TEA FOR TWO (3)

Hamilton: 99 vitórias, quarta na temporada e de novo na briga

SÃO PAULO(que campeonato, putz!) – Para começo de conversa: eu não teria punido ninguém, mas entendo que a FIA seguiu seu padrão dos últimos anos, de puxar orelhas, e por isso ninguém deve ficar revoltado ou quebrar a tela de LED da TV.

Para meio de conversa: se sou Hamilton, não tiro o pé mesmo. Afinal, estou atrás na classificação e o que vier é lucro num fim de semana em que fiz uma pole que não valeu e em que perdi o primeiro lugar no grid numa corrida de tiro curto que inventaram justo quando consigo andar na frente de novo.

E para fim de conversa: se sou Verstappen, tomo um pouquinho mais de cuidado nesse tipo de briga franca e aberta, porque lidero o campeonato e tenho mais a perder do que os outros, neste momento. O holandês saiu de Silverstone zonzo e quase zerado — levou três pontinhos ontem na Sprint. Perdeu muito ao pagar para ver se o outro iria afinar. O outro não afinou, ganhou e encostou na tabela. E, como desejava, saiu no lucro.

Talvez Max tenha de repensar uma coisinha ou outra na situação em que se encontra em 2021. Não, ele também não tem a obrigação de estender o tapete vermelho para ninguém, claro. O que se espera de um piloto é isso: brigar pela posição, não aliviar para ninguém. Ainda mais quando se trata da liderança de um GP contra seu maior adversário. OK, o que ele fez não tem nada de tão desastroso nem foi uma imprudência inadmissível — ele fez isso anos atrás com Ocon no Brasil, isso sim.

Só que, às vezes, uma levantadinha no do pedal acelerador para não jogar pontos pela janela é recomendável. Ninguém iria chamá-lo da banana se o fizesse. Porque corrida não se ganha na primeira volta, diz uma máxima do automobilismo. E quando você tem um carro muito bom, capaz de ganhar qualquer prova, algumas opções têm de ser consideradas numa disputa como a da primeira volta do GP da Inglaterra de hoje — épica, diga-se. No passado recente, até outro dia, Max era franco atirador. Podia guiar como um alucinado à vontade, porque título era algo fora de seu alcance. Agora, luta de verdade para ser campeão. O franco atirador é outro.

O momento do toque na Copse: notem o volante virado de Hamilton

Foi, mesmo, um momento mágico o início da décima etapa do Mundial. Nas oito primeiras curvas de um traçado velocíssimo, Verstappen e Hamilton, pilotos excepcionais, reviveram em modo compacto o duelo entre Villeneuve e Arnoux em Dijon-Prenois — o primeiro pela Ferrari, o segundo pela Renault, valendo o segundo lugar do GP da França na distante temporada de 1979. Lado a lado, separados por centímetros, furiosos, alucinados, partiram como se suas vidas dependessem de quem iria fechar a primeira volta na frente. Apesar de fazer alguma ressalva ao comportamento de Verstappen — porque, como já dito, tinha mais a perder –, entendo sua tenacidade. Pilotos são assim. Hamilton também foi agressivo. E ninguém jogou o carro em cima de ninguém.

Só que quando chegaram à curva 9, a Copse, clássica curva de alta do não menos clássico circuito inglês, Hamilton viu um espaço e se jogou por dentro. Por fora, Verstappen não recolheu. Ali não precisa frear. Acelerou ainda mais. Contou com uma improvável cautela do rival. Improvável, porque àquela altura, depois de oito curvas olhando nos olhos de Max, não seria ali que Hamilton iria desistir da briga. O resultado foi um toque. De Verstappen em Lewis, roda traseira direita da Red Bull na dianteira esquerda da Mercedes. Os dois poderiam se dar mal. Mas só um se espatifou na barreira de pneus. Foi Max, numa pancada respeitável, com impacto calculado em 51G. O carro ficou destruído. O piloto, zonzo. Não quebrou nada. Foi levado ao hospital para checar se estava tudo no lugar. Aparentemente, e felizmente, está tudo bem com ele.

