SWIAN, 23

SÃO PAULO – A morte de Swian Zanoni, 23 anos, domingo, deixa o esporte a motor de luto e abre novas discussões sobre eventos motorizados pelo país.

Ele era a maior revelação brasileira do motocross nos últimos tempos e tomou um tombo numa apresentação na pequena cidade mineira de Orizânia. Tem muita gente reclamando que a pista não era homologada, que as provas que seriam disputadas não tinham chancela da CBM (ele não iria correr, apenas dar uns saltos), nessas horas procuram-se culpados como se fosse possível trazer a vítima de volta.

Não tenho elementos para julgar se havia segurança ou não, se o atendimento foi correto, se alguém falhou, se poderia ser salvo. Era apenas uma exibição, e desconfio que se a pista fosse homologada não faria muita diferença. A CBM não é muito diferente da CBA. São duas porcarias de confederações, despreparadas e fajutas. Acidentes de moto acontecem aos montes em Interlagos, por exemplo. Corre-se de motocicleta em kartódromos (já vi dessas provas naquela pista de Itu, por exemplo), em tudo quanto é canto. Não sei o que a CBM faz de importante além de ter seus dirigentes envolvidos em escândalos internos e quebrando o pau o tempo todo.

A morte de Swian, pelas imagens que vi, não tem nada a ver com homologações ou confederações. Foi um tombo besta e uma queda infeliz. Fatalidade é a palavra que mais tem sido usada para descrever o que aconteceu. Tristeza, eu acrescentaria. Tristeza enorme.

Comentários

  • sou motorista de carreta,e nas horas vagas pratico motocross em treinos com amigos que competem.tanto na estrada onde sou um profissional,quanto nas pistas onde sou amador,tenho a conciençia do que posso e devo fazer,swian sabia o que estava fazendo,ele era profissional nada acontece antes da hora,o menino swian viveu intensamente cada dia,foram poucos,mas intensos,sonhou,e nos fez sonhar,nos fez vibrar,nos encantou,nos presenteou com seu carisma,nos ensinou com sua humildade,e…pra nossa tristesa,aos 23 anos,foi chamado pra morar com deus,e posso apostar que ele vai continuar saltando sobre as nuvens. este era seu sonho,voar.ate o ceu.

  • como em todos os acidentes, uma enorme quantidade de variáveis…..

    não eram rampas apropriadas para fazer manobra de freestyle (rampas baixas, uma muito próxima da outra, piloto errou em realizar a manobra), coqueiros ao lado da pista, o piloto não tava liberado para praticar corrida (apenas para treinar, desculpem, mas o piloto errou aqui, a Honda liberaria ele APÓS passar por avaliação médica (talvez até por médico do trabalho, já que era “funcionário” da Honda (tinham um contrato entre as partes), era uma pista estilo mais de supercross do que de motocross (notaram o tempo por volta…., extremamente curto…), não há inspeção/análise das pistas e alguém que assine como responsável técnico (deveria ter esta liberação), o piloto na recepção do salto caiu com os 2 pés fora das pedaleiras, a suspensão fechou e catapultou o piloto *se não existissem os coqueiros nada teria acontecido, apenas um tombo), dizer que foi fatalidade é a resposta mais fácil, os acidentes devem ser estudados e lições devem ser aprendidas, podendo evitar futuros eventos. se não me engano o Paraibinha na época caiu com a roda traseira sobre um pneu o que atirou ele pra cima……

  • Nestas horas, todos repetem a conhecida pergunta “Até quando cenas como esta vão se repetir…”

    Há duas respostas possíveis:

    – Isto vai se repetir até o dia em que as federações, prefeituras, governos, polícia, etc., puderem (e quiserem) fiscalizar todos os eventos, legais ou ilegais. (Não é fácil, nem barato).

    – Isto vai se repetir enquanto houver pessoas dispostas a arriscar a vida em troca de dinheiro ou de promoção.

