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quinta-feira, 7 de novembro de 2013 - 11:04F-1

A ÚLTIMA

SÃO PAULO (grande temporada) – Hoje, 7 de novembro, faz 20 anos da última vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1. Foi no GP da Austrália, em Adelaide, a quinta dele naquele campeonato. Foi, também, sua despedida da McLaren.

No pódio, Ayrton puxou o campeão Prost para o degrau mais alto. Ali fizeram as pazes. O francês estava deixando as pistas, decisão que havia anunciado antes do GP de Portugal, no Estoril, onde conquistou o tetra por antecipação.

20 anos da última vitória de Senna, 20 anos da última corrida de um tetracampeão. Quando a gente fala de corridas históricas, é disso que se trata. Embora, na época, ninguém tivesse a real noção de que estava testemunhando a história sendo escrita. Afinal, Senna tinha a Williams pela frente, uma possível trajetória vencedora. E Alain ainda não sabia exatamente o que iria fazer da vida, poderia até voltar a correr, tirar outro ano sabático, algo assim — no fim, virou dono de equipe.

Depois dessa vitória, um brasileiro só voltaria a ganhar um GP de novo na metade de 2000, quando Barrichello venceu em Hockenheim. Um jejum e tanto.

93australiaLendo a cobertura que escrevi na “Folha” na edição de 8 de novembro, pincei algumas coisinhas legais, a saber:

- Com a vitória, a McLaren passou a ser a equipe com mais triunfos na história da F-1: 104. Ultrapassou a Ferrari, que vivia um jejum de 50 GPs, desde Jerez/1990.

- A prova teve duas largadas abortadas. Na primeira, Katayama deixou sua Tyrrell morrer. Na segunda, Irvine parou seu Jordan no lugar errado. Com isso, as 81 voltas previstas originalmente caíram para 79.

- No texto de abertura com o relato da prova, escrevi que foi um campeonato “rico em fofocas, mas pobre em competição”, porque Prost já tinha fechado a disputa dois meses antes.

- O pit stop mais rápido daquela prova foi de Schumacher, na Benetton: 4s81. Os de Senna foram feitos pela McLaren em 5s32 e 5s02. Hoje as equipes gastam metade do tempo. Ou menos.

- Ao se defender de Damon Hill e impedir que ele ganhasse a segunda posição, Prost impediu que o companheiro de Williams lutasse pelo vice-campeonato. Senna terminou o Mundial em segundo.

- “Vai haver um vazio no ano que vem”, disse Senna sobre a aposentadoria de Prost, que ele definiu como “o fim de uma era”.

- Com a saída de cena de Prost, pelo segundo ano seguido a F-1 não teria, na temporada seguinte, o campeão vigente correndo e, portanto, um carro levando o número 1. No final de 1992, quem saiu foi Mansell, para a Indy. Assim, a Williams disputou a temporada de 1993 com os números 0 (para Hill) e 2 (para Prost). Em 1994, Hill seria o #0 de novo e Senna, o #2.

- Senna contou que seu momento de maior emoção na despedida da McLaren aconteceu quando Jo Ramirez falou com ele pelo rádio antes da largada. O mexicano lhe passou uma mensagem de adeus. “Eu não consegui me controlar”, disse o piloto, que chorou bastante dentro do carro.

- Só os três primeiros terminaram o GP da Austrália na mesma volta: Senna, Prost e Hill. Alesi, o quarto colocado com a Ferrari, chegou uma volta atrás.

- “Acho que as ações significam mais que palavras”, disse Senna sobre o gesto de puxar Prost para o degrau mais alto do pódio. “Foi uma maneira de desejar a ele tudo de bom no futuro.” Prost sorriu timidamente e agradeceu. “Nós vivemos bons momentos juntos”, disse.

Algum jornal impresso de hoje lembrou a efeméride? Se não, deveria. É uma data importante. O jejum atual do Brasil sem vitórias é longo, já, mais de quatro anos — desde Barrichello em Monza/2009 pela Brawn, se não me falha a memória. Bom momento para se refletir sobre o atual momento do país na F-1.

76 comentários

  1. Cláudio F1 disse:

    Aproveitando o tópico, sempre me questionei o por quê da McLaren em 1993 não fechar com a Mugen pra usar o Honda V10 visto que o mesmo “empurrava” bem os carros da Footwork, quem sabe com a grana a mais da McLaren a Mugen não conseguiria atualizar mais o motor a fim de torná-lo ainda mais competitivo? Será que o Ford V8 “customizado” (belo eufemismo pra motor defasado) era realmente superior em performance que o Honda V10 ou será que havia algum tipo de contrato de exclusividade entre a Mugen e a Footwork?

