EXISTE GP EM SP (15)

Ocon: primeiro no último treino livre

SÃO PAULO (25,5°C, 51,9°C na pista) – O último treino livre para o GP de São Paulo terminou há pouco sem permitir grandes conclusões sobre qualquer coisa, porque aconteceu com sol, relativo calor (para quem é da cearense Santa Quitéria, por exemplo, “fresquinho”; para islandeses de Reykjavik, “insuportável”) e asfalto escaldante, condição climático-geológica que nunca mais será vivida neste fim de semana com carros na pista. A Sprint começa às 16h30 e deve chover — se não chover, estará bem mais frio. Amanhã, a largada é às 15h e também há previsão de chuva.

Seja como for, os pilotos aproveitaram o tempinho agradável para andar bastante e matar a saudade de um piso seco e aderente, e foram voltas e mais voltas, um total de 677 completadas pelos 20 pilotos escalados para a lida, entre eles o novato Logan Sargeant. O americano treinou pela Williams no lugar de Alexander Albon, para somar mais quilometragem e ganhar mais um pontinho que lhe garanta a superlicença para 2024 — ele já foi confirmado como titular, mas precisa formalizar a vaga, ainda; em Abu Dhabi, no encerramento da F-2, deverá conseguir sem muita dificuldade.

Para se ter uma ideia de como estava gostoso percorrer os 4.309 m de Interlagos debaixo de sol e sem ter de acender o farol e passar flanela na viseira embaçada, três pilotos completaram mais de 40 voltas na preparação para a Sprint e para a corrida de amanhã. Foram eles Vettel (44), Stroll (43) e Schumacher (40). Quem andou menos foi Lando Norris, 25 voltas.

Schumacher, 40 voltas: Haas vive seu dia de Cinderela

O alemão da Haas conseguiu um bom oitavo lugar na sessão, que foi liderada pelo francês Esteban Ocon, da Alpine. Seu tempo, 1min14s604, ficou bem distante da melhor marca de ontem, na casa de 1min10s enquanto a pista estava seca. A enorme diferença se explica pelo peso dos carros. Todo mundo andou com bastante gasolina no tanque, porque é assim que se larga para uma corrida, seja ela de 24 voltas, como a Sprint, ou de 71, como o GP de verdade.

Sergio Pérez foi o segundo, seguido por Russell, Alonso, Verstappen, Hamilton e Gasly nas sete primeiras posições. Por que sete? Porque já falei de Schumacher, em oitavo. Não iria repetir. Na estrutura do texto, ficaria ruim falar a mesma coisa em dois parágrafos seguidos.

Magnussen, que larga na pole às 16h30 para a prova curta de meia hora, ficou em nono. O piloto dinamarquês pretende aproveitar seus 15 minutos de fama até o fim, já que na hora do vamos ver ninguém acredita que será capaz de sustentar uma liderança na Sprint por mais de duas ou três voltas. As apostas mais frequentes, inclusive, são de que Verstappen conseguirá ultrapassá-lo ao final da primeira volta, na freada para o S do Senna.

Max é muito favorito às duas vitórias em Interlagos, hoje e amanhã, por motivos óbvios. Dificilmente encontrará resistência das equipes que mais se aproximam da Red Bull, Ferrari e Mercedes, porque uma, a italiana, parece já estar de férias, e outra, a alemã, ainda bate cabeça com um carro complicado. O resto não conta muito.

A Alpine, dirá alguém, tem dado alguma pinta de que pode se apresentar com dignidade, mas nada que remotamente preocupe os rubro-taurinos. Em condições normais, serão dois passeios do holandês. Mas como em Interlagos as condições nunca são normais, é melhor esperar e torcer para que tudo seja divino e maravilhoso.

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