É TETRA! (1)

etetra1SÃO PAULO (tô enrolado) – Quais os temas da semana na F-1? Mudanças de regras, ausência de público, Globo que abre mão da classificação, FRIC (o sistema de suspensões interligadas, agora proibido), capacete do Rosberg, carta aberta da mulher de Schumacher. Treino de hoje? Teve, sim, com arquibancadas do monumental estádio de Hockenheim vazias e sob um calor senegalesco. Gosto da expressão, calor senegalesco.

O fato é que a F-1 está em crise. E precisa se reinventar. A história dos motores híbridos não deu certo. Mas não tem volta. Não deu certo porque são sofisticados e “quebráveis” demais, e o lance do barulho, embora pareça irrelevante, não é. Falar em reinvenção parece meio maluco no primeiro ano de um novo regulamento, mas é preciso reconhecer que o interesse despertado pelo campeonato está em declínio. As audiências de TV não deixam dúvidas quanto a isso. O que fazer, então? Como lidar com limitação de motores, com asa-móvel, ERS, MGU-H, MGU-K, economia de combustível, poucos pneus disponíveis? E carros 4, 5 segundos mais lentos por volta do que em… 2004!

Sei lá. As sextas-feiras, por exemplo. Precisam ter algum interesse. Ninguém aguenta mais ver carros desfilando em pistas “verdes” sem que nada esteja em jogo e tendo de poupar até sobreviseira porque há restrições para tudo. Soma de tempos para classificação pode ser uma boa para agregar alguma competição a um dia que é tratado como um estorvo pelas equipes. Ainda mais numa temporada como esta, que já está decidida. “Ah, mas quando era Senna x Prost era legal!” Sim, era legal, mas isso tem mais de 25 anos, os tempos eram outros, as pessoas eram outras, as mídias eram outras, o mundo mudou mais nestes últimos 25 anos do que nos 1.988 anteriores, contando apenas o calendário cristão.

É preciso mexer em algo. Hoje, por exemplo… Vou falar o quê? Que a Mercedes fez 1-2, com Hamilton em primeiro? OK, é verdade. As informações são importantes e a gente acompanha tudo que acontece na pista e fora dela. Mas isso empolga? Quer dizer alguma coisa? Um duelo de dois pilotos da mesma equipe, atualmente, é algo que desperta algum enorme entusiasmo?

Fico vendo, nos boxes e no paddock, pelas imagens de TV, figuras imponentes como Alonso, Raikkonen e Vettel totalmente desmotivados, pela impossibilidade de fazer qualquer coisa e necessidade de economizar parafusos. Cumprem tabela desde a primeira corrida do ano. “Ah, com Schumacher era assim em 2002 e você achava ótimo!” Pode ser, mas 2002 foi há 12 anos e todos achavam Felipão ótimo, também. As coisas mudam. O que era ótimo há 12 anos não é mais. E para nós, da imprensa brasileira, tinha uma graça especial que era Barrichello na mesma equipe, para o bem e para o mal.

A F-1 ficou complicada e sofisticada demais. E cara, como se sabe. Segue sendo um belo espetáculo de cores, tecnologia, talento e dinheiro, mas não causa mais comoção alguma. Não é assunto de mesa de bar. Mesa de bar é o grande termômetro do mundo. O que se discute diante de um chope está dando certo. Se você, mesmo gostando de corridas, passa uma noite num boteco com os amigos e não toca no nome de Hamilton, Rosberg, Massa, Ferrari, Red Bull, é porque seu gosto pela coisa está sofrendo do pior dos males: a indiferença.

A indiferença transforma qualquer esporte em algo insustentável. A F-1 precisa parar para discutir seu futuro. Urgentemente. As arquibancadas às moscas de Hockenheim hoje, um templo que vivia lotado, me deixaram com uma sensação meio esquisita.

Está tudo muito esquisito. Mas pode ser apenas impressão, sei lá.

