EM DILMUM (3)

Leclerc recebe o abraço de Sainz: dobradinha que não vinha desde 2019 em Singapura

SÃO PAULO (o mundo dá voltas…) – A Ferrari começou a temporada 2022 com dobradinha. A Red Bull, com dois abandonos. Hamilton, com um pódio. Zhou, com um pontinho na estreia. Magnussen, com um quinto lugar. Foi interessante a primeira corrida da Fórmula 1 da nova era, como diria com muita propriedade Galvão Bueno. No Bahrein, o time italiano confirmou a força que mostrou na pré-temporada. Charles Leclerc venceu, com Carlos Sainz em segundo. O campeão Max Verstappen, que perseguiu Leclerc a corrida toda, teve um monte de problemas, que serão descritos adiante, e abandonou a três voltas do final quando estava em segundo. Sergio Pérez, seu companheiro, rodou na última volta — por motivo que igualmente será esclarecido mais para a frente neste texto, forçando o leitor a ir até o final — e deixou o pódio de presente para Lewis. Um terceiro lugar inesperado para um piloto que foi combativo e perseverante, mas que tem um carro claramente pouco competitivo.

Para a Mercedes, foi um alívio. George Russell ficou em quarto e o time fez 27 pontos. Sua principal rival deixou o deserto de Sakhir zerada. Na linha “vamos limitar os danos”, o time alemão saiu no lucro absoluto. Em compensação, tem de admitir que surgiu uma adversária que pode ser difícil de bater neste ano, a Ferrari. Ao menos nas primeiras provas da temporada. “Espero que a gente consiga chegar neles rápido. Não vai ser fácil, mas sabemos que temos como conseguir isso. E é com muito trabalho”, disse Hamilton.

Mas deixemos a falação dos personagens para o fim nas nossas janelas policromáticas que tanto sucesso fazem na internet planetária. Antes, o relato da corrida para entender tudo que a turma disse depois.

Leclerc seguido por Verstappen: início de prova tranquilo para o monegasco

A prova começou com Bottas, sexto no grid, largando muito mal e caindo para 14º. Hamilton foi bem, pulando de quinto para quarto. Leclerc se sustentou com segurança em primeiro, seguido por Max e Sainz. Magnussen, sensação do fim de semana com a renovada Haas, partiu para cima de Lewis depois de passar Pérez, que caiu para sexto.

Norris e Ricciardo, da McLaren, foram os únicos que largaram de pneus médios no Bahrein. Iriam se arrastar por toda a prova, um vexame completo. Os demais, com pneus macios. No comecinho, um registro apenas para os anais: Ocon tocou em Schumacher, que deu um 360° e seguiu em frente. O francês foi apenado com 5s a cumprir no pit stop, considerado responsável pelo incidente. Foi a primeira punição da nova direção de prova da F-1 depois da demissão da Michael Masi. Feito o registro.

Na terceira volta, Magnussen errou uma freada e Pérez conseguiu se aproximar para passar. Na quinta volta, novo erro e a sexta posição perdida para Russell, que vinha muito perto. Mas ele iria buscar tudo isso de volta até o fim, com tenacidade e empenho. Deu gosto, a Haas.

Festa da Haas: Magnussen terminou em quinto

Hamilton percebeu que podia atacar Sainz na altura da sexta volta. Mas faltava motor, na verdade. Ele abria a asa, mas não se aproximava o suficiente. Ao contrário, quem ia chegando era Pérez. Sainz conseguiu abrir um pouco. Checo chegou. E na volta 10, passou por Lewis sem nenhuma dificuldade. A falta de velocidade da Mercedes em retas era visível a olho nu.

Leclerc seguia firme na frente, com 3s de vantagem para Verstappen. Max, pelo rádio, reclamava de falta de tração. Era apenas a primeira queixa da noite. Lewis foi o primeiro a parar para trocar pneus, na volta 12. Tirou os macios e colocou duros. Voltou em 11º na frente de Zhou, mas após alguns metros perdeu a posição para o chinês, que fazia boa estreia. Os pneus pareciam estar frios. O carro sambava sem nenhum aderência. Mas ele conseguiu superar Guanyu na volta seguinte, quando a borracha começou a atingir a temperatura ideal de funcionamento. Mesmo assim, questionou: “Não paramos cedo demais, não?”.

Max veio para os boxes na 15ª volta. Diferentemente de Hamilton, colocou outro jogo de pneus macios. Sainz parou na sequência. Muita gente queria saber quanto tempo os mecânicos levariam para fazer um pit stop agora, com rodas de 18 polegadas e calotas tornando o conjunto mais pesado. A Ferrari levou 2s3 no carro do espanhol. Não mudou muita coisa.

