MOTOLAND

SÃO PAULO (o máximo) – Ana Luíza Bentley (gostei do sobrenome) estreia como colaboradora do blog mandando a foto da gigantesca Amazonas. Faz tempo que não vejo uma. Mas sempre gostei da ideia: uma moto com motor de Fusca. Tinha até marcha-à-ré. Pergunta aos blogueiros e blogueiras: alguém já dirigiu uma dessas?

PRF Amazonas

Comentários

  • Nunca andei. Quando pequeno, e já vão uns 25 anos, mas tinha uma preta em Pirassununga-SP linda. A mais bonita que já vi.
    Até hoje lembro muito bem dos detalhes dela, a começar pelo tanque de combustível em formato de caixão.
    Se minha memória não falha, ela foi personagem em uma reportagem sobre Amazonas em uma revista a muitos anos atrás.
    Onde será que essa moto está hoje?

  • Para quem gosta de barcas ‘cruiser’ ou turismo, hoje em dia existem a lendária Honda Gold Wing 1800, com seus seis cilindros boxer e 400 kgs e a BMW K1600GTL, também seis cilindros, fora outras jiripocas menores.
    São motos caras, desajeitadas, lentas, mas serve para quem tem mais de 60 anos navegar pelas rodovias com todo o conforto do mundo, em velocidades moderadas, ouvindo um som, admirando a paisagem. E ao contrário da Amazonas, são motos que funcionam como relógios, com motores suaves, muita tecnologia e conforto.

  • Paixões à parte a Amazonas era uma estradeira nata sem deixar nada a dever às Harley Davidson da época que também eram pesadas e defasadas tecnologicamente. A Harley só foi se atualizar e melhorar muitos anos depois. Comparações entre motos do mesmo período podem ser feitas sem nenhuma levar muita vantagem sobre a outra..Mas a Amazonas era brasileiríssima.

  • Nunca andei, mas vi uma cena ótima com uma dessas, no começo dos anos 1980. Na época, a rapaziada da minha cidade costumava se reunir aos domingos em uma esquina defronte à Prefeitura para paquerar e jogar conversa fora. Nisto, pela rua lateral à Prefeitura, chega um caboclo pilotando uma Amazonas com duas (isto mesmo, duas) meninas na garupa. O semáforo fechou, ele parou, a moto começou a inclinar para a esquerda, continuou inclinando, as duas meninas pularam e saíram correndo, o estribo do motodonte encostou no chão e só então o distinto apeou. Não me lembro como ele levantou os quase 400 kg de motocicleta, porque estávamos todos ocupados demais rachando de rir…

    • Eduardo Saçaki esse era o “Japônes Voador” Bicampeão Brasileiro de Motocross, Pentacampeão Brasileiro de Super Cross. Bicampeão Latino Americano de Supercross, entre tantos outros titulos, era uma fera no motocross nacional, até sofre um acidente em 2005, hoje mora em Corbélia no PR.
      Ainda faz trilhas , trabalha como confeiteiro para viver.
      Grande Saçaki, vi várias corridas desse piloto, um verdadeiro monstro, show…show.
      Uma das caracteristica dele era pintar o cabelo com cores berrantes.
      A ultima vez que o vi pilotar foi no Nas Nuvens em Campos do Jordão.
      Valeu Ronaldo

  • Um ode à industria de fibra de vidro dos anos 80 brasileiro (Motor VW+Fibra de vidro resumiu boa parte da nossa tecnologia), enquanto a engenharia estava muito mais pra uma lancha de pesca, o preco circulava entre os veiculos mais caros do mundo.

    É mais facil gostar de dor de dente do que de uma Amazonas.

