EM BUDA OU PESTE? (3)

Max com Horner e Marko: vitória largando em décimo, um show

SÃO PAULO (aplausos) – Numa atuação de gala, Max Verstappen venceu o GP da Hungria depois de largar na décima posição. Ele nunca tinha vencido uma corrida partindo tão atrás no grid. Foi uma aula de pilotagem dele e de estratégia da Red Bull, que escolheu os pneus certos desde a primeira volta e acertou o momento de chamar o piloto em seus dois pit stops. Verstappen ganhou pela oitava vez no ano, 28ª na carreira. Ele é, agora, o oitavo maior vencedor da história, isolado. Deixou para trás nas estatísticas, o tricampeão Jackie Stewart.

O pódio foi fechado pelos dois carros da Mercedes: Lewis Hamilton em segundo e George Russell em terceiro. O heptacampeão, a exemplo de Max, fez uma corrida exemplar e conquistou seu quinto pódio seguido. Largou em sétimo e disse que se não fosse o problema de sábado, quando perdeu a asa móvel em sua volta rápida de classificação, poderia ter lutado pela vitória — isso se conseguisse, pelo menos, um lugar na primeira fila. Seu companheiro, que largara na pole, se esforçou muito, mas acabou atrás do #44. Carlos Sainz ficou em quarto, seguido por Sergio Pérez e Charles Leclerc. Max, que tinha 63 pontos de vantagem sobre o monegasco na classificação, foi a 258 pontos no campeonato. Leclerc tem 178. A diferença subiu para 80.

Leclerc e Sainz inconformados: Ferrari erra de novo e, pior, não tem bom ritmo

A Ferrari, de novo, se embananou na estratégia. Escolheu os pneus errados para sua dupla na largada, os médios, o que determinou o restante do andamento da prova. E ainda colocou um jogo de duros no carro de Leclerc na segunda parada, o que fez dele uma presa facílima.

Nem Leclerc entendeu o que quis a equipe. Por conta da ineficiência dos pneus duros, teve ainda de fazer um terceiro pit stop. Chegou a liderar, terminou em sexto. “Foi um desastre”, reclamou. “Eu disse que podia ficar mais tempo com os médios. Me chamaram para trocar. Até agora não entendi qual foi a lógica.”

O time se defendeu, com o chefe Mattia Binotto tentando explicar o que aconteceu: “O problema hoje foi que o carro não funcionou como a gente imaginava. Com nenhum pneu. A gente achava que os duros seriam um pouco mais lentos no começo, mas depois melhorariam. Não foi o que aconteceu”.

Início de prova sem confusões: no meio do pelotão, os carros da Red Bull

Não houve unanimidade pneumática para a largada, com macios e médios se alternando no grid. Na pole, Russell optou pelos macios. A dupla da Ferrari foi de médios. Mais para trás, Hamilton também estava com os médios e Verstappen e Pérez, de macios. Depois da corrida Max disse que a opção da Red Bull foi feita em cima da hora. “A ideia inicial era largar com pneus duros. Decidimos mudar quando estávamos indo para o grid.”

George pulou muito bem na frente e na terceira volta já tinha mais de 2s sobre Sainz, o segundo colocado. Lewis e Max ganharam duas posições cada na partida – um foi para quinto, o outro para oitavo. Como se verá adiante, as boas largadas foram decisivas para o desfecho da corrida de ambos.

A temperatura era baixa, 18,5°C, e a possibilidade de chuva pairava sobre o autódromo, rodeado de nuvens. Já na volta 6 Verstappen se livrou de Alonso e foi para cima de Ocon. Pérez partiu para o ataque sobre Fernando. Red Bull x Alpine virou a briga do momento. Na 7ª, os dois rubro-taurinos passaram os carros azuis sem perder muito tempo, colocando-se, respectivamente, em sexto e oitavo. Na volta 9, Checo passou por Ocon sem dificuldades e foi para sétimo. Era um começo de prova alvissareiro para o time austríaco.

Verstappen chegou em Hamilton rapidinho, na volta 10. Travou atrás do heptacampeão, que por sua vez estava encaixotado atrás de Norris. Lewis conseguiu passar Lando na 12ª volta. Max veio na balada e jantou o carro papaia para seguir à caça do Mercedes #44. Pérez fez o mesmo e continuou na escolta do companheiro. Com 13 voltas, os dois Red Bulls já apareciam em quinto e sexto.