Leclerc x Max: melhor momento da prova

O líder Leclerc parou na volta 16 para não tomar um passão de Verstappen no pit stop, estratégia mais do que manjada sempre que alguém está atrás com bom ritmo. Macios, como os do holandês. Pérez, segundo colocado àquela altura, fez o mesmo, mas os médios foram a escolha da Red Bull para seu carro. Charlinho voltou à pista com Max no seu cangote. Teria uma vida difícil nos primeiros metros, com pneus frios. Precisaria se defender até a borracha esquentar. A diferença que era superior a 3s antes das paradas caiu para menos de 1s. Max foi para cima e a volta 17 foi fantástica. O holandês passou na freada para a curva 1. Charles não se intimidou, foi para cima e retomou a ponta metros depois.

Na volta seguinte, as manobras se repetiram: Max passa na reta dos boxes, Leclerc vai buscar e reassume a ponta após algumas curvas, aproveitando as três zonas de asa móvel do circuito barenita. Mais uma volta, a 19, e repeteco: Verstappen deixa para frear no deus-me-livre na curva 1, Leclerc desenha melhor o traçado e, inteligente, recupera a liderança um pouco mais à frente. Um espetáculo de tirar o fôlego, o melhor momento da corrida, deixando o diretor-técnico da F-1, Ross Brawn, em êxtase. “Estou encantado com o que vimos hoje, pilotos mostrando novas habilidades, deu tudo certo”, falou o engenheiro que elaborou o novo regulamento da categoria.

Após a primeira bateria de pit stops, só a Mercedes, em seus dois carros, e a McLaren, no de Norris, optaram pelos pneus duros. Compostos médios e macios foram as escolhas das demais equipes. Na volta 21, Leclerc conseguiu respirar um pouco e abriu mais de 1s para Verstappen, impedindo o uso da asa móvel pelo campeão mundial. Lá no fundo, o desempenho que mais chamava a atenção era o da McLaren: uma tragédia papaia, com Norris em 15º e Ricciardo em 19º. Ambos sendo ultrapassados por quem chegasse, independente de cor, credo ou motor.

McLaren se arrastando: vexame na primeira corrida da temporada

A diferença pré-pit stops entre Charlinho e Max, que era de 3s, se recompôs na volta 24. A Ferrari mostrava força e consistência diante do ímpeto do holandês. A Mercedes, em quinto e sexto com Hamilton e Russell, se acomodou na condição que já imaginava ostentar neste início de campeonato: de terceira força, e olha lá. À frente dos prateados estavam, também como previsto, as duplas de Ferrari e Red Bull muito à frente.

Hamilton parou de novo na volta 28, colocou pneus médios e voltou em oitavo. Na volta 31, nova tentativa de Verstappen de meter um truco na Ferrari: segundo pit stop, agora para pneus médios. O time italiano, claro, chamou Leclerc imediatamente. Faria isso quantas vezes fosse necessário para não se deixar surpreender pela Red Bull. Pneus? Médios também, claro. Se Max colocasse pneus de chuva ou com correntes para neve, o monegasco faria o mesmo.

O pesadelo vivido por Charlinho depois da primeira parada não se repetiu após a segunda. Max não conseguiu atacar com a mesma volúpia e ficou xingando a equipe que o havia orientado a sair dos boxes com calma para não detonar os pneus. “Nunca mais faço isso!”, berrou. Um pouco mais atrás, Sainz e Pérez faziam jogo parecido: um parava, o outro vinha atrás. O espanhol, assim, conseguia se manter na frente do mexicano.

As posições se acomodaram nas voltas seguintes com todo mundo parecendo compreender qual seu lugar na fila do pão. Tirando uma ou outra ultrapassagem no meio do pelotão, quase todas definidas pelas diferenças de pneus, a corrida perdeu um pouco do viço. Mas na volta 44 Verstappen parou de novo para colocar pneus macios. Uma última tentativa de fazer algo diferente, já que Leclerc tinha quase 5s de vantagem sobre ele.

Fogo em Gasly: safety-car na reta final da corrida

Faltavam 13 voltas para o fim e Max voltou em terceiro, 28s atrás do líder e 11s atrás de Sainz, o segundo. O espanhol parou e colocou pneus macios, também. Voltou em terceiro, onde estava. Hamilton foi para um terceiro pit stop e também optou pela borracha mais macia. Então, um incidente: na volta 46, Gasly parou com um princípio de incêndio em seu carro. E o safety-car foi acionado.