    E vc Gomes, se pudesse escolher, iria de Ford V8 ou de Mugen-Honda V10??

  2. Paulo Pinto disse:

    A derradeira conquista do ídolo e o post ainda nem chegou aos cem comentários?
    Sem comentários.

  3. Mauricio disse:

    Realmente a Mclaren preferiu apostar em um motor ja conhecido do que arriscar em um motor de pouca tradição. Acredito que se tivesse usado pelo menos a mesma versão do Ford que equipava a Benetton ja faria diferença,pois o Senna so passou a usar esse motor nas ultimas corridas,ganhou 2 e marcou uma pole o que mostra que a Ford vacilou naquele ano dando preferencia pra Benetton.

  4. Matteoni disse:

    Putz!

    Só os 3 primeiros na mesma volta?

    E a Ferrari em 4º uma volta atrás!!!?

    E hoje em dia as Alonsetes reclamam quando o Ve44el coloca 1min no Viceonso…

    Hoje em dia é bem mais competitivo. Até as Marussias terminam na mesma volta do vencedor.

    Senna, Mito!

  5. Fabiano Lacerda disse:

    Grandes tempos, grandes pilotos. Essa coisa de “heróis” e “mitos” é coisa de gente fresca.

    O automobilismo brasileiro pode tomar um rumo muito parecido com o do Basquete. A garotada de hoje nem deve saber que um dia desses nós fomos muito bons nessa budega. Mas a incompetência reinou e a tradição miou.

  6. rodrigo disse:

    Creio que o fim da era aconteceu em 1991, quando Piquet e Prost abandonaram, seja qual for o motivo, a F-1. Senna apesar de corridas memoráveis e desempenho incrível nas temporadas de 92 e 93, naum tinha como vencer a Willians. E quando foi sua vez de vencer com uma mão atrás todos sabemos o que aconteceu. Voltando naquela discussão se ele tinha perdido o controle do carro ou não, todos sabemos que não, ele não perdeu o controle do carro. Senna passou direto e reto pela curva pouco depois de iniciá-la. Mas ele não teria tempo de tentar freiar? Alguém sabe se teve alguma marca de freada? Parece que o problema todo foi antes da batida. Causa da morte: perfuração do crânio logo acima da sombrancelha. Uhn… Até onde poderia ir a ambição de um cara como Briatore, ou de grandes corporações empresariais? Pergunto ainda: cadê a barra da suspensão que perfurou sua cabeça? Na época foi encontrada, Flavio? Nunca engoli essa história de “acidente”. Abs a todos.

    • Mauricio disse:

      O Briatore matou o Senna? Caraca,conta mais ai kkkkkkk.

      • Leonardo Costa disse:

        Existem umas pessoas que dizem que naquele dia havia um sniper escondido em algum lugar e atirou na cabeça do Senna. Cada um que aparece.

        Se alguém fosse realmente assassinar o Senna, acho que seria um pouco mais fácil se não fosse durante a corrida, e de preferência fora do carro.

      • Rodrigo disse:

        Nós vemos q vc naum entende muito de armas e nem de assassinos profissionais. Pra gente como vc Kennedy também teve sua cabeça esmigalhada por uma barra de suspensão em um terrível acidente, assim como o Jango entre outros. Pra vc Chacal é apenas personagem de um filme. Gente, o ferimento foi frontal, ou seja, um piloto que vem para fazer um curva acaba entrando na mira da arma. A quantidade de pessoas que são mortas á milênios e que são dadas como acidente é incontável. Pena que algumas pessoas ainda acreditam em tudo de olhos vendados, sem tentar, arriscar ou se aventurar por caminhos ainda não percorridos. São verdadeiras múmias direto do Egito para nossos dias. Abs a todos.

      • Leonardo Costa disse:

        Eu realmente não entendo nada de armas e nem de assassinos profissionais. Dei 16 tiros com o fuzil do exército nos tempos que estudei no colégio militar, mas só esse contato que tive com armas, ou seja, não entendo nada.

        Vai dizer também que todos os médicos, o pessoal do resgate que atendeu o Senna na pista, as pessoas que fizeram autópsia e todos os outros também estavam envolvidos com o mandande do crime e com o assassino para não revelarem a verdadeira causa da morte?

        Mesmo não entendendo de armas e assassinos eu continuo achando que não é uma boa idéia tentar acertar um alvo que se move a 300 km/h, velocidade que os carros faziam aquela curva (Kennedy se movia um pouco mais lento que o Senna no momento de suas mortes). Era mais fácil acertá-lo em outro lugar.

