ONE COMMENT

Ver Fangio guiando enche os olhos de qualquer um. Dica do Ricardo Divila.

Comentários

  • O video aparenta ser de 1971, pois mostra Andrea de Adamich num March-Alfa Romeo.

    E o engraçado é ver o Fangio falando como se a F-1 em 1971 fosse muito segura!
    Tá certo ele, pelo menos ali havia um capacete inteiriço e dava pra colocar uma toalha dentro como se fosse uma balaclava, he he he… Imagina guiar só com uma tigela na cabeça e óculos de aviador da 1a. guerra! E com pneus linguiça!

  • O cara era muito bom… pergunte para um Argentino com 85 anos de idade quem sempre foi o maior piloto de F-1 de todos os tempos… resposta fácil

    Como os Argentinos sempre dizem… “Fangio pilota cada vez melhor a cada ano que passa”.

    Imperador

  • Entre as décadas de 50 e 80 ordens de equipe eram feitas por placas, por isso fica a impressão que não existia a famosa marmelada, mas o fato é que elas existiam! Por onde pilotou, Fangio sempre teve status de primeiro piloto. Nessa época era comum uma equipe ter vários capachos! Metem o pau em Maldonado por ser bancado pelo governo da Venezuela, mas esquecem que pra correr na F-1, Fangio foi bancado pelo governo argentino.

    Luigui Fagioli ficou famoso por sua determinação e por seu temperamento explosivo. Em 1934 muito antes da F-1 existir, correndo uma prova pela Mercedes em pleno Nurburgring, recebeu ordens para ceder a vitória a um companheiro de equipe. Furioso, parou o carro na beira da estrada (a corrida era disputada em uma rodovia) voltou para casa deixando a equipe.

    Em 1951 Fagioli era companheiro de equipe de Juan Manuel Fangio, e à altura do Grande Prêmio da França o argentino disputava o título com Giuseppe Farina. Durante a prova Fangio teve problemas com seu carro, e usando um artifício permitido pelo regulamento, a Alfa chamou Fagioli (líder da prova) para os boxes e entregou seu carro a Fangio(para Fagioli ceder é porque tinha algo no contrato). O argentino venceu a prova, mas de acordo com o regulamento, a vitória e os pontos foram repartidos com o companheiro de equipe. Bom lembrar, Fagioli entregou a liderança e terminou em 11º lugar. Era apenas a terceira prova do ano de um total de sete, ou seja, Fangio foi favorecido no início da temporada.

    Em 1956 Peter Collins chegou à ultima prova do campeonato em Monza numa posição em que poderia ser campeão do Mundo. Fangio liderava a corrida mas teve um problema na coluna de direção indo para os boxes. A equipe ordenou a Luigi Musso para que cedesse seu carro a Fangio, mas o italiano recusou( e fez muito bem). Contudo, o piloto argentino teve carro para prosseguir a corrida e alcançar o título. Carro cedido por… seu rival, Peter Collins. Como podem ver, a coisa era até pior que nos dias de hoje, Collins tinha chance de ser campeão, mas foi obrigado a favorecer Fangio.

    Mais tarde, quando a corrida terminou, Fangio celebrava o seu segundo lugar da corrida (vencida por Stirling Moss) e conseguia os pontos suficientes para ser campeão do mundo pela quarta vez. Perguntou-se a Collins o porquê deste gesto de aparente fair-play. A resposta foi simples, mas hilária:

    “Sou demasiado novo para ser Campeão do Mundo”

    Acredite quem quiser, mas eu não engoli essa desculpa “sou demasiado novo para ser Campeão do Mundo”, Collins recebeu ordens da equipe para ceder o carro a Fangio. Luigi Musso recusou, mas Collins aceitou sem reclamar bem ao estilo capachão: Cevert, Berger, Coulthard, Barrichello ou Massa…

    Collins foi um “banana” essa que é a verdade, tinha chance de ser campeão, mas se rendeu aos caprichos do time que bajulava Fangio. Alguns vão lembrar que as corridas em “duplas” ou “trincas” eram permitidas na década de 50. Ok, mas porque somente Fangio era sempre o favorecido? O argentino nunca cedia seu carro, sempre ele era o piloto que pegava carro emprestado! Em alguns casos, sequer o carro de Fangio quebrava, ele sentia que o carro não estava bem, parava nos boxes e pegava carro do companheiro que estava melhor(caso do líder Fagioli acima).Oras, assim é fácil ser pentacampeão…

    Outro detalhe, nos anos 50 piloto não tinha participação na evolução dos carros, sequer existia treinos, o carro chegava na corrida pronto de fábrica, o piloto só sentava e pilotava!

    Anos 50,60,70 eram épocas mais desafiadoras em relação aos anos 80 em diante, por causa das inúmeras mortes, mas também tinha seus contras. No início dos anos 60 os projetistas perceberam que poderiam projetar os carros ao estilo de cada piloto, a coisa não parou mais de evoluir…

    • Muito bem postado, Marcelo. Era assim que funcionava a categoria na década de 50.

      Faço apenas uma ressalva: Fangio não cedia o carro pelo simples fato de que ele era a estrela (tradução: talento), nas equipes em que pilotou. E a “teimosia” dele funcionou. Além de ser penta (recorde por mais de quarenta anos), foi campeão por quatro equipes (recorde absoluto e praticamente imbatível).

      Quanto aos escudeiros, atuais ou do passado, serão esquecidos.

    • Sem dúvida, isso tira um pouco do brilho do Fangio. Muito boa a sua argumentação. Assino embaixo.

      Mas nenhum campeão é perfeito, sempre aparece alguém com algum argumento convincente contra.
      Por exemplo: o Vettel é perfeito, mas só ganhou com a Red Bull; o Senna era perfeito, mas só ganhou com a McLaren e errava pacas; o Prost era perfeito, mas era péssimo na chuva; o Schumacher era perfeito, mas era anti-desportivo e abusava de seus capachos; cada um tem o seu calcanhar de Aquiles nas argumentações de uns e outros.
      Não são deuses, mas sim seres humanos, ora pois.

  • Motores potentes, rodas estreitas, CG alto, peito pescoço e cabeça expostos. Ser piloto antigamente era tarefa para pouquíssimos. Fangio é até hoje o maior vencedor se for considerado o número de vitórias por GPs disputados. Para mim, o maior de todos, por ter mostrado o caminho a todos os demais.

    • Alfa Romeo entre 50 e 51
      Maserati entre 53 e 54
      Mercedes entre 54 e 55
      Ferrari em 56

      Em 52 Fangio sofreu um grave acidente e ficou fora do campeonato! Em 54 no meio da temporada trocou a Maserati pela Mercedes.