A Ferrari, óbvio, chamou Leclerc imediatamente para os boxes. Ele trocou seus pneus e voltou em primeiro, já que tinha uma vantagem muito grande para Verstappen. Mas o pelotão iria se agrupar para uma relargada que poderia mudar os rumos da corrida. Max, porém, reclamava bastante com a equipe pelo rádio, reportando algum problema no volante de seu carro. “A buzina não funciona. O controle do som travou. O pisca-pisca não volta depois das curvas”, choramingava. “Depois falaremos sobre isso, querido”, respondia o engenheiro. A Red Bull explicou depois que o problema aconteceu num pit stop, quando o carro foi colocado no chão. Quebrou alguma coisa no mecanismo de direção.

Sintonizada na Red Bull FM e em sua parada radiofônica de sucessos, imediatamente a Ferrari avisou Sainz: “O cara tá lascado, vai pra cima”, informou a chefia na mureta do box. O safety-car saiu na volta 51. Todos os retardatários ultrapassaram os líderes e se colocaram no fim do pelotão — viu, Masi? Leclerc administrou bem a liderança e Sainz não conseguiu passar Max logo de cara. Mas, sabendo dos problemas de Verstappen, foi para cima na volta 54 e passou. O holandês, desesperado, perguntou: “O que eu faço agora?”. Nada, não havia nada a fazer. E, na volta 55, ele abandonou. Além da direção pesada, surgiu uma pane no sistema de alimentação de combustível. Esse foi o motivo oficial do abandono.

Verstappen com problemas: segundo lugar perdido no fim

E, assim, o time de Maranello montou sua dobradinha, a primeira desde o GP de Singapura de 2019. Hamilton, em quarto, percebeu que a Red Bull tinha lá suas questões. Partiu para o ataque a Pérez, terceiro. Para quem já se conformava com um quinto lugar opaco e irrelevante, a chance de um pódio, sem Max na pista, era tentadora demais. “Defenda-se!”, determinou a Red Bull. Mas Checo não conseguiu. Na freada da curva 1, rodou sozinho. Mais tarde, contou que o motor já estava “cortando” algumas voltas antes e travou de vez. A Red Bull informou que o problema foi idêntico ao de Verstappen: falta de gasolina no motor por conta de um defeito, provavelmente, na bomba de combustível. Lewis abriu um sorriso: mais um trofeuzinho na estante.

Leclerc venceu pela terceira vez na carreira, com seu companheiro em segundo para júbilo da Itália, do Vaticano, das cantinas e das pizzarias de todo o planeta. Hamilton fechou em terceiro seguido por Russell, Magnussen, Bottas, Ocon, Tsunoda, Alonso e Zhou. Haas em quinto, Alfa em sexto e décimo. Alpine com dois carros nos pontos. Bottas se recuperando bem para terminar em sexto, Zhou estreando na zona de pontos. E saiu todo mundo falando alguma coisa:

Lewis festeja com a equipe: pódio inesperado

Hamilton, 3º – “Lamento pelos outros pilotos [estava falando da Red Bull, claro], mas o terceiro lugar é melhor do que poderíamos esperar hoje. E parabéns à Ferrari, é uma equipe histórica, épica, eles mereceram o resultado. A gente vai ter de trabalhar muito, nosso carro tem problemas de equilíbrio, pula muito e falta velocidade na reta. Mas acredito na minha equipe e vamos conseguir resolver tudo.”

Leclerc, 1º – “Na última volta até fiz piada com a equipe e disse pelo rádio que tinha um problema no motor para assustar eles. Na corrida, não me senti ameaçado por Max em nenhum momento. Quando ele me passou, eu sempre deixei que freasse mais tarde porque sabia que conseguiria recuperar depois na próxima zona de DRS [a asa móvel].”

Pontos duplos para a Alfa Romeo: surpresa boa no Bahrein

Zhou, 10º – “Estou muito emocionado. Esta corrida foi muito especial para mim. Estava mais nervoso na classificação, hoje na largada eu até que estava tranquilo. Valtteri é incrível. Ele não esconde nada de ninguém, passa todas as informações, ajuda muito. Cinco minutos antes de a gente ir para o grid estava me explicando o melhor jeito de aquecer os pneus.”

Bottas, 6º – “Eu larguei mal [caiu de sexto no grid para 14º], mas o ritmo era muito bom, fiz boas ultrapassagens e o resultado nos traz muitas esperanças. Vai ser uma temporada divertida.”

