe, eles passarão a ser turbo, 1.6 e de quatro cilindros, contra os aspirados 2.4 V8 atuais. A Renault avisou que se FIA atender às demandas ferraristas e mercêdicas cai fora da categoria. A Cosworth não fala nada porque não se sabe sequer se continua. Todt disse que foram realizados 11 encontros técnicos para se chegar ao modelo de motorização escolhido e que não vê sentido em adiamento algum. Mas admite negociar, porque afinal de contas não é o dono da F-1.

O bicho está pegando.

Comentários

  • F1 de verdade é força livre, liberem tudo, cada equipe usa o motor que quiser (ou puder) dentro dos 3500cc aspirado ou 1500cc turbo. Esta F1 que está aí cheia de regulamentos é falsa, não é F1 de verdade, só serve para pilotos de videogame como os atuais. Queremos carros diferentes, motores diferentes, pneus diferentes, carros ariscos e difíceis de pilotar, etc, deixem o lance monomarca para os norteamericanos.
    Abs,
    MT.

  • MCLAREN MP4/4

    Não estou com tempo pra procurar, mas acho que os carros da McLaren de 1988 tinham motores HONDA 4 cilindros TURBO. E dominaram a temporada. A melhor combinação equipe/carros/pilotos de todos os tempos.

  • Hoje com o desenvolvimento da eletronica é possivel obter-se 800 cv por litro com os motores turbo. Assim, quem acha que a coisa vai ficar mais devagar ou menos ruidoso não sabe o que está falando. Usando 500 bar de pressão na injeção direta de combustivel, é possivel obter-se consumo especifico (grama/hora/cv) mais baixo que os motores aspirados e portanto carregar bem menos combustivel na largada e daí ser mais rapido na pista. Isso vai reverter imediatamente para os carros de rua. A tendencia é motor pequeno com turbo e injeção direta. Isso não vai mudar , pois o combustivel so vai ficar mais caro. Nas 24 horas de Le Mans, os Audi e Peugeut usam motores turbo de injeção direta e praticamente sepultaram a concorrencia. Quem estiver preocupado com custo vai correr na Indy ou na Nascar. Ou na Stock .

  • É galera,o politicamente correto falando cada vez mais alto e os motores silenciando.
    Se Ferrari, Mercedes e Mclaren não querem ,então não precisam continuar na F1,pois são os verdadeiros pilares ,principalmente o time vermeho de Maranello(embora não dseja fã, reconheço a importancia deles na categoria).e o Batalhão de Woking.
    Poderiam criar uma categoria livre da imposição do Bernie,reduziriam a influencia da FIA,não teriam que limitar investimentos,não precisariam restringir patrocinios(cigarros e bebidas) e poderiam correr somente aonde o povo realmente gosta de corrida.
    Seria como a Penske e a Ganassi fizeram com a ChampCar.Mas o Impacto seria ainda maior.

  • Sou a favor dos 1.6 turbo. Ninguém no futuro usará V6, V8, V12. São beberrões e incompatíveis com o meio ambiente.

    Erupção vulcânica é obra da natureza. Ela pode poluir. Nós não.

    A F 1 tem de servir para desenvolver tecnologia para os carros de passeio. No futuro usaremos motores turbo e elétricos. Mais econômicos e mais eficientes.

    “Quando não restar mais nenhuma árvore, nenhum animal silvestre, o homem então perceberá que ele não come dinheiro. ” Cacique de tribo americana, 1865.

  • Notícias do futuro: “FIA estabelece motor 1.0, 4 cilindros, sem turbo e pra durar 150000 km. Mercedes afirma: ‘Vai ser ótimo pra divulgação do Smart for One.’ Citroën se anima: ‘Iremos entrar com o 2cv NEO e seremos competitivos.’ Ferrari/FIAT já tem vantagem: ‘Nosso motor Fire 1.0 já tem décadas de desenvolvimento. Nosso Uno Sport será o mais rápido!'”