  • boa tarde Gomes e galera…meus Sinceros Pesames a toda a Familia do Zanoni…e a todos meus amigos Ligados ao Forte Motocross da Maravilhosa Minas Gerais…sou Carioca… + ja participei de Muinnnnntas destas Maneras Corridas em MG…a Segurança se resume em a prefeitura disponibilizar uma ambulancia para o evento…e o …PAU…Rola…Legal…hahahaharssss Simples Assim…como em Todo o Interior do Brasil…eu Aprovo estas corridas…quanto ao tombo Fatal…o Braço em recuperaçao do Zanoni…parece que nao aguentou a sequencia de costelas…ai ele perdeu o guidom…soltou a Linda CRF…e foi projetado direto de cabeça no tronco dos coqueiros…uma Terrivel Fatalidade…esta desencarnaçao Precoce do Zanoni…que os Anjos de Luz …estejam agora o Tratando e o Amparando no plano Espirutual…+ Acho que ele nao deveria ter precipitado seu retorno…+ morreu fazendo o que + gostava…dando PAU em sua Bela CRF…valeu ZANONI !!!!!!

  • Será que os organizadores não perceberam o risco iminente de um, ou melhor, VÁRIOS coqueiros margeando a pista. Quando vi o video de cara falei dos coqueiros com meu filho, e olha, não sou especialista nenhum em segurança. É simples, falta bom senso.

  • Infelismente aconteceu de novo!!
    Inrresponsabilidade de novo!!
    Não vamos culpar o piloto, por favor, era um profissional.
    E profissional tem que estar em atividade, apareceu uma oportunidade ele foi..
    Os culpados são, os organizadores do evento e sua péssima estrutura, como foi provado nos inumeros vídeos que fomos obrigados a conhecer….
    E a prefeitura do local que emitiu o alvará para o evento….
    A pólicia que deixa esses assuntos em banho maria…
    Ao estado que é conivente com toda a sorte de falcatruas…
    Enfim tem muitos culpados, não é o piloto…
    Claro !! É um esporte de risco, todos são,mas ddai deixar as coisas acontecerem é demais….
    Só estão mesmo é preocupados com o dinheiro fácil… A vida não vale mesmo nada pra esses organizadores sfados sem verginha e sem escrupulos…
    Novamente justiça tem que ser feita, coisas assim deveriam estar banidas de qualquer esporte, a segurança deve vir em primeiro lugar e mesmo assim é sempre pouco…
    Tudo o que está acontecendo no esporte a motoo hoje é só por pura ganancia..

    Quantas vidas ainda serão nescessárias para que se acabe com essa bandalheira????

    CBA/CBM é tudo uma gambada de ladrões safados e aproveitadores, não tão nem ai com a vida humana. Só se importam mesmo é com o bolso cheio, mesmo que seja com notas manchadas de sangue…
    Safados, ordinarios covardes, assasinos…

    • Marcão, não leve a mal, mas todos esses que vc citou são culpados e o piloto também. Ainda mais que vc frisa que era um profissional. Profissional tem que saber o que está fazendo. Ele viu as condições do local, tinha conhecimento e experiência para julgar. Se resolveu correr, assumiu o risco.

    • Sr micro empresário…
      Sim é verdade esqueci até de dizer que o piloto tem sua parcela de culpa.
      Mas!!!!
      No esporte a motor principalmente no de duas rodas, para se ter visibilidade é preciso estar em ação, o piloto vinha de um acidente com fraturas, estava afastado, tinha compromissos com patrocinadores, e enfrentava a concorrecia que sabemos ser acirrada nesse meio!!
      Provavelmente deveria estar sofrendo pressões de todo tipo. Ou se sentia assim..
      Veio a oportunidade então foi, é certo que sabvia dos riscos e da precariedade do circuito! Resolveu arriscar, confiar na sorte!
      Só que em um local que oferece riscos eminebte como aquele, não deveria ter a aprovação dos orgãos competentes, só ai já se salvaria uma vida, no mínimo…
      Essa é a minha visão!! Tenho visto muitos acidentes graves com motos, principalmente em interlagos, alguns fatais… E o trato deste tipo de ocorrencia pela CBM é pífio, nulo..
      É sabido que o autodromo não foi feito para motos, principalmente as de grande velocidade, e os organizadores nada fazem para minimizar os efeitos dos acidentes…
      Veja,,, cair, em moto de velocidade, tanto na terra como no asfalto é normal, mas o esportista fica a merce de apenas contar com os equipamentos de sua vestimenta para sua segurança, isso é pouco muito pouco… Faltam barreiras fisicas que amenizem suas quedas..
      Nessa pista até coqueiros sem proteção tinham lá.. Em interlagos, os pilotos encaram muros de metal ou de concreto na reta de amior velocidade do circuito…
      Ai pergunto ! è culpa do piloto que tem um don natural? que gosta do esporte, e se dedica a ele, ou é dos organizadores que “”NÃO PENSAM EM SEGURANÇA”” de maneira nenhuma ou e das federações que só querem o dinheiro facil????
      Cabe ai uma séria reflexão sobre as perdas humanas…
      Eu prefiro a segurança sempre!! Se a fatalidade mesmo assim prevalecer, pelo menos se tentou fazer algo em favor da VIDA HUMANA…

  • Putz, é muito triste quando morre um cara novo e com grande potencial como ele.