Russell, líder até as paradas: no final, mais um pódio

Lá na frente, Russell, Sainz e Leclerc se distanciavam de todos. Charlinho, polidamente, pediu pelo rádio para que a equipe solicitasse ao espanhol para ir um pouquinho mais rápido. “Dá pra ser? Se não incomodar, claro”, disse. Carlos atendeu e começou a descontar tempo em cima de Russell. Reduziu a diferença rapidamente para 1s na volta 16. Chaleclé vinha colado no companheiro, quase piscando farol.

O líder parou na volta 17, percebendo a aproximação dos dois carros vermelhos. Colocou pneus médios. Verstappen, que não tinha conseguido alcançar Hamilton, fez o mesmo. George voltou em sexto. Max, em oitavo. A Ferrari reagiu na hora e chamou Sainz na volta seguinte, deixando Leclerc na pista. O espanhol também vestiu pneus médios e voltou à pista atrás de Ocon e à frente de Alonso, uma espécie de recheio de sanduíche alpino.

Hamilton, então segundo, parou na 20ª e voltou em sétimo. Leclerc seguiu na pista e Russell assumiu o segundo lugar com o pit stop do companheiro. O monegasco precisava abrir uma boa vantagem sobre o inglês para tentar ganhar a posição nos boxes. Mas não teve jeito. Na 21ª, a Ferrari convocou seu piloto para trocar pneus, ele colocou médios, voltou à pista à frente de Sainz e atrás de Jorginho de novo – coisa de 2s.

Verstappen para cima de Hamilton: levou nos boxes

O panorama geral da prova não mudou muito, exceto pela inversão de posições entre Sainz e Leclerc em relação ao início da corrida. E, também, pelo sucesso da manobra da Red Bull parando Verstappen antes que Hamilton – o holandês voltou à frente, no seu primeiro “undercut” do domingo.

Quase todo mundo estava para dois pit stops, mas a Alpine tentou algo diferente. Quando parou, Alonso colocou pneus duros para ir até o fim da corrida. Ocon também. Era uma aposta. Ao final da primeira bateria de pit stops, Russell, Leclerc, Sainz, Verstappen, Hamilton, Pérez e Norris ocupavam as sete primeiras posições.

Leclerc acordou para a vida na volta 27, quando encurtou sua diferença para Russell para menos de 1s, o que permitiria a abertura da asa móvel. Sainz ficou para trás, assistindo de camarote e torcendo para que os dois se enrolassem e saíssem abraçados para uma área de escape qualquer.

A dança dos pneus: Ferrari bobeou na segunda parada de Leclerc

Na Hungria, é preciso paciência para passar. Na 28, não deu. Na 29, também não. Nem na 30. Charles tinha pneus um pouco mais novos que Russell, mas não muito. George se defendia do jeito que dava. Em outra pista, já teria sido engolido. Mas na abertura da 31, Leclerc foi decidido por fora na freada para a curva 1 e conseguiu passar. Uma ultrapassagem muito bonita, embora sem grandes pirotecnias.

Uma vez superado pela Ferrari, Russell se viu de volta à realidade da Mercedes, que ainda não é a de vencer corridas em 2022. Quem sabe mais para a frente. Leclerc foi embora e Sainz chegou. Mas, diferentemente do colega dos morros de Monte Carlo, deixou para fustigar o adversário mais tarde, talvez – quando começassem os novos pit stops.

Sainz, segundo no começo: “Não foi problema de estratégia, foi carro, mesmo”.

A passividade do espanhol, porém, cobraria um preço. Quem acabou se aproximando dele foi Verstappen. A corrida havia entrado num daqueles períodos modorrentos em que nada acontecia. Então a Red Bull convocou Verstappen para sua segunda parada na volta 39 para dar mais um “undercut” — desta vez, sobre Sainz. Na 40ª, Ferrari e Mercedes chamaram seus pilotos, também. Leclerc, então, colocou pneus duros. Ninguém entendeu. Parecia cedo demais. Russell foi de médios. E quem se deu bem nessa brincadeira?