  • Mercedes e Ferrari querem dois anos de adiamento, e Renault não quer adiamento… já estou vendo, vão adiar por um ano.

    Eu também ainda não engoli essa história de mudar os motores para deixar a F1 mais verde. A razão deve ser outra. Será que é para deixar a F1 menos barulhenta? Temos que lembrar que a corrida da Bélgica já esteve ameaçada por causa disso, e não deve ser o único local em que fazem reclamações. Ou será que querem levar a F1 para um cafundó a 4000 metros de altitude?

    (se sair mensagem repetida me desculpem, mas deu pau bem na hora de enviar)

  • Isso não tem nada de perda em desempenho, pois os motores mais potentes da história da F1 eram 1.5 Turbo alguns v6 e outros 4 cilindros…

    E acho que seria uma boa à volta dos turbos, pois pode mudar a pressão da turbina com booster e nem precisa usar a asa móvel… Era assim antes saia do vácuo e apertava o botão e pronto.

    A BMW 4 cilindros em testes chegou a 1.400hp.

    O problema é marketing de venda, pois a Ferrari não tem carro 4 cilindros a venda no mercado!

    Já a Renault tem muitos…

  • É só a Ferrari deixar de usar o nome nos carros de corrida e usá-lo somente para os carros esporte. Na Fórmula 1, ela passaria a correr de FIAT !!!
    Imagina o Fernando Alonso (el fodon de las Asturias) “pilotando” um FIAT !!! he he he … .
    Acho que até eu venderia o meu carro e compraria um FIAT (só pra dar uma forcinha …)!
    A Mercedes poderia fornecer motores Swatch !!!!

  • Motor 4cilindros em linha 1.6 turbo?

    Vou montar uma equipe de F-1. Só comprar alguns APs e preparar, colocar o turbo e pronto, temos o motor.

    O que acha Flavio? grande premio racing? Na Globo seria GPR – Volkswagen.

    Se preferir, podemos pegar uns motores de Lada também. Ganharemos em confiabilidade.

    • Boa. Mas acho que ele manteria os V8, aumentando apenas a capacidade dos motores(usando polegadas cúbicas como medida padrão). Sei lá, talvez um mínimo de 427 (7.0), por exemplo. E passaria a contar as corridas em milhas, porque ele não sabe quanto é 1 quilômetro.

  • Demagogia e marketing puro, quero ver em números qual será essa redução… já foi comprovado que um Boeing em uma viagem inter continental emite mais carbono, alcatrão, nicotina e óleo de mamona (;-p) que a F1 em uma temporada inteira! É fato que a gasolina é um combustível poluente, troquem para o E85 (em moda na Europa) ou até mesmo o E100, ué? Com certeza esse downsizing não é interessante para uma Ferrari da vida, aliás, não deveria ser interessante para nenhum dos fabricantes, pois é um esporte que deveria ser o ápice da performance de um carro, se querem eficiência e economia, coloquem logo motores elétricos e assim assistiremos a corridas de autoramas em escala 1:1!

  • Pra mim, diminuir custos seria mais facil acabar com toda a dependencia aerodinâmica, com os pneus de chiclete que não duram nada, com o volante video game, trocando a gasolina pelo etanol, com aquele monte de gente trabalhando nos pitstops, com as mega mansões sobre rodas das equipes e mais um monte de besteiras que tornou a F1 um festival de ostentações.
    Ai sim veriamos pilotos bons controlando os carros de lado nas curvas, fazendo ultrapassagens verdadeiras.
    Hoje a F1 ta muito chata

  • Em uma epoca em que se fala em reduzir despesas, desenvolver novos motores nao aumentariam os custos? A F1 poderia imitar algumas coisas das forma americana de promover as corridas. Por exemplo cada carro da equipe com uma pintura diferente, equipes com um carro so, etc.

  • O Todt é um paspalho. Ficou de rabo preso com todo mundo pra ganhar a eleição, e agora não pode fazer nada. Tá faltando um dirigente que não fique em cima do muro, que dirija o esporte e não o interesse das montadoras ou da múmia Ecclestone.

    A F1 está um verdadeiro porre. É preciso mudar motorização e combustível sim, o mundo inteiro está fazendo isso, e se a Ferrari não quer, que saia de uma vez – já que ficam toda hora falando em sair mesmo. Tá na hora da categoria se reinventar e falar a língua do público, ao invés da língua dos CEOs.

    • Olha Jose Brabhan, voce tá olhando (prá variar, como brasileiro, apenas a f-1, mas a Renault carrrega a GP2 com seus motores a F-Renault 3.5 e 2.0 que vem revelando otimos pilotos) e tem sim força gaulesa muito grande na FIA que ainda é dirigida por um frances…..

    • Caro Kesnault, você pode até ter razão, mas eu não apostaria tanto assim no poder político da Renault escorado em Todt ou na força dos gauleses nas categorias de base. A Règie já entrou e saiu da F1 inúmeras vezes e seu CEO (e esta é hoje uma F1 de CEO´s…) não é lá muito fã da categoria de Bernie.

      Já a Ferrari, queiram ou não, tem uma força enorme dentro da F1. Continuo achando que a FIA não iria contrariar a equipe que está ininterruptamente da categoria desde 1950 e que lota os autódromos do mundo com sua legião de tifosi apenas para agradar os franceses que, humor vai, humor vem, fazem biquinho e voltam para Paris e suas GP2´s.

      Afinal de contas, é de F1 que estamos falando, não?

  • O automobilismo brasileiro está morrendo pela adoção do modelo norte americano, ou seja, apoio a Nascar brasileira (Stock car) em detrimento das categorias de fórmula (que efetivamente acabam gerando novos talentos na F1). Será q é por causa de alguns filhos de um certo narrador global???

    • Discordo,pois o automobilismo americano ainda funciona, e ao contrário do que muitos pensam, não existe apenas NASCAR e Formula Indy, exitem outras categorias ,principalmente de turismo que são a preferencia do publico , que atraem bastante publico e adeptos.
      Estamos no país do futebol e da F-1,Tem muitos pilotos bons por aí a fora ,mas se não estão na categoria blindada pela FIA, são apenas medianos. Por isso que as empresas tem receio de patrocinar pilotos e equipes.pois acreditam que ninguem vais ve-los corrernos autdromos, principalmente se estiver sendo transmitda o ” paseio-nosso-de-final-de-semana ” da F-1.
      E se ninguém vai aos autodrmos,por que mantê-los?
      O automobilismo na America funciona,o Argentino funciona, o japones, o alemão ,o australiano, todos pois não restrigem sua atenção somente a Formula 1

  • Esporte movido a petróleo, por causa das questões ambientais, está fadado à morte. A F1, igualmente a outras categorias movidas a petróleo, terá de encontrar combustíveis que não agridam o meio-ambiente. A Fórmula Indy, parece, usa etanol, que polui menos, poderia ser uma caminho pra F1.

    Os carros poderiam ser elétricos, mas muito da graça do esporte iria pras cucuias, já que não haveria o ronco dos motores, um dos elementos definidores do espetáculo.

    Imagina uma Ferrari roncando igual a uma secador de cabelo? Não dá.

    • Na época dos v12 e de aderência mecânica, também existiam os 1.5 turbo com 4 cilindros da BMW, Porsche TAG, Honda. O motor turbo nessa época chegava a mais de mil cavalos enquanto hj chega a no máximo 800. Portanto, não é o motor que influencia na necessidade ou não da aerodinâmica, mas sim a potencia obtida por ele. Se a potencia não cair drasticamente, o comportamento aerodinâmico dos carros será o mesmo.