Comentários

  • Eu acho que a formula 1 ainda está muito distante do “povo”, com suas regras complicadas, estranhas, com artificios para ultrapassar, manipulação dentro das equipes e com isso, afasta o publico, acredito que isto é em todo o mundo. Ela que está sempre de olho no mercado americano, deveria tomar como exemplo, a formula Indy, a Nascar, com seus regulamentos mais simples e bem mais próxima do publico, até porque a atração do espetáculo são os carros e os pilotos e justamente são esses que a formula 1 esconde mais. O público também mudou muito e a grande diferença hoje em dia é que somente os apaixonados, os que têm amor ao esporte, os que acompanham tudo é que assistem as provas, os treinos, vão aos autodromos, os outros…

  • quer arquibancada cheia em treino classificatório? é só a fia, fom , fomfom, foca, morsas, leões marinhos e outros bichos mudarem o formato atual de treino classificatório, que está cheio de regrinhas chatas e limitantes para os pilotos . volta pra regra onde os pilotos entravam na pista quando queriam, e podiam tentar retomar a póle quando alguem batia seus tempos (grandes disputas entre piquet, prost e senna e vários outros, perdendo posições e voltando para o pista para retomar no braço e na bota pesada a posição no grid que haviam perdido).

  • antes f1 era o “primo rico”, isto é , quebrou um motor pode usar outro, quebrou cambio???? ué troca. agora quebrou, trocou, é punido, na proxima corrida perde posições no grid, gasolina? teeem que economizar. ué, não é o primo rico? de que adianta carrões se não tem dinheiro pra gasolina e pro pedágio pro guarujá? tem que fazer farofada na represa mesmo ( e olha que até é divertido farofar na represa, mas tem que ir de chevelho pra ser legal).

  • Eu penso que a essência da F1 é ter automóveis á frente de seu tempo, mas parece que está acontecendo ao contrário. As últimas mudanças só serviram para nivelar os bólidos com os carros de rua.

  • o problema foram os 7 x 0. Está todo mundo bêbado por la ainda. Brincadeiras a parte, sugiro que a formula um seja reinventada com exageradas doses de Piquet, Senna, Mansel Fittipaldi, Alan Jones e sobretudo de Gilles Villeneuve. Gosto da formula 1 e vou continuar assistindo, porém tenho que reconhecer que ela está muito parecida com nosso campeonato brasileiro de futebol em todas as suas divisões (em todas elas só se salvam o Campinense clube de Campina Grande que está na miserável série D e a gloriosa e injustiçada Portuguesa, vergonhosamente rebaixada para a série B.

  • Boa tarde Flávio!
    Perfeito.
    A F-1 está ruim demais. Em franca decadência.
    A palavra é esta mesmo: indiferença.
    Tenho 33 anos e desde os 5 sou (ERA) fanático por F-1.
    Quantos churrascos, festas, pizzadas eu perdi para ver um treino de classificação/corrida! (Hoje, com os treinos, quando muito ponho para gravar no gravador digital da TV a Cabo e vejo na hora que dá, dando “fast forward”).
    A F-1 está se auto-destruindo e faz tempo.
    Quando antes da temporada de 2003 decidiram fazer o qualifying com apenas uma volta rápida, e com o combustível que iriam largar no dia seguinte, já torci o nariz. Acabaram com a disputa feroz na classificação! E acabaram com o warm up.
    Aí em 2006 acabaram com os V-10! Para mim, a pior coisa já feita contra a F-1! Aí puseram os V-8…. ééééééééé…. até que eram bons naquelas. Até passa.
    Aí vieram asa móvel, Kers etc. Ok, tem sempre o argumento que a F-1 é laboratório para a indústria e tudo o mais. Mas isto foi acabando com o Esporte F-1, e fez crescer o Laboratório F-1. Escolheram um outro caminho.
    Se a principal função então da F-1 é ser um laboratório, uma sugestão: usem um circuito do calendário e fiquem colocando os carros para andar, testando tudo quanto é tipo de inovação. O ano inteiro se quiserem. Tenho certeza que vão surgir coisas maravilhosas para a indústria.
    Muitas restrições, muita artificialidade. Muitas punições inúteis e absurdas aos pilotos. Regras esdrúxulas, ambíguas e confusas.
    Uma administração e gerência muito ruim, em resumo.
    Aí fizeram todas estas alterações para 2014…. aí foi a gota d’água para mim.
    Uma F-1 silenciosa! Que coisa horrível!!
    Sim, conseguiram fazer uma categoria verde…. mas esportivamente precária. Escolheram este caminho.
    Hoje, a F-1 para mim é uma categoria qualquer, mediana. Insossa.
    No máximo, uma F-Indy melhorada. E isto NÃO É um elogio.
    Eu continuo assistindo por força do hábito.
    Mas a paixão pelo esporte se foi há algum tempo.
    Hoje meu sentimento com relação à F-1 é: indiferença.

