BERND

GUARUJÁ (brilhante) – Me mandaram essa animação, depois que a encontraram no Blog do Corradi. Sensível, bonita e justa homenagem ao que considero o maior piloto de todos os tempos. Grande dica.

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do amaral
do amaral
10 anos atrás

o video é muito legal, o autor não se prendeu aos fatos e a peça tem lá sua poética.

o carro no desenho reproduz não o do Rosenmeyer, mas um dos que o inglês Malcolm Campbell construía para tentar quebras de recordes de velocidade, na mesma época (décadas de 20 e 30 do século passado).
aliás não vi referência específica ao piloto alemão, apesar do título em alemão e a estrada com pontilhões, parece a autobahn em que sofreu o acidente; acho que o filme se inpira e homenageia todos os recordistas daquela época, outros também morreram em suas tentativas – como por exemplo o Campbell.

Paulo F.
Paulo F.
10 anos atrás

Tocante. A sua altura creio que só Nuvolari e Fangio.

Maurício Filho
10 anos atrás

Oi Flávio. Fui eu que mandei. Bom, se alguém mandou também eu não sei, mas, ontem (02/01) te passei esse e-mail.
Grande abraço meu amigo!

Paolo Cruz
10 anos atrás

Gosto é gosto, e o vídeo é de um estilo de Motion Design bem conceitual e incomum, alguns podem até achar estranho. Achei espetacular, e sim, me senti “dentro” do momento, ao assistir. Animação foda!

Thiago Azevedo
Thiago Azevedo
10 anos atrás

Belo vídeo.

ricardo
ricardo
10 anos atrás

da primeira vez que vi achei de mau(l) gosto. mas revi, ainda bem, e não há como discordar que o vídeo é de uma sensibilidade impressionante. tive alguns amigos que morreram em acidente de carro, eu mesmo já quase fui… gosto de acreditar ser assim a transição para o desconhecido, quando se merece.

ney prates
ney prates
10 anos atrás

Marcelo, em lugar do Vettel, que ainda precisa de mais tempo, eu colocaria o Steffan Bellof, que, com muitíssimo menos tempo, mostrou que seria um fora de série…

ney prates
ney prates
10 anos atrás

Em atenção ao que comentou o colega acima, Marcelo, acredito que ainda é cedo para o Vettel, mas pode substitui lo (ífen?) aí, pelo Stefan Bellof, esse sim um cara que mostrou, em pouquissimo tempo, que seria um dos grandes…

Alvaro
Alvaro
10 anos atrás

Sem falar nas viuvas…

Oldair
Oldair
10 anos atrás

Para,alguns que talvez como eu não conheciam a história brilhante deste piloto ai está…

Nascido a 14 de Outubro de 1909 em Lingen, na região da Baixa Saxónia (teria agora 98 anos), Rosemeyer era filho de um mecânico, dono da garagem da cidade. Após os estudos, ele e o irmão, Job, foram ajudar o pai na oficina. O seu amor pela velocidade fê-lo experimentar, desde cedo, carros e motos. Em 1930, com 21 anos, e depois de dar nas vistas em corridas locais, foi contratado pela Zundapp para ser o seu piloto no campeonato Speedway (corridas em circuito, de terra). Logo na sua primeira corrida, ele venceu, e nas 11 provas seguintes, o seu nome constava na lista de vencedores…

No ano de 1931, passou a ocrrer em asfalto, primeiro pela BMW, e dois anos mais tarde, pela NSU, tendo dominado as pistas alemãs. Em 1934, depois de ganhar mais um campeonato, A Auto Union, uma das quatro marcas que compunha o grupo, tal como a NSU (as outras duas eram a Wnderer e a Horch), convida Rosemeyer para uma bateria de testes no seu novo e radical carro de corridas, desenhado por Ferdinand Porsche: um carro com motor na traseira.

Os responsáveis da Auto Union achavam que tendo experiência nas motos, poderia facilmente domar um carro de motor traseiro, já que este tendia a fugir de traseira. Os testes foram em Nurburgring, circuito do agrado de Rosemeyer, que em apenas meia dúzia de voltas ,marcou tempos semelhantes a Hans Stuck, bem mais experimentado. No final do dia, A Auto Union contrata-o como “piloto junior”, ou seja, como suplente.