    Ele ter errado pode ter sido fatalidade, mas, como disseram acima, a partir do momento que liberam uma corrida numa pista margeada por coqueiros e pelo público sem a devida proteção, um acidente mais sério torna-se apenas uma questão de tempo.

    Que ele descanse em paz, força para a família e amigos.

  • FG, vamos por partes, já que tocou no assunto.
    Primeiro que este fim de semana, o Brasil participou mais uma vez do Mundial das Nações de motocross, mesmo com sites especializados, Sportv, Espn dando ampla cobertura, enviados e tal, sites de esporte a motor não deram uma linha, talvez por falha de suas editorias, ou a pauta não interessar. Mas no domingo o assunto motocross encheu as páginas da Internet devido ao acidente do Swian. 70% dos “jornalistas” viraram experts.
    A CBA sofreu intervenção por parte de um grupo de Federações, auditorias e processos correndo contra o ex Presidente, que era do ramo, seu filho, aos 13 anos em 2007 faleceu em uma etapa do brasileiro de motocross.
    Bem, comparar a nível atual a CBA e CBM não tem como. Quando que clubes e Federações da CBA iriam derrubar o Sr. Pinteiro?
    A atual administração, eleita, tem um longo caminho a percorrer, na unificação de patrocinadores e investidores, tantos são os campeonatos realizados a nível nacional hj. no cross, como motovelocidade.
    Muitos não sabem, mas o motocross é o esporte a motor que mais cresce no Brasil, um público anual de fazer inveja a CBA. Equipes patrocinadas por fábricas, pilotos e famílias que vivem e bem do esporte, cruzando o Brasil em motor homes. Centenas de fornecedores, indústria de peças e acessórios a pleno, lojas conceituadas no mercado.
    Como exemplo, a Honda investe hoje toda verba para competições que recebe da matriz no motocross, esta verba é destinada aos países que possuem plantas e pela quantidade de motocicletas vendidas no varejo.
    Provas piratas? Todo fim de semana no estado de São Paulo e sul de Minas várias provas grandes, com público fiel, pilotos enchendo os grids, com profissionais organizando nos moldes da CBA. Prêmios em dinheiro, cronometragem com live time pela Internet, enfim, estrutura pró.
    Existem também dezenas de provinhas, organizadas de forma amadora por pessoas que se intitulam “do ramo”, com sinalização falha. Não é do conhecimento de vocês, mas semana passada, um conhecido, casado com a sobrinha de um grande amigo nosso, faleceu.
    http://www.motox.com.br/publix/?id=5923 , Willian era casado com a sobrinha do Mestre Jóca, piloto experiente, e ia andar de FVee em 2012. Caiu depois da mesa, não havia bandeirinha e as motos que vinham, quando ele estava levantando sozinho o atropelaram.
    Já perdi amigos, tenho com seqüelas, e o fator predominante hoje no motocross, pelo desenvolvimento das motos e a pilotagem, por ser um esporte de risco, como todos a motor, é a segurança de pista, onde o piloto tem de analisar se entra ou não, e todos organizadores que conheço aceitam no bate papo de finalização da montagem de pista, opiniões e tomam atitudes.
    No cross já se usava protetor de pescoço, o Leatt-Brace bem antes de se usar o hans nas pistas aqui. Os equipamentos de segurança são de primeira.
    Mas nada evita um acidente, uma fratura de cervical, uma pancada forte na cabeça, como foi o caso do Daniel, filho do Caravana ex presidente da CBA e do Swian.
    As pistas homologadas, possuem cercas de proteção e uma distância mínima nas laterais, com áreas exclusivas para o público, e dentro da pista, só pessoal de apoio e no pit lane.
    O acidente do Swian foi uma soma de erros, finalizando na manobra heel clicker onde na aterrisagem seu pé direito não firmou na pedaleira provocando a queda. http://www.youtube.com/watch?v=GNyaq1OzXS0 .
    Se houvesse área de escape, mesmo pela plástica do acidente, ele pouco se machucaria, pois como falamos, essa molecada é feita de borracha…
    Culpar o Zanoni? Jamais. Ele estava voltando a treinar com motos, embora a Equipe Honda estivesse no fim de semana disputando o Arena cross em Santa Catarina, ele permaneceu em Minas para prestigiar o evento e dar uma “treinadinha”, fazer o que mais gostava, enfim, uma fatalidade, e como todas que acontecem na vida, que sirva para lições e atitudes serem tomadas.
    Desculpem pelo texto grande, qualquer dia conto da última prova do saudoso Nivanor em João Pessoa, quando voltamos para SP.