      • Rodrigo disse:

        O piloto vem pra curva de frente, tanto faz se ele está a 40 km ou 350km. Se o atirador estivesse atrás do muro da curva, ele acertaria o piloto de frente. abs

    • Lorde muleta disse:

      Amigo…o que vc fumou?

      • Paulo Pinto disse:

        Rodrigo, a telemetria acusou uma frenagem antes do impacto. O tempo (velocidade x distância) foi insuficiente para evitar a tragédia.
        A desaceleração já causaria a morte de Senna, com ou sem a barra da suspensão.
        O que ficou no ar (e para isso, construíram-se versões diversas, no intuito de eximirem suspeitos de culpas), foi o que realmente causou a escapada do carro em direção ao muro.
        Culpados, podemos apontar também, os dirigentes da época. A Tamburello já prometia um acidente fatal (ali, já tinham batido Piquet, Berger, etc.). E esses senhores (pra não dizer outro nome), nada fizeram.
        Fizeram sim, depois do ocorrido.

  7. Para quem assistiu parece até que foi ontem, e depois dessa última vitória do Senna, o Brasil nunca mais foi o mesmo! Hoje o Brasil não pensa mais em títulos na F1, e sim na sua sobrevivência que está cada vez mais ameaçada. O Senna hoje ficaria chocado ao ver o rumo decadente do automobilismo brasileiro no circuito mundial.

  8. Giovanni disse:

    A Globo sempre reprisava as corridas da madrugada no domingo de manhã, pelas 11:30, com os melhores momentos, mas essa foi a primeira corrida que eu aguentei a ficar acordado pra assistir ao vivo. Começou 1:30 da manhã, mas com duas largadas abortadas, só teve largada mesmo pelas 2h e lembro bem da hora do pódio quando o Senna puxou o Prost pro degrau mais alto, como prova de que eu fiquei acordado até o fim, mesmo com 7 anos de idade hehe

  9. Nathan disse:

    Tinha que continuar no WEC, categoria mais legal da atualidade!

  10. Ilmar disse:

    Na minha humilde opinião, a última corrida em que a Fórmula 1 foi um esporte de verdade. Eu achava a Fórmula 1 daquela época 1000 vezes melhor que a de hoje. Ela começou a se tornar essa coisa feia, chata, fresca, robótica, paranóica e plastificada de hoje no ano seguinte, 1994, com todos aqueles acidentes, graças ao banimento da suspensão ativa, do controle de tração, e do câmbio automático, sem levar em conta a grande potência dos motores, que, indiretamente, acabaram ceifando a vida do herói da maioria de nós aqui…

  11. Pessoal tá dando mais importância pra menina que dormiu com o Justin Bieber. É um mundo triste e sem prioridades reais, esse nosso.

  12. Daniel disse:

    Grande Damon “Zero” Hill. Gostava dele, nem sei bem o porquê…
    Agora, uma coisa é engraçada. Foi o Rubens quem acabou com o jejum e foi ele quem deu início a outro. Duas vitórias, pelo jeito, históricas (e em pistas de verdade, graças a Deus). O pior é que este último jejum, se não for definitivo, promete durar muito tempo.
    O que me faz pensar: como olharemos nosso piloto mais polêmico daqui a 20 anos?
    Digamos que o blog ainda esteja no ar em 2029. Digamos que você faça um post sobre a última vitória de um brasileiro na F1.
    Como será o post? Como serão os comentários?
    Será que o hoje “capacho”, “pé-de-chinelo” e outras baboseiras vai ser lembrado como o “Brasil que ainda vencia corridas?”
    Ainda estaremos discutindo o assunto Barrichello? Acho que sim… e vamos lembrar com carinho disso, “ah, naquele tempo pelo menos vencíamos corridas, mas ele era vítima da “roubalheira” da Ferrari (brasileiro adora falar “roubalheira”, palavra meio vazia)”, ao que outro vai retrucar “nada, ele era capacho, segundão, se contentou em ganhar dinheiro (claro, ele deveria correr só pela glória e viver de brisa)…”
    Enfim, o assunto ainda estará rendendo, como hoje ainda discutimos tudo sobre Senna.

  13. JP disse:

    Temporada monstro do Senna. Ápice da técnica do cara.

  14. Celio Ferreira disse:

    Morreu o homem ficou o mito, e daqui a 10 anos vamos lembrar, faz 30 anos
    da sua ultima vitória. ( mito nunca morre).

  15. Paulo Z disse:

    ….éramos reis galera!! Hoje estamos correndo risco de não ter nenhum brasileiro no grid! Não me supreenderei se daqui uns 5 anos a Globo não transmitir a F1….

