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Tuesday, 18 de October de 2011 - 16:44Indy, IRL, ChampCar...

ECOS

SÃO PAULO (que aconteça algo) – Recomendo vivamente a ampla cobertura da repercussão da morte de Dan Wheldon no Grande Prêmio. Algumas discussões importantes são levantadas por gente que tem o que falar. A elas:

– Coulthard acha que as velocidades absurdas nos ovais estão no centro da questão, e que não é preciso que sejam tão altas para entreter o público. Aqui.

– A F-1 deveria servir de exemplo para a Indy no quesito segurança. É Mansell falando. Aqui.

– É ilusão achar que no automobilismo tudo é muito seguro e ninguém nunca mais vai morrer. Opinião de Schumacher. Aqui.

– A dura decisão de parar. É o que atormenta Paul Tracy, 42 anos, um dos envolvidos no acidente. Aqui.

– A Indy é dez vezes mais perigosa que a Nascar e deveria parar de correr nos ovais, onde a proteção aos pilotos é mínima num carro aberto e as velocidades quase sempre resultam em decolagens incontroláveis. Jimmie Johnson é quem diz. Aqui.

– Sam Schmidt, dono da equipe de Wheldon, não descarta a possibilidade de fechar o time. Ele mesmo foi vítima de um grave acidente em 2000 pela IRL no oval da Disney, e é tetraplégico. “Costumo sempre ver o lado bom das coisas. Mas, desta vez, não estou conseguindo ver lado bom em nada”, falou. Aqui.

A questão da velocidade exagerada e dos riscos nos ovais, como se vê, não foi levantada apenas por este blogueiro. É algo que a Indy terá de enfrentar.

54 comentários

  1. Ricardo Simone says:

    A indy é o reflexo dos Estados Unidos de mostrar ao mundo o seu poderio, tanto que até hoje abominam a Fórmula 1.

    Esse poderia se mostra na altissíma velocidade desnecessária nos ovais. Enquanto a F1 se preocupa em diminuir as velocidades dos bólidos, eles querem deixar os seus carros mais velozes do mundo e mostrar que a categoria é a mais rápida e competitiva do mundo sem se preocuparem com a segurança.

  2. Jonny'O says:

    Ah….não!Deixem os homens morrerem em paz.

    Acho que foi uma fatalidade, a segurança que esse pessoal tem hoje é absurda, o homem tem que entender que não vai conseguir controlar tudo e nem deve , pode tentar mas não vai.

    Ta tudo certo, correm em um oval em formulas que resistem a pancadas absurdas e de vez em quando vai haver uma fatalidade, qualquer pessoa que andar a mais de 300 km por hora sabe disso, loucos mesmo ….perae…..coitados mesmo são os ignorantes que acreditam que estão com segurança e andam nas estradas e morrem as centenas, talvez se tivessem a mesma consciência de um piloto e morressem conscientes tudo bem….mas não ,morrem enganados achando que um airbag vai protege-los ou na ignorância mesmo por um pneu furado que já estava na lona de seu variant 71 que caiu em uma ribanceira porque não tinha quard rail ……mas até isso pode ser normal, no fundo tudo vai se desenvolvendo lentamente, mas não pode ficar sem graça.

  3. drounde says:

    Caríssimo FG, boa noite!
    Quando o Senna morreu, também caíram de pau na F1.
    Especialmente em Ímola e na Tamburello.
    Senna já estava morto antes mesmo do carro parar.
    Wheldon também.
    Villeneuve, Petterson, Rindt e tantos outros também pereceram nas pistas.
    Lauda, Fittipaldi, Piquet também estiveram em sitiações extremíssimas. Sobreviveram.
    Mas os caras são profissionais, conhecem os riscos e ganham zilhões.

    E a barbárie do trânsito na pátria amada, mãe gentil?
    Ao volante / ao guidon:
    – Inconsequentes
    – Imbecis
    – Drogados
    – Impunes (pelo menos por enquanto e aqui neste plano…)
    E quantos ainda à solta?
    E quantos inocentes não morrem ou ficam aleijados?

  4. Gustavo Oliveira says:

    Muito esperto o Jimmie Johnson, muito! A verdade é que a IRL é uma imitação da Nascar no estilo monoposto, se parar de correr em oval, adios!

  5. Ricardo Bigliazzi says:

    O Schumacher é o cara… corridas são perigosas (ponto final).

    Nada é seguro a 300KM/hora… tudo vai ser uma questão de sorte caso um desastre aconteça,

    Quem não quiser correr esse risco que vá andar de autorama – alerto para que não fique em linha com a tangente das curvas mais rapidas… um carrinho pode decolar e arrancar os seus olhos.

