UKIKO? (1)

ukiko1RIO (sempre genial, eu) – Entre um jogo e outro, tendo visto o primeiro treino ao vivo e apenas alguns estratos do segundo, vamos falar de Silverstone. Mas vai ser tudo em tópicos, porque estou meio sem tempo de fazer literatura hoje. A eles.

– Começamos com o anúncio feito pela Pirelli de que na semana que vem, nos testes agendados para a pista inglesa, será feita uma experiência com pneus de 18 polegadas. Aro 18, para vocês entenderem. Hoje, os pneus da F-1 são enfiados em rodas de aro 13, como meu Twingo. Ou meu Trabant, não sei direito. Aí tem uma maçaroca de borracha e eles ficam grandões. Aro 18 é aquela coisa patética de carro tunado e pneu de perfil baixo. Mais ou menos o que vai usar a Fórmula E. Mais ou menos, não. Exatamente. As paredes dos pneus praticamente inexistem e eles serão duros como pau. Mas a Pirelli alega que se a F-1 pode servir para alguma coisa no desenvolvimento de pneus, tem de ser para algo que se usa na rua. Os carrões usam rodas enormes, hoje em dia. É o que a fábrica italiana chama de pneus “premium”. Tipo cartão de crédito, plano de saúde e camarote. Acho um horror.

Hamilton foi o mais rápido, mas seu treino acabou cedo e ele deu apenas 14 voltas. Parou na saída dos boxes e lá ficou. Seu motor, ou talvez câmbio, é dúvida para amanhã. Vamos ver que tipo de impacto terá na clasificação. Perder posições no grid será uma tragédia para quem já tem sofrido tanto como nas últimas corridas. Além do mais, a Inglaterra já foi eliminada da Copa. E a Alemanha de Rosberguinho segue firme e forte. Muito forte. Nico ficou a 0s2 do comandante Amilton. É a briga do fim de semana. O susto da pole que Massa fez na Áustria não se repetirá.

– Alonso foi o melhor dos outros. O que não significa que está saltitante de alegria. Ficou em terceiro a 0s7 de Hamilton. A equipe acha que vai chover amanhã. Todos acham, é o que diz a meteorologia. E sabe o que vai acontecer com a Ferrari se chover? Nada.

– A Red Bull ficou em quarto e quinto. Adivinha quem na frente? Ricardão, claro. Tiãozinho está em baixa nesta temporada. Tem sido um ano de provações para alguém que ganhou os últimos quatro títulos mundiais. Não está fácil para ninguém, como se diz. “A primeira fila já está definida”, falou Vettel, muito otimista. Que fase.

– Na Williams, a pobre da Susie Wolff conseguiu dar uma volta e meia, se tanto. O carro pifou. Ela volta em Hockenheim. Deve ser praga de Sapattos, que perde alguns treinos livres de sexta por força de contrato. Quando andou, o finlandês foi bem, de tarde. Sexto tempo. Mas a 1s5 da ponta. É muita coisa. Massa bateu forte de manhã. “Coloquei a roda na grama artificial e rodei”, explicou. A panca foi razoável, mas deu para andar de tarde. Ficou em 11°. Não se deve esperar muito do brasileiro neste fim de semana. Pena, porque ele está completando 200 GPs. Seria bom para ele comemorar com um resultado bom. Mas, para isso, terá de virar o jogo, já que o fim de semana começou muito mal.

– A Force India, cujo desempenho lembra um eletrocardiograma, está num daqueles finais de semana em que a pista não lhe favorece. Vai tentar algo na estratégia, porque gasta pouco pneu. A tendência é andar atrás. Mas parando menos que os rivais, pode sonhar com alguma coisinha. Lembrando que duros e médios são os pneus escolhidos para esta corrida. A Pirelli calcula duas ou três paradas. Duas será a tática mais adotada, em caso de pista seca.

– Outra que vai brigar só por pontos, e de sexto para trás, é a McLaren. Os dois pilotos reclamaram do vento. O carro parece a Jabulani nas retas.

E basicamente é isso. Vivi finais de semana em Silverstone durante Copas do Mundo muitas vezes. O mais marcante foi em 1998. Era dia da final da Copa, entre França e Brasil, ali pertinho, em Paris. Preparamos uma festança na casa que alugávamos em Towcester, ao lado do circuito. Fui ao autódromo todos os dias com a camisa da seleção brasileira, para zoar os franceses. Trabalhamos rápido para poder ver o jogo. Não deu tem para cozinhar as salsichas do cachorro-quente. O Zidane acabou com a festa antes de a água ferver.

Na prova seguinte, acho que na Áustria, cheguei ao autódromo com a camisa da França cantando “allez les bleus”. Não adiantou muito e os franceses me encheram o saco o fim de semana todo.

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