ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

O Felipe Toniato mandou vasto e-mail que terei de separar em duas postagens. Começamos com estas duas fotos de seu avô e a mensagem abaixo delas:

Olá Flavio, tudo bem? Primeiramente queria dizer que eu adoro o blog. Creio que eu o sigo desde 2008 (acho). Em todo caso são muitos e muitos anos que entro literalmente todos os dias para ler os teus textos. Para você ter uma ideia, quando eu não consigo acompanhar algum GP pela TV espero pelo seu rescaldo para saber o que aconteceu. Sinto muita falta do “Gira, Mondo, Gira” [nota do blogueiro: tem newsletter agora com esse nome, aqui]. Adorava ler sua visão dos acontecimentos (que quase sempre era igual à minha). Outra coisa, pelamordedeus, para de falar que vai abandoná-lo [nota do blogueiro II, a missão: nunca disse que vou abandonar o blog, ele que foi abandonado pelos leitores!]. Eu tenho frio na barriga cada vez que leio isso! Como vou fazer sem o blog do Flavio Gomes? Pó parar hehehehe… Somos muitos e muitas a ler e acompanhar o que sai das tuas teclas. Não nos deixe de celular vazio na mão. Em segundo lugar, eu queria te enviar umas fotos, que fica a critério seu publicar, claro. As primeiras são de meu avô Milton de Azevedo Tomei, que foi caminhoneiro nos anos 50, 60 e 70. Uma dele com uma Kombi, que não sei ano, modelo, nem aplicação (como ele faleceu em 1987, várias histórias se perderam). A segunda é do fenemê velho de guerra que ele dirigia Brasil afora. Tem até um causo engraçado envolvendo esse caminhão. Meu avô trabalhou levando material para a construção de Brasília. Numa das viagens, ele tinha de levar umas toras de madeira para a nova catedral. Chegando lá, rodou, rodou e rodou buscando a bendita igreja, mas nada de achar o canteiro. Cansado, parou e perguntou para um peão que estava ali: “Oh homem, me diga, onde está essa igreja aí, que eu tenho que entregar o material?”. O sujeito vira e fala: “Tá vendo não? É aquele troço ali, oxe!”, e apontou para a estrutura com a forma que todos conhecemos hoje, mas que para o pessoal da época, e para meu avô, não lembrava nem um pouco o formato de uma igreja.

A próxima história vem no post seguinte e é melhor ainda, porque tem Lada no meio.

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Carlos
Carlos
1 mês atrás

Incrível a semelhança do avô do rapaz com meu saudoso pai.
E não só isso, meu pai durante anos também pilotou um baita “fenemê”, só que trucado.
Infelizmente ele se foi desse mundo há muitos anos e eu não tenho registro fotográfico dessa época.
Aliás salvei essa foto do Sr Milton, que me remete muito a meu próprio pai.
Bons e saudosos tempos…
Quanto ao blog, faço das palavras do Felipe, as minhas.

Danilo
Danilo
1 mês atrás

O Felipe expressou bem a importância e sentimento que tenho pelo blog…

Marcos Alvarenga
Marcos Alvarenga
1 mês atrás

Fico imaginando que as tais toras estão lá até hoje, dentro da catedral, tal qual foram levadas por seu avô. E imagino quantos artefatos chegaram lá de tantas formas diferentes, e que “causos” contariam se falar pudessem?

Victor
Victor
1 mês atrás

Sou que nem o Felipe. Entro todo dia para ver se tem POST novo. Acompanho a fórmula 1 só pelos seus textos faz uns bons anos. Vez ou outra assisto alguma corrida. Só não comento tanto. Mas tô sempre aqui