    Imperador

  6. charly says:

    O Schumacher como sempre, corretíssimo. Não é atoa que é o melhor de todos os tempos.

  7. Ivan says:

    1-Não há problema algum em usar estes chassi Dallara, muito seguros por sinal, muito mais que um F1 (que se beijar um alambrado vira poeira também)..
    2-Não há problema algum em ovais de 1,5 milhas com muita inclinação.
    3-Não há problema algum em colocar 34 carros no grid.
    4-Não há problema algum em misturar pilotos “bons” com rookies.
    5-Não há problema algum em bater um pouco de rodas e fazer corridas realmente competitivas.
    O problema é quando algum gênio resolve fazer tudo isso junto, dá no que deu. De resto esse JJ é uma besta que mal conhece as estatísticas da Nascar e só falou merda, assim como Couthard, e o azar da “rasteira” da Pippa (ótima análise do acidente aqui no GP) e o insolucionável alambrado “cortador de queijo” e seus postes assassinos. Alguém disse que prefere, por ser mais seguro, bater com estes Dallara a 200 milhas do que na rua a 50 com um carro normal, coisa que acontece conosco a toda hora. Enfim está certo Schumacher, merdas acontecem, mas esse pacote dessa corrida facilitou demais. Descanse Dan.

    • Ivan says:

      Outro detalhe que passou despercebido por quase todos “analistas”, e é sempre chato afirmar este tipo de coisa pois pode parecer que se coloca a culpa nas vítimas, mas prestem atenção neste vídeo aqui do GP, a maioria dos pilotos tira o pé, não conseguem evitar choques mas tiram nitidamente o pé o não decolam. Ao contrário, Dan, Pippa e Will Power continuam acelerando e batem justamente em carros que já desaceleraram. Foram os únicos tres que decolaram. Dan certamente viu com bastante antecipação o acidente à frente, a camera onboard mostra isso, e não tirou o pé. A atitude dos pilotos é um dos melhores meios de evitar tragédias, primeiro evitando toques a 220 milhas, e segundo, e mais importante, tirar o pé. Paul Dana, com outro chassi, morreu assim, não tirou o pé, até hoje não se sabe porque pois o acidente a frente era visível e era possível desacelerar e desviar em tempo hábil. A culpa neste caso foi exclusiva do piloto, Paul Dana.

    • Danilo Candido says:

      Prezado Ivan, note no vídeo do acidente com o Paul Dana que, instantes antes de colidir com o carro do Carpenter, algumas faíscas saltam da parte inferior dianteira de seu carro (exatamente em 0:26):

      http://www.youtube.com/watch?v=BUnW-peQHKI

      Ele havia pego detritos do acidente que danificaram a suspensão dianteira e a direção do carro, talvez ele até tenha freado, mas os pneus não estavam totalmente apoiados no solo. Por isso (provavelmente, repito, é uma teoria) não tenha conseguido desviar, tampouco frear o carro. Talvez tenha havido também falha (demora) na sinalização de pista, impedindo que Dana visualizasse a situação com antecedência suficiente.
      “Era para acontecer”, não tem jeito…

  8. leandro 440 magnum says:

    Não adianta chorar agora.
    Soluções possiveis seriam: Limitar giro de motor como era na decada de 90. Não utilizar circuitos ovais estreitos e com fortes inclinações, exigir uma experiencia minima em competiçoes de Formula baseada em altas velcidades(Indy lights, F-1 ,GP2)e não só nas verbas.Tem tanto circuito misto bom para se correr como por exemplo: Cleveland,Laguna Seca ,Sebring, Surfer’s Paradise …
    Oval deveria ser só Indianapolis,Michigan e Fontana.

  9. Carlos Caldeira says:

    Vou levar pedrada mas vá lá: uma parte importante da segurança da F1 são os insossos tilkodromos…, chatos mas seguros…

    • Diogo says:

      Mas você tem razão. Aquelas áreas de escape asfaltadas do tamanho de estacionamentos de hipermercado foram criadas para permitir que os pilotos possam frear quando errarem o traçado. Se fosse brita, ou atolava o carro (gerando uma desaceleração brusca para o piloto) ou o carro iria decolar no primeiro montinho de pedras que surgisse pela frente.

  10. Ricardo Bigliazzi says:

    Sempre questionavel… mas no ano que vem tem mais… vamos ver se a Penske, Ganassi e os Andretti vão largar esse osso.

    A F-1 não morreu com o Clarck, Senna, Rindt (para falar de campeões) e nos demais pilotos que já morreram.