Verstappen, abandono – “A gente teve muitos problemas. O carro foi um na sexta-feira e depois foi perdendo equilíbrio e rendimento. Não sabemos direito o que aconteceu, mas começar o campeonato assim é preocupante, não podemos perder tantos pontos como hoje.”

Steiner e a comemoração da Haas: inacreditável, após dois anos horríveis

Magnussen, 5º – “É inacreditável, uma loucura. Depois de dois anos com carros ruins, essa equipe merecia algo assim. Cometi dois erros, perdi posições, mas depois encontrei meu ritmo. Tenho de agradecer ao Günther [Steiner] e ao Gene [Haas] pela oportunidade de voltar.”

Steiner, chefe da Haas – “É um sonho. Esta equipe passou dois anos muito difíceis e nunca abaixou a cabeça. Dá para acreditar que esse cara [Magnussen] estava há quase dois anos sem guiar um carro de F-1?”

Horner, chefe da Red Bull – “De negativo, é que saímos daqui com zero ponto. De positivo, saber que temos um carro competitivo capaz de lutar por poles e vitórias com a Ferrari. Os dois carros tiveram, aparentemente, o mesmo problema. Vamos investigar para saber o que aconteceu, exatamente.”

Leclerc e Sainz com seus troféus: Ferrari impecável

Binotto, chefe da Ferrari – “É o resultado ideal, mas eu tenho certeza que eles [Mercedes e Red Bull] vão melhorar.”

Sainz, 2º – “A Ferrari voltou.”

Final da primeira prova do ano: Haas em terceiro no Mundial

A Ferrari sai do Bahrein com 44 pontos graças ao hat-trick de Leclerc, seu primeiro na carreira — pole, vitória e melhor volta, que dá ponto extra. A Mercedes é a segunda com 27 e a Haas, quem diria, terceira com dez. Não vai dar tempo de pensar muito nas glórias e desgraças, porque domingo que vem tem corrida de novo na Arábia Saudita, no perigoso e veloz circuito de Jedá.

Às 19h a gente chega com o “Fórmula Gomes” para analisar a primeira prova do ano em vídeo. Apareçam, cabras da peste!

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Gilvan
Gilvan
2 meses atrás

Flávio, e seu contato ferrarista Gola Profonda? O que consegue apurar dele? Kkkkk
Abraço!

emerson57
emerson57
2 meses atrás

Isso vai mudar quando puserem amortecedores novos no carro do seu Amiltu. Ele vai parar de quicar e balançar. Antes eles eram russos, fabricados pelo seu Kasinski mas depois que a fabrica foi vendida para os italianos natural que eles dessem os melhores para a Ferrari.
Isso é o que acontece quando se abre mão do conteúdo nacional por conta da globalização.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
2 meses atrás

Se o carro nasceu tão ruim assim…tenho medo de não dar tempo de se arrumar até o fim do ano. Mas seria muito divertido ver as 3, Red, Ferrari e Mercedes disputando palmo a palmo. E acho a Mercedes com a melhor dupla. Ah…a Mega saiu sábado…mas…Mônaco dá Magnussen…em primeiro…

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
2 meses atrás

Primeira prova muito boa! Tudo indica que na Arábia vamos ter um repeteco do Bahrein. Espero que o motores Honda (e seus acessórios) completem a prova.

Começo a ter dó do Sainz, acho que ele “suou sangue” para fazer a prova que fez enquanto o Leclerc passeou pelo circuito. Se as coisas não mudarem já a partir da Arábia muito provavelmente ouvira a frase: “Leclerc is faster than you”… aí como diria Platão: “Azedou o pé do frango”.

Pedro
Pedro
2 meses atrás

pra não repetir os comentários, escrevo que ficou bem feio pro schumacher ter tomado o vareio que tomou do ótimo e subestimado magnussen.

Antonio Miguel
Antonio Miguel
2 meses atrás

Muito bom seu texto. Acompanho o blog desde os tempos do IG. Como você vive reclamando nas lives que ninguem mais le estes textos, resolvi deixar aqui meu agradecimento. (ok… ok… vou mandar um super chat depois…kkkk)

Flavio Padilha
Flavio Padilha
2 meses atrás

Bom dia Flavinho Gomes!!! saudações…

Lí todo o seu relatório e acrescento só uma coisinha… Como gravo as corridas, assisto depois com mais calma e agora, pela 3a. vez na minha fisioterapia caseira notei : o volante do Verstappen nas voltas 45,46,47, esterçava mas as rodas não viravam, inclusive na reta ele mexia para os 2 lados e o carro ia reto. Um problema que poderia causar um acidente. RED BULL irresponsável.
No mais, nós que torcemos pro Hamiltom, vamos esperar aquele “Panzerkampfwagen” se tornar viável.
Abraços
Flavio Padilha

Rafael N
Rafael N
2 meses atrás

Se não fosse pelo Magnussen, a Haas nunca ia saber que tem um canhão nas pistas!