Verstappen, o líder do campeonato. E aí a coisa animou. Quando voltou à pista, Leclerc viu o holandês colado em sua caixa de câmbio. A chamada prematura da Red Bull funcionou, e como… Na volta seguinte, a 41, Max passou Leclerc lindamente por dentro na curva 1 e assumiu o terceiro lugar do monegasco — uma liderança virtual porque Sainz e Hamilton, em primeiro e segundo, não tinham parado pela segunda vez, ainda.

Mas Verstappen, quem diria, cometeu um erro no final da mesma volta, na última curva. Rodou sozinho, deu um 360°, quase fritou a embreagem, e Leclerc retomou a posição. Max praguejou pelo rádio e foi de novo à caça. Tinha pneus médios, contra os duros de Leclerc, lembremo-nos. Na volta 45, o campeão não hesitou. Na saída da curva 1, recuperou-se da rodada de pouco antes e passou Charlinho outra vez.

A parada de Leclerc: pneus duros não funcionaram

Sainz, então líder, parou na volta 48. Colocou pneus macios. Teriam de durar 22 voltas. Hamilton assumiu a liderança, com Verstappen a 5s7 dele em segundo, Leclerc já apartado da briga com seus pneus de pau e Russell em quarto atrás dele com borracha muito mais apropriada para o momento – pneus médios com pouco tempo de uso.

Hamilton finalmente foi para o box na volta 52 e fez sua segunda parada. Verstappen, então, assumiu a ponta. O inglês colocou pneus macios para as últimas 18 voltas da corrida e retornou em quinto, num ritmo alucinante. Russell sofria para passar Leclerc, que se atracava à segunda posição do jeito que dava. Na 54ª, conseguiu. Mais uma ultrapassagem bonita de uma corrida cheia de bons momentos, mas poucos dramas.

E a Ferrari se rendeu às evidências. Com pneus duros, Leclerc não tinha muito o que fazer na pista. Foi chamado para um terceiro pit stop e colocou macios. Voltou em sexto, faltando 15 voltas para o final. Inês já era morta. Verstappen, Russell, Sainz, Hamilton e Pérez estavam à frente dele. Oh, dia, oh céus.

Lewis e George se abraçam: Mercedes renasce com mais um pódio duplo

A fase final da prova foi de Hamilton, que esfarelou a diferença que Sainz tinha à sua frente e foi buscar um troféu. Com seus pneus macios, imprimiu um ritmo fortíssimo sabendo que tinha chances, inclusive, de ganhar o segundo lugar de Russell, um pouco mais à frente. Havia, porém, uma certa tensão no ar: ameaça de chuva. Seria um último capítulo deslumbrante para uma prova repleta de idas e vindas. Mas as gotas só eram vistas nas lentes das câmeras de TV; molhar a pista que é bom, nada.

Lewis colou em Sainz na volta 62. Na 63, passou e entrou na zona de pódio. E com pneus mais velozes que os de Russell, não teve muito pudor de partir para cima do companheiro. Na volta 65, fez a ultrapassagem, limpa e precisa, assumindo o segundo lugar.

Verstappen comemora: liderança com 80 pontos de vantagem

Faltando duas voltas para o fim, ela, a chuva, apareceu – junto com um safety-car virtual após quebra de Bottas. Mas foi tão fraquinha que não chegou nem a molhar o asfalto. Mas sabe como é… Água em fim de corrida deixa todo mundo meio tenso. Com todo cuidado do mundo, Max levou seu carro até a quadriculada. E ganhou de forma espetacular a 13ª etapa do campeonato. Depois de Hamilton e Russell, vieram Sainz, Pérez, Leclerc, Norris, Alonso, Ocon e Vettel na zona de pontos.

O menino-enxaqueca da Red Bull já é campeão, sabemos. Anda fazendo até piada. “Ontem eu disse que ia ganhar a corrida, mas estava brincando. Mas agora não estou!”, gargalhou ao fim da prova. Max está a fim de ser bi com requintes de crueldade. Hoje foi assim, com direito a pirueta no meio da corrida. Quem podia incomodar, a Ferrari do começo do ano, mergulhou num buraco sem fundo. A Mercedes, que reage a olhos vistos, ainda está longe e só se preocupa, neste momento, em resolver seus problemas e aprumar a proa para 2023.

Ficou tudo muito fácil para a Red Bull e seu prodígio holandês.