    Vá em interlagos e veja os F-1 a passar pela linha de chegada… a velocidade impressiona… qualquer toque ali é fatal também.

    Se for assim fecha Suzuka… fecha Spa (depois do acidento do Wheldon me veio a mente o comentário do Webber sobre a ultrapassagem no Idiota do Alonso em plena reta da Eau Rouge… no comentário dá para sentir o risco extremo que se expos o Webber naquela manobra… e mal sabe ele que no Idiota do Alonso não dá para se confiar em nada)… fecha Interlagos e até o caminho de rato no meio da favela que é o Circuito de Monaco (principalmente depois do tunel).

    Carreras son Carreras… os caras sabem disso… ontem mesmo fui na Granja e não me cansei de ver barbaridade nas “brincadeiras” dos caras… tudo um bando de grosso a 80km por hora numa traquitana onde o “peito dos cabras” é o verdadeiro parachoque da vida de cada um (Eu inclusive… rs rs rs).

    Fiquei triste e considero uma perda irreparavel… e não vamos nos iludir… um toque desses em Las Vegas pode acontecer em Indianapolis, Monza, Interlagos, Michigan e outra pista qualquer…

    Vale a pena lembrar que o Kubica escapou da morte no Canada por uma questão de sorte… podem rever a batida… eles ficou se estatelando contra um monte de coisa e sua cabeça não bateu em nenhuma saliencia do autodromo por pura questão de sorte… diante do fato… corridas são perigosas pacas… de carrinho de rolimã até um F-Indy.

    Obs.: Lembro também de uma batida do Jacques Villeneuve na F-1 em que ele escapou por milagre de se machucar bastante… se não me engano uma das rodas da BAR parou na plateia machucando ou matando um dos expectadores. (não me venham falar que depois disso os carros ficaram mais seguros por causa dos cabos de aço que seguram as rodas… perguntem ao Idiota do Alonso no que ele bateu em Interlagos naquele acidente tenebroso nas ultimas voltas daquele GP… bateu em uma roda solta).

    Claro que a F-1 ficou muito mais segura depois da morte do Senna… mas pelo que vi desde 1994 parece que a “Dona Sorte” anda assistindo a todos os grandes premios de F-1… deixa ela faltar num deles para a “Dona Morte” dar as suas caras novamente.

    Desculpa a sinceridade

    Imperador

    • galileu says:

      houvesse um aproteção para a cabeça do piloto, (canopy), muitos estariam vivos.
      já comentei do antonio castro prado que bateu na saida dos boxes em um tronco que servia de cancela para fechamento dos mesmos, (aquela maldita última volta para verificar uma coisinha).
      me parece que em 74 um piloto, (helomut koinig) foim de capitado no gp dos estados unidos

  11. claude bes says:

    e so reparar, na hora do acidente Don Weldon, quiz ganhar pos~ções em vez de manter a posição que ele ocupava na faixa esquerda ele quiz passar varios concorrentes e colidiu com um que atravessou na frente dai a decolagen , e a queda com o cocpit virado do lado do alambrado. se tivesse mantido a linha que ele seguia não teria acontecido a fatalidade.. e minha opinão..

  12. Emerson says:

    David Coulthard e Jimmie Johnson fizeram os melhores comentários.

    Acho importante também a opinião de Tomas Scheckter, dizendo que os pilotos precisam se unir.

    Sim, eles tem que se unir e lutar por medidas de segurança como os pilotos da F1 fazem na GPDA (que anda meio sumida).

    Ótima atitude fazer a FIA participar das investigações e depois DIVULGAREM o laudo final.

    Minhas sugestões:
    1 – Diminuir a velocidade;
    2 – Aplicação de recursos que diminuam a velocidade do carro como na Nascar;
    3 – Melhorias em todos os circuitos OVAIS E MISTOS.

    Ah! Só para constar, DIZEM que o carro da Indy 2012 é MAIS RÁPIDO e MAIS LEVE…

    MEU DEUS!

  13. Gerson says:

    Esse negócio de correr em oval, com mais de 30 carros no grid, com tanto piloto “amador” de nível técnico baixíssimo, só pode dar em desgraça!

    Correr em oval não pegou em lugar nenhum do mundo, só nos EUA. Idéia besta de americano, pura e simplesmente só visando dinheiro. Não é uma idéia “esportiva”, nem segura. é puro show business” americano.