Vitor Viegas
Vitor Viegas
Reply to  Rafael N
2 meses atrás

O pior é que é verdade. Colocar dois pilotos inexperientes é uma furada (no caso a Haas, foi desespero mesmo).

Fabio
Fabio
Reply to  Rafael N
2 meses atrás

A melhor coisa foram ter escolhido o Magnussen. O Pietro não iria entregar esse rendimento.

Cláudio Cruz
Cláudio Cruz
2 meses atrás

Sem dúvida, foi uma bela corrida.
A Ferrari tem o melhor motor, além da dobradinha, uma Haas e duas Alfa nos pontos.
A Mercedes precisa achar mais potência, tendo em vista que Aston Martin, Williams e McLaren se arrastaram no fim do pelotão.
Quanto à Red Bull, precisa melhorar a confiabilidade. Deve dar algum trabalho à Ferrari.
Para fechar, como um piloto melhorzinho faz falta…. Magnussem em 5°…..

Vitor Viegas
Vitor Viegas
Reply to  Cláudio Cruz
2 meses atrás

Sem dúvidas, o motor Mercedes é um problema, mas acho que todos os carros também foram mal concebidos. A Mercedes deve se recuperar ao longo da temporada. Da Williams não se esperava muito, mas Aston Martin e, principalmente, McLaren foram grandes decepções.

Max PS
Max PS
2 meses atrás

Esqueceram de colocar o peito de aço! “A Red Bull explicou depois que o problema aconteceu num pit stop, quando o carro foi colocado no chão.”

Estreou bem, o chinês. Não fez bobagem, largou em 15 e chegou em 10. Junto com o Bottas, deve ser a dupla mais “na deles” do grid. Os caras trabalham em silêncio e mostram resultado.

Chumaquinho deu a pinta de que se o Nikita estivesse presente, a Hass teria saído zerada da prova.

No ano passado assinei a F1TV Pro e renovei neste ano. É caro para o nosso padrão cambial, mas vale cada centavo – e nem é pelos recursos adicionais. A transmissão é limpa e direta, sem essas bobagens de chavões e pseudoentretenimento. Fazia tempo que não assistia à F1 no Brasil por causa desse jeito irritante das transmissões. O menos pior era zerar o volume da TV e ouvir pela rádio Band News. Mas depois de um tempo a sincronia entre TV e áudio do rádio foi descompassada e ficou ruim para usar esse recurso.

Vitor Viegas
Vitor Viegas
Reply to  Max PS
2 meses atrás

Ah, eu já fiz muito isso de deixar a TV no mudo para ouvir a transmissão do rádio. Uma época que eu não aguentava mais o Galvão e companhia. Só que o delay realmente foi piorando com o tempo.

Darcio Michele
Darcio Michele
2 meses atrás

Ferrari Campeã!!!!!!

Last edited 2 meses atrás by Darcio Michele
Luis Felipe
Luis Felipe
2 meses atrás

Ferrari: jogaram no lixo 2020/2021 para focar totalmente no novo regulamento de 2022. Mudaram tudo. Dizem que até o motor está bem melhor. Deu certo. Com a dupla de pilotos mais forte da F1, Ferrari pode finalmente encerrar o jejum de títulos. Último foi em, pasmen!, 2007.

Mercedes: luta encarniçada pelo título até a última volta contra Verstappen em 2021 cobrou seu preço para 2022. De equipe a ser batida hoje é a 3ª força. Mas não subestimo a capacidade de reação deles, não.

Red Bull: muito forte, embora a confiabilidade dos carros parece ser um problema. Max e Perez ficaram pelo caminho.

McLaren: muito ruim. Mesmo.

Haas: muito bom. Mesmo.

O resto: é o resto.

CHAGAS
CHAGAS
Reply to  Luis Felipe
2 meses atrás

O último título da Ferrari foi em 2008.
A Red Bull foi uma das equipes que mais aproveitaram a pré temporada praticamente sem problemas, confiável o carro é.
Sobre o resto é resto, está esquecendo que Gasly com Alfa Tauri estava entre os melhores quando quebrou e o japinha fez ótima corrida, e que Alpine e Alfa Romeo foram muito bem obrigado.

Marcelo Duarte Kosienski
Marcelo Duarte Kosienski
2 meses atrás

E Schumacher Júnior é fraco mesmo, pelo jeito. Vamos aguardar mais algumas corridas… mas se continuar tomando pau do Magnussen, acho que adeus Ferrari pra ele.