Hamilton vai buscar Leclerc no final: vitória redentora

Atrás dos dois, de camarote, quem assistia à dupla exibição de valentia era Leclerc, que largou bem e ganhou a terceira posição de Bottas — Norris também passou o finlandês. Enquanto Verstappen se estatelava de um lado e Hamilton tentava entender o que acontecia do outro, passou e assumiu a liderança. Pouco depois, a direção de prova suspendeu a corrida e chamou todo mundo para os boxes. Além do resgate complicado de Max, seria preciso reconstruir a barreira de pneus.

A tensão que se viu no autódromo na meia hora de paralisação até a segunda largada deveu-se menos ao estado de saúde do holandês, que saiu andando do carro — embora meio grogue –, e mais às reações imediatas dos protagonistas. O que diria o chefe da Red Bull, Christian Horner? Como ficaria Hamilton, do ponto de vista anímico, ao ver na TV o quer acontecera com seu adversário? O que fariam os comissários esportivos em relação ao acidente?

Sem Verstappen na pista, com uma surpreendente Ferrari em primeiro e seu carro praticamente intacto, Hamilton se viu numa condição clara de vitória depois de dois dias bem distintos que vivera em Silverstone. Começara com a euforia pela primeira posição na classificação de sexta, passara pela decepção de perder a corridinha de sábado — e a pole-position — e desembocava numa chance de virar o jogo de novo e ganhar em casa. Era questão de respirar fundo e traçar uma estratégia que lhe permitisse superar Leclerc no caso de um pênalti que ele sabia ser bem possível.

Assim que foi dada a nova largada, com Charlinho mantendo a ponta, veio o aviso: 10 segundos de punição, que ele teria de pagar no momento em que fosse para os boxes trocar pneus. O roteiro lógico: passa Leclerc rápido, tenta abrir uma boa vantagem e vê no que vai dar. Só que a primeira parte do plano ficou na teoria. Hamilton simplesmente não conseguiu se aproximar da Ferrari — que sofria com apagões do motor, para desespero do monegasco — e quando fez seu pit stop, na volta 27, caiu para a quinta colocação. À sua frente, Leclerc, Sainz (que ainda não tinha parado), Bottas e Norris.

Norris: alvo imediato de Lewis após os pit stops

Sainz foi prejudicado por uma parada lenta e ficou para trás. Leclerc parou na volta 30 e manteve a ponta. Bottas já tinha trocado seus pneus na volta 22, recuperando a posição perdida para Norris, que fez um mau pit stop. Na 31ª, Hamilton passou o inglês da McLaren e assumiu a terceira posição. Na prática era a segunda, porque a Mercedes, obviamente, pediria a Valtteri para dar passagem ao primeiro piloto do time — o que aconteceu na volta 41. E aí, na volta 42, a disputa ficou restrita a Leclerc e Hamilton, 7s5 atrás. Faltavam dez voltas para o fim da corrida e restava uma interrogação no ar: ele conseguiria chegar?

À razão de um segundo por volta mais rápido que a Ferrari #16, Lewis, começou a remar com vigor. Guiando como um maluco, foi tirando a diferença até chegar a menos de um segundo de distância na volta 50. E na mesma Copse do acidente da primeira volta, ultrapassou Charles, assumindo a ponta. Silverstone quase veio abaixo. E, assim, o piloto conseguiu sua quarta vitória no ano, 99ª na carreira, oitava na pista onde a F-1 começou sua história, em 1950.

A aproximação a Leclerc: vitória a duas voltas do final

A torcida, calculada em 356 mil pessoas nos três dias do evento, delirou como se estivesse comemorando um gol — como escreveu meu amigo Fábio Seixas, espantando o fantasma da derrota da seleção inglesa na final da Eurocopa para a Itália em Wembley, semana passada.