    É uma categoria das mais chatas de assistir uma corrida!! Toda hora para com bandeira amarela! (ironia, por segurança!), e que o final é uma “loteria” porque nada é mais injusto que uma equipe preparar um carro e um piloto ser competente para abrir distância á frente de seus concorrentes e numa barbeiragem qualquer ou uma sujeirinha mínima na pista, bandeira amarela e toca todo mundo junto para a relargada.

    O que adianta largar na pole? Se todo mundo sabe que vai ter, no mínimo, uma bandeira amarela?

    Quem classifica é o carro, não o piloto…Enfim, são tantas baboseiras e as corridas são tão longas que não dá pra ficar sem mudar de canal.

    E VERDADE SEJA DITA: EXCETO QUEM NASCE NOS EUA, NENHUM PILOTO SONHA CORRER NA INDY. SONHAM CORRER NA F1! SÓ VÃO PENSAR NA INDY QUANDO NÃO CONSEGUEM CHEGAR Á F1 OU SE APOSENTAM DA F1!

    Gosto de automobilismo. Mas não engulo muito o automobilismo americano. E não gosto de “pasta de amendoim!” rs

  14. Ron says:

    Eu fico com as declarações de Jimmie Johnson e do Schumacher: é perigoso e sempre será.
    Só discordo do Johnson quanto às decolagens acontecerem nos ovais, basta lembrar do Christian Fittipaldi em Monza há tempos atrás e aquela do Webber no ano passado em Valência.
    Talvez um canopy (bolha do cockpit) ajudasse, ou redução da velocidade, ou proteção das rodas ou ainda subir a altura do “soft wall” para os carros não irem se esfarelar no alambrado. Quem sabe…

    PS. Existe uma associação de pilotos na Indy? Se não, talvez seja uma boa hora de criar.

  15. HUGO says:

    O comentário do Couthard, sobre o Piquet é comovente. Esse também foi o momento em que ele (Piquet) decretou sua aposentadoria.

  16. Emerson Neves says:

    Engraçado formula indy virou assunto aqui?
    Nao li aqui e em outros varios blogs,nada (NADA) sobre a final da temporada ..da indy!!
    mais depois da morte varios postes sobre a indy ..
    Engraçado…………não?

  17. Thiago Barbosa says:

    De fato é insanidade colocar 34 carros que passam dos 350 km/h num oval médio, a Indy tem muitos problemas que vão além do uso ou não dos ovais, a começar pela mentalidade de Randy Bernard e Brian Barnhardt, Bernard é excelente administrador, por isso chegou á presidência da IRL, mas parece que não entende picas de automobilismo, e Barnhardt parece que não é capaz de fazer outra coisa a não ser cagar nas corridas e distribuir multas. Muita coisa pode ser feita pra diminuir os riscos, o grande problema do automobilismo é que se espera que alguém morra para se fazer algo (se for no Brasil nem assim).

  18. nilton says:

    Não sabia que o Idolo do Couthard era o velho Nelsão, agora gosto mais do Escoces boa praça.
    Quando a gente lembra do passado que por exemplo um doido como o Nigel Mansell passou pela F1 e pelos Ovais da Indy e está vivo para contar a história, vejo que o que aconteceu no fim de semana foi sim fatalidade, o risco do automobilismo é inerente, por isso os Pilotos são ricos, são pagos para arriscar a vida.
    O Boxe e a Luta livre tambem são tragédias anunciadas.
    O Boxe então pelas luvas macias vai matando o sujeito durante toda a carreira.
    Sempre vai haver o que se melhorar em termos de segurança e isso deve ser feito sim, hoje Ayrton Senna não teria morrido.
    Mas tirar os Ovais da Indy é matar o Esporte.
    Agora fico imaginando o que fez o Nelsinho, bateu de propósito colocou a vida dele e dos outros pilotos em risco, este deveria sim ser banido do Esporte.
    Claro sou fã do Nelson e não acompanho a Indy desde que Emersom Fittipaldi deixou o Esporte.