Agora, férias da F-1. Tudo volta em Spa, no dia 28 de agosto. E às 19h vejo vocês no “Fórmula Gomes” em nosso canal particular de TV no VocêTubo.

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SulIvan
SulIvan
11 dias atrás

Torcedor da Ferrari é como corintiano, SOFRE!!!!
Eu torço pra Ferrari como escuderia, mas pra Leclerc e pra alguns dirigentes e estrategistas atuais da equipe me recuso a torcer , quando a Ferrari tiver um Schumacher ou um Ray.konenn denovo ai torço pro time todo

Cristiano
Cristiano
12 dias atrás

Problema da Ferrari foi que o estrategista do Schumacher deve ter se aposentado e ficou o que cuidava dos segundos pilotos. Mas pelo desempenho do Sainz, ao menos parcialmente é verdade que o carro não estava rendendo bem.

CHAGAS
CHAGAS
12 dias atrás

Ontem foi uma corrida que se prova que um piloto não ganha sozinho. Max pilotou demais, mas a Red Bull foi espetacular na estratégia.
Do outro lado também se provou que um carro não ganha sozinho. Perez largou do lado de Verstappen e alguém acreditou em vitória do mexicano?
No mais a Ferrari, ahhh Ferraaaaaaari.
E Lewis “fucking” Hamilton simplesmente tremendo. Um absurdo de piloto. Aquela historia de sempre, Russel faz corridas impecáveis mas Hamilton é puro Show.

Clayton Araujo
Clayton Araujo
12 dias atrás

E o Max segue esmagando a concorrência, impávido, rápido e consistente, será bicampeão esse ano, se os Deuses da velocidade não lhe pregarem uma peça. A Ferrari continua se atrapalhando com ela mesma, se não é o piloto que erra ou motor explode, os estrategistas tratam de jogar a corrida dos vermelhos no lixo. E as Mercedes só estão chegando no pódio, essa é minha opinião, porque as Ferraris e o Pérez com a outra Red Bull, são muito incompetentes.

Celio Ferreira
Celio Ferreira
12 dias atrás

Verstapinho já é campeão , ainda mais que a Mercedes melhorou
e ficou no meio da Ferrari E Red Bull . Corrida muito bôa , e mais
uma vez digo que isso é os carros atuais andando proximos, proporcionando
as ultrapassagens nu circuito travado. DEIXO UMA PERGUNTA NO AR :
Será que o Binotto chega até o final do ano como chefe da atabalhoada
FERRARI ???????

Paulo Dantas Fonseca
Paulo Dantas Fonseca
12 dias atrás

Prezado F&G: o melhor da F-1, vitória de Max consumado o Bi- campeonato isso é fato e contra fato não existe qualquer outro argumento. A Equipe Mercedes-Benz ficou nas últimas voltas quase 10(dez) segundos atrás de MAX. A FERRARI, continuo dizendo a equipe de mureta ( mutreta) é demasiadamente um absoluto fracasso o erro na escolha de jogos de pneus , precisa colocar uma apostila de leitura para ter conhecimento de como Niki Lauda venceu com pura competência, como Schumacher venceu com competência própria, e de Ross Brawn e Jean Todt. O melhor momento foi a consistência de L.Noris, o pior da corrida o desempenho da equipe Alpine .

Pedro Leonardo
Pedro Leonardo
12 dias atrás

Os carros da Ferrari não renderam o esperado com o clima mais frio na Hungria, até aí tudo bem. Imaginava que a equipe faria a estratégia de pneus semelhante à do Hamilton para os dois pilotos (M-M-S).

Alpine já havia deixado nítido que pneus duros seriam uma tremenda furada com temperaturas baixas. Aí a Ferrari vai lá, encurta a janela do Leclerc (para antes do Sainz) e põe pneus duros. Resultado: foi atropelado por Max (duas vezes) e Russell. Aí voltou pra por macios e mais uma corrida foi para o lixo. Ferrari tinha P2 e P3 de início. Virou P4 e P6 com direito a atropelo do Max.

Schumacher era genial demais pra ganhar cinco campeonatos pela Ferrari e transformar aquela várzea na melhor equipe em estratégias para a época. Era um domínio surreal mesmo. Agora caminham pra superar o tempo de jejum dos anos 1980/1990.