Ao cruzar a linha de chegada, Hamilton recebeu de um comissário de pista uma bandeira do Reino Unido e com ela desfilou pelos quase 6 km de Silverstone extático. Somou 25 pontos importantíssimos (a melhor volta ficou com Sergio Pérez, mas fora da zona de pontuação; a Red Bull colocou pneus macios no carro do mexicano só para ele tirar o ponto extra de Hamilton) e encostou em Verstappen na classificação. Os 33 pontos que o holandês tinha de vantagem no início da prova caíram para oito: 185 x 177. “Parece um sonho”, disse o heptacampeão mundial olhando para a massa nas arquibancadas.

Torcida delira em Silverstone: Wembley com uma semana de atraso

Sua alegria, porém, contrastava com a revolta da Red Bull. “O que Lewis fez foi perigoso e inaceitável. Ele é experiente o bastante para saber que numa curva como a Copse, a mais rápida do campeonato, não se faz o que ele fez. Estou muito decepcionado de ver um piloto do calibre dele fazer isso. Foi um acidente muito violento”, falou Horner. Hamilton se defendeu, em longa declaração. “Ele [Max] não precisava ser tão agressivo. É legal ver pilotos de alto nível tocando rodas, disputando como disputamos. Mas ninguém quer que termine assim. Eu tentei dar espaço a ele. Nenhum de nós tirou o pé, e quando ninguém tira o pé o resultado é esse. Nunca é culpa de um só. Aceitei a punição que recebi e lutei para vencer. Não tira o brilho da minha vitória, porque isso é corrida. Essas coisas acontecem. A gente nunca sabe quão agressivo um piloto pode ser na pista. Gosto de disputar com ele. Mas nunca vou tirar o pé, e sei que ele também não. A gente precisava dos pontos. Ele deixou um espaço e eu fui.”

Hamilton também agradeceu a Bottas — “é um grande companheiro de equipe, sem ele não venceria hoje” — e deu um recado muito claro para Verstappen. No mano a mano, não pretende facilitar as coisas para um piloto que, segundo ele, “corre por uma equipe fantástica que tem um grande carro”. “Lewis não tem as mesmas ferramentas neste ano que teve no passado”, disse seu chefe Toto Wolff. “É um desafio diferente, e em acidentes como o de hoje é preciso dizer que para dançar um tango sempre é preciso que haja duas pessoas. É corrida, se ninguém tira o pé pode acontecer o que aconteceu. O importante é que Max está OK.”

Com a bandeira na volta de comemoração: vitória improvável

A FIA informou que puniu Hamilton porque na curva 9 ele manteve uma linha distante da tangência, ainda que tivesse espaço para isso. A famosa “espalhada”, argumentarão aqueles que defendem a punição. Helmut Marko, dirigente da Red Bull, bradou que ele deveria “perder a superlicença”. “Não acho que eu tenha de me desculpar com ninguém”, rebateu o piloto.

Não é a opinião de Verstappen. Em declaração postada no Twitter, o holandês disparou: “Feliz que estou OK. Mas muito chateado por ter saído da corrida desse jeito. A punição a ele não nos ajudou em nada e não faz justiça à manobra perigosa que Lewis fez na pista. Vendo sua comemoração pela TV no hospital, achei seu comportamento desrespeitoso e não compatível com o que se espera de um esportista. Mas vamos em frente.”

Carro de Verstappen destruído: clima azedou

Parece claro que o clima entre os dois vai se deteriorar, a não ser que haja uma boa conversa antes do GP da Hungria. A Red Bull saiu no prejuízo do fim de semana de Silverstone, tendo marcado apenas os três pontinhos da Sprint, contra 43 da Mercedes. Os rubro-taurinos ainda lideram entre as equipes, mas agora com meros quatro pontos de vantagem: 289 x 285.