  16. Huller Moreno disse:

    Caramba Flavio que legal esse post. Prost e Senna eram grandes personalidades que enriqueciam a brincadeira na Formula 1, como um Kimi Raikkonen da vida hoje. Né?

  17. Leonardo Costa disse:

    O jejum de vitórias deve ser bem maior dessa vez. Depois que o Senna deu aquela morridinha em Ímola, ainda havia outros brasileiros na F-1 e chegando nela nos anos seguintes. Agora a fonte secou.

    • Danielle Sanzello disse:

      “Depois que o Senna deu aquela morridinha em Ímola”. É impressão minha, ou há um quê de desprezo nessa frase?!!

      Ele não deu nada, ali, tudo lhe foi tirado.

      • Leonardo Costa disse:

        É só impressão mesmo. Não há desprezo nenhum da minha parte. Algumas palavras que não são nada demais para uns as vezes podem parecer muito estranhas para outros.

    • Márcio A. Araújo disse:

      Você é no mínimo, um imbecil! Não importa a quem se refira, você foi muito desrespeitoso com o acontecimento (morte de uma pessoa). É muito idiota como você escrevendo bobagem! Deve ser reflexo do atual momento cultural do nosso país.

      • Leonardo Costa disse:

        Tudo bem, me desculpe. Apenas quis dizer que naquela época ainda havia alguns pilotos brasileiros surgindo na F-1 depois que o último brasileiro campeão deixou de correr, e hoje em dia não vemos mais.

        Um comentário imbecil não faz de mim um imbecil. Só se isso virar um padrão em mim, mas não vai.

  18. Paulo Pinto disse:

    Senna sabia, quando disse que aquele GP determinava “o fim de uma era”: a Era Prost.
    Só não sabia, e nem teve tempo de saber, que se iniciava uma nova era: a Era Schumacher.

  19. Winston disse:

    Tem problema não, vem ai a Williams com muito dinheiro do Banco do Brasil e Felipe Massa e Nasr. E nem adianta reclamar, a Caixa Econômica Federal tá gastando muito mais no futebol, como gosto automobilismo vou manter minha conta lá.

    • Paulo Ricardo disse:

      Só não se esqueça que a caixa não usa só o dinheiro de quem tem conta aberta…esqueceu de onde é obrigatório se depositado o FGTS??, esqueceu quem financia todos os projetos pão e circo desse país????…Dinheiro do governo deve ser aplicado em na iniciação esportiva, educação, saúde, segurança, infra-estrutura para conseguirmos crescer…e não em time de futebol ou piloto de formula um decadente….esses tem que buscar dinheiro da iniciativa privada!!

  20. eraldo.a disse:

    Logo, logo, estaremos comemorando 20 anos da ultima vitoria brasileira na F1. E que coisa mais ridícula correr com o número 0. Tudo bem, se não for o campeão não deve correr com o número 1, mas poderiam arrumar qualquer outro número, né?

  21. Golins disse:

    É muito bom assistir à corrida de gente que sabe guiar de verdade. Com Senna não era diferente. Aliás, era fantástico. Ele, Alain, Piquet e outros tornaram aquela década de 80 mágica; e 93, sem dúvida, foi seu melhor ano.

  22. Israel Cesar Ribeiro disse:

    Embora a McLaren tivesse um carro muito bom em aerodinâmica/suspensões naquele ano (tinha suspensão ativa, controle de tração e outras coisinhas), realmente aquele motor V8 da ford (inferior em potência ao modelo usado pela Benetton) não foi páreo para o excelente carro da Willians, que contava com Newey nas pranchetas e um Renault V10 que ficou quase sem concorrentes após a saída da Honda. Pelo carro que teve em mãos durante a temporada e pelos resultados obtidos, acho que foi a segunda melhor temporada do Senna na F1. A melhor considero o ano de 1991, pois já não tinha o melhor carro (as Willians já estavam no topo) e graças a um inicio de ano consistente conseguiu ser campeão.

  23. Rafael Chinini disse:

    a gente fala tanto de Rubinho, de Massa que foi mais piloto em 2008…e o mundo gira gira, e no fim das contas é de Rubens nossa última vitória!

  24. “Vivemos bons momentos juntos”. Tem que ver isso aí.

  25. Ulisses disse:

    Bons tempos!
    Quem viveu essa era sabe!