Mesmo com um carro bom, já seria muito difícil para Leclerc superar Verstappen (Sainz, mais ainda). Com todas as equipes enfrentando problemas com os novos carros, com as quebras fazendo parte do jogo, a estratégia da equipe precisaria estar bem afinada. E a Ferrari faz mais uma presepada para a coleção.

A imagem que fica da corrida é aquela da sala do pódio, com o comentário do Hamilton: “they were on the hards!?” e a resposta sorridente de Russell e Max (Yeah!).

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Alexandre Santiago
Alexandre Santiago
12 dias atrás

Detalhe, a Mercedes está 30 pontos atrás da Ferrari no mundial de construtores só que a Ferrari ganhou 4 corridas e a Mercedes 0. Como eu sempre gosto de dizer… A Ferrari a natureza cuida.

Yuri
Yuri
12 dias atrás

É nítido enquanto os pilotos da Mercedes carregam uma carroça nas costas e conseguem bons resultados, a Ferrari talvez tenha o melhor carro mas os pilotos e os estrategistas não ajudam.

junior
junior
12 dias atrás

Textão ótimo. Apesar da vitória do Max, o Hamilton e o Russell fizeram ótima corrida. Será que baterão a Ferrari no campeonato?

Marcelo Silvestre
Marcelo Silvestre
12 dias atrás

Essa é a grande questão no momento…qual o tamanho da diferença entre Mercedes e Red Bull….dá pra remar e chegar no mesmo patamar ano que vem?

Edu Zeiro
Edu Zeiro
12 dias atrás

Pensando na prova do ano passado, quando Fernando segurou Lewis por sei lá quantas voltas, me impressionou sobremaneira a passividade das Alpine hoje. Foram ultrapassadas sem muita reação tanto pelas Mercedes quanto pelas RB, mesmo antes de colocarem pneus duros (aí, como Charles, viraram presa fácil, até para Daniel).

João O.
João O.
Reply to  Edu Zeiro
12 dias atrás

Boa observação! Mas acho que ano passado era muuuuito mais difícil de passar, por conta dos carros e da turbulência que eles causavam.

Markonikov
Markonikov
Reply to  Edu Zeiro
12 dias atrás

Ano passado era outro regulamento, ar 70% mais sujo para quem vem atrás …

Edu Zeiro
Edu Zeiro
Reply to  Markonikov
12 dias atrás

Verdade. Mas ainda assim não vi nem mesmo uma mudança de trajetória que fosse, para dificultar um pouco a manobra. Charles, Carlos e George foram bem mais resistentes.

Marcus
Marcus
Reply to  Edu Zeiro
12 dias atrás

E principalmente pelo Ricciardo, que engoliu os dois com a cadeira elétrica que é a McLaren 2022.

Emerson Mossolin
Emerson Mossolin
12 dias atrás

Primeira vez que vejo o ganhador da corrida fazer um “zerinho” DURANTE A CORRIDA !!!! kkkkkk.., hoje Max sobrou…

Fabio Burian
Fabio Burian
12 dias atrás

Flavio e demais leitores.

Alguma equipe de ponta fez mais bobagens que a Ferrari na historia da F1?

Isso pq a temporada sequer acabou

Marcus
Marcus
Reply to  Fabio Burian
12 dias atrás

Pode-se falar da Lotus em 1973, Williams em 1981 e 86 e da McLaren em 2007.

Fabio Burian
Fabio Burian
Reply to  Marcus
12 dias atrás

2007 e 86 muito foi por briga interna de pilotos. Ego. Equipe dividida. As outras duas confesso que nao sei.

Mas a Ferrari faz cagadas inexplicaveis.

Edu Zeiro
Edu Zeiro
Reply to  Fabio Burian
12 dias atrás

Em 1986 e em 2007 as equipes também estavam divididas (não se esqueça de que Nigel e Lewis eram ingleses em equipes inglesas). Em 1973 Emerson, ainda com uma Lotus 72D competitiva, teve um início de campeonato vitorioso, estilo Charles este ano. Depois, Colin Chapman simplesmente resolveu liberar a competição interna, enquanto a Tyrrell, principal adversária, valorizava seu primeiro piloto. A “estratégia” da Lotus teve seu ponto alto no GP da Itália, quando Ronnie, sem mais nenhuma chance no campeonato, venceu a corrida, com Emerson em segundo, acabando com suas chances de título. Já em 1981, Frank Williams cometeu o mesmo erro de 1986, cinco anos antes. Não valorizou seu então campeão, Alan Jones (então ainda em grande fase), e deixou a disputa com Carlos Reutmann em aberto. O chofer racista homofóbico do coisa ruim é que acabou se dando bem nessa.

