JÁ DÁ (5)

Gasly no entardecer: quarto colocado

ITACARÉ (só começando) – Geralmente a gente espera terminar o dia de treinos para perpetrar um textão, mas como o campeonato está na reta final e a briga está boa, vamos dar uma pequena pincelada no primeiro treino em Jeddah.

Começo falando da pista. Rápida, como se sabia. A média dos mais velozes esbarrou nos previstos 250 km/h. Sendo preciso, Hamilton, o mais rápido, fez sua volta boa em 247,5 km/h. Muros muito próximos, o que não é exatamente novidade para ninguém. Há outras pistas assim, como Melbourne, Baku, Mônaco… Embora nessas velocidades eles assustem um pouco. O que mais preocupa são as curvas cegas. O nível de concentração exigido num circuito como esse é altíssimo.

Nenhuma batida, felizmente. Sem ouvir as primeiras declarações, deu para perceber que os níveis de aderência foram satisfatórios, tratando-se de um asfalto novo. Será elogiado, o piso. Bottas, pelo rádio, se entusiasmou com o traçado depois de fazer uma volta boa. Pilotos gostam de circuitos rápidos.

As primeiras voltas, cautelosas, foram fechadas em 1min38s, caindo rapidamente para 1min36s, 1min35s… Verstappen, em sua primeira, virou em 1min33s614, e logo depois baixou para 1min31s736. A marca do 1min30s caiu faltando 15 minutos para o fim da sessão: 1min29s786 de Hamilton. Só na quadriculada que Verstappen conseguiu entrar na casa de 1min29s, com pneus macios como Lewis. A diferença? 0s056. Bottas foi o terceiro. Gasly em quarto e Giovinazzi em quinto foram as surpresas. Pérez ficou apenas em 11º, mais de 1s atrás de Hamilton.

Classificação do primeiro treino: média superior a 247 km/h

O segundo treino será mais importante, porque acontece na hora da classificação e da corrida, de noite. Mas foi importante para todo mundo andar bastante, ganhar confiança, entender o que dá para fazer e o que é melhor nem tentar, onde é possível ganhar tempo, onde se perde.

Do lado de fora, adorei ver as Williams dos anos 70/80 patrocinados por empresas sauditas que transformaram a equipe numa das protagonistas da categoria. Emerson Fittipaldi foi escalado para andar com o carro do título de Alan Jones de 1980. Dario Franchitti também vai dar umas voltas num FW07. Isso tudo para mostrar ao público local que o país, de alguma forma, teve presença importante na F-1 há mais de quatro décadas.

Comentários

  • Esse carro da Williams é um espetáculo. Lembro de ter lido sobre o primeiro treino desse carro que está na foto. O assoalho e o difuso foram tão inovadores que a diferença de tempo para o resto era colossal. Nem mesmo o Patrick Head e o Frank esperavam o resultado conquistado. O sorriso no rosto do Alan Jones só foi retirado a golpes de picareta.

    Belas homenagens ao Frank Wiliams.

    Quanto a corrida, continuo apostando que será um festival de pancas. Espero que os dois lideres do Campeonato cruzem a linha de chegada ao final da corrida com os carros sem arranhões (acho um verdadeiro “evento impossivel”).