NAS ASAS

SÃO PAULO (sou assim, sim) – A imagem do Boeing da Total sozinho no Salgado Filho, em Porto Alegre, me comove desde a semana passada. Foi o único deixado para trás na área completamente alagada do aeroporto, que vai demorar bastante para funcionar novamente. Tomara que se salve, o avião.
Essa aeronave, um 727-200F, é uma das três desse modelo que a Total opera como cargueiro. Foi fabricado em 1978 e é um dos mais antigos em atividade comercial no Brasil — a Total tem um 1976, o PR-TTO, que está a salvo em Guarulhos. Quem o vê assim, como um Caramelo de asas, esperando pelo resgate — que virá, uma hora –, não tem ideia de sua trajetória nos ares.
O PR-TTP foi registrado pela primeira vez pela Hughes Airwest do lendário Howard Hughes, milionário norte-americano que, entre outras coisas, foi dono da TWA — seu perfil pode ser visto aqui. Depois serviu nas Filipinas, nos EUA, no Equador e na Bolívia antes de ser incorporado pela Total por aqui.
Aos 46 anos de vida, segue prestando serviços com dignidade. Acho que a água não atingiu os dois motores traseiros laterais. Vai dar algum trabalho, mas poderá ser recuperado. Que não seja esquecido.
Interessante esse assunto, geralmente acesso esse site e sempre acho conteúdo interessante como esse. story insta
Tirei minha carteira de piloto comercial ai, no salgado filho, em 2011. Uma tristeza enorme, tudo isso.
Segundo o Lito, se a agua atingiu o compartimento onde ficam os aparelhos eletronicos, vai virar sucata pois ficará muito caro para consertar…
O Lito me copiou!
Olá Flávio, você é phodaa, sim, PH de PHoliudi e dois AA de Saara.
Mas, em se tratando da aeronave, nenhuma foi fabricada para ficar em solo. Portanto, quando observo uma cena dessas, lamento profundamente. Sobre o brinquedo em tela, tem pedigree, pois o torna especial o fato de ter pertencido ao Senhor Howard Hughes. Li a história dele nos anos 70, os feitos, a ousadia inspiraram homens como Preston Tucker.
Não foi acaso da Natureza, Não foi por causa de Centro de Macumba, não foi por causa dos Incas Venuzianos (NATIONAL KID rs) . Isso tinha dia e hora marcada. Ahhh, mas não é hora de buscar culpados. – Como não? rrssrs
O menino com sérios problemas com drogas que herdou um fortuna, compra e vende empresas, quer habitar Marte. — Maluco!!! Marte é um Planeta inóspito para o ser humano, como você vai morar lá? Tá doido? Nem nos melhores filmes de oliudi a vida lá é fácil, Vênus?? Esquece, como dizia meu herói de infância Carl Sagan, junto com Ives Cousteau, se tiver alguma diferença com seu parça, resolve AQUI na Terra, pois lá fora ou é quente ou frio pacas, vida lá fora, sem chance, as diferenças tem de ser resolvidas AQUI.
Então Mané, o agro, o grande Parasita que desde a LEI DAS TERRAS nos idos 1850 DETERMINOU que o SÓ O RICO pode ter TERRA neste País, deu no que deu, REFORMA AGRÁRIA JÁ.
A propaganda é pesada, o agro é pop, agro tem cantor que canta musica tal, o agro tem caminhonete inversamente proporcional ao tamanho do falo.
Cansa, cansa ver o Reacionarismo crescendo, a idiotia latente nas classes de base, mas faço minhas as Palavras do Apóstolo Paulo:
Vou continuar combatendo o bom combate e guardando do Fé.
Fé na Natureza, Fé no Cosmos, Fé no Caos de onde originou a Sopa de DNA, Fé em DEUS, mas do jeito que está, isto é o começo rs.
