NAS ASAS

cadillacaereoChiques, os caças americanos na Segunda Guerra. Olha lá o motor que usavam. Americano faz qualquer coisa por uma propaganda. Foi o Ricardo Divila que mandou.

Comentários

  • Esses aviões apanhavam que nem cachorro sem dono dos Mitsubishi A6M Zero japoneses. Ou seja, praticamente uma previsão do que aconteceria com a indústria automobilística norte-americana nos anos 80.

    • Com certeza. Menosprezam e muito a aviação soviética na 2ª guerra mundial. Ao contrário, não fica devendo nada em diversificação de modelos, potência e números.

      A propaganda do pós-guerra literalmente “apagou” do conhecimento geral, não a participação da União Soviética, mas as armas desenvolvidas e utilizadas na guerra.

      Os aviões soviéticos eram de construção muito mais simples, porém muito acrobáticos como os modelos da YAK. Ao final da guerra o modelo LA-7 possuía uma das melhores taxas em média e baixa alturas.

      • O Yak-3 era feito praticamente todo de madeira. Era pequeno e leve, conseguia um desempenho excepcional – principalmente em razão de subida – com um motor que não chegava a 1.300 hp.

        Podiam alegar que seu armamento era fraco. Mas esquecem que as duas BS de 12,7 mm e o ShVAK de 20 mm possuíam maior cadência de tiro, e maior velocidade de boca que suas contrapartes ocidentais.

        Para se ter uma idéia da letalidade da aeronave, basta dizer que a Luftwaffe em 1943 emitiu uma diretiva a seus pilotos: “Evitar combate com caças Yak-3 abaixo de 5.000 m”.

  • Sempre me intrigou o fato de vários caças antigos possuirem metralhadoras que cuspiam os projéteis ANTES da linha da hélice… Já vi vários desenhos explicativos dessa “tecnologia”, mas ainda acho um espanto…

      • Caro LHC, os P-40 warhawk nas primeiras versões tinham apenas duas metralhadoras de 0.50pol montadas sobre o narz atirando sincronizadas com a hélice até a versão C. Depois passou a contar com 2 metralhadoras no nariz e mais 4 montadas nas asas. Somente na Versão F denominada Kittyhawk, quando o aparelho recebeu novo motor Allison com mais potência, aumento do comprimento da fuselagem para melhor base de tiro, finalmente montaram as 6 metralhadoras nas asas.

      • Luiz, o primeiro P-40 com armamento exclusivamente nas asas (quatro .50) foi o D. O modelo E foi o primeiro a ter 6 metralhadoras .50 nas asas. O F tinha o mesmo armamento do E, mas com motor Packard Merlin, que faria história no P-51 Mustang.

        O Modelo da propaganda lá em cima é o P-40F, que tinha motor Packard Merlin. A Cadillac fornecia peças para a Packard ou foi uma gafe do departamento de marketing da Cadillac?

  • A propaganda era bem legal, mas em termos de motor de caças da segunda guerra mundial, mas os caças ingleses já usavam Rolls-Royce Merlin e mais tarde os modelos Rolls-Royce Griffon. Pelo lado dos tedescos tínhamos os famosos Mercedes Benz com injeção direta de combustível e água aspergida nas câmaras de combustão. O Império do Sol nascente tinha nos seus caças Zero os motores de 780 hp Mitsubishi Zuisei. Os americanos são muito bons em engambelar as pessoas com seus produtos , pregam uma falsa democracia e financiam ditaduras e golpes, vejam a situação do Egito, mas em matéria de carros os EUA não resistiram ao Império do Sol Nascente. Hoje Hiroshima e Nagasaki são cidades prósperas enquanto que Detroit é uma cidade fantasma.

    • Esqueci de mencionar o caça tedesco Focke-Wulf Fw-190A equipado com o motor radial BMW-801D-2 de 1700cv. Um dos caças convencionais mais temidos da guerra. Digo convencionais porque, depois dele, a Alemanha passou a utilizar no teatro de operações a novíssima tecnologia dos jatos com o prodigioso Messerschmitt Me 262 Schwalbe. Ao final da guerra a URSS e os EUA “confiscaram” toda essa tecnologia nazista para seus projetos de guerra fria. Em 1947 houve uma onda de aparições de ovnis nas proximidades da tal chamada área 51, assim como na URSS, queda de queda de suposto discos voadores e etc, mas tudo não passava de vários projetos alemães que estavam sendo testados. Seriam as “armas maravilhosas” que tanto Adolf Hitler dizia que iriam ganhar a guerra.

  • Provavelmente eram os componentes fabricados pela Cadillac para o motor Allison. Esse motor sempre foi alvo de criticas relativas a disponibilidade de potencia.

    Agora, esse tipo de publicidade é o máximo, é realmente a marca registrada dessa época, o tipo de gráfico, cores e tudo o mais.