Em 1935, começa nas boxes, a parender a dominar o carro, mas estreia-se em Berlim, no AVUS Circuit, onde se mostra, antes de abandonar com um pneu furado. Contudo, na corrida seguinte, em Nurburgring, luta animadamente pela vitória com o Mercedes de Caracciola, que perde por apenas 1,9 segundos devido a ter engatado demasiado cedo uma marca do seu Auto Union. Contudo, vai ser a partir dali que a sua popularidade vai aumentar. No final do ano, ganha a sua primeira corrida, no circuito checo de Brno.

Nessa corrida, conhece o amor da sua vida: a aviadora Elly Beihorn (1907-2007). Cedo namoram, e o regime nazi propagandeia bem este romance, entre um piloto de automóveis e uma das maiores aviadoras de então. Por causa dela, Rosemeyer foi um dos primeiros pilotos a ter um avião privado, tendo tirado o “brevet” necessário para tal. Ao mesmo tempo, Heinrich Himmler, o temido chefe das SS, aproveita a popularidade de Rosemeyer e “convence-o” a juntar-se à força, o que fez contrariado, já que ele nunca gostou muito nem do regime, nem de Hitler…

A 13 de Julho de 1936, casa-se com Elly Beinhorn, numa cerimónia altamente publicitada na Alemanha. Ao contrário de muitos, o numero 13 era o de sorte para o piloto alemão, já que tinha conhecido Elly num dia 13. Treze dias mais tarde, irá ganhar o Grande Prémio da Alemanha, uma das vitórias mais memoráveis, pois foi corrido debaixo de nevoeiro, o que deixava uma visiblidade de apenas 30 metros para os pilotos. Por causa disso, deram-lhe o apelido de “Nebelmeister” (o mestre do nevoeiro). Esta foi uma das cinco vitórias que Rosemeyer alcançaria nesse ano. As outras quatro foram os GP’s da Suiça, da Checoslováquia, a Coppa Accerbo, em Itália e o GP de Itália, em Monza. Resultado: Campeão Europeu de Pilotos, pela Auto Union, pois nessa altura não havia Mundial de Formula 1.

O ano de 1937 foi mau para Rosemeyer: num espaço de poucos meses morre-lhe a mãe e o irmão, mas em compensação, o seu filho, Bernd Jr., nascerá nesse ano. Em termos competitivos, não foi assim tão bom de inicio, mas ganhará o GP da Alemanha (a 13 de Junho…) e a Taça Vanderbildt, em Nova Iorque. Depois, na Coppa Accerbo, ganha a prova… em apenas três rodas, pois na última volta, toca o seu carro na berma e o pneu fura e sai dos eixos. O seu equilibrio, adquirido nas motos, faz com que ele leve o carro até à meta.

A sua última vitória vai ser em Donnington Park, no GP da Inglaterra, perante 50 mil chocados ingleses, que nunca tinham visto ao vivo tamanha superioridade das “Flechas de Prata” alemãs, sobre os pequenos ERA de competição.

Em 1938, a Auto Union e a Mercedes decidiram competir em outra prova: o recorde mundial de velocidade em terra. A melhor marca pertencia desde o ano anterior a Rosemeyer, quando colocou o recorde na marca dos 400 km/hora. Isto tinha acontecido no troço de auto-estrada entre Frankfurt e Darmstadt. A 28 de Janeiro de 1938, Mercedes e Auto Union estavam de volta ao mesmo troço de auto-estrada, no sentido de conseguir um novo recorde de velocidade. Rosemeyer, agora com um filho recém-nascido a seu cargo, não gostava deste tipo de provas, afirmando que eram “mais desgastantes que uma prova inteira”.

A Mercedes levara Rudi Caracciola para ver se ficava com o recorde do mundo. Ele cumpriu, alcançando a espantosa velocidade média de 428 Km/hora. A Auto Union, a observar tudo, decidiu reagir. Rosemeyer cumprimentou Caracciola a congratulá-lo pelo seu feito, e disse: “Agora é a minha vez!”. Pelas 10 da manhã, partiu na tentativa de retomar o recorde às mãos da Auto Union.