Leclerc e Bottas fecharam o pódio, com Norris, Ricciardo, Sainz, Alonso, Stroll, Ocon e Tsunoda na zona de pontos. McLaren e Ferrari seguem próximas na briga pelo terceiro lugar, com o placar apontando 163 x 148 para o time laranja. A disputa pela quinta posição também está ótima: AlphaTauri com 49, Aston Martin com 48 e Alpine com 40. A equipe francesa conseguiu pontuar com seus dois carros e teve em Alonso, sétimo, um dos destaques do dia.

Alonso, sétimo: um dos nomes do final de semana

Leclerc, segundo colocado, foi escolhido por 34% dos amigos internautas como Piloto do Dia. A Ferrari comemorava 70 anos de sua primeira vitória na F-1, obtida lá mesmo em Silverstone no dia 14 de julho de 1951 com o argentino José Froilán González (1922-2013). Por duas voltas, não festejou a data em sua plenitude. “Estou metade triste e metade feliz”, disse Charlinho. “Dei 200% de mim, mas no final, com pneus duros, nosso ritmo não era o mesmo e para Lewis me passar era uma questão de tempo.” Mas ninguém pode reclamar de Leclerc. Fez mais do que seu carro permite, essa é a verdade.

Norris, o quarto colocado, segue em terceiro no Mundial de Pilotos, agora com 113 pontos. É o único que pontuou em todas as corridas do ano. A McLaren finalmente viu uma boa atuação de Ricciardo, que conseguiu, com a quinta posição, seu melhor resultado na temporada.

Resultado final em Silverstone: dois abandonos

No pódio, Hamilton abraçou seu lindo troféu com carinho. Foi o oitavo correndo em casa. Os demais ele conquistou em 2008, de 2014 a 2017 e, depois, de 2019 a 2021. Ano passado, por causa da pandemia, Silverstone sediou dois GPs, o da Inglaterra e o dos 70 Anos da F-1, este vencido por Verstappen.

Infelizmente, sua alegria ao receber a taça e o arrebatamento dos torcedores a Band não mostrou. A exemplo do que fizera a Globo nas últimas temporadas, a emissora paulista cortou a transmissão para passar uma corrida de Porsche em Interlagos. Falta de sensibilidade total. Pode parecer uma bobagem encerrar o relato de um dia tão bonito com essa observação, mas quando é para elogiar, a gente elogia. E quando cabe uma crítica, que seja feita.

De qualquer modo, foi um domingo luminoso para a categoria. Ainda que com polêmica, que vai perdurar por muitos dias, o campeonato renasceu depois de cinco vitórias seguidas da Red Bull. Hamilton e a Mercedes não jogaram a toalha. Podem até perder os títulos — e acho que vão. Mas hoje ambos, piloto e equipe, avisaram que não será sem luta.

Hamilton com a taça: oitava em GPs da Inglaterra

Para quem quiser acompanhar uma boa discussão sobre o GP da Inglaterra, é só assistir ao “Fórmula Gomes” que foi levado ao ar de noite no meu canal no YouTube. O link é este aqui.

Comentários

  • Prezado Flavio Gomes

    Notei que, quando pressiono “Responder” em qualquer comentário, não acontece nada. Notei, também, que, exceto, você, as outras pessoas não estão respondendo os comentários, mas colocando resposta fazendo referência ao(à) emissor(a) do comentário. Eu utilizo o Windows 10 e o navegador Mozilla Firefox versão 90.0.1 (última versão).

    Será que tem algum problema com a configuração do seu blog que não está permitindo responder outros comentários?

    Atenciosamente,

    Renato.

  • Domingo, dia 29 de novembro de 2020. Um grave acidente ocorreu durante o Grande Prêmio do Bahrein. O piloto francês Romain Grosjean cruzou a pista como se não houvesse ninguém ao lado, tocando o carro da AlphaTauri pilotado por Daniil Kyvat, tendo um piloto francês ficado preso por 29 segundos entre as chamas após violento choque e explosão, ocasionando a bandeira vermelha para remoção do piloto e reconstrução do local.