  • Enquanto titio Bernie continuar achando que mídias sociais, internet e marketing digital não valem nada, o produto dele vai minguando aos poucos.
    Uma categoria que não deixa sequer um segundo de vídeos publicados por terceiros no youtube por “uso irregular da imagem” não deve agradar tanto assim eventuais patrocinadores. A McLaren que o diga…

  • Olá Flávio! De uns anos p cá,tenho visto e analisado o mundo com outros olhos, o da Teoria da Conspiração. Certas coisas como boicote a Hamilton,certas quebras,falhas nos freios,manobras estranhas,pits mais lentos. Em outros esportes como futebol,Neymar levando um pancada que ja estava premeditada,Thiago Silva levando cartão amarelo suspeito,e agora na avoção, esse avião q caiu com 298 pessoas a bordos,sendo cento e poucas de cientista especialista Aids, quem ou quais grupos ou empresas multimacionais estariam ou nao interessadas nessa CURA? . Caro Flávio há interesses escusos,e vc sabe que há,por trás de supostos aparentemente incidentes,nada acontece por acaso.
    Quando se lida com massas populacionais,se mexe com emoções,sentimentos , e com isso a razão passa longe,a grande maioria acredita no que lhe e passado,um verdadeiro roteiro de cinema,digno roteiro de novela das oito,semelhante a Quem matou Odete Roitman?.
    Quando há dinheiro envolvido,os valores morais,a honra,o patriotismo,hombridade, ficam em segundo plano, o que importa é ter e não ser,o status que conta.
    Creio piamente que os olhos intelectuais do povo irão se abrir um dia,Libertas Quæ Sera Tamen, e iremos desfrutar do néctar da sobriedade,um abraço,e que DEUS abençoe o Brasil !!!

  • Realmente tem muitas coisas para serem revistas principalmente como restrições de testes e desenvolvimento se alguém inventa algo novo que dá certo logo é barrado assim como o barulho dos motores mesmo que pra mim não faça tanta diferença mas para maioria e para o espetáculo faz falta porém na minha opinião este ano acho que a f1 deu um passo em relação ao desenvolvimento de motores como todo reaproveitamento e etc mas foi só isso, coisas como consumo de combustível controlado obrigações de uso de 2 tipos de pneus estes que cada vez mais são difíceis de intender e conservar o excesso de restrições aerodinâmicas que conseguiram desestimular cada vez mais os engenheiros gênios de inventar coisas novas a não utilização da internet e rede sociais poucas equipes e montadoras interessadas em ingressar na f1 onde existem poucas oportunidades para os jovens pilotos tudo isso ajudou no afastamento dos fans e principalmente manter sr Bernie Eclestone que no passado ajudou a fomentar o espetáculo este mesmo senhor está conseguindo fazer todos a perder o interesse pela f1 a fia também tem culpa nesse processo todo pois o piloto hoje não pode isso não pode aquilo punição besta pra cá pra lá muitas pistas que também não trazem emoção nenhuma como disse Piquet em 94 verdadeiros circuitos Mickey Mouse deu no que deu agora fica difícil de ver alguma Luz no fim do túnel alguém tem mais alguma sugestão? não quero ser pessimista nem vou deixar de acompanhar porém eu também já não faço coisas que fazia até pouco tempo atrás para acompanhar como acordar cedo ou de madrugada para ver treinos e corridas assisto em sua maioria em horários alternativos se pra mim que nesses anos todos sempre acompanhei está assim imagina para aqueles que só assistem quando tem brasileiro ganhando…

  • Eu mesmo mais leio noticia do que assisto as corridas. Só vejo os melhores momentos pelo site da globo. E o que voce disse sobre papo de boteco é verdade, meus amigos me acham um idiota por acompanhar algo tao sem graça que se tornou a F1!

  • O começo do fim da era do automovel! Neste ano vende-se mais carros usados do que novos, neste ano a TV começa a cortar o espaço da F1, Neste ano cria-se uma regulamentação urbana, para se limitar o número de vagas de garagem nos próximos edifícios.Neste ano a Ford está vendendo monoblocos zero do Mustang 65!Neste ano estou vendendo meu gol G5, para ficar só com a Kombi 71. Mas não vendo as motos, porque essas têm futuro!

  • É, e a emissora oficial já sacou. Evidência disso é que nem o qualifying para o GP da Alemanha passará ao vivo. Podem até enganar o público médio, mas não quem acompanha há tempos. Se a audiência tá uma porcaria (pra não usar um adjetivo mais pesado), a referida emissora que passe a bola para seu canal esportivo por assinatura.