Israel
Israel
Reply to  Marcelo Duarte Kosienski
2 meses atrás

Schumacher sofreu um toque do Ocon no inicio da corrida. Essas pequenas batidas comprometem o desempenho do carro.

Cicero
Cicero
2 meses atrás

O fim de semana não fica completo (para mim) sem a análise do Flávio Gomes… como sempre, cirúrgico.

CHAGAS
CHAGAS
2 meses atrás

Esse ano muita gente vai se ausentar dos comentários. As Russeletes e os detratores de Bottas. As Russeletes pediam o grande Jeorgão da Massa na Mercedes porque iria destronar Hamilton, e o que fez o inglesinho? Tomou um segundo na classificação e foi almoçado pelo comandante na corrida. Já Bottas fez ótima corrida e enfim teve sorte uma vez na vida com o problema de Gasly e o SC.
Magnussen deu um reset em sua pilotagem costumeira.
O ponto alto da corrida foram as trocas na liderança entre Leclerc e Verstappen, alucinante.
Triste ver a Mc Laren se arrastando e principalmente ver Ricciardo suando sangue pra passar Latifi de Williams.

Renato
Renato
Reply to  CHAGAS
2 meses atrás

Menos, amigo, menos. Bottas foi o mesmo Pífio de sempre. Largou mal e só chegou razoavelmente bem porque os Rb quebraram e as Mclaren nem começaram o campeonato. Russel andou bem, apesar da Mercedes ruim. Jantar o LH ?? Difícil. Ele vai é aprender com ele.

Vitor Viegas
Vitor Viegas
Reply to  Renato
2 meses atrás

Bottas realmente costuma largar mal, mas fez uma boa prova. Um bom achado para a Alfa Romeu, experiente, tocada segura. E também não achei a corrida do Russel ruim, o cara tem simplesmente Lewis Hamilton como companheiro e um carro mal nascido.

De qualquer forma, muito cedo para qualquer prognótico, foi só a primeira corrida do ano.

CHAGAS
CHAGAS
Reply to  Renato
2 meses atrás

Um detrator detectado. És um daqueles que chamavam Bottas de Bostas??? Vai ser hilário acompanhar os comentários descabidos de vocês como por exemplo: “Bottas foi o mesmo Pífio de sempre”, acreditem frase escrita um dia depois do finlandês fazer a melhor classificação do time após o retorno a F1 e em uma corrida quase alcançar o que fizeram Kimi e Giovinazi o ano passado.

Renato
Renato
Reply to  CHAGAS
2 meses atrás

Não existe Bostas na F-1. Se chegou lá é porque é bom. Bottas não tem nada demais, é mediano. Quanto ao fato de ter feito boa corrida, fez, porque o carro melhorou em relação ao ano passado , já que você citou Kimi e Giovinazi. Vamos ter muitos comentários hilários vindos de quem nada entende de automobilismo. Você já nos proporcionou um…

CHAGAS
CHAGAS
Reply to  Renato
2 meses atrás

Ah mas é claro. Bottas fez pódios na Williams porque o carro ainda era muito bom, conquistou vitórias, voltas rápidas, poles, hat tricks na Mercedes porque o carro era imbatível e agora só faltava essa. Falar que a Alfa Romeo que tinha um carro horroroso, do nada começa a andar. Sem o mínimo crédito para os caminhos que o “mediano” piloto apontou. Tu foi, é, e sempre será um hater de Bottas. És daqueles caras que se sentem mal quando o piloto vence, uma pena pra você. Agora aqui vai aqui uma análise de quem não entende nada de automobilismo, os carros de hoje começaram do zero, todos. Os últimos com mais tempo de túnel de vento para haver uma aproximação entre as forças, porém uma parte importante de melhora nos carros é o feeling e experiência dos pilotos. Não foi um toque de uma varinha mágica que fez a Alfa Romeo subir de penúltima para o meio do pelotão.

Edson
Edson
2 meses atrás

Já tinha cantado essa bola ontem, Bottas largou mal mais uma vez.
A Haas aproveitou a chance de se livrar do mazespin… viram que o carro estava OK então aproveitaram a oportunidade para colocar um piloto de verdade e marcar uns pontinhos. Precisam aproveitar essas primeiras corridas pois acredito que a tendência é eles ficarem mais para trás a medida que os outros conseguirem ajustar melhor os seus carros.
A Mercedes não nasceu boa mas a sorte do Hamilton continua inabalável, com todos os problemas beslicou um pódio.
Quero só ver esses carros novos semana que vem no circuito mecretefe da Arábia Saudita…. acho que teremos alguns incidentes.