    • Pouco se falou sobre o motocross das nações ou sobre o arenacross do final de semana . Mas quando ocorre uma tragédia é dado todo o destaque, os vídeos então aparecem aos montes. Devemos lembrar que apesar de Swian fazer parte de uma grande equipe e participar do mundial, estava participando de um evento perto de sua cidade natal e com certeza repleta de fãs. A intenção dele provavelmente, além de “pegar” ritmo e receber (talvez) um cachê, era estar ao lado dos seus. Numa entrevista ele comentou que morando na europa sentia saudades do Brasil e da família e naturalmente aceitou o convite para fazer o que mais gostava. Era um grande momento na vida dele !

  • Esporte a motor é sempre um risco, ou piloto erra ou a máquina, culpar alguém ou algo é o que sempre fazemos quando uma tragédia ocorre, exemplo curva do café, nestes anos quantos perderam a vida nesta curva (03 se não me engano), quantos passaram sem nada sofrer, curva 1 tarumã mesma coisa, CBA CBM.
    Analisando as imagens tenho a impressão que quando a moto sobe o braço esquerdo saia do guidão o corpo inclina para a direita saindo do banco e a perna esquerda saia da pedaleira, quando a suspensão enterra ele perde o equilibrio de vez e é projetado sem ambas as mãos.
    Dizer que foi um erro dele talvez, da pista talvez, os coqueiros os culpados talvez, quem sabe se talvez não tivessa saido de casa nada aconteceria ou se o médico não tivesse tirado gesso talvez nada tivesse acontecido.

  • Concordo com o post acima do Rafael……eu era amigo do Swian e sei das dificuldades que ele passava para se manter no esporte com o seu pai, Pedrinho e sua mão Vera.
    Ele era “piloto oficial Honda”, mas tinha que se esforçar para fechar o orçamento dos campeonatos e umas das maneiras era a participação em provas regionais, onde recebia cachês de organizadores sem experiência que estão por ai.
    Infelizmente foi uma fatalidade, um salto que ele estava acostumado a fazer…..Um cara que vivia para o esporte.

  • Quando eu era moleque, cheguei a brincar um pouco de motocross. Era época de portos fechados, corria-se de XL, DT ou (top) WXT. Como eu não levava muito jeito pra coisa, não fui adiante. Depois de velho, comprei uma RM 250, dois tempos, e fui pra pista. A moto é uma estupidez de motor, freio e suspensão. Eu aguentava dar duas voltas e parava, porque não tinha mais braço. Metade dos saltos eu não fazia. Hoje as rampas te jogam pra cima, e ou você vai no cacete pra pousar na recepção, ou se estatela no flat. Costelas eram morrinhos de meio metro que a suspensão copiava, hoje são esses morrões de 2 metros de altura, que se você erra o ritmo, tá fudido. Enfim, mudou tudo! É mais rápido, mais alto, mais técnico. A única coisa que não evoluiu foi o corpo humano. Basta errar uma costela pra morrer. Pena!

    • existem coisas para as quais o corpo humano não foi projetado, pode até se adaptar, mas quando se vem de uma fratura em recuperação, não tem jeito, talvez o tranco tenha quebrado novamente o braço, talvez ele não teve força fisica no momento. talvez. talvez. talvez.
      TALVEZ SE ELE NÃO TIVESSE CORRIDO ISSO NÃO TERIA ACONTECIDO
      a vida cheia de talvez.

  • Fatalidade SIM. Infelizmente piltos morrem! É o grande risco do esporte a motor! Morrem em carros, motos, barcos e aviões. Em 1988, eu era “Bandeirinha” no campeonato brasileiro da Hollywood de Motocross e o Ylton Veloso Cavalcante Filho o famoso Paraibinha morreu em conseguencia de um tombo durante um dos treinos para a Etapa de Petropolis do campeonato. Naquela epoca a CBM era seria, rolava muita grana de patrocinadores e a organização era impecavel. Mas não teve como salvar o Paraibinha que faleceu aos 25 anos com duas vertebras fraturadas. Então meus amigos: Quer esporte sem risco? Vai jogar futebol de botão!