  19. Mauricio says:

    Lembro ainda da época em que Émerson e Mansell foram para a Indy. Os carros já alcançavam velocidades entre 350 e 380Km/h. Não sei quanto alcançam hoje.
    Sei que um F1 chega a 340km/h no final de retas longas como em Monza. Mas são picos. Os circuitos da F1 são mistos, então as velocidades são temperadas com a habilidade em fazer curvas.
    Na Indy as curvas dos ovais são as tipo rampa de compensação. Explicando de forma simples, a inclinação é tão grande que o piloto não precisa reduzir muito a velocidade. Como o bordo externo é muito alto, não há como criar zonas de escape. Este é o risco da Indy. A curva tipo parede que foi abolida da F1. É inadmissível entrar numa curva a 300~320km/h e sair delas na mesma velocidade ou mais alta ainda, quase sem usar os freios, usando apenas o acelerador para regular a velocidade. Para piorar tudo as pistas são curtas e o grid não tem limitações na quantidade de pilotos que podem largar. É um absurdo!
    Outro absurdo são as pistas mistas de rua que a IRL tem utilizado. Tampas de bueiro, ondulações enormes, até trilhos de trem! Esses caras tem brincado de driblar a morte! São loucos!
    A falta de organização da categoria e a visão míope de seus organizadores, que só enxergam dinheiro, já anunciava a desgraça que ocorreu neste fim de semana. Já na prova de São Paulo ocorreu um acidente que por pouco não teve consequências piores, isso por conta da excessiva ondulação da pista.
    Outra categoria, esta nacional, que continua rondando a morte é a nossa Stock.
    Outra categoria que está caminhando rápido para algo ruim é a F1 com seu regulamento complexo demais e cheio de brechas.

    É histórico, desorganização e falta de visão em automobilismo, mais cedo ou mais tarde leva à catástrofe.

  20. Rafael Chinini says:

    acho engraçado agora os pilotos ficarem criticando o circuito, falando isso e aquilo…mas todo mundo aceitou correr! deviam ter se manifestado ANTES

  21. Carlos says:

    Mudança na Indy para 2012:

    Depois que o convidado especial ordenar “Senhoras e senhores liguem seus motores” um representante dos pilotos fará a seguinte declaração ao microfone:

    – Ave, Cesar! Os que vão morrer te saúdam.

    Desculpem pelo mau gosto de dazer piada com isso, mas esta acho que é a mentalidade que rege a Indy e até mesmo o automobilismo dos EUA. Acho que segurança nas corridas tem dois componentes:

    – O técnico, que envolve as construções de carros e autódromos;
    – O bom-senso (não sei exatamente como chama-lo) que envolve normas, regras e decisões sobre a prova.

    Os carros e autódromos poderiam ser extremamente seguros em termos de construção, mas se não forem utilizados de maneira adequada pode não adiantar nada. Este eu acho que tem sido o grande problema da Indy e atingiu o nível trágico no domingo. Alguém falou em amadorismo da direção da categoria nos comentários de outro post e eu acho que foi exatamente isto que aconteceu quando resolveram organizar a prova de Las Vegas daquele jeito.

    O risco existe, mas organizadores podem tomar decisões que o atenuem ou potencializem. O caso de Las Vegas mostrou que a direção da Indy não tem a menor noção do que significam carros rodando a 350 Km/h num oval curto e colocou 34 pilotos (alguns deles de competência duvidosa) no grid.

    Lembro de uma entrevista do Emerson e vou tentar reproduzir mais ou menos o que entendi. A 350 por hora é preciso pilotar pensando um segundo à frente porque em apenas um segundo um carro percorre aproximadamente 100 m. Se acontece um merda 100 metros adiante, em um segundo o cara estará lá e tem apenas este tempo pra tomar a decisão correta para escapar daquilo e pode ser que vários pilotos se vejam nesta mesma situação. No momento em que começou o fudúncio no meio do pelotão de Las Vegas, foi um tal de carro desviando pra lá e prá cá que fatalmente eles acabariam se batendo. Um monte de carros num espaço pequeno como aquele acabaria resultando em mais batidas cuja gravidade aumentou em função da alta velocidade. É como jogar boliche: se tem só um pino em pé, é preciso fazer pontaria; se todos estão lá é só jogar a bola no meio que um monte cairá se um dos da frente for atingido.

    A organização da Indy cria frequentemente ambientes favoráveis para que a desgraça aconteça e é por isso que não considero o ocorrido como fatalidade ou destino. Eles abusaram da sorte. Não conheço direito o enunciado da famosa Lei de Murphy, mas acho que ela se aplica à tragédia ocorrida no domingo.

    Pouco tenho visto da Indy, agora perdi completamente a vontade. Botaram campeões e estrelas da categoria na pista e criaram condições para que uma tragédia acontecesse. Era exatamente o que os romanos faziam quando jogavam os escravos e gladiadores na arena.

  22. Banana Joe says:

    Infelizmente o Michael Schumacher está certo.

  23. Ricardo Arcuri says:

    Nao gosto do Schumacher, mas nao posso negar que a UNICA opiniao que se deva considerar é a dele… Ta vai, a do JJ 48 tambem, mas ele estaria indo contra ao que garante seu ganha-pao.