Paulo Dantas Fonseca
Paulo Dantas Fonseca
2 meses atrás

Prezado F&G : F-1, hoje a mudança do regulamento ideia de Ross Brawn, apresentou resultado de trazer um pouco mais de disputa e emoção. Hoje teve dois disputa de Charlinho X Max, emoção da dobradinha da Ferrari, azar monstro da Red Bull, emoção para o piloto Chinês Zhou, Magnussen também foi muito bem, fracasso absurdo do motor Mercedes-Benz , triste McLaren vai ser aquela equipe que vai disputar com a Willians a pior da F-1.Destaque fica para dobradinha da FERRARI e excelente vitória de Charles L. , Não gostei Mick S. que não soube fazer a lição de casa e tem muito para apreender com Magnussen.

Celio Ferreira
Celio Ferreira
2 meses atrás

Apenas um comentário: tudo o que se esperava da nova F1 , aconteceu ,POREM
dependem muito da asa móvel para ultrapassar . se não existisse , a Ferrari sumiria
na frente , com o canhão que fizeram para este ano.

Jorge Medeiros
Jorge Medeiros
2 meses atrás

De ruim hoje só a transmissão oficial. Com tantos pitstops, em nenhum momento foi mostrado quantos cada um já tinha feito. Era difícil entender as posições em determinados momentos. Possíveis aproximações, gráficos com diferenças de tempo, de Perez sobre Sainz ou do Hamilton sobre ele, pouco foram mostrados. A aproximação de Bottas para Williams era mostrada a diferença de Bottas para seu próprio companheiro.

Eder Félix
Eder Félix
2 meses atrás

Alguns assuntos que também merecem ser tratados:
– a fala de Zhou mostra a importância de Bottas na equipe, será que fez falta à Mercedes nesse fim de semana? Russel certamente não contribuiu muito;
– a supervalorização de Sainz após o campeonato passado foi desmentida mais uma vez. Todas as vezes que tinham condições idênticas na pista (distância para os demais e mesmos pneus) Leclerc disparou na frente ( não fossem as quebras e atropelamento do ano passado, seria um banho do monegasco);
– sempre citei Ricciardo como outro supervalorizado, mas havia uma ânsia na imprensa em vender uma ótima imagem dele para defender a decadência de Vetel, tipo “ele não perdeu pra qualquer um”. Inclusive o Livio Orichio sempre o citava como ” o jovem Ricciardo” ,mesmo ele tendo à época 26 anos.
– tomara que Zhou não seja o novo Nasr ou Tsunoda, humilde parece que é bastante.
– Alonso deve ter o recorde de mais gps em breve, mas já deve ostentar o de mais nacionalidades de pilotos que o ultrapassaram, hoje já entrou o chinês na lista.

Pedro Leonardo
Pedro Leonardo
2 meses atrás

Palmas para Kevinho. Bela pilotagem hoje. Hamilton e Russell só conseguiram fazer um arroz com feijão, mas, no fim, conseguiram beliscar um “bifinho” na sorte. E três latinhas com problemas: só Tsunoda completou, sendo que tudo levava a crer que VER, PER e GAS permaneceriam nas posições em que estavam, sem grandes surpresas.

Eder Félix
Eder Félix
2 meses atrás

Achei a transmissão sofrível. Desde a largada,comentários equivocados.
– largou bem Leclerc: se Verstapen estivesse de Scania, tinha passado por cima ao invés de frear, foi tão mal que o Sainz quase passa;
– largou mal Perez: foi jogado pra fora por Hamilton, quando se empolgou com a lerdeza dos dianteiros;
– Alonso fez a troca (volta 15): ele tinha parado junto com Hamilton, na volta 12!!!
– várias trocas de nomes de pilotos e até mesmo de equipes;
– Perez após colocar os médios fez tempos destruidores por várias voltas, reduziu drasticamente a diferença pra Sainz, ninguém comentava nada a respeito;
– as imagens também não ajudaram muito, perderam as 2 primeiras brigas entre as Alpine, colocaram replays durante brigas interessantes, comerciais dividindo a tela e assumindo o áudio também nesses instantes…