  • Foi uma fatalidade sim, mas se é verdade que a pista não era homologada, e se é verdade que ele ainda se recuperava fisicamente, então também haveria uma dose de imprudência de todas as partes envolvidas. Triste, de qualquer forma.

  • Conheci o Swian andando em pistas no interior do Rio. A grande verdade é que por falta de patrocínio, vários pilotos de ponta correm em eventos pequenos para arrecadar dinheiro e poder correr os grandes campeonatos.
    O Flávio tem razão em dizer que foi uma fatalidade, já que foi um tombo muito bobo realmente, ainda mais para um piloto do nível dele e essas coisas acontecem até com quem anda na rua. Mas uma pista de motocross cercada de coqueiros??? Era uma fatalidade mais que esperada.

  • Flavio, você foi muito feliz nos seus comentários. Estão falando um monte de bobagem a respeito desse acidente e, com isso, ao invés de melhorar, só atrapalham.

    Você resumiu tudo o que aconteceu na palavra – FATALIDADE. E, realmente, as porcarias das confederações não servem para nada. Apenas para piorar o esporte.

    (E não sabia que você também acompanhava motocross. Gosta do esporte ou foi apenas a notícia que chamou a atenção)

    Abraços

  • Morte besta mesmo, conta do acaso. Até porque, sendo uma prova “pirata” ele participou por livre e expontânea vontade, pra se divertir/treinar e dar uma pequena demosntração de seu talento em sua terra natal.
    Quanto a CBM/CBA, sem comentários. Faço parte da equipe técnica do rally dos sertões e nunca tivemos um briefing sequer com nenhum representante dessas confederações para sabermos como lidar com um caso desse tipo. Tudo fica a cargo da organização (muito bem feito por sinal) e não deve ser diferente numa prova dessas. é cada por si mesmo.

  • Muito triste. Fatalidades acontecem, o Ylton Veloso (Paraibinha), um dos ícones do esporte, na década de 80, também piloto oficial da Honda caiu de cabeça num salto bobo por aparente descontração, isso é fatalidade. Mas fazer a reta principal de uma “pista de motocross” , com saltos, numa alameda de grossos coqueiros ao lado, é uma tremenda aberração. Coisa de idiota, e pior, ninguém vê.
    Vai Swian, junte-se aos bons.

    • Saudades de ver o Paraibinha nas pistas, lembro que quando criança eu peguei um autógrafo dele, grande campeão, e também fiquei chocado com a morte dele. E a morte do Swian também é difícil de acreditar, o cara era top e só tava fazendo uma apresentação, caiu e morreu ainda pista…realmente tem coisas na vida que nunca vamos entender…Vai com Deus Swian

  • pelas imagens a reta onde ocorreu o acidente era cercada por coqueiros. fatalidade? acho que não!

    bom, imaginem o lado direito da reta oposta de interlagos cercada por coqueiros (não dêem a idéia a cba!).

    e ainda, já que a tal reta estava cercada por coqueiros, porque não pelo menos protegê-los com pneus? pelo que ví, o piloto bateu com a cabeça na base do coqueiro, talvez se este estivesse envolto por pneus o resultado não seria o mesmo.

    por fim fica a dúvida, será que ninguém (pilotos, organizadores, público…) percebe esses pontos vulneráveis? se percebem por que se submetem aos riscos? como um país perde a sua mais forte promessa do motocros num acidente… como esse? não foi uma fatalidade, era absolutamente previsível, inclusive pelo próprio piloto!

    de qualquer forma, lamento muito.

  • nao adianta culpar alguem….
    quem participa de esportes perigosos sabe que corre o risco de um dia acontecer algo grave…
    eu mesmo quase morria numa asa delta e sabe o que fiz: parei…encarei como um aviso e sai fora, mas nem por isso vou crucificar o esporte e culpar alguem por um acidente. continuo praticando o esporte,mas como passageiro.
    Acredito que foi mesmo uma fatalidade a morte de Swian Zanoni.

