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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019 - 22:43Brasil, Carros

FAKE CARS

RIO (morro de dó, mas…) - Acho, apenas acho, que o rapaz não tinha a intenção de ficar rico copiando uma F40. Dentista em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, ele construiu uma réplica do automóvel que admirava. OK. Cada um faz o que bem entender no quintal de casa. Mas aí, por “n” motivos, colocou para vender. A Ferrari foi para cima e o carro foi apreendido. Sim, a Ferrari não quer saber de réplicas com seu nome sendo vendidas por aí em sites de produtos usados.

E querem saber? A Ferrari tem razão. O moço não queria ganhar dinheiro, aparentemente, mas colocou para vender. É fazer uso comercial de uma marca que não é sua, negociando um veículo clonado de maneira tosca a partir de fotografias do original — que já não era grande coisa, diga-se.

Não sei nem como colocou para vender, já que não tem placa e/ou documentos — suposição minha; se tiver, tem de prender o diretor do Detran. Também não sei se pretendia rodar com isso, e ainda bem que não chegou a tanto. Carro é coisa séria. Não dá para sair andando com qualquer coisa motorizada por aí sem mais nem menos.

Enfim, fico com pena do sujeito, fez essa trapizonga com todo carinho, mas não dá para criticar a Ferrari, não. Há limites.

Foto de Arthur Costa/TV Vanguarda

Foto de Arthur Costa/TV Vanguarda

27 comentários

  1. Riba disse:

    Engraçado, me lembro que em 1984 tinha uma replica da ferrari dino que era chamada de Dimo GT foi comercializada por aqui,

  2. Alfredo Aguiar disse:

    Que tal lembrar que no filme “curtindo a vida adoidado” ( Ferry’s day off) a Ferrari Modena GT Spyder California era uma replica?
    Moro nos Estados Unidos e não vejo essa frescurada por aqui.
    Interessante é o Brasil ter uma 25 de Março a céu aberto e se preocupar com uma geringonça dessas. Onde no mundo alguém iria confundir esse amontoado de fibra de vidro vermelha com uma F40?
    Aí vem neguinho moralista achar que porque o cara não vê crime nessa “escultura” automobilística então é favor da pirataria e da falsificação. Tenha dó. Que o departamento de trânsito não deixe o comprador usar o cacareco vermelho como meio de transporte e deixe isso claro nos documentos é uma coisa. Achar que esse bagulho é uma falsificação, vai distancia.

  3. antonio stricagnolo filho disse:

    Marca (nome) é propriedade de quem registra e renova dentro dos prazos da lei,portanto vender chamando o produto de Ferrari não dá,a não ser que a Ferrari não tenha renovado,pouco provavel não?Replica de Porsche chama Chamonix,por exemplo.
    A Envemo levou uma replica do Super 90 ate a Porsche (lá na terra Tedesca) e foram muitos elogios!! Bem diferente não?
    Modelo de utilidade bem como design tem tempo pra cair em dominio publico a partir da data que o fabricante parou a produção,e ai se enquadram todas as replicas que existem,obviamente ninguem vai replicar um carro que ainda esta em produção o que não é o caso do F40.
    https://www.estadao.com.br/noticias/geral,replicas-podem-ser-exclusivas-e-legais,140355

  4. Paulo F. disse:

    “A imitação é a maior forma de elogio!”
    Citação muito usada , até pela Madonna, sobre Lady Gaga.
    Rs.

  5. clodoaldo lelli disse:

    duvida que só percebi depois
    poque diabos o cara ta fabricando uma replica com volante do lado direito pra andar aqui no Brasil ????

  6. alexandre perlini campos disse:

    Se a moda pega… aqui em SP tem um monte de replica de Ferrari, de todos modelos, isso aí para mim ta mal explicado, se o cara fez, fala que é uma réplica, não vende no país de origem, qual o mal que causa a marca, aliás em todo mundo se produz réplicas.

  7. clodoaldo lelli disse:

    caberia mais um processo ao jovem pininfarina de cachoeira paulista propaganda enganosa.
    li a matéria em que aparece a foto do anuncio que ele fez e não era de esse negocio ai não.

  8. Murilo Medeiros disse:

    Quando vi essa notícia pela primeiva vez, tive pena do tal dentista… mas… emoção à parte, a Ferrari tem toda razão. Ou você acha normal sair por aí vendendo Bolsa Louis Vuitton falsa?

  9. Artur disse:

    Era o hobby do cara, isso é compreensível. O que não dá pra compreender é ele achar que alguém pagaria R$80k por isso.

  10. Rodrigo Moraes disse:

    Encontrei aqui que a legislação brasileira permite a construção de réplicas de carros que saíram de linha há mais de 30 anos. Como a F40 foi produzida até 1991, os caras vão ter que esperar até 2021 para tirar do barracão.

  11. Rodrigo Moraes disse:

    Tinha uma à venda no Maxicar, só que bem mais bonita, por 215 mil, e agora, obviamente, tiraram do ar. A partir de um certo tempo, esses desenhos se tornam domínio público e pode-se copiar. Vide Porsche e Shelby que têm aos montes. Mas, aparentemente, a F40 ainda não chegou nesse estágio.

  12. Ricardo Sandri disse:

    No site da reportagem vi que o carro tem mão inglesa, com o volante do lado de direito. A pergunta que fica que carro ele usou para começar essa engenhoca?

    Quando vi a chamada me veio a mente o famoso “homem do carro amarelo” quem mora em São Paulo sabe do que estou falando. Essa homem desfila com um carro amarelo bem parecido com uma ferrari, quando na verdade é um farus (parecido com um puma).

  13. helena disse:

    E essas réplicas, alguém processa ou tem licença da FIAT, que controla 95% da produção automobilística da Itália???
    https://www.youtube.com/watch?v=Q1qG92PRVwk
    http://www.autosfibra.com.br/carros , Entre outras marcas??

  14. Daniel disse:

    Ferrari F40 não era grande coisa?!! Orra, tá podendo hein meu!

  15. Marcos Aldred Ramacciotti disse:

    Me lembro que aqui em Araraquara um rapaz construiu um Batmóvel, ficou bem parecido com o original, porém não rodava nas ruas por não ter a documentação e não seguir normas de segurança, era apenas para exibição.

  16. Alexandre disse:

    Bom dia, Flavio. Concordo contigo em quase tudo. Realmente dá pena de ver um trabalho tão grande e tamanha dedicação serem destruídos, mas o desenho é propriedade da Ferrari e ela está corretíssima. A flexibilização das regras é algo que o brasileiro tem costume de achar aceitável… Agora dizer que a F40 original não é lá essas coisas? Pra mim é das Ferraris moderna mais bonitas! Abraço.

  17. Luis Felipe disse:

    Eu só não entendi uma coisa: você não acha a F40 (original) grande coisa?
    Ouvi isso?

  18. Amaral disse:

    Concordo com essas restrições. Senão daqui a pouco o povo vai sair comprando o básico no ferro velho, pegar mdf, isopor ou qualquer coisa que seja moldável, cortável e pintável, e vai sair por aí com carros dignos do site Bizarrices Automotivas.
    Pior, andando por ruas, avenidas e rodovias como se não houvesse amanhã. Não dá.
    Carro é meio de transporte, utilidade, mobilidade, qualidade de vida se for bem usado. Mas pode ser uma arma letal, pra si próprio e para os outros.
    E isso vale também para quem resolve usar celular no trânsito, sempre digo pra minha mulher que vai ter que acontecer uma merda tipo um acidente digno de Jornal Nacional, pra poder se dar mais atenção a isso.

  19. Ricardo disse:

    Trata-se de uma réplica tosca, mais fruto da admiração do construtor pela marca de que qualquer outra coisa. Condenável a apreensão do bem, que mais se assemelha a uma “escultura” de que qualquer outra coisa. Diferentemente de outras réplicas que rodam por aí, totalmente legalizadas, óbvio. Causa espécie o fato de uma empresa como a Ferrari se ocupar com uma questão dessa, pois a “réplica” jamais comprometeria a imagem da fábrica, sobretudo pelo fato de que trata-se de uma antiga F-40. Deprimente!

    • Murilo Medeiros disse:

      Não entendo essa lógica… O cara PIRATEOU um produto desenvolvido por uma empresa que gastou milhões em seu desenvolvimento (não só do carro, mas da marca). Uma coisa é o cara fazer uma réplica e guardar em casa, outra é colocar pra vender.

      Provavelmente você acha normal baixar filme, tem NET pirata em casa, instalar o Windows que seu primo tem num HD, dar 50 conto pro funcionário da sky instalar 3 pontos na sua casa, fumar cigarro do paraguai….

      • Ricardo disse:

        Pirataria? Essa lata velha? Faça-me o favor. A configuração do crime de pirataria não ocorre dessa forma, meu caro e, para seu governo, não, não acho normal o consumo de bens pirateados, pois sei das consequências nefastas que esse crime gera.
        Apenas para melhor aclarar, pela forma que a matéria é tratada no blog, tive a impressão de que o criador queria mais é se livrar da criatura. Apenas isso!

  20. Paulo F. disse:

    Política de longa data da Ferrari. Desde os tempos que um gaiato nos EUA montou uma réplica (muito boa por sinal) da 308 sobre uma plataforma do Pontiac Fiero. E as vendia por uma fração do preço.
    Vale lembrar que a própria Ferrari ofereceu aos produtores da série Miami Vice uma 512 para substituir a réplica da Daytona Spyder que era usada nas filmagens.
    Política que cria mais publicidade que gastos para a empresa de Maranello.

  21. GIOVANI JARDIM disse:

    Que doideira…

  22. guest disse:

    A Ferrari deveria ter mais o que fazer, em vez de perseguir um camarada que sequer conseguiu fazer uma réplica decente: por sua vez, a Lamborghini não está preocupada com o sujeito que fez uma réplica a partir de um Fusion…
    https://mundofixa.com/brasileiro-transforma-ford-fusion-em-brutal-lamborghini-gallardo/

    • Murilo Medeiros disse:

      Então você é a favor da falsificação?

      Vive baixando torrent de filme e música, nunca pagou por um software de computador, tem tv a cabo e netflix pirata e fuma cirgarro contrabandeado do paraguai.

      Parabéns, que belo cidadão.

  23. João disse:

    Acho que o problema foi ele ter anunciado como Ferrari. Devia ter usado qualquer outro nome. Se essa foto não estiver invertida, por que será que o volante está no lado direito?

  24. Thiago disse:

    Pior é a “Miami Brasileira” (que agora querem chamar de Dubai), Balneário Camboriú, o que tem de réplica de Ferrari e Lambo com motor de Peugeot V6 rodando por lá não tá no gibi. E os caras pagam 200, 300mil por aquelas geringonças totalmente desproporcionais comparadas as originais.

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