NO JAPÃO

RIO (agora, esperar) – Se teve um piloto brasileiro que se mexeu neste começo de ano foi Sérgio Sette Câmara. Fechou contratos como piloto de testes da Dragon na Fórmula E e da Red Bull/AlphaTauri na Fórmula 1 e, agora, anunciou que vai correr na Super Fórmula no Japão. Ocupará o lugar que seria de Pietro Fittipaldi na B-Max. O neto de Emerson já tinha fechado com o time, mas ontem informou que por “conflito de patrocinadores” desistiu do campeonato.

A Super Fórmula é uma categoria poderosa que nasceu no Japão em 1973 como F-2000, com forte apoio de montadoras locais como Honda e Toyota. Gerações de pilotos japoneses se formaram nesse quase meio século de existência. De 1978 a 1986, o campeonato foi rebatizado como All Japan F-2. Depois, de 1987 a 1995, alinhou-se à denominação usada na Europa para se colocar como categoria de acesso à F-1 e virou F-3000 Japonesa. Em 1996, mais um nome: F-Nippon, que perdurou até 2012. Super Fórmula é o título adotado desde a temporada de 2013.

De seus campeões, nada menos do que nove pilotos chegaram à F-1: Satoru Nakajima (1984/85/86), Aguri Suzuki (1988), Ukyo Katayama (1991), Marco Apicella (1994), Ralf Schumacher (1996), Pedro de La Rosa (1997), Toranosuke Takagi (2000), Ralph Firman (2002) e Andre Lotterer (2011) — ainda que alguns desses com passagens-relâmpago, como Apicella e Lotterer. Outros que aceleraram pelas pistas japonesas nesse tempo todo foram Michael Schumacher, Heinz-Harald Frentzen, Eddie Irvine, Stoffel Vandoorne, Kamui Kobayashi e Pierre Gasly, para ficar na turma da F-1. O único brasileiro campeão foi João Paulo de Oliveira, em 2010.

Os carros usados atualmente são feitos pela Dallara e usam motores 2.0 turbo feitos pela Toyota e pela Honda. Têm potência de 550 hp e são calçados por pneus Yokohama. Vai ser bom para Sette Câmara correr, quando — e se — o campeonato começar. Se manter em atividade é importante. E, mais ainda, conseguir resultados que mantenham seu nome no radar.

Comentários

  • Eu prefiro não ser tão pessimista. Apesar de ele não ser essa coca-cola toda. Bem mais ou menos.
    Mas… É o melhor que temos pra hoje. E fazer por onde ele está. Se fazendo presente, negociando, aproveitando as oportunidades que pintam.
    Numa dessas ele enche os olhos de uma equipe média, enfim, e vira o Marcus Ericsson brasileiro, que é mais inexpressivo que o Cigano Igor, saiu de uma nanica na F-1, foi pra uma equipe média que virou pequena, e quando se pensou que ele fosse sumir no limbo dos rejects, foi pra Indy, gostou, gostaram dele, não fez feio, e hoje está numa equipe top da Indy. E agora tem equipamento pra, quando a temporada puder começar, até ganhar corrida e, numa conjunção planetária conjugada com a inversão térmica e a inclinação axial da terra plana, disputar título.

  • Se ele fosse tão rápido nas pistas quanto muda de idéia…
    Fez praticamente nada na Europa correndo de F3 e F2. Os resultados, depois de várias temporadas, são bem claros. Agora vai aprender a perder em japonês. A que ponto chegamos. Afinal ele é uma das “esperanças” brasileiras para a F1.