    Após a corrida, um “piloto” disse, caso comandasse uma equipe, que “chutaria” quem se recusasse a correr em circunstâncias como a de domingo. “Não entendo por que você não correria. Se eu fosse o chefe da equipe, chutaria do assento. Se o cara não corresse, se eu fosse o chefe da equipe, diria a ele: ‘Então você nunca mais senta no carro’”, afirmou o “piloto”, que foi ‘contrariado’ por Lewis Hamilton.

    O heptacampeão mundial estava ao lado do “piloto” no momento da declaração dele e emendou: “Espero que você nunca seja meu chefe de equipe. Lamento por todos que possam vir a pilotar para você no futuro.”

    Domingo, dia 18 de julho de 2021. Um grave acidente ocorreu durante o Grande Prêmio da Inglaterra. Um “piloto”, lado a lado e em disputa pela liderança com Lewis Hamilton, já havia fechado a porta em outras ocasiões, freou mais tarde e tangenciou a curva como se não houvesse ninguém na pista, tendo o “piloto” sido arremessado para a barreira de pneus a 51G, ocasionando bandeira vermelha para remoção do “piloto” reconstrução do local.

    Sob bandeira vermelha, a Mercedes consertou o carro de Lewis Hamilton, trocando roda e pneu. o inglês voltou para a corrida e, depois de pagar 10 segundos de punição, se recuperou e venceu a corrida, comemorando. Depois da vitória, o “piloto”, no hospital, disse que “(…) ver as comemorações estando no hospital é desrespeitoso, um comportamento antidesportivo (…)”.

    Mas, afinal, decida-se “piloto”: se não correr após um acidente grave é “chutado” da equipe; se correr, vencer e comemorar é desrespeitoso? Quase oito meses foram suficientes para ele “mudar” de opinião (porque o convém). Este “piloto” é mais ou menos na pista (tem velocidade, mas fecha todo mundo que tenta ultrapassá-lo, fazendo zigue-zague com o carro para que não o ultrapassem), e péssimo fora delas.

    A Terra é redonda e gira. Gira muito.

  • Sobre a interrupção para a corrida da Porsche, há de se considerar que é preciso respeitar patrocinadores, que são os que bancam a programação. Tempos de vacas magras pras emissoras de TV.

  • flavio, você como sempre tá coberto de razão. eu não tinha me ligado no equívoco que foi a postura franco-atiradora do verstappen. veja bem, não culpo ninguém pelo acidente, os dois foram pro pau e só podia dar no que deu, mas ele precisa aproveitar o melhor carro que tem e não correr riscos desnecessários. será que ele dá conta de conviver com a pressão?

    só lamento o fim de semana terrível do pérez, pra quem eu torço desde que entrou na fórmula 1. ele precisa desesperadamente melhorar em classificação e largar melhor. a corrida de merda que fez ontem começou na rodada bisonha do sábado. e não conseguir passar stroll e alonso com o foguete que pilota é inadmissível.

  • Os argumentos expressados através dos comentários dos experts em automobilismo e F1 são surreais. Do tipo: “Hamilton deveria ser duramente punido. Afinal olha o estado que ficou o carro do Verstappen!!!”. Ou seja: mais do que culpado por um F1 andar (e bater) a 300 por hora, Hamilton agora é também culpado pelo F=ma. A RB que use o seguro. Pelo menos FIPE recebem.

  • O holandês colidiu com Hamilton. A responsabilidade da panca é dele.
    Basta ver as estatísticas , quantas vezes Hamilton acertou alguém e em quantos imbróglios o piloto do duo Marko / Horner se envolveu, Os dois, Marko & Horner , alias deveriam manter a boca fechada pois assim não entra mosca.
    Para ser campeão necessita mais que quatro corridas seguidas.
    Para quem achava que a MB estava morta, vai a máxima do Cassino do Chacrinha : só acaba quando termina….
    Max é muito Nutella!

