LADALAND
Como prometido, a segunda parte do e-mail do Felipe Toniato, com as respectivas fotos:






Também te envio umas fotos de um carro que, na minha modesta opinão, deve ser o mais remoto que já apareceu no blog. De 2015 a 2017, morei na Guiné Equatorial (pequena ditadura na África Central, entre o Gabão e Camarões, único país hispanófono da África). O território da Guiné Equatorial inclui umas ilhas no oceano Atlântico: Malabo, que é a capital, Corisco, perto do continente, e Annobón, ao largo da costa gabonesa e a cerca de 600 milhas da ilha de São Tomé. Annobón é um antigo vulcão extinto, que hoje serve de extração de rