22 DIAS

SÃO PAULO (onde estava isso?) – Graças ao blog do Rodrigo Mattar (e ao comendador Ceregatti, que me avisou rapidinho), talvez o vídeo mais legal de todos os tempos. Trata-se do teste de 50 mil km que a Willys fez com um Gordini para bater recordes mundiais de durabilidade em Interlagos, em 1964. Foram 22 dias rodando sem parar com os pilotos da equipe, liderados pelo inesquecível Luiz Antônio Greco. O Bird conta essa história divinamente. Mas melhor do que tudo é ver. Vale cada segundo.

Comentários

  • A Willys acabou tapando a boca de quem chamava o Gordini de Leite Glória. Esse aí tava mais prá Leite Ninho, não desmanchou nem batendo.. Aproveitou a onda para batizar o modelo popular, vendido via financiamento da CEF entre 65 e 66 de TEIMOSO. Outro dia vi um Gordini III verdinho em um encontro, rodas de Berlineta, tampa de valvulas de alumínio, bem ao estilo dos venenos de época…coisa linda. Deu vontade de ter um.

  • varios dias teve muita neblina e um bandeirinha ficou na curva tres sinalizar a curva vinham acelerando ate ver o tal bandeirinha e freiavam , mas ele foi fazer xixi e dai perderam a referencia e capotaram o carro .

  • SENSACIONAL!
    Por muitos anos guardei uma propaganda desse recorde que saiu em uma revista da época. Infelizmente perdi esta esta propaganda em uma de minhas várias mudanças de cidades, mas sempre que comentava isso com alguém, me chamavam de louco. Agora tenho como provar.
    Abraços a todos fãs de Gordinni.

  • Gordini valente. Fiquei impressionado continuarem a façanha sem o vidro dianteiro. Médicos de plantão pra monitorar os pilotos. Vivíamos muito mais com muito menos. Interlagos podia estar abandonada, mas, de fato, parecia um paraíso pra quem gosta de automobilismo. O Corcel branco só ajudou a enriquecer o documentário. Sem palavras. Imortalizou o Gordini da maneira correta. Precisou um vídeo pra provar isso.

  • Nossa, em 1964 já tinha youtube?
    se tinha não sei, mas o certo que é os textos pareciam melhores. o narrador usa “realizar-se-iam”, “incognito”, e “correlatas” sem pestanejar.
    A edição é que não era das melhores. observem na hora da contagem regressiva. a imagem não mostra o carro partindo, mas o piloto saindo do carro.
    A trilha sonora foi um sample do filme da disney, só pode.

  • foi aí que ele mudou de apelido, de Leite Gloria (desmancha sem bater), para teimoso, visto que nem a capotagem (se não me engano foi com o Bird), o fez parar.
    nota: eu ainda prefiro os DKW’s

  • Super! O mais legal de tudo foi curtir a roça em volta do autódromo, de onde saiam corcéis brancos, como de sonhos, para interferir na realidade de uma paulicéia que batia recordes atrevidos, saudáveis, sem histeria, sem arrogância. Valeu!

  • Quem capotou foi o Bird e é de chorar de rir quando ele conta a proeza…
    eu fui duas vezes em Interlagos pra ver . Demoraaaaava pra dar uma volta no anel externo…
    Mas foi show e a Willys vendeu muito Gordini depois disso.

    Foi um cala boca geral pois o apelido do carrinho era “machão” pois vivia fodendo o dono… rsrsrsrsr.

    E há que ressaltar a coragem do Greco em se meter nessa, pois o carrinho saiu direto da linha de montagem e a chance de dar certo era muito menor do que acabou acontecendo.

    Tempos ingênuos … e maravilhosos.

  • Conhecia esta historia há muitos anos, qdo li na auto esporte sobre os carros populares com incentivo fiscal no ano que nasci (1967), e li sobre este teste, e o apelido ‘teimoso’ veio pq ele capotou e mesmo assim nao parou..muito fofo este carro, um tio meu tinha qdo eu era criança, traz boas lembranças..apesar de que subir lombas em porto alegre não era com ele, kkk..
    Afinal, faço eu tb a pergunta do colega acima: onde foi parar o teimoso? ele foi restaurado daquela batida?

    • não mudou nada nos dias de hoje, apenas que burros administram o,autodromo nesses novos tempos.
      muito,legal esse video
      porque as industrias automobilisticas não fazem mais coisas comoessa?

    • Nesta época, eu, ainda criança, morando na Aclimação, achava que o Aeroporto de Congonhas era um lugar longe pra chuchú, e o Autódromo de Interlagos parecia ser em outra cidade, numa fazenda do interior, de tão distante ! Hoje, a metrópole engoliu tudo, e só nos resta a SAUDADE de um tempo bom que não volta mais.