“GP ÀS 10”: BRANDÃO

&

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

15 Comentários

  • Conheci o Roberto Brandão num dos farnéis, trocamos muitos e-mail sobre a coluna “Retrovisor”, afinal era meu assunto do site. Se não me engano cheguei a escrever uma ou outra coluna tbm, mas as deles eram coisas vivenciadas, eram muito melhores.
    Bem, força à família, triste lembrança ficará ao filho de sua formatura.

  • Que notícia triste…
    Acho a coluna retrovisor um dos espaços mais legais que já encontrei na net sobre automobilismo. A qualidade dos textos, a forma de contar e os causos indicam que quem escrevia não apenas era apaixonado por automobilismo, tinha uma bagagem muito legal de vivência, de conhecimento.
    O Brandão era um barato, muito gente boa, e tinha todas as qualidades acima. Lembro que ele que escreveu o texto daquela homenagem que fizemos ao Veloz-HP. A facilidade com que ele redigiu foi admirável.
    Será que a família do Brandão sabe o quanto ele representa para esse blog?

    Fazia tempo que eu não via manifestações dos matuzas e de muita gente boa que sempre frequentou esse blog no começo. Vai aqui um abraço a todos.. Uma pena que seja sobre uma notícia triste.

    Força à família e amigos. Que o Brandão esteja bem.

  • Cara inteligente (cada vez mais uma qualidade), bom papo, trato fino com as palavras. Me lembro de uma ocasião, dia de farnel, passeando com ele pelos boxes de Interlagos onde estavam protótipos que iriam participar de uma prova longa, não me recordo agora qual, segurou meu braço na frente do box do Dimas de Melo Pimenta onde afinavam um V8 daqueles poderosos e ficamos ali, ouvindo aquela música por alguns instantes, apreciando aquilo. Momentos memoráveis, deixará saudades, sentimentos à família.

  • Infelizmente me parece que Veloz HP conseguiu aquela verba para fazer a manutenção dos sedãs brancos, que no fim, as vezes um cedo demais e em situações que não deveria, sempre passa. Mas, com toda certeza, as histórias lá de cima se tornam, a cada viagem, cada vez mais interessantes e agradaveis do que as que estamos vivendo por aqui.

  • Pois é. Também caí de bunda com a noticia, mais ainda em razão de outras circunstancias que nos aproximaram. Foi-se mais um contador de histórias talentoso, Falava ocasionalmente com ele, mas as avenidas nos levaram a caminhos diferentes. Foi cedo demais. Assim como o Veloz HP. Essa turma faz falta. Ficam as lembranças. É isso. Abs

  • Putz, Fla.
    Que porrada!
    Mestre Brands se foi!
    Encho-me, sinceramente, de indizível tristeza.
    Gostava muito do Brandão, pela pessoa maravilhosa que sempre demonstrou ser, por sua educação, cordialidade, polimento, cultura, humildade.
    Um cara raro nesses dias permeados de hipócritas e bufões.
    Sua coluna Retrovisor era um bálsamo. Imperdível.
    Fiquei mal pra burro quando Veloz se foi e esse sentimento triste novamente se apodera de mim.
    Estou tristíssimo, mesmo sem nunca ter lhe dado um abraço, sem nunca termos conversado dois minutinhos de prosa pessoalmente.
    Mas eu me sinto tão amigo desse pessoal mais old school do blog.
    Vinicius de Moraes, em uma poesia, dizia que não precisava encontrar cotidianamente seus amigos, apenas saber de suas existências o bastava, confortava-o para seguir adiante, sabendo que aqueles amigos estão lá, vivendo suas vidas, existindo. E a simples existência dos amigos já satisfazia o Poetinha.
    Sou um pouco assim.
    Podem não acreditar, mas lembrei várias vezes do Brandão esses dias e, realmente, hesitei em escrever ao Flavio sobre o paradeiro de Roberto. Só não o fiz porque FG está se aconchegando na Rússia e não quis atrapalha-lo.
    Ia perguntar dele e do Comendador. E que os demais matuzas não fiquem enciumados ou com sentimento de exclusão. Gosto de todos, sim. Mas havia um tripé de matuzas que eu simplesmente me apoiava, com admiração fantástica. Veloz, Brands e Comendador.
    Veloz, um gênio, se foi muito cedo.
    Brandão, um gentleman, verdadeira enciclopédia do automobilismo, acabou de partir.
    Só me resta pedir a Deus pela saúde e longevidade de Ceregatti, meu ídolo, meu grande amigo.
    E egoísta que sou com meu bem estar, estendo os meus votos de vida longeva a todos os matuzas e peço vênia a todos para não nomina-los porque são muitos e não quero que a memória me traía em imperdoável omissão.
    Eu me fiz neste blog e encontrei tanta gente legal aqui que, inevitavelmente, fico acabado quando a inexorável visita da morte chega a quem prezo.
    Hoje foi o grande homem Roberto Brandão que se foi e por isso, humildemente, rendo-lhe todas as homenagens.
    Que o bom Deus acolha carinhosamente o nosso irmão.
    Que lá encontre o Veloz, os seus que já se foram, os seus grandes ídolos e que seja feliz.
    Que o Senhor conforte a família e amigos próximos, certamente inconsoláveis pela prematura partida desse grande homem.
    E nós continuamos a nossa louca jornada, saudosos desses amigos que partiram.
    Mas um dia o sedã branco nos buscará.
    E então vamos nos reunir em intermináveis farnéis.

    Em silêncio e com olhos marejados.

    Nick B.

  • Desde já muitas saudades do Brandão, tive a felicidade de conhece-lo nos farnéis, muito simpático, de sorriso fácil , todos tinham ali muito carinho e respeito por ele. Sensacionais suas colunas, aqui no blog e lá na fasp também ele andou escrevendo.

  • Tive o prazer de participar de um farnel. Levei meu filho pra torcer pro 96. E tive a possibilidade e a alegria de ouvir o Brandão contando histórias de GPs Mônaco 70’s 80’s. Foi uma linda tarde Matuzas, Zé Rodrix, DKW 96, Brandão. Saudade boa. Meus sentimentos e abraço a turma.

  • Caro Flávio, compartilho com você a surpresa e a consternação pelo amigo perdido. Lamento ter sido eu quem te avisou; certas notícias jamais deveríamos ser portadores. Inútil acrescentar aqui o que vc já falou sobre o nosso amigo Brandão. Resta a lembrança e saudade dos longos papos, o humor fino, a observação arguta, o conhecimento enciclopédico. Muito aprendi com ele, principalmente a humildade sem simploriedade, a erudição sem o afetamento. Devo ao amigo Roberto Brandão o incentivo em tentar escrever. Foi ele que insistiu em quebrar minha resistência e me fazer acreditar no meu texto. Como aconteceu com muitos de nós – Matuzas ou mão – a vida nos dirigiu por outros caminhos, nos perdemos em outras intersecções e encruzilhadas. Mas ficou a lembrança, o carinho e respeito de vidas que por um momento se cruzaram e depois se afastaram, baços como faróis na neblina.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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