N’ÁUSTRIA (1)

N

austria181

MOSCOU (hoje é correria) – Então que não tem jogo e acaba sendo um dia mais pesado que os outros na cobertura da Copa por aqui. Porque temos dois programas para fazer, mais de seis horas no ar, e isso é apenas para explicar por que falarei pouquíssimo sobre o primeiro dia de treinos na Áustria.

Deu Mercedes, e embora as diferenças de tempo sejam pequenas, ninguém deve se iludir. A pista é curta demais, e as voltas estão sendo fechadas na casa de 1min04s. Não há equilíbrio. Há um circuito pequeno.

O que temia, uma arrancada de Hamilton no campeonato, está se desenhando. Se ele ganhar em Spielberg e Silverstone, babau.

A grande notícia do dia, ou quase isso, porque não chega a ser uma enorme novidade e todo mundo sabe que ele está pensando nisso, foi Alonso dizer pela primeira vez com todas as letras que não sabe se fica na F-1 em 2019.

Voltamos já.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

10 Comentários

  • É o quinto ano da Mercedes fazendo praticamente o campeão e o vice, com exceção do ano passado, quando Seb chegou ao vice. E o alemão conseguiu porque era o Bottas ainda cru com o carro.

  • Mercedes está fazendo todo mundo de bobo. Quando as outras chegam, eles abrem uma gavetinha secreta lá, onde tem várias atualizações em espera, e elas são liberadas em doses homeopáticas, para a gritaria não ser grande…………………mas já era………….as outras evoluem e a MErcedes tb, mas só mostra quando precisa……………………sem mudanças, vai continuar chato assim por muito tempo……………….o mínimo que o HAmilton tem que fazer é bater o numero de camponatos do Schumacher, é o mínimo…………….

  • Continua a torcida para a Ferrari e RedBull não deixarem a Mercedes descolar na disputa.

    De resto mais do mesmo, a declaração do Idiota Veloz Espanhol não espanta ninguém. Ele quer vencer, é incapaz de desenvolver um time e as equipes que estão com carro pronto não o querem ver nem pintado de “ouro”.

    Resto o que? Que vá ser feliz em outro lugar, na Formula 1 esta apenas a colher tudo o que plantou desde o acidente em Singapura., em que Ele tem a pachorra de dizer que “não sabia de nada…”.

  • Bem, agora que Don Alonso das Astúrias abriu o bico pra fazer aquele suspense, é que já é, no mínimo, 80% fato consumado. Claro que ele vai esperar as férias e a Silly Season, mas, pra mim, agora não é a questão de se, mas de quando. Esse vai ser o último ano dele.
    Circuito pequeno, rápido, mas já se desenha um novo passeio do Hamilton, fazer o quê? E Leclerc tem tudo pra andar bem – de novo. Sauber tá no meio do bolo. Aliás, todo mundo vai andar bem nessa pista, menos Williams, Mclaren e o Hartley.

    • – Riccardo não sabe qual passo dar. Leclerc está muito bem cotado na Ferrari e mesmo uma conservadora Ferrari sabe como ninguém, não somente lidar, como também limitar segundo pilotos. A lapidação de Leclerc é meio por aí: a relação Vettel-Leclerc poderia ser tal qual Shumacher-Massa.

      Com a Mercedes dando pau geral, o caminho de Riccardo e de outros bons pilotos é estar no lugar certo para as mudanças, de olho no regulamento para a temporada de 2021. Muita gente falou que foi bobagem Hamilton ter saído da McLaren pra Mercedes. Logo depois, a McLaren é isso que a gente vê. A Mercedes, que via um retorno financeiro excelente com a mudanca para os V6 turbo, virou o bicho papão que é, e Hamilton, se for fominha, pode até mesmo pensar num heptacampeonato.

  • Que venha 2019 então, porque 2018 é Penta do Hamilton. A gente vai continuar acompanhando porque gosta dessa bagaça. Em 2019 vamos ter mudanças no grid, com Alonso e Kimi indo embora e o Ricardão assumindo o posto na Ferrari, para tristeza de Leclerc.

    Um dia desses assisti o Emerson Fittipaldi falando que a Lotus o inscreveu como terceiro carro num GP dos anos 70… Seria uma boa… três Ferraris, três Mercedes. Mais gente disputando as vitórias.

    • É antigamente podia. A McLaren tinha contrato com a Yardley. Apareceu o Emerson e a grana da Malboro e a solução foi montar duas equipes! E com um dos carros mais eficientes que se conheceu o M23 que foi usado durante seis longos anos! E tinha uma versão da Indy e outra na F5000. Mesmo usando outra designação era o mesmo conceito de Gordon Coppuck depois refinado por Barnard. Outros tempos!

  • Fla,
    Sei que você namora um vídeo cassete metido a gostosão, mas larga o cassete porque ele está ligado numa televisão…

    Corridex aí, fio?
    Mas diz só pro Nickinho, num momento bem Nelson Rubens, Sonia Abraão: Já rolou algum flerte, um teretetê com alguma Svletana, Irina, Olga, Natasha?

    Ah, Rússia!!!
    Cumé qui é?! Vai trazer umas vodkas e uns Anatolys e Olegs pra nois?

    Abraços.
    Nick B
    (arriscando o pescoço com o Boss e ouvindo Manolo Otero, Vuelvo a ti. Mentira! Supertramp, Rudy).

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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