  • Alguém viu Alonso (o famoso Mister Cingapura) apertar a mão de Hamilton, dando-lhe os parabéns pela safadeza em cima de Verstappen enquanto a prova estava interrompida?
    Não? Eu também não! Mas que daria uma bela imagem, daria…

  • Perfeito resumo do incidente, Hamilton, em corridas anteriores, tirou o pé, mas agora é ele quem está atrás. Verstappen está acostumado a intimidar os adversários com sua agressividade, agora ele precisa pensar duas vezes porque o adversário vai dividir a curva também.

  • Bem, se olharmos o volante virado, percebemos que pelos sinais da foto, foi logo após o choque no carro do Verstapen.
    Reflexo, bateu e puxou.
    Não estou puxando para o lado do holandês, mas como o blogueiro olhou somente por um prisma, fiz questão de contrapor.
    Ainda prefiro ficar com a fala de quem já esteve lá dentro.
    Na transmissão, vários ex-pilotos comentaram o incidente e culparam o inglês.

  • Tem um video rolando por aí que o Karun Chandok mostra a onboard do Max . Ele vira o volante bruscamente para a direita, mesmo sabendo que Lewis esta ao seu lado ( o carro aparece na imagem) . Como disse Alonso, Ham não poderia desaparecer. Pra mim, a culpa foi do Max

  • Boa tarde Flavinho!!! Te acompanho desde o Foxsportsradio… Gosto muito!!!
    Mas cara, eu não vi “toque” do Max no Lewis, foi totalmente o contrário. Mas na hora foi uma visão de espectador, até o Regi trazer as opiniões de Berrichello, Massa, além do próprio comentarista ao seu lado que me fugiu o nome.
    A briga foi simplesmente linda até o acidente. Todos foram unânimes que Max deixou espaço suficiente para um carro (na primeira foto ficou muito clara). E achei uma punição até branda, dada as condições de ambos no campeonato, com Lewis tomando uma “surra” nas últimas três corridas. Deixo um questionamento pra vc! O agora melhor piloto de todos os tempos (na minha opinião, superou Shumi) está sentindo a pressão de ter um piloto, agora equilibrado mentalmente e com um equipamento te superando “nesse início de temporada”? Coisa que não acontece a vários anos????

  • Excelente texto, concordo com tudo, mas se Jos Jr. e Red Bull quiserem levar pro lado da guerra de nervos, eu levo, afinal, já dividi box com Alonso (onde anda? era chato mas pilotava bem) e Rosberg. A FIA deveria banir o Helmut Mark, isso sim.

  • Na segunda largada Hamilton foi “muito” menos agressivo. O problema já estava resolvido.
    E para quem sempre reclama e questiona tudo no rádio, quando soube da punição nem se manifestou.
    25 pontos por 10 segundos foi mesmo um ótimo negócio.

  • Helmut Marko ia entrar com um requerimento na FIA exigindo que Hamilton largasse na próxima corrida só com três rodas como punição por não ter deixado Baby Max ganhar a corrida. Mas aí ele lembrou da Inglaterra 2020 e desistiu da ideia.
    Vou discordar de Mr. Gomes quanto a ideia de que seria Max quem deveria “amaciar” e deixar Hamilton ir embora, já que um segundo lugar seria melhor que nada. Levando se em conta que o sujeito vá imaginar tipo: “-Ou vou eu, ou ficamos os dois”. Para Max seria melhor um imbróglio com os dois na brita. Ficariam com a mesma pontuação e Lewis teria uma corrida a menos para descontar. Se os 2 ficarem fora das corrida até o fim do campeonato. Max é campeão e a cada corrida é uma corrida a menos para descontar.
    Nessa loucura de troca de farpas pelas “redissociash” Fico do lado de Hamilton. Penso que o único pecado dele foi parar de dar mole ao Baby Max (e que campeonato senhoras e senhores do público teremos daqui pra frente) No meu Ver tanto Max quanto LecLec tem essa, digamos maneira de pilotar, do “-O abre alas que eu quero passar” E dessa vez Hamilton disse -“Então vem, Maltrata de vez Estou com saudade e a tua maldade me faz delirar.” (kkkk) E deu no que deu.
    De quem é a culpa? A culpa recai sobre o resto do grid que não se engalfinharam também pra gente delirar das nossas cadeiras. Então imagino que apostar em ações de milho de pipoca deva ser um ótimo investimento até o final dessa temporada.
    No fim foi um domingo feliz. Max não teve nada mais grave. Vettel me deixou alegre de qualquer maneira, limpando as arquibancadas depois da briga, digo corrida e minha cara de felicidade indisfarçável, imaginando como deveriam estar Helmut Marko e Jos Verstappen.
    Essa semana o aquecimento global deve aumentar. Vai sair muito fogo dessas duas garagens.