Sobre a corrida, o “momento que registra o sucesso do novo regulamento” com as 3 voltas consecutivas de Leclerc X Verstapen só ocorreu devido à artificialidade do DRS, prova maior foi a segunda saída de baixo da Ferrari a 1.1 segundos e não houve briga, nem depois do “Max, you’re released to push”.
Mas foi uma bela corrida de abertura, tomara que seja assim mais vezes.
E o Perez,hein?
Magnussen pós corrida: “This was for brazilian’s pachecos “.
Hamilton começa com a mesma sorte e condescendência com limites de pista do ano passado, mas agora tem uma equipe extra na frente.
Coisa mais linda as pinturas de Alfa Romeo, Ferrari e Aston Martin. Campeã da feira é a McLaren, estética e esportiva. Aliás, o aumento do peso mínimo não acabou punindo a eficiência dela? Veja a diferença do primeiro teste pros demais.
E será que vão investigar o motor vermelho de novo?
E a bizarrice dos pneus frios pós pit, vão acabar voltando o aquecimento nos moldes anteriores.

Nami
Nami
2 meses atrás

Ferrari 1 e 2 , a disputa esse ano vai ser doméstica. Red Bull vai para o pódio e pode vencer algumas , mas não o campeonato . Mercedes está muito atrás , nasceu mal , só um milagre para recuperar tudo isso . Esse ano não vai dar para eles , estão fora da briga pelo título de pilotos e de equipe . Lamento pelo Ham gostaria de ver ele na luta

Celio Ferreira
Celio Ferreira
Reply to  Nami
2 meses atrás

Nunca subestime uma equipe 8 vezes campeã mundial.. Aguarde umas 3 ou r corridas…

MANOEL CÂNDIDO
MANOEL CÂNDIDO
Reply to  Celio Ferreira
2 meses atrás

Para mim tem de mandar esse tal de Russel embora.

Puta PÉ FRIO!!!!!

Aonde ele vai as coisas andam para trás.

Tales Bonato
Tales Bonato
2 meses atrás

Muito boa a disputa entre Leclerc e Max. Que pelo menos mais a Mercedes se junte à briga. Com os carros novos o campeonato promete.

Daliton da Silva
Daliton da Silva
2 meses atrás

É sempre uma delícia passar por aqui pra conferir o relato pós corrida do FG, a muitos anos faz parte do meu ritual automobilístico, simbora Flávio pra mais um ano!!

Tive a impressão que a partir de agora o DRS se tornou algo ruim para o espetáculo, uma vez que os carros conseguem andar juntos sem problema, o DRS torna-se um mecanismo “mola sem amortecedor”, ou seja, permite que carros mais lentos retomem a posição que fatalmente perderão de novo e assim vai! acho que a FIA poderia experimentar uma corrida sem DRS ainda esse ano. A continuar com o DRS teremos mais “undercuts” e menos ultrapassagens na pista.

Zé Maria
Zé Maria
2 meses atrás

Independentemente do resultado final, corridaça.
Flavio (como sempre), já disse mais que tudo, permito-me apenas um adendo.
Tática equivocada do Max na disputa com Leclerc, sempre tomando o troco na 2ª zona de DRS.
Caso usasse a 1ª zona apenas para se aproximar, deixando a ultrapassagem para a 2ª, não levava o contragolpe do monegasco.

Renato
Renato
Reply to  Zé Maria
2 meses atrás

Levava sim. Leclerc põe o pernilongo no bolso. Desde menino.

Daniel
Daniel
2 meses atrás

Foltou gasolina ou Masilina?

Celio Ferreira
Celio Ferreira
Reply to  Daniel
2 meses atrás

Bôa piada pronta …kkkkk

Igor
Igor
Reply to  Daniel
2 meses atrás

Caraca, vão ficar nisso até quando? Supera isso. O que tem a ver com a situação de hoje?

Markonikov
Markonikov
Reply to  Igor
2 meses atrás

Não vamos esquecer nunca o ROUBO!

Bento
Bento
Reply to  Igor
2 meses atrás

Hamildetes sendo Hamildetes, só isso!!

Juruna
Juruna
Reply to  Bento
2 meses atrás

Gente, se vocês acham que o fato de o título de 2021 ter sido decidido por “erro humano” (diz a FIA) de quem deveriam zelar pela neutralidade das regras, é coisa de “Hamildetes”, então pode valer tudo na F1. Não é apenas uma questão de quem foi prejudicado ou beneficiado, e sim da credibilidade do próprio negócio (nem vou usar o termo “esporte”).

Paulo McCoy Lava (ILHA)
Paulo McCoy Lava (ILHA)
Reply to  Daniel
2 meses atrás

Boa!!!!! #Gostei. #EuRi. Permissão para contar — com a devida fonte, of course — aos colegas na hora do almoço! Por mais piadas como essa!!!!! Bring it more, make it more!!!!!