    De qualquer forma, é muito exagerado o que vem se falando por aqui. Sim, os carros sao obsoletos e precisam ser mudados. Eu mesmo ja sabia disso e temia pelo pior ainda nas 500 Milhas. Mas usar as velocidades como parametro é meio exagero. 10 anos atras, os carros da CART corriam a ate 400 km/h. A propria F-1 atingia as mesmas velocidades de hj (370 km/h) nos tempos de motores V10. Se a velocidade fosse a mesma praticada hj, que é mais baixa, ninguem estaria falando disso. Os avanços em segurança adquiridos nos ovais americanos sao referencia mundial, sendo o conceito do SAFER Barrier usado hoje em circuitos mistos.

    E outra: JJ vem da NASCAR, uma categoria exemplo de segurança, mas que justamente por isso é medrosa. Possuem os carros mais seguros do mundo e tem medo de andar 5 mph mais rapido. Isso aconteceu no começo desse ano e so faltou ter chilique dos comissarios.

    Infelizmente, carecemos de bom senso nessa historia toda. Ou por desinformaçao, ou por interesse em destruir o negocio alheio (vide comentarios das Organizaçoes Globo a respeito, para atacar a rival Band). Nao to dizendo que a categoria nao tenha errado, pois o fez no conceito da corrida (34 carros num circuito curto e muito rapido. A antiga CART nao deixaria mais que 28 na pista), mas é muito facil chegar com pau e pedra na mao e criticar, sendo que nao é bem assim.

  24. Luis Filipe says:

    Velocidade é prazerosa, estimulante,regogizante ! É muito bom acelerar e ter o controle em suas mãos. Mas a sensação de que se tem segurança em esportes a motor é um placebo. É esporte de risco e há que se ter ciência disso.

    Parabéns pra nós Flavio ! bela festa hoje no Canindé !! nós merecemos . os torcedores da Lusa merecem !!!

  25. Denis says:

    Grandes e sábias palavras… Só não concordo muito em dizer que a F1 está na frente da Indy em segurança. Em partes sim, mas é de se admitir que se fossem carros de F1 em Vegas daquele jeito, não sei se todos sairiam ilesos.

    Acredito que o novo carro para 2012 tenha alguns pontos destacados, mas talvez alguma restrição na velocidade nos ovais mais rápidos seria interessante, como na Nascar. Pena que esse carro esteja atrasado…

    Gosto muito mesmo da Indy, principalmente a tradicinal, nos ovais mesmo, mas tenho que admitir que esse ano esteve cheio de bolas foras e incopetência por partes dos dirigentes.

  26. Diogo says:

    Todos os comentários dos pilotos e dirigentes são coerentes e inquestionáveis no que diz respeito a razão. Mas eu fico com um questionamento: porque só falam depois da desgraça? Me parece fácil gente como Paul Tracy reclamar da falta de segurança mesmo colocando em risco a própria vida na mesma corrida que vitimou o Dan Wheldon. Na hora de ter culhão para dizer “não corro” os pilotos da Indy (sem exceção) afrouxaram.

  27. Burrichello says:

    Vou sentir falta de escutar o Bolacha chamando o Dan Wheldon de “Dom Éldon”. Coitado do cara.

  28. EltonTopTec says:

    Eu acredito que todos eles tem razão, mas Schumacher disse a grande verdade. É pura fantasia achar que um cockpit de fibra de carbono e cabos de aço nos pneus irão cessar com as fatalidades. Ele próprio, Schumacher, quase foi atingido na cabeça pela roda do carro de Liuzzi. Foi sorte, caso contrário, jaz! http://www.youtube.com/watch?v=qve8RHYh–4

  29. Daniel says:

    Acho que o Barrichello só não considera a possibilidade de correr na Indy em função do perigo. Ele tem o “irmão” Tony lá, deve saber muito bem o risco.
    Fiquei imaginando alguns pilotos dizendo para seus engenheiros, pelo rádio, naquelas cinco voltas em homenagem ao Wheldon, algo do tipo: “Meus amigos, estas são as últimas cinco voltas que darei na categoria”.