  • Nunca andei na Amazonas, mas andei, há milênios atrás, de HD 1200 e de Vincent HRD 1000. Não gostei de nenhuma das duas.
    Um amigo nosso, dono de DKW, aliás, Puma 67 prata (Reinaldo) tinha uma até recentemente, mas vendeu.
    Quanto a andar de 125, cansei de andar com uma CGzinha na Avenida Brasi (Rio de Janeiro), nas marginais em SP (com a de meu irmão), viajava com a minha toda 6ª feira à noite, sem nenhum tipo de problema.
    Aí lançaram a CB400 nacional.
    Claro que era bem melhor, mas antes só havia 125… deixar de viajar por causa disso?
    Pois quando elas foram lançadas, em 1976, se não me engano, vieram 2 rodando de Manaus a São Paulo, com média acima de 100 – média, eu disse – e foram até multadas pela PRF em uma Veraneio, pois acima de 80 “elas estavam desperdiçando gasolina”.
    Quanto a motos com grandes motores, aqui no Rio vi uma com motor V8, e em Miami uma HD com motor Viper V10.

  • Um lixo. Andar nela era feder gasolina, por causa dos carburadores de carro bem na sua canela. Andava pouco e bebia muito, tinha um quadro sofrível. A embreagem era ideal para o hulk.

    Mas os colecionadores adoram.

  • IMHO, moto com mais de 1000cc é exagero: primeiro pq não precisa de mais que 125cc pra deslocar dois adultos; segundo que mais do que isso, a moto vira um cavalo chucro; daí se não tiver eletronica controlando, vai pro chão. E isso aí, não deve dar pra pegar corredor, e na cidade deve esquentar que só o cão… Enfim, quem bolou isso tem seus méritos de projeto e execução, mas é um trambolho que se apropriou inadequadamente da classificação de moto…

    • Só um comentário, Hélio: Motos de 125cc só servem, IMHO, para circularem no bairro ou ir na padaria buscar pão. Para enfrentar o tráfego pesado das vias expressas de uma cidade como São Paulo, essas motos não tem estrutura, nem motor nem freios suficientes. Nas marginais aqui já é um perrengue danado, estrada então nem pensar. Já andei nas marginais de 150 (um horror) 300 (melhorou, mas faltava potência) e agora ando de 650cc, não porque quero, mas principalmente por questão de segurança: freios e motor sobrando pode ser um diferencial entre sofrer ou não um acidente de moto.

  • Nunca andei, mas visitei a serralheria de um cara que fazia chassis para as Amazonas em Conchal-SP. Dizia a lenda que ele e um amigo foram do interior de São Paulo aos EUA cada um com uma Amazonas. Vou colher mais detalhes dessa história e te passo depois, FG.

  • Fui dono de uma Amazonas 1600cc 1988 preta por 12 anos. 1988 foi o ultimo ano da fabricação oficial dessa moto pela AME Motocicletas Especiais.
    Sair com ela nas ruas ou estradas era o máximo para massagear meu ego! Todos achavam incrível. Até para as fotos de um casamento emprestei minha moto.
    É robusta até demais. Mecânica super simples da VW a ar. Só a ciclística dela é o que deixa a desejar. O deslocamento do peso vai muito para a frente e dificulta nas frenagens bruscas. Mas me acostumei com o “jeitão” dela e viajei bastante.
    Posso dizer que me tornei um conhecedor dessa moto. Eu mesmo fazia toda a manutenção dela. Vendi no começa deste ano e tenho certeza que vai continuar trazendo muita satisfação ao novo dono.

    • Paulo, sobrou alguma foto? A Cycle World publicou uma reportagem sobre a Amazonas, mencionando ser a maior moto do mundo mas relatando também as características por você comentadas. Mas o bom mesmo foi “The Revenge of Amazonas”, na edição seguinte, com um modelo modificado e com vários venenos e destaque na capa, parada e com o pneu traseiro girando e gerando um baita fumacê.
      Apesar de ser uma moto grande, talvez não tenha sido uma grande moto mas ficou na historia e serviu para amenizar o problema provocado pela proibição ou limitação das importações.

  • Moro no sul do Japão e num pequeno vilarejo próximo a minha casa, interior mesmo, um milionário excêntrico tem um museu com um mega acervo de motos antigas , dentre elas uma moto que pertenceu ao Mussoulini e umaAmazonas praticamente Okm

  • Nunca dirigi uma dessas, mas já andei na garupa de duas com meu pai. Era ele quem dava manutenção nas motos da PRF lá em São Borja enquanto eles tinham esses monstrengos, então às vezes apareciam elas lá em casa. Era divertido demais.