  • Verstappen foi “retirado” da corrida por Hamilton. O inglês foi punido e vida que segue.
    Uma pena o holandês ter levado a pior. Coisa que acontece em corridas. Max tem que ter paciência, erguer a cabeça que tem muito campeonato pela frente e hoje com o melhor carro, grandes chances de título.
    Leclerc é muito mais piloto que Sainz.
    Kimi está anos luz à frente de Giovinazzi.
    Alonso é um verdadeiro professor. Fim de semana especial pro espanhol.
    Vettel….. eeehhhh Vettel, tem mais rodadas na pista que o Hamilton tem poles. E o Stroll está vivíssimo na batalha interna.
    Mazepin chegando à frente do Schumacher é algo inaceitável para o alemão.
    Ricciardo novamente fez uma corrida excelente, e novamente tomou um vareio de Norris. Esse ano o australiano vai reviver temporadas em que bisonhamente perdeu pra Kvyat na Red Bull e Vergne na Toro Rosso.
    Alpha Tauri andou pra trás.
    E Russel??? Quando faz um trabalho brilhante nas voltas lançadas é uma lambeção no rapaz, manchetes em todos os sites, comentários das Russelletes tendo orgasmos múltiplos, até é merecido porque ele tira leite de pedra nesse cenário. Mas e quando faz uma corrida horrorosa como a de ontem? Ninguém fala nada? Todos quietinhos? Ninguém percebe que Russel não tem ritmo de corrida para andar em equipe de ponta? É pra se fazer de cego e deixar passar despercebido, pois o menino tem que se manter no alto pois é um possível substituto de Bottas na Mercedes? Todas as largadas horrorosas, e rodar mais de 50 voltas e chegar com o Latifi pertinho é um escárnio pro inglesinho. Se a imprensa não vê isso, a Mercedes com certeza vê.
    E a Mercedes vê também o que Bottas vem fazendo. Bottas verdadeiramente assumiu de vez que é 2º piloto. Ontem Hamilton colocou o finlandês no pedestal, elogiou o trabalho conjunto dos dois. Só faltou exigir o contrato do Bottas ali no pódio. As Mercedes venceram as Red Bulls sem o melhor carro do fim de semana. Bottas vai colecionando taças (62 igualando Coulthard) e colocando Perez no bolso. Enquanto Hamilton está atrás de Verstappen por conta de ter um carro pior, Bottas com carro inferior está à frente de Pérez. E só não está disparado na terceira colocação do mundial porque perdeu 18 pontos com a troca de pneus mais lenta da história em Mônaco, e o “Jorjão da Massa” quase arrancar a cabeça do finlandês na Emilia Romagna, inclusive um acidente que rendeu um puxão de orelhas à Russel além de muita grana rasgada pela para recuperar o carro.
    Se a Mercedes quer mesmo continuar dominando, tem que fechar com Bottas pela experiência do piloto em um ano que tudo muda, pela sinergia entre ele e o comandante, principalmente para a equipe continuar forte e somando, e deixe que a Red Bull leve Russel, porque se o rumor for verdadeiro, em vez de a equipe Red Bull melhorar desempenho, vai é acender um fósforo em uma sala escura.