Marcus
Marcus
Reply to  Edu Zeiro
12 dias atrás

Exatamente. Valeu pela explicação correta e detalhada. Sempre te leio com atenção, você merece.

Edu Zeiro
Edu Zeiro
Reply to  Marcus
11 dias atrás

Valeu, obrigado Marcus. A recíproca é verdadeira também.

CHAGAS
CHAGAS
Reply to  Edu Zeiro
11 dias atrás

A Williams em 1981 acertadamente escolheu seu primeiro piloto desde o primeiro GP. Jones, o campeão.
O segundo piloto que não aceitou e na pista quis provar o contrário.
Pra piorar os planos da Williams, Reutemann era realmente rápido.
Há vários comentários que depois do GP do Brasil, em consequência de sua rebeldia o argentino foi deixado de lado pela equipe.

Edu Zeiro
Edu Zeiro
Reply to  CHAGAS
11 dias atrás

Prezado, Carlos foi vice naquele ano, um ponto atrás do campeão e três à frente de Alan Jones, o terceiro. A Williams ganhou o Mundial de Construtores muito pela regularidade, pois seus carros venceram apenas quatro de 15 provas (e, por curiosidade, Alan Jones ganhou a primeira e a última). Aliás, o campeonato foi bastante disputado naquele ano, com sete vencedores diferentes e apenas sete pontos separando o campeão do quinto lugar, Alain Prost (que, também como curiosidade, foi um dos dois que venceram três provas na temporada; o outro foi o sogro). Já em 1982, como sabemos, a regularidade foi premiada, já que Keke foi campeão com somente uma vitória (no que acredito tenha sido a única vez em que isso ocorreu).

CHAGAS
CHAGAS
Reply to  Edu Zeiro
11 dias atrás

Caro Edu, sei muito bem como foi aquele campeonato, o primeiro título de Piquet foi inesquecível com um campeonato sendo decidido na ultima prova com três pilotos disputando o título. Apenas apontei que sua afirmação que Williams errou não escolhendo Jones como primeiro piloto é errada.
Isso foi feito. No Brasil foi escancarado para todos entenderem.
E na minha modesta opinião se Reutemann não peita a equipe, Jones não abandonaria o campeonato tão cedo.
Como você acompanhou bem esse ano, Jones não gostou nada da atitude de Reutemann. A equipe era dele, Frank o adorava foi o piloto que cresceu junto com a Williams, os mecânicos queriam o bi do australiano.
Depois do meio da temporada não é loucura achar que Jones ao ver Reutemann disparado na frente, começou a bater o argentino para “atrapalhar” seu título.
Jones dominou Reutemann na segunda metade do campeonato. O líder do mundial não tinha os mecânicos do seu lado e até existem teorias pela perda de seu rendimento. Tudo por desrespeitar a hierarquia pré estabelecida dentro da equipe.
Tem uma história de que no fim da temporada com Jones anunciando a aposentadoria, Reutemann foi até ele para fazerem as pazes e foi esculhambado.
Enfim quem era o primeiro piloto da Williams em 1981 estava cristalino para todos. Menos para Reutemann.

Edu Zeiro
Edu Zeiro
Reply to  CHAGAS
10 dias atrás

Ok, faz sentido, quando se analisa o quadro de resultados da temporada. Realmente, o que se vê é que Carlos não chegou mais uma vez sequer na frente de Alan Jones após o GP da França, metade do campeonato. Interessante notar, também, que Alain Prost foi o grande vencedor do “segundo turno” daquele ano, mas sua Renault quebrou muito no “primeiro turno”, quando teve pontuação muito baixa.

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Tales Bonato
Tales Bonato
12 dias atrás

Todo mundo achando que chegar em quarto ou quinto seria um ótimo resultado para o Verstappen. Largou em décimo, rodou e ainda chegou 10 s à frente do segundo colocado. E sem fazer muita força. O cara é de outra turma mesmo.