Só que nessa manhã, os serviços metereológicos do Aeroporto de Frankfurt tinham avisado da possibilidade de ventos cruzados na zona. Caracciola tinha se queixado disso mesmo, mas Rosemeyer decidiu partir na mesma. Na corrida de ida, o alemão da Auto Union tinha superado o recorde da Mercedes, mas quando se preparava para regressar, pediu para que as suas rodas fossem cobertas, pois julgava que assim ganharia velocidade de ponta. Isso só contribuiu para o desastre…

Mo percurso de volta, ao quilómetro 9,2 do troço da auto-estrada, um vento cruzado foi demais para conseguir manter o carro direito. Guinou para a esquerda e o carro capotou várias vezes antes de parar. Rosemeyer foi projectado para fora do carro e acabou por morrer dos ferimentos. Tinha 28 anos.

“Bernd não conhecia o medo”, disse depois Rudolf Caracciola, “e isso às vezes não é bom. Nós temiamos pela sua vida cada vez que corria. Tinha a sensação de que ele não viveria por muito tempo, e que tal acidente aconteceria mais cedo ou mais tarde…”

Bernd Rosemeyer teve um funeral de estado, dado por Adolf Hitler e pelos membros do Partido Nazi. Contudo, para a viúva Elly, tal demonstração foi demais, e abandonou-a a meio. A Auto Union teve que arranjar um substituto para Rosemeyer, e foi buscar Hans Stuck e… Tazio Nuvolari.

Fontes:

Bandeira da Vitória – Ed. Autosport, Lisboa, 1996

Marcelo
Marcelo
10 anos atrás

Não sei qual foi o melhor, mas Bernd Rosemayer, Rudolf Caracciola e Tázio Nuvolari deixa qualquer trio da Formula 1 no chinelo, os seus feitos em pista são muito superiores, tanto na parte técnica, esportiva e histórica.

Alemanha agora possui o quarteto fantástico: Bernd Rosemayer, Rudolf Caracciola, M.Schumacher e S.Vettel…

Lá na Alemanha não tem essa de elevar somente um piloto a semi-deus, eles elegem um monte de uma vez(todos são importantes!!!). No Brasil todos os mérios vai para somente uma pessoa, o resto é resto…Brasil é país de “meia dúzia”, não é a toa que o povo come merda…e pior que gosta!!!

E vai querer “destronar” a Xuxa como rainha dos baixinhos pra ver o que acontece, vc é linchado na rua…

enko
enko
Reply to  Marcelo
10 anos atrás

sem falar em didi moco sonrizal e galvão bueno, mexer com esse trio é arrumar encrenca e das grossas, eles mandam e desmandam na tv globo
bernd rosemayer na alemanha, tazio nuvolare na italia, esses eram pilotos de verdade.
o stuck filho não foi nem sombra do que foi o pai.

Burn Baby Burn..
Burn Baby Burn..
Reply to  Marcelo
10 anos atrás

Caro amigo Marcelo, acho que comparar os grandes pilotos alemães do passado com o Vettel, ou mesmo incluí-lo seria uma ponderação um pouco precoce..

Ainda mais por justamente saber que os carros da época pré Schumaquer possuiam embreagem.. cambio manual, não possuiam controle de tração..

Logo a atual versão pitolo video game, deixa muito a desejar.. acho que o vettel terá que provar muito mais, de repente tentar ser campeão em outra escuderia quando um dia sair da RedBull.. afinal ele possui um carro anos luz a frente dos outros..

Alem disso pilotar formula 1 hoje em dia.. é muito mais computador..do que tecnica, afinal não temos os punta tacos de embreagem, não temos o controle na curva de com uma mão, .. cambiando com a outra.. debreando com os pés.. mantendo a tração.. sem o famigerado controle de tração..

Formula hum hoje em dia é exatamnte o que este video mostra

F1 Vídeo game – http://www.youtube.com/watch?v=YWWsYZ3lSa4

Logo fica aqui minha retórica… F1 hoje é “1 7 1 ” na cara dura…

E claro é minha opinião pessoal e sempre respeitarei a sua e a dos demais colegas.

Cambio e desligo..

Gerson
Gerson
Reply to  Burn Baby Burn..
10 anos atrás

“era pré-Schumacher”…tinha que sobrar pro alemão!

Campeão pela Benneton em 94.