  26. João Evangelista disse:

    Assisti a corrida, como sempre com meu pai.Na ultima volta Galvão falava que chegava ao fim o maior casamento da formula 1 de todos os tempos.E tinha aquele cara doido que dava a bandeirada na pista cheio de movimento estanho e rapido.Senna fez a pole pq o radio não funcionava e Ron Dennis pedia desesparadamente para Senna diminuir a velocidade, como om radio não funcionou Senna fez a pole.

  27. Mateus disse:

    Se Hill chegasse em segundo, somaria 71 pontos ; Senna com a vitória ficou com 73 .
    Hill teria de passar Prost e ainda ganhar a corrida para ficar com o vice

    • Leonardo Costa disse:

      Mas se o Hill ultrapassasse o Prost, ele poderia brigar com o Senna pela vitória. Aí sim, caso vencesse seria o vice de 93.

      • Paulo disse:

        O Hill rodou e perdeu um tempão..

        E era fraco, muito fraco em comparação ao Senna e ao Prost..

        O Senna poderia até ter apertado mais o Prost no campeonato se a Mclaren tivesse sido mais confiavel.. perdeu muitos pontos por quebras quando estava bem nas corridas..

        E foi um de uma era realmente, a gente vendo hoje, 20 anos depois, parece que foi a despedida dos dois.. não só do Prost.

        Ele deveria ter seguido o exemplo e saído de cena junto com o maior rival..

  28. O tempo passa, lembro muito bem dessa corrida. Nem na cabeça do maior pessimista passaria a ideia de que seria a última vitória do Senna na carreira.

    Tenho para mim que 1993 foi a melhor temporada do Senna na Fórmula 1. Cinco vitórias, provas memoráveis, como Brasil, Mônaco e Europa (Donington Park), poucos erros, muita maturidade e autoconfiança.

    Um pilotaço, certamente um dos cinco maiores da história.

    Reinaldo
    http://reiv8.blogspot.com

  29. Segafredo disse:

    Um dos maiores presentes de aniversário que recebi na vida. Não tem jeito de esquecer. Ha cada ano quando comemoro sempre vem esta lembrança: A última do maior gênio da história!

  30. João Caruso disse:

    O fim da era dos grandes.

    • Ulisses disse:

      Concordo contigo.
      Depois disso, o videogame teve início.

    • Nilton Marcelino disse:

      Discordo de você amigo.
      Acho que depois do Senna, o Schumacher se tornou um grande nome.
      Não acho que ele seria 7 vezes campeão em outras épocas, mas, sem dúvida, seria campeão porque sabia tirar tudo de um carro competitivo.
      Acho que o problema da F1 nos últimos 20 anos é que os carros deixaram de ser carros e tornaram-se aeronaves, em função de toda a dependência aerodinâmica embarcada.
      Quando a mecânica era a alma dos carros, a F1 era mais divertida porque os pilotos PILOTAVAM mais os carros.
      Hoje em dia, não adianta o Alonso PILOTAR o carro da Ferrari porque a nave espacial do Vettel passeia nas pistas.
      A F1 ainda terá grandes nomes, só espero que eles tenham condições de brigar de igual para igual, como era antigamente.

  31. Rodrigo Garcia disse:

    No contrato de Prost não havia cláusula obrigando-o a seguir as ordens de equipe?! rsrsrs.. Neste caso, acho que o mais sensato era ter deixado Hill passar, Prost tava se aposentando e tanto fazia para ele 2º ou 3º naquele momento.. Mas, tirou o vice do seu companheiro.. Quem era ele mesmo?

  32. Mauricio disse:

    Aquele ano de 93 foi fantastico,não sabiamos mas era o Senna de despedindo em grande estilo,fazendo em uma temporada só o que havia feito na carreira inteira. Pena ter corrida o ano todo com o motorzinho CHT da ford rsrsrs e o Andretinho de companheiro. Com o canhão V12 da Lamborghini e o Mika Hakkinen do lado seria outra historia.

    • João disse:

      Grande lembrança, Maurício. Dizem que a Mclaren MP4/8 era bem competitiva e equilibrada, o que estragava era mesmo esse motor Ford “fraquinho” e atrasado em desenvolvimento, mesmo em relação aos da Benneton. Acho que a dúvida com relação a esse canhão V12 da Lamborghini vai ficar pra sempre com relação à confiabilidade do bicho, que parece que não era das melhores…

      Abs!

  33. É, quase 7 anos sem vitórias brasileiras, é tempo. Mas, já estamos indo pra 5 anos sem vitórias tupiniquins desde a última do mesmo Barrichello, em 2009.

    Significa.

  34. Mauro Batera disse:

    Pois é, e confesso que até hoje quando revejo as imagens do pódio da transmissão da RG, da saudades daqueles tempos.

    Só quem viveu esta época, sabe.

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