Jean
Jean
12 dias atrás

Final do campeonato de construtores: 1) Red Bull; 2) Mercedes; 3) Ferrari. Final dos pilotos: 1) Max; 2) Hamilton; 3) Leclerc.

Wagner
Wagner
13 dias atrás

Boa flavio

Carlos Henrique
Carlos Henrique
13 dias atrás

Esse desastregista da Ferrari não brinca em serviço. Desgraça pouca é bobagem.

Marcelo
Marcelo
13 dias atrás

A Ferrari fez um carro campeão, mas ainda não sabe como ser campeã. Vejo isso como algo natural dado que pouquíssimos membros da equipe já disputaram um título e a grande maioria está lidando com isso pela primeira vez o que, entretanto, faz com que os italianos sejam presas fáceis para as bem mais calejadas e experientes Red Bull e Mercedes (o próprio Binotto é um remanescente da era Schumacher, mas deve ser um dos únicos). Espero que a turma de Maranello extraia o máximo possível dos seus enganos neste ano para ser mais competitiva em 2023.

Plinio
Plinio
13 dias atrás

Os estrategistas da Ferrari são jeniais (com j mesmo).

murilo
murilo
13 dias atrás

Nas últimas três corridas a Ferrari teve carro pra vencer, ou até fazer 1-2. Agora tá ameaçada de perder o vice campeonato pra Mercedes !

Pindorama
Pindorama
13 dias atrás

Quando não é o Leclerc que erra, é a Ferrari. E o Sainz quase nunca é bom o suficiente mesmo quando faz tudo certo. Como as Mercedes estão sempre melhorando, mas não o suficiente, Verstappen ganha fácil ainda que largue lá atrás e rode. É torcer para 2023 seja mais competitivo.

murilo
murilo
13 dias atrás

Até minha vó perceberia que a escolha de compostos duros arruinaria a corrida do Leclerc! Pista úmida e fria, e os dois carros da Alpine levando couro de pneus duros… A Ferrari se supera.

MarcioD
MarcioD
13 dias atrás

Ferrari erra novamente, assim o melhor que eles devem fazer é copiar as estratégias da Red Bull .

Edson
Edson
13 dias atrás

Verstapen “estragou” a corrida, ele consegue executar com perfeição a estratégia da RB. Foi rápido quando precisou, abriu vantagem e no final administrou o desgaste dos pneus. 31 voltas com o pneu médio no último stint…. brincadeira. E a Ferrari me coloca pneus duros no Leclerc, como podem ser tão burros? Ele tinha que ter ficado mais 10 voltas na pista e colocado macio para o final, igual o Hamilton.

Katia
Katia
13 dias atrás

Tá vendo Flavinho, vc diz que ninguém lê seu blog, pois bem, lo todinho e agora é ao esperar a Live. Beijos.

SulIvan
SulIvan
13 dias atrás

MAX MAX MAX !!!
É A SUPREMACIA DO HOLANDÊS VOADOR.
REDBULL SUPER TEAM
E A FERRARI SE FERROU!!!

Edu Zeiro
Edu Zeiro
Reply to  SulIvan
12 dias atrás

A Ferrari e nós aqui também…

Marcus
Marcus
Reply to  Edu Zeiro
12 dias atrás

O cara é incansável.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira
13 dias atrás

Comentando só pra mostrar que eu li sim o blog que ninguém lê…

Igor
Igor
Reply to  Daniel Oliveira
12 dias atrás

Não sei onde ele falou isso, mas também leio. Aliás, prefiro ler do que ver vídeo, live, etc…

Luiz Gustavo
Luiz Gustavo
Reply to  Igor
12 dias atrás

Eu também!!

Marcus
Marcus
Reply to  Igor
11 dias atrás

Live, só o Loco Live dos Ramones.

Luiz (o outro)
Luiz (o outro)
Reply to  Daniel Oliveira
11 dias atrás

Igualmente

Marcus
Marcus
13 dias atrás

A ultrapassagem dupla do Ricciardo sobre o Alonso e o Ocon merecia uma menção. A Ferrari parece estar fazendo como em 1990, quando tinha carros e pilotos para enfrentar a McLaren de igual para igual, mas se perdeu em si mesma e aí jogou o campeonato fora.