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quinta-feira, 10 de novembro de 2016 - 19:04F-1

ENTRE OS LAGOS (1)

oconfecha

SÃO PAULO (eu ia usar “Afagos em Interlagos”, mas não sei se ficaria bom) – Buenas. Chegando mais tarde do que nunca, porque a vida mudou. Mas vamos em frente, e rápido. Começando com a confirmação de Esteban Ocon na Force India.

Já tínhamos dito aqui que a Mercedes iria indicar o segundo nome do time indiano. Ocon ganhou força nas últimas semanas, para desespero e desalento de Wehrlein — que deve estar se sentindo assim meio… Kvyat, talvez.

Algumas coisas pesaram. No ano passado, Ocon foi piloto de testes da Force India, o que evidentemente ajuda. Ao mesmo tempo, disputou e ganhou o campeonato da GP3. Em 2014, já havia conquistado o título da F-3 Europeia em cima de ninguém menos que Max Verstappen. Tem, portanto, um currículo dos mais auspiciosos.

Wehrlein também já ganhou coisa importante, como o título do DTM no ano passado — o mais jovem campeão da categoria. Não é pouco. Com a Manor, foi décimo colocado na Áustria neste ano, marcando o primeiro ponto da história da jovem equipe. Também não é pouco e significa uma picape de dinheiro para o time.

Mas não foi o bastante. Ocon tinha a preferência desde sempre e chega para escrever uma história na F-1 que deve ser bem longa. Afinal, tem apenas 20 anos de idade e talento de sobra. “Talento que vence o dinheiro”, como definiu Toto Wolff, chefão da Mercedes.

Não é preciso ser adivinho para concluir que os alemães estão preparando bem o terreno para o futuro. Ocon faz parte dele. Wehrlein, se não se abater por ter sido preterido, também. Uma hora a chance chega. É só ter paciência.

A vaga na Force India era cobiçada por Felipe Nasr, como se sabe. “Ah, mas ele ia para a Force India, deu na TV” e blá-blá-blá. Gente, é o seguinte… Jornalistas têm informações, e nem sempre elas se confirmam. Exatamente o que aconteceu nesse caso, envolvendo o colega Reginaldo Leme, um cara de reputação inatacável. Às vezes não rola. Pode ter chegado perto de fechar, negociações acontecem, no fim não deu certo.

Isso não desqualifica profissional nenhum. No que diz respeito a nosotros do Grande Prêmio, apenas analisamos a notícia para concluir que, tecnicamente, não fazia nenhum sentido a Force India contratar Nasr. Primeiro, porque ele não está fazendo por merecer. Segundo, porque o que leva de patrocínio outros melhores poderiam levar, talvez até mais dinheiro. Terceiro, porque o vínculo entre a equipe e a Mercedes — estava na cara — é que seria decisivo na escolha. Apenas isso. Analisamos, e concluímos que Nasr não seria o nome. O que não quer dizer que ele não tenha negociado, nem que as coisas não tenham chegado muito perto.

Por fim, o mundo não vai acabar porque Nasr não foi para a Force India como a TV disse que iria acontecer. Não estamos falando de “barriga” jornalística. Estamos falando apenas de uma notícia que acabou não se confirmando. Ponto, vira a página, segue o jogo.

Quanto à história da sabotagem interna na Sauber, essa sim é bobagem mesmo. Aliás, se for verdade Nasr está frito. Porque é o que sobrou para ele. E é bom que se apresse, como conta aqui Victor Martins. Gutiérrez está doido para tirá-lo de lá, agora que perdeu o lugar na Haas. O mexicano já defendeu a Sauber e tem dinheiro das empresas do bilionário Carlos Slim para comprar a vaga que bem entender.

Se Nasr não ficar, o Brasil corre o risco de não ter um piloto na F-1 pela primeira vez desde que Emerson Fittipaldi estreou na categoria, em 1970.

9 comentários

  1. Pobre Brasil, agora desvalorizado na F-1 , estamos quase voltando pra 1969 que foi o último ano sem um piloto brasileiro.

  2. Eddy Bruno disse:

    Gente, o Nasr não é a quinta maravilha da esfera automobilística mas é um bom piloto, vai….

    Agora, nos próximos dias, se ainda quiser correr na F-1 e botar grana a rodo, o Gutiérrez pega a vaga dele sem dúvida…

    De qualquer maneira, ainda há uma vaga na Manor, quem sabe…. se bem que, do jeito que as coisas vão, nesse momento já deve ter alguém fazendo entrevista de emprego pra pegar essa vaga também………

    PS: Continuo gostando do Reginaldo Leme. Ele é um jornalista. Não é mãe Dinah e nem o Walter Mercado…

  3. Ricardo Barbosa disse:

    Caso seja o narrador – falo isto devido as datas FIFA – estou curioso para ouvir a opinião de Galvão Bueno sobre a decisão da Force India em detrimento de um “brasileirinho” neste mundo difícil. Criativo do jeito que o sujeito é, vai dar um jeito de misturar com a “sabotagem” da Sauber, e soltar ironias pelo fato de o garoto escolhido ser francês – a mesma nacionalidade de Alain Prost e Balestre, que supostamente já sacanearam um brasileiro antes. Vai ser divertido.

    E mesmo que seja apenas negócios, se a Sauber levar toda esta história de sabotagem veiculada por aqui para o lado pessoal, Nasr vai ter que ir bater lá na porta da Manor.

  4. Toni Casagrande disse:

    Para quem teve Emerson, Piquet e Senna, Nasr e Nada é a mesma coisa.

  5. Mauro disse:

    O Nasr é um piloto muito fraco.

  6. Renato de Mello Machado disse:

    Na verdade a Sauber foi um lixo nessa temporada,contudo com as coisas quê estão para acontecer com gente chegando,junto com o negócio que foi feito pode se um lugar até interessante.O quê mata é quê eles vão utilizar os motores Ferrari dessa temporada e mesmo quê acertem o chassis,vai ser osso.Se Nasr não conseguir vaga ele pega o patrocínio e vai para a stock car,fazer o que né ?”Talento vence o dinheiro”,não é bem assim pois vai ter o desconto nos motores Mercedes então de graça não é.Dinheiro é o quê manda na F1, eu não ficaria constrangido de maneira nenhuma em comprar minha vaga se pudesse.

  7. caio murilo disse:

    talento que vence o dinheiro……….sr toto wolff está enganado,afinal de contas a mercedes abateu a dívida, isso configura um pagamento.

  8. Tyler Bazz disse:

    Ano que vem os posts vão ser “Privatilagos”? :DD
    (não.)

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