  • Certíssimo, quem reclama é porque nunca correu nem de carrinho de rolimã. O Capitão Hamilton, como você diz, era franco atirador. Aquele carinha que mora logo ali, que certa vez disse ao Massa, que só podia ser Brasileiro mesmo, agora entenda que o telhado de vidro é dele. Ele que tome mais cuidado. No mais, a Band interromper uma premiação de umas das corridas mais polêmicas do ano, onde recebe cotas de patrocínio significativas, para mostrar corrida de playboys endinheirados, sem noção. Flavio, e o Regi no “DOM DIA AMIGOS DA GLOBO”, coitado rsrs, ainda está com o set up da vênus platinada rsrs. Grande Regi.

  • Pra mim não foi toque de corrida, vide que Hamilton deveria ter deixado algum espaço para o Max, assim como o piloto da Redbull deixou para ele.

    A punição, ficou barata.
    Resultado da corrida explica.

    Para as próximas, espero mais batida, (não que eu queira ver).
    E sim, que acredito que vá acontecer.

    E se de fato ocorrer, espero que ninguém se machuca.
    Caso a previsão se confirme, não pensem em fato isolado.
    Uma coisa leva a outra.

    E o acidente do Max, e as imagens do carro da RedBull.
    Da uma amostra que o desfecho poderia ter sido pior para o piloto.

    É isso.

  • FG,

    Como falei na postagem sobre o “treino que não foi treino para a pole”, O Touro cutucou o Bulldog com vara curto, e saiu mordido!!!

    Hamilton deixou claro que o tempo de tirar o pé para não bater ficou pra trás, e Verstappen terá que se aprender algo novo, que nunca fizeram contra ele: dividir curva. Verstappen tem a (boa) mania de fechar todas as portas esperando que, pelo seu histórico de agressividade, quem está na disputa contra ele tire o pé, alivie na hora de uma dividida de curva, algo que o Reginaldo Leme lembrou durante os 30 minutos de paralisação da corrida: em Ímola e Barcelona (esse se não me engano), Verstappen fez o mesmo que ontem, deixou espaço para o carro do Hamilton mas depois foi pra cima fechando a porta. Nessas duas vezes anteriores, Hamilton aliviou, mas não ontem, não correndo em casa!!!

    Sem falar que na reta antes da Copse, ele deu uma bela espremida no Hamilton, já ensaiando o que faria na curva adiante…

    Enfim, incidente de corrida que não merecia punição, mas a punição foiu justa pois infelizmente segue o que a F1 vem fazendo a bastante tempo nessas situações.

    Ah, sobre a parte da Band não ter mostrado o pódio, vale ressaltar que não foi mostrado exatamente por causa dos 30 minutos que a corrida ficou paralisada. A Globo não mostrava com ou sem paralisação.

  • Para mim, foi um acidente normal de corrida. Honer falou que ali não se ultrapassa. Lewis fez mais duas ou três ultrapassagens exatamente ali.
    Concordo quando diz que Max poderia ter aliviado por ter muito mais à perder. E Lewis fez o certo. Viu o espaço, se jogou…. Leclerc foi espetacular e a McLaren fudeu o Lando… Pena. Mas o garoto foi muito bem novamente. Boa corrida….

  • Não achei que foi culpa do Hamilton o acidente. Achei que o Max calculou mal e houve o toque, o Hamilton não diminuiu se tocaram, havia espaço para ambos, o Max poderia fazer a curva mais aberto, perder a posição e lá na frente dá o troco e correr pra vitória fácil fácil. Espero que tenha aprendido. O Hamilton é macaco velho, não tem nada a perder. O Max tem. O Hamilton já viu que a Red Bull evoluiu e o Max está correndo pro título, vai jogar todas as fichas. Está ótima essa batalha, mas também muito perigosa.

  • O Hamilton deixou bater mesmo!!

    E se afina pro Verstappen naquela situação era melhor ele rasgar a superlicença dele.

    Ayrton Senna: When you no longer go for a gap, you no longer racing driver.