  30. Rafael Chinini says:

    acho que aquela idéia do Bernie de ter cockpits fechados como aviões caças, funcionaria pra Indy em ovais.
    e ainda combina com o estilo que o carro tem que ter nesse tipo de pista

  31. Rubem says:

    a indy é uma maquina de matar,ja não via a indy,nunca mais a verei,é um absurdo hoje em dia um piloto morrer,depois tem gente dizendo que a indy é melhor,é melhor ver corridas chatas e seguras,onde ninguem morre ha 17 anos do que ver uma corrida onde qualquer acidente é certaza de morte,kubica tem sorte de estar na f1,pois ele morreria muito facil com aquele acidente de 2007,ou ate mais fracos,essa indy é uma MER..!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  32. JP says:

    A Indy ainda está no século XX

  33. Rodrigo Vilela says:

    As antigas da CART: Surfers Paradise, Vancouver, Cleveland, Elkart Lake…

    As pistas européias de Paul Ricard, Lausitz (misto), Rockingham (misto), Brands Hatch…

    As asiáticas: Fuji, Sentul…

    A africana Welkom…

    As americanas Miler Motorsports e os mistos de Homestead, Phoenix, Daytona, Fontana, Iowa, Disney…

    São alguns exemplos de circuitos mistos que são rápidos o suficiente para atrairem a simpatia do público. E esquecer de uma vez esses malditos ovais!!

  34. Bruno Favoretto says:

    Sensacional a cobertura do Grande Prêmio. Gente de calibre falando o que pensa e gente de calibre captando tudo isso. Não tem como dar errado.

    Uma dúvida-curiosidade, Flávio: certa vez vi um filme (ridículo, diga-se de passagem) estrelado pelo Stalone (!) como um piloto aposentado que volta à Indy para servir como uma espécie de tutor de um garoto com bastante potencial mas com problemas típicos da geração do “mertioate que não arde” (o cara não conseguia aliar a carreira de sucesso com o desejo de trepar com uma piriquita X, entre outros “problemões”).

    Pois bem. Apesar de achar o filme uma merda das grandes, queria saber se vossa excelência viu essa película, o que acha dela, e se sabe se o chefe da equipe do Stalone foi inspirado no Sam Schmidt…

    • RMTA says:

      O chefe da equipe do Stallone foi baseado no Frank Williams, até mesmo porque a ideia inicial do Stallone era fazer um filme sobre F-1, que acabou não vingando. O filme foi todo filmado no ano de 2000, mesmo ano do acidente de Sam Schmidt,muito antes dele virar chefe de equipe.

  35. Aliandro Miranda says:

    Todas as opiniões foram prudentes e sensatas, mas fico mais com Schumacher.

    Automobilismo é perigoso, são um conjunto de variáveis e eventos que determinam a gravidade de um acidente. Estar a 350km/h pode matar, como estar a 80km/h também pode matar.

    E, como disse Coulthard, a Indy está 20 anos atrasada em termos de segurança com relação a F-1. Isso é claro que é importante e tem que ser visto com urgência.

    Mas, ainda assim, o automobilismo é perigoso e são detalhes que matam ou não.

  36. Phillipe says:

    O acidente do Sam Schmidt foi no Walt Disney World Speedway.

  37. Silvana Barrichello"clone" says:

    Advinha quem, semana passada disse que tinha uma “pontinha” de vontade de correr na Indy, depois de sair da Formula 1?

    Pois é, só vai ficar na pontinha da vontade.

  38. Mac says:

    Mario Andretti disse coisa semelhante ao Schumacher: “se você acha que esse negócio é seguro, então você está no esporte errado.”

    Enquanto muitos dizem que a F.Indy melhora a cada ano na parte de segurança, Mario vai ao contrário…e olha, ele é dos tempos antigos da Indy, onde os carros as pistas eram menos seguros. Chassis era mais fraco, as pistas menos segura, não existia o “soft wall” nos muros. Mario sabe que é complicado, por mais que melhore a segurança, as velocidades dos carros continuam como antes…

    92 Indy 500 – Mario Andretti crash
    http://www.youtube.com/watch?v=2aqGXPbiGTQ&feature=player_embedded

    Lembro dessa corrida acima, cheia de acidentes, maioria assutadores, porque o choque era no MURO mesmo..depois pensaram em fazer algo.

    A IRL foi a série de corridas, a primeira a adotar o novo sistema de segurança “Soft wall” em meados dos anos 90, estreou na 500 Milhas de Indianápolis e agora foi instalado na maioria dos circuitos ovais. Nome completo do sistema significa “aço e espuma de redução de energia”, método utilizado para atenuar os impactos de alta G, mais abaixo explica o “racha” da Indy, formando 2 categorias, foi a pior coisa que os americanos fizeram na vida.

    Soft Wall pista de kart
    http://home.jtan.com/~joe/wall_10/index.htm

    Soft Wall na Indy 1
    http://4.bp.blogspot.com/_ScfZeE-rvyg/TNdndP3msUI/AAAAAAAAAuE/Qtj1OpVohaQ/s1600/220px-Milwaukee-Mile_Aug2009_wall.jpg

    O Gomes comentou de “memória” os que já perderam a vida nas últimas décadas.

