SUPERQUARTA (3)

SÃO PAULO (dobrou a aposta) – A Mercedes quer Verstappen, isso já é claro e cristalino. Mas, na dúvida, está investindo o que pode e o que não pode no italiano Andrea “Kimi” Antonelli, 17 anos. Há alguns dias, jogou o moleque no Red Bull Ring para andar com o carro da equipe de 2022. Nesta semana, os treinos com o W13 estão acontecendo em Ímola.

E são treinos bem específicos: pneus duros, pneus macios, carro leve, carro pesado, longos stints, voltas de classificação, prática de largada, além de um curso intensivo de operação de um carro de F-1 e situações de GP como pit stops, mudanças de configuração durante uma corrida, comunicação com os boxes e tudo mais.

Não há divulgação de tempos, por isso fio-me no que a imprensa italiana está dizendo. Na segunda-feira, andou na casa de 1min20s com pneus duros e tanque cheio. Na terça, virou 1min17s18. Esse tempo lhe daria a pole para a Sprint de Ímola em 2022. É apenas uma referência, claro, e deve ser relativizada por falta de dados oficiais.

Mas que a Mercedes quer que Antonelli corra logo, isso quer. Se Verstappen vier, espera mais um pouquinho e será emprestado à Williams. Se não vier, vai ser ele mesmo no ano que vem.

Caixinhas sobre mercado, agora.

AUDI & OCON – É a última da fábrica de boatos da F-1, em plena atividade. A Audi/Sauber espera por Sainz, mas não se sabe até quando. O plano B da montadora alemã, que já contratou Nico Hülkenberg, é o francês Esteban Ocon, que está na Alpine. Ocon tem boa reputação e vem andando na frente de Pierre Gasly. A Alpine tem um carro horrível, mas Ocon, normalmente explosivo, nem tem reclamado muito. Há quem diga que ele ainda tenta convencer o ex-chefe Toto Woll a lhe dar uma chance na Mercedes, também. Mas essa possibilidade é bem mais remota.

GASLY & WILLIAMS – É mais desejo do que possibilidade concreta, mas Gasly quer sair da Alpine e como não tem muito lugar por aí para correr, a Williams poderia ser seu destino com a altamente provável saída de Logan Sargeant. Mas é só espuma, por enquanto.

SAINZ & RED BULL – A saída de Newey mexe no tabuleiro e por isso Sainz continua empurrando com a barriga uma resposta à Audi. É que se Verstappen resolver ir embora junto com o projetista — no caso do piloto, para a Mercedes –, abre-se uma vaga de potencial campeão mundial em 2025. Porque a Red Bull seguirá tendo o melhor carro do grid, já que ninguém vai investir os tubos para fazer um modelo que vai caducar em um ano. Por esse carro aí, mesmo sem saber qual será o futuro da Red Bull a partir de 2026, com motor Ford e sem Newey, Sainz abre mão da Audi.

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Gabriel
Gabriel
2 meses atrás

o “menino” é ruim e o carro pior ainda. Erraram ao quadrado.