    Os Americanos são muito melhores… rs rs rs

    Imperador

  • Os aviões que ilustram a propaganda são Curtiss P-40, equipados com motores Allison (Cadillac) V-12. Os P-40, embora brilhante e valentemente pilotados pelo pessoal do AVG (American Volunteers Group – “Flying Tigers”) na China e, nas Filipinas, pelas derradeiras linhas de defesa americanas do 1st Interceptor Group da USAAF, no início de 1942, eram belos aviões (tive oportunidade de ver dois, em perfeitas condições de vôo agora, no início de agosto, na Air Venture, em Oshkosh), mas com performance limitada, particularmente no que diz respeito a entrentar os Mitsubichi Zero-Zen. Também na campanha da África, com o Royal Army, tiveram muitas dificuldades em enfrentar os “Emil” e os “Gustav”. A propósito, os tanques M-4, que iniciaram sua campanha no Norte da África, em 1943 e prosseguiram como principal elemento da força blindada aliada na Batalha da Europa, também tinham motores Cadillac V-12 a gasolina (!?!?!?). Pegavam fogo como uma latinha de fluido de isqueiro, defeito sempre lembrado pelo General Patton. Tudo isso, é claro, sem desfazer da Cadillac, empresa pela qual, obrigatoriamente, todo apaixonado por máquinas em geral tem que ter o maior respeito.

    Abraço a todos.

    ECidade, Brasilia (DF).

    • nops… é um P-40. O “Cadillac dos Ares” – Mustang P-51 – era equipado com uma versão licenciada do motor Rolls Royce Merlin. A fusão da aerodinamica americana com o motor inglês resultou no que a grande maioria afirma ser o melhor caça da II Guerra Mundial.

      Imperador

      • Aqui para nós, tudo que o americano faz é sempre o melhor do mundo…
        O que me dizem dos Spitfire e dos Messerschmitt 109?
        Um tinha mais potência, outro era mais veloz, já outro subia melhor, alguns eram mais bem armados…
        Cada um tinha suas vantagens e desvantagens.
        Cada um era o melhor para uma determinada missão.
        Qual o melhor carro, um Audi Quattro, uma Ferrari F1 ou uma Kombi?
        Bota a Ferrari ou o Audi para fazer uma entrega de uma geladeira em São Paulo ou no Rio de Janeiro – ou em qualquer lugar – e você vai ver…

      • Desculpe, mas os Spitfire eram os melhores no princípio da guerra, depois os Zero se tornaram os melhores, mas no final o p-51 se tornou imbatível principalmente pela sua grande autonomia. Não é à toa que foi eleito por especialistas de todo o mundo como o melhor caça de todos os tempos.

      • Esses modelos só constam como melhores do início da guerra até meados de 1941, aproximadamente. Foram batidos logo pelo Focke-Wulf Fw190 na Europa. As seguidas versões mantinham o modelo “vivo” para a produção, mas nunca voltaram a ser os melhores até o final da guerra.

      • Roberto, questionar a capacidade norte-americana de gerar técnologia é a mesma coisa de questionar a Lei da Gravidade. Não há como negar, os caras são referenciais em alguns setores, e em materia de aviação os caras estão a “anos luz” do resto. Em materia de aviação nunca penso no que está sendo divulgado, penso sempre no que ainda é “segredo”, se hoje podemos ver maravilhas como o B-2, F-22, F-35, F-18D, F-15 Silent Eagle, F-16 Block52 e tudo o mais fico apenas a imaginar o que ainda não foi divulgado pela imprensa.

        Imperador

      • É porque você não sabe o que os alemón tinham na prancheta ou mesmo em testes. Mas o austríaco doido quis invadir o império vermeio e deu no que deu….

      • Na verdade, as versões A (e a versão bombardeiro A-36) dos P51 usavam motores Alisson e só a partir da B mudaram para os Packard/Merlin com melhoria absurda em performance. Também o projeto do aviao foi feito a pedido dos ingleses, no início da guerra na Europa.

    • Eram nada… os melhores eram os alemães Panther e Tiger, muito mais equipados que qualquer outro tanque (americano, britânico ou soviético). Só perdiam por causa da pouca quantidade disponível em campo de batalha, mas em confronto direto, por exemplo, um Panther tinha uma taxa de vitórias de 12:1 em cima dos Shermans. Não é papo furado, são fatos históricos.

      • Os tiger realmente eram os melhores. Mas a grande sacada foi o dos russos com sua lateral blindada inclinada, o que dificultava a perfuração. O tanque em si era uma merda mas não era muito fácil furá-los pela lateral.

      • A blilndagem dos Shermam não resistiam aos canhões alemães nas distâncias de tiro que seriam necessárias para canhão original do Sherman ter algum desempenho. Melhorou depois com a versão Firefly, com um canhão ingles de 17 libras. mdesmo assim era comum proteção extra na blindagem dos Shermans, algumas bizarras feitas com toras cortadas nas florestas próximas…

    • Naverdade o motor dos Mustangs era Inglês porque o projeto dos P-51 até a versão C foi feito para serem entregues à RAF, inclusive tendo a pintura no padrão Inglês para todas as unidades B produzidas. Os americanos chegaram a usá-lo nas versões B e C, porém, ficou famoso mesmo na versão D, usada exclusivamente pela USAAF.

  • Curtiss P40, lindão!

    Minha segunda paixão, depois do automobilismo é a aviação da Segunda Guerra como um todo. Claro, mulheres estão acima de qualquer paixão.

    Agora, não lembrava que tinham motor Cadillac. Lembro que utilizavam os Allison V-1710, que nem eram tão rápidos assim…

    Legal o poster! \o/