  • Flávio todo mundo está esbravejando nos fóruns off-road contra a organização do evento e a proximidade dos coqueiros da pista, fora o pessoal que assistia a margem dos saltos sem proteção alguma. Eu concordo que é uma burrice sem tamanho e um tremendo amadorismo organizar um evento de velocidade (ainda mais o motocross) sem proteção alguma nas laterais e ainda deixar o público se amontoar ao redor da pista sem critério algum, mesmo que em 10 anos de prova não tenha havido nenhum problema, porém este foi o maior exemplo que um dia dá merda e da mais fedida.

    Na minha opinião não foi fatalidade coisa nenhuma. Poderia ser evitado de ambos os lados, foi OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA e IMPERÍCIA. Do lado da organização, tirar o público e acomodá-lo em local seguro e óbviamente sem riscos de ser atingido por moto ou piloto, ficando próximo a pista somente os fotógrafos autorizados e fiscais, providenciar proteção de qualquer espécie em todo entorno da pista e principalmente nos locais mais propensos a quedas, afinal é uma corrida, e em qualquer corrida acidentes acontecem ou são causados, e não precisa ser filiado a federação ou evento oficial pra saber disso, qualquer pessoa acostumada com qualquer prova oficial de motocross, com bom senso e uma mínima noção vê que isso ia dar merda.

    Do lado do Swian, ele não tinha autorização médica, não tinha comunicado a honda, seu patrocinador nem o médico, que iria participar desse evento, e vinha se recuperando de uma fratura no braço. Quem já quebrou um braço ou uma perna e depois que tira o gesso, deve saber quanto tempo leva até recuperar a força e o tônus muscular. E vendo o acidente, que foi na última volta, dá pra perceber que aconteceu alguma coisa de errado ou com ele, ou com a moto, afinal ele deu aquele salto centenas de vezes durante o dia. Pode ter perdido a força no braço e desequilibrado, algum problema na suspensão, pode ter calculado mal a próxima lomba e escorregado, se impolgado de voltar a dar show e relaxado a ponto de errar, sei lá são várias hipóteses. O negligência aí da parte dele, é que se tivesse ouvido o médico, nada disso teria acontecido. Mas quando somos jovens sempre quebramos algumas regras, as vezes dá certo, as vezes pagamos um preço alto, no caso dele foi muito caro.

  • “O piloto brasileiro Swian Zanoni, morto no último domingo durante uma prova em Minas Gerais, não tinha autorização para competir, uma vez que estava em estágio final de recuperação de uma fratura no antebraço direito sofrida no mês de julho durante a etapa da Letônia do Campeonato Mundial de motocross. Segundo o médico que vinha acompanhando a evolução do jovem de 23 anos, ele só tinha permissão para fazer treinamentos leves com moto, e sua liberação definitiva ainda dependia de uma nova avaliação que seria feita justamente nesta semana. O especialista reiterou ainda que não foi informado por Swian sobre a participação na prova na cidade de Orizânia, durante um festival no último final de semana. Annichino afirmou que, se soubesse da competição, não autorizaria o piloto a disputá-la, explicou Rodolpho Annichino, especialista em ortopedia e traumatologia, em entrevista ao UOL Esporte.” Fonte: UOL Esportes. Cada um que tire suas conclusões.

    • infelizmente temos que recorrer à velha maxima: quem procura acha
      perdão a familia pelo comentário, mas é a pura realidad
      o cara não estava autorizado a correr, o fez sem o conhecimento e liberação do medico
      é quase o mesmo caso daquele acidente do opala de arrancada no paraná.
      mas piloto é assim mesmo, a gente entende, o sangue fala mais alto, a vontade de correr é maior ainda, às vezes não dá para segurar, e contra tudo e contrta todos, vamos lá se arriscar em mais uma corrida.
      que ele tenha paz em sua nova morada e a familia tenha o conforto de Deus.

  • E ele era piloto oficial da Honda, tinha apoio da fábrica brasileira. Poderia ter alçado voos maiores. Uma grande merda isso aí. Mas me parece absurdo esses coqueiros ao lado… sei lá se as coisas não teriam sido diferentes se ele não tivesse se chocado com essa árvore.

  • Vi o vídeo: O fato dele ter perdido o controle pode ser considerado um acidente de corrida, mas achei perigosíssimo ter uma fileira de coqueiros tão colados assim da pista. E outra, tinha gente também nessa fileira de coqueiros acompanhando (inclusive quem filmou).

    O piloto foi arremessado em direção a eles. Se não tivessem os coqueiros ele teria se machucado seriamente ou até atingido alguém, não sei se morreria, mas teria que ficar mais um tempo de molho.