  • Li todos os comentários postados aqui e 99,9% estão insatisfeitos com a F-1 atual e pedem/sugerem mudanças das mais variadas. Só que, quando uma Ferrari – que ganhando ou perdendo, queiram ou não queiram, é o nome mais importante e tradicional da Fórmula 1 – reclama de tudo, pede mudanças e ameaça até abandonar as corridas, todos também são quase unânimes em dizer que é “chororo” dos italianos. Vá entender esse povo….

  • Mais cartolagem do que pilotagem.
    Está na hora de algum (ex) piloto dirigir a categoria, alguém que goste mais da F1 do que de si próprio.
    Que me perdoem os comportados, mas, automobilismo e “esportes a motor” nunca foram algo politicamente correto, longe disso. Existe coisa mais irritante do que o locutor da tv dizer que os pilotos estão sendo investigados em razão de uma fechadinha ou uma trajetória fora do padrão usuam …. ora bolas.
    Automobilismo é esporte de contato e quando essas merdas de investigações de comportamento na pista são anunciadas, tenho desligado a tv para fazer coisa melhor do que ficar vendo carrinhos não poluidores e silenciosos correr nos trilhos com pilotos comportados.

  • Desculpa o puxa-saquismo barato. Você é o melhor Flavinho. PQP, que texto. Compartilharei no meu mundo virtual. E isso só vai mostrar que você está mais do que certo. Receberei uns 2, 3, 4 no máximo, “curtir” no Facebook! Isso mostra que a F1 nao está mais em pauta…. triste!

  • O futebol, apesar de toda tecnologia disponível, não permite o uso dos telões para que não haja babaquice. A única que passou foi aquela do tira teima para evidenciar se a bola entrou no Gol. Precisa voltar a ser somente o piloto e o carro na pista. Eu gostei da idéia de retirar o rádio para eliminar a babaquice. Deixar duas lâmpadas (nada de LED) iguais aos de ônibus que acendem quando se puxa a cordinha para parar. A saber: Uma laranja para avisar a hora de ir para o box e outra vermelha para avisar que o piloto deve sair da corrida (aí o deve ter feito uma. E um botão para o piloto avisar à equipe que vai parar para troca de pneus (vale a sensibilidade e o senso de estratégia ) Se tiver o companheiro ali, azar.

  • A F1 está comunista. Não pela busca da economia, mas pela busca da igualdade. Pela busca do nivelamento ( nivelamento por baixo?? Não posso nem citar isso…! Faz de conta que não falei.). Pela busca da artificialidade para se manter uma suposta atratividade e equidade.
    Deu no que deu: um século de história já sabe.

  • Cara uma coisa besta pra mostrar como a F1 tá mal, vou a 14 anos na Corrida de Interlagos, e tenho sempre o costume de guardar como recordação aqueles guias da Corrida, que são ofertados de graça na porta, muito bem acabados por sinal, com todos os pilotos e equipes da temporada, fotos das corridas anteriores e tal, ano passado me dei conta de que assisti a temporada inteira mas não conhecia a cara dos pilotos que ficam da metade para trás do Grid, tipo Markus Eriksson, Jules Bianchi, Jean Eric Verne, Max Chilton etc, nos EUA os americanos devem saber até quem é o porteiro de Indianápolis, a F1 dos últimos anos é toda envolta em segredos, uma chatice, piloto só da entrevista com um papagaio de pirata do lado gravando tudo, os caras cobrem os carros a todo momento, até em batida com carro destruído os caras se apressam em cobri-lo, os pilotos parecem robôs e se comportam como freiras pra não manchar a imagem das grandes corporações que fazem a categoria, não é questão de saudosismo, mas quando fez 20 anos da morte do Senna, a Sportv reprisou corridas dos anos 80, o clima era totalmente diferente, até relaxado, descontraído, pilotos passeando livremente, acho que a F1 precisa olhar um pouco para trás para mudar o seu futuro!!!