Imagens do Salgado Filho hoje (14/05)
Um Adendo. Não foi a única aeronave “deixada pra trás”. O pátio de pequenas aeronaves (monomotores, bimotores, jatinhos) está repleta. Recebi imagens hoje e acho que o número beira a 20 aeronaves.
Esse pátio fica dou outro lado do aeroporto…e creio que é uma parte mais baixa do que o terminal novo, onde fica esse 727
Mais um texto bacana e uma foto nem tanto…impressiona a altura da água…quem conhece bem o aeroporto Salgado Filho sabe que ele é perto da margem do Guaíba…mas não tão perto assim…
Morei em Porto Alegre durante os anos 80 e como filho de classe média baixa oriunda do interior de SP, uma das atrações que a capital gaúcha nos proporcionava era nos domingos a tardinha ir ate a avenida que fica perpendicular a pista ver os aviões pousando e decolando. Vi muitos 727 da Transbrasil, da antiga Cruzeiro…pousarem e decolarem do antigo Salgado Filho. Tomara mesmo que ele se salve.
Acho que como os motores não são abaixo da asa os prejuízos pode ser minimizados… se fosse abaixo das asas como a maioria, com certeza seria pior
É o modelo mais bonito da Boeing, vai se recuperar sim , após um boa revisão, até onde sei aqui em POA ele faz o serviço para os Correios.
Não vai voar mais, aviao para desmanche.
Fotografia e postagem emocionante, para aficionados da aviação, como nós, vós e eles.
Minha primeira interação com um Boeing 727 oficialmente reconhecida foi em 1971.
Tinha 12 anos, quando meu pai Seu Wilson foi para o Rio de Janeiro a trabalho pelo Banco do Brasil, para fazer curso de aperfeicoamento em datiloscopista.
Fomos de Campina Grande, na Paraíba, para Recife no Dart 1970 de Papai, carro lotado de gente para vê-lo embarcar no aeroporto dos Guararapes.
Nos Guararapes, a segurança no embarque era um pouco menos obssecada do que hoje, para não dizer inexistente.
Havia sequestro de avião ? Sim, havia. Poucos sequestros, mas havia, sim. E daí ? Para que tanta obsseção de segurança atual de checar-se até caixa de pomada minâncora, se na caixa não cabe nenhuma arma.
Tecnicamente falando, naquele tempo, os senhores passageiros podiam andar até o avião sem preocupação de tirar sapato e cinto para passar em raio xis, porque nem raio xis existia. O passageiro andaria até a pista, lá estaria o 727 com a genial escada retratável aberta na traseira do avião, de passagem na mão. E embarcaria, ao comando do sorriso original da aero moça super bem vestida e educada.
Papai virou o orgulho do bairro, com o Moleque-Lá (o whatzap da época) espelhando a noticia bairro a dentro: ´Eita, arretado, seu Wilson viajou de Trijato para o Rio de Janeiro´.
O trijato da Cruzeiro do Sul, aquele de pintura azul celeste. O trijato era um 727, tio ou irmão do 727 da imagem impressionante acima.
O 727 era e é um avião razoavelmente fácil de pilotar, dizem os pilotos, apesar dos três motores traseiros, que complicam um pouco o ato de pousar, devido ao peso atrás. Simples e confortável, dizem os passageiros.
Belo e clássico, dizem nós, os aficionados.
E inesquecivelmente barulhento.
Quem voou nos últimos assentos de um 727 ao lado das turbinas, sabe do que se trata.
Quem assistiu a decolagem de um 727 ao lado da pista, sabe do que se trata.
O barulho e o roar das turbinas é inesquecível.
A fotografia e a imagem do 727 com água pelo joelho continua impressionante. Impressionante.
Tenho essa coisa de personificar veículos. Carros, aviões, navios, bicicletas. Todos tem uma alma.
Quem não conhce a situação e o modelo pode até pensar se tratar de um hidroavião.
Só de bater o olho: revisão total de APU e trem de pouso (completo). E torcer muito para que não tenha entrado água no EE.
Faço minhas as suas palavras Flavio:Que não seja esquecido.!