Já era F1 video-game?

Queria ver essa turma de “pilotos” frustrados e “entendidos”, sentarem hoje no cockpit de um F1 e sair guiando/pilotando e conseguir manter o carro andando em 2a marcha…

Acho que se fosse só videogame, estamos perdidos mesmo, já que nem “pilotos de videogame” estamos produzindo de bom.

Talvez numa dessas feiras de informática e games que ocorrem de vez em quando, a Ferrari, a Williams, a Renault econtrem algum moleque melhor nesse “videogame” que o Vettel.

Caramba! Parem de cutucar o Schumacher!

Burn Baby Burn...
Burn Baby Burn...
Reply to  Gerson
10 anos atrás

Ops desculpe amigo, acho que entendeu errado.

Mas é verdade.. antes da fase Schumacher ganhando tudo.. tínhamos embreagem punta tacos etc e tal.. e claro que o alemão também participou de tudo isso, e ganhou também de Benneton.. logo o cara é um As e isso não discuto..

Agora.. basta ver o video do Vettel pilotando o simulador para perceber que se “jogar” este carro na mão de qualquer piloto.. vai ganhar também tudo rsrs..

Cambio e desligo..

Nossa mãe!
Nossa mãe!
Reply to  Burn Baby Burn..
10 anos atrás

Claro, do senna pra cá, “qualquer um” é campeão, afinal, o carro “faz tudo”!! Ah, tá!!

Cada época tem seus campeões, sua tecnologia.

Quer dizer que os jogadores de futebol da era “pré- Pelé” é que eram craques de verdade, já que jogavam em campos de grama tosca (ou terra), a bola era mais pesada, não usavam caneleira, o uniforme era mais quente e pesado e não tinha tv para trasmitir o jogo, nem replay?

Que hoje em dia o Barcelona é “time de videogame”??? Andaram dizendo isso, ano passado e deu no que deu…

Nenhum piloto de F1 dos atuais e dos antigos campeões, ficam fazendo essas comparações ridículas.

enko
enko
Reply to  Nossa mãe!
10 anos atrás

sem querer botar lenha nessa fogueira que se inicia, cada piloto teve a sua época, o seu momento de glória.
cada um teve seu estilo de pilotagem adaptado ao cxarro que possuía no momento.
isso se chama evolução dos tempos.
mas concordo com o burn, os velhos tempos eram infinitamente mais legais.

Burn Baby Burn...
Burn Baby Burn...
Reply to  enko
10 anos atrás

Enko .. estilo de pilotagem para o carro do momento.. rsrsrsr a formula um passou décadas com cambio no chão embreagem no pé, sem controle de traçao, sem asas móveis.. aquilo sim era estilo de piotagem,,

Hoje.. se derem uma chance para qualquer piloto da stock Brasil de sentar neste Red “Bullet” vira tempo.. e com um pouco de empenho

GANHA TUDOOOOO.. FACINHO FARINHO

Burn Baby Burn...
Burn Baby Burn...
Reply to  Nossa mãe!
10 anos atrás

Nossa mãe..

Já que voc~e usou como exemplo o futebol, me recordo de assistir um vídeo, já faz algun tempo onde a adidas remanufaturou algumas chuteiras e bolas da antiguidade, a seguir chamou uns craques da época entre eles Zidane.. e pediu para que eles mostrassem suas habilidades primeiro com o equipamento moderno e depois com este equipamento antigo.

Uma pena que este vídeo não esteja no youtube, mas é possivel pelo menos testemunhar um comparativo excelente

http://www.youtube.com/watch?v=j7vxLtOeS0s

Imagine então usar os equipamentos abaixo para jogar futebol profissional hoje.. com certeza o ritmo de uma partida seria muito diferente

http://www.visualphotos.com/photo/2×4068692/Old_soccer_ball_and_shoes_DKI-0093-044.jpg

Não preciso nem dizer o que aconteceu com nossos astros de hoje durante este teste da adidas.. controle de bola zero com este equipamento. quem não tem habilidade não sai jogando mesmo.

Tal qual na formula 1, carros do passado exigem pilotagem tecnica apurada.. hoje coko eu já firmei.. é so manter o carro na pista e pisar no acelerador que a eletronica faz o resto rsrsr

Valeu