  • Flavio, já era. Acabou. Tipo fazem 36 anos que Piquet, saiu campeão da F3 para a F1 estreando em Hockenheim. 36 anos! Dai veio Senna, morreu, Barrichello, Massa, a Globo pensando que o produto Bruno Senna era rentável, pois o Nelsinho envergonhou tipo os 7 X 1 e assistimos por osmose essa merda de asas, pneus e não me toques. Tirando a Truck, onde a competência da Dna. Neusa enche autódromos, sustentando Equipes, nos resta se divertir com os regionais. Por isso tiro o chapéu para João Paulo, Tony, Helinho, Farfus e uma turminha que se virou sozinha, na garra e capacidade. Imagino os Argentinos que chegaram em Interlagos para acampar na Copa, e deram de cara com Porsches andando e só eles na arquibancada.

  • Vejamos. Uma categoria de protótipos onde não se pode testar, onde não há estabilidade de regulamento, onde a competitividade é estimulada artificialmente, onde se premia a regularidade ao invés da ousadia, não tem muito como encantar mesmo. Essas novidades todas ao longo dos últimos anos afastaram fãs antigos e não funcionaram para atrair novos fãs. O resultado está aí. Mas, enquanto Ecclestone for vivo, nada muito significativo irá mudar infelizmente.

  • Me parece que os galegos estão ainda de ressaca pelo tetra no futebol, e sexta feira não é um bom termômetro. O que temos visto é uma temporada muito boa. Eu pelo menos ando grudado na ultimas corridas e assistido pegas espetaculares. Hááá mais é pega pela 5a posição. Come on, na era Senna x Prost não era raro o primeiro colocar uma volta no segundo os os primeiros colocarem voltas nos restantes. penso que é muito cedo para julgar o novo sistema e se mexerem novamente para o ano que vem, não vão conseguir nunca ter um campeonato mais parelho, porque quando os “outros” conseguirem dar um passo para alcançar a Mercedes, mudam novamente todas as regras do jogo, normalmente para tentar ajudar um velho chorão que só acha a F1 linda e maravilhosa quando a equipe vermelha dele ganha vários campeonatos seguidos.
    Se banirem mais alguns daqueles “apetrechos” aerodinâmicos, tirarem o tal DRS, deixarem os pilotos serem mais competitivos sem tantas punições e liberarem o fluxo de gás por volta, a coisa tem tudo pra dar certo. se entrarem no jogo de Maranello e mudarem tudo novamente, vão deixar o público mais doido ainda. Ok, vá la, coloquem as tais placas de titânio, fogos de artificio são sempre legais e aparecem bem na foto!!!

  • Por falar em Tetra, a Alonsete-mor do blog anda estressadinha demais, com os nervos à flor da pele, xingando Deus-e-o-mundo-e-os-filhos-do-Raimundo por aqui como se não houvesse amanhã. Uma valentia virtual de botar medo no Chael Sonnen. Acalme-se criatura, nada está tão ruim que não possa piorar. Já são 8 anos na fila and counting…

    “Allez, me diz como se sente
    Ver de longe quatro estrelas a brilhar…
    Te juro, ainda que os anos passem…
    Vc nunca vai nos alcançar.
    Quatro taças só nós temos
    E sem trapacear
    O Ve44el não obrigou o Nelsinho se lascar…
    Uma coisa mais te digo
    Para nunca esquecer…
    O Senna tem mais taça que você…!”

    Chupa Alonso!!!

  • Antigamente, com os teste a margem para evolução era maior. Hoje é só simulador e túnel de vento em um regulamento que tirou um pouco a importância da aerodinâmica, o que talvez não seja de todo ruim, fazendo com que os carros fiquem um pouco mais mecânicos. Mas é fato que o regulamento não dá margem para as equipes evoluírem muito e quem está muito na frente como a Mercedes, não será alcançada pelas outras equipes mais próximas. No geral, acho que a coisa toda ficou muito complicada. Para se acompanhar a fórmula 1 e entendê-la você tem que ser um especialista. O cidadão comum, não entende e acho que fica desmotivado em tentar entender tantos detalhes que vão desde Q1, Q2, Q3. DRS, os tais Kers (o do freio e o do motor), enfim, uma séria de coisas. Fica difícil entender o andamento das corridas quando se começa a janela de pitstops e o que as possíveis estratégias podem determinar. Até os tipos diferentes de compostos para cada circuito, São muitos detalhes. Porra, nego tem que ser um especialista. Antigamente não era assim. Era mais fácil entender as corridas. O lance do ronco dos motores é insanidade. Os caras mataram a alma da F1. O ronco dos motores era a identidade do esporte. Podem ver que em muitos meios de comunicação, no rádio por exemplo, ninguém reformulou suas entradas e vinhetas colando o som dos turbos, permanecem os aspirados.