    “De 1990 para cá, de acordo com minha memória, se foram Jovy Marcelo (Indianápolis, oval), Gonzalo Rodriguez (Laguna Seca, misto), Greg Moore (Fontana, oval), Jeff Krosnoff (Toronto, rua), Paul Dana (Homestead, oval), Scott Brayton (Indianápolis, oval) e Tony Renna (Indianápolis, oval)” e agora também Weldon, (oval).

    Na F1 entre 1990 e 2011 morreram apenas dois, curiosamente morreram 2 na Indy, Rodriguez e Krosnoff em pista fora do oval.

    *Rompimento com a CART

    A Indy Racing League surgiu em 1996 após Tony George, o dono do Indianapolis Motor Speedway, romper com a CART que comandava as corridas de monosposto desde 1979 alegando o motivo de preservar as corridas em circuitos ovais com carros de monoposto.

    O foco central da IRL era uma categoria com baixo custo de produção em relação a CART (que começava a rivalizar com a Fórmula 1), e de manter as tradições americanas de corridas em ovais cujo evento principal é as 500 Milhas de Indianápolis, porém a partir do ano de 2005 foram introduzidas 3 provas em circuitos mistos e o número vem aumentando ao longo do tempo.

    Quase todas as provas da IRL são realizadas em circuitos americanos com exceção de uma realizada no Japão no cicuito de Twin Ring Motegi. Em 2008 foi realizada uma etapa extracampeonato na Austrália, em Surfers Paradise.

    Em 2001, os Brasileiros passaram a ter uma participação mais incisiva na IRL com Felipe Giaffone e Airton Daré. No ano seguinte a Penske migrou da CART trazendo com ela seus pilotos Hélio Castroneves e Gil de Ferran e conquistando 2 vice campeonatos, em 2003 entrou na categoria Tony Kanaan que no ano seguinte veio a conquistar o título da categoria.

    Em 2008 7 pilotos brasileiros competiram na IRL: Tony Kanaan (Andretti Green), Helio Castroneves (Penske), Vitor Meira (Panther), Bruno Junqueira (Dale Coyne), Enrique Bernoldi (Conquest), Mario Moraes (Dale Coyne) e Jaime Camara (Conquest)

    A temporada 2008 marca a unificação da categoria com a Champ Car, sucessora da CART, falida após a temporada de 2003.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/IRL

    • Thiago Barbosa says:

      E o Safer Barrier é um projeto dos anos 70, foi desenvolvido só no fim dos anos 90, e hoje é exigido tanto pela Indy quanto pela NASCAR. Outro é o HANS foi criado no inicio dos anos 80, mas levou quase 20 anos para se tornar obrigatório. A Indy vem se tornando segura a cada ano como costumam dizer nas transmissões (quando elas acontecem) da Band, na verdade a categoria só vem decaindo em todos os sentidos desde a crise econômica de 2008 e a saída do Tony George.

    • Thiago Barbosa says:

      Só corrigindo o que escrevi; a Indy não vem se tornando mais segura…

  39. Dener says:

    se tomassem a simples atitude de como a nascar fez, limitar a potencia dos carros em alguns circuitos (como talladega, na categoria de turismo) já basta…

    • Lucas S.A. says:

      Lembro que tentaram parcialmente com aqueles aerofólios gigantes, que davam um drag danado. E ainda teve o benefício de gerar vácuo atrás do carro, tinha ultrapassagem toda hora. Por que não usam de novo?

  40. CLAUDIO AUN says:

    Com tantas opiniões de peso nada a acrescentar mas fico imaginando se os patrocinadores ainda não vão querer pagar o premio da corrida a viúva e filhos,afinal o show foi “pirotécnico”.
    Isso me dá nojo

  41. Leonardo says:

    Acho que uma solução bem plausível é a que já está sendo testada, de proteger as rodas dos carros, ao menos para os circuitos ovais, algo como uma carenagem parcial, atrás das rodas traseiras e/ou na frente das dianteiras. Acho que isso já diminuiria bem os riscos e sem baixar a velocidade.

  42. Renato says:

    Excelente resumo.

    Pra mim, a opinião mais contundente e surpreendente é a do Jimmie Johnson.

    É alguém que vem da linhagem mais tradicional de automobilismo dos EUA, é alguém que pode falar de cadeira sobre correr em ovais, dizendo “não consigo me imaginar correndo naquela velocidade em circuitos como Richmond”.

    Confesso que fiquei impressionado.

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