Comentários

  • Em 2019, após os testes da pré-temporada, realizados no circuito de Barcelona, a Ferrari emergia como grande favorita. A Mercedes, com Hamilton, no último dia, nos instantes finais da segunda semana de treinos igualou o tempo da Ferrari. Como os próprios membros da equipe germâmica admitiram não foi um começo de temporada dos mais auspiciosos. Entre a primeira e a segunda semana de testes, algumas alterações foram feitas no carro da equipe prateada, e depois durante a temporada, a Mercedes se tornou campeâ. Agora em 2021 apenas três dias de testes, e a Mercedes sequer igualou os tempos da dominante Red Bull.
    Em princípio não ocorreram grandes mudanças nos carros, mas a alteração no assoalho dos carros, fez com que cada equipe procurasse alternativas para recuperar o downforce perdido.
    A Alpine veio com uma cobertura de motor mais pronunciada enquanto que a parte inferior muito estreita para aumentar o fluxo de ar na direção do difusor e consequentemente ganhar downforce. Maclaren por sua vez com um desenho inédito do difusor, entre outras.
    Já a Mercedes tem uma parte ondulada do assoalho, próxima ao bargeboard para direcionar o ar para o difusor. Além disso a equipe utilizou os 2 tokens a que tinha direito para algumas atualizações mas não disse em que parte do carro foram realizadas tais alterações.O que se viu foi um carro com a traseira instável como os próprios pilotos afirmaram.
    Alguns fatos que devem ser observados. Ventou muito, com alteração constante da direção do vento e da velocidade. Em 2019, na classficação para o GP do Japão, as condições eram semelhantes e a Mercedes perdeu a primeira fila. Venceu a corrida com Bottas pois as condições climáticas melhoraram. Nos atuais testes, as mesmas condições. O que deixou um ponto de interrogação para a equipe. O projeto tem falhas?: Ou são condições circunstanciais? A Mercedes não realizou o shakedown do carro antes dos testes no Bahrein, como a maioria das equipes. Fez essa semana. Talvez tenha já realizado algumas pequenas alterações para entender melhor o comportamento do carro, mesmo limitado a uma distância de 100km. Outra coisa é que tradicionalmente a equipe germânica utiliza mais combustível que as concorrentes nesses testesm tanto em simulação de corrida, como em simulação de classficação.
    A Red Bull parece ser a senhora da situação. A Honda jogou todas suas fichas no motor para 2021, antecipando atualizações que estavam previstas para 2022. Mas teve vários problemas de confiabilidade durante a temporada de 2020. Será tão confiável assim em 2022.
    Tsunoda realmente impressionou, mas o tempo de volta só foi possível por uma artimanha que o nipônico utilizou em suas voltas rápidas. Acionava o DRS 150 metros antes do ponto permitido.

  • FG,

    Esse ano já temos, em CNTP, todos os lugares do pódio ocupados por Mercedes e Red Bull.

    Com a chegada do Tcheco na RBR, a equipe vai deixar de correr somente com um piloto e, como o Bottas não é lá muito essas coisas (acredito que no mesmo carro que o Tcheco, o Bottas andaria atrás) a briga pelo terceiro lugar será constante.

    Seria interessante fazer um contagem de “pódios perdidos” entre os pilotos da Mercedes e da Red Bull, para ver quem “sobra”.

    Pra mim, será o Bottas aquele que mais vezes ficará de fora dos 3 primeiros!!!

  • Crise na Mercedes? Acho que não. Eles tiveram o melhor ritmo de treino nos trechos mais longos.

    Uma coisa é certa, a RedBull está mais proxima e a Mclarem pode surpreender. O resto esta bem embolado.

    Gosto da analise gráfica que tem no site da F-1 sobre o ritmo de voltas rápidas e dos stints longos. Invariavelmente isso acaba sendo retratado nas corridas.

    Pergunta do milhão. Qual o nível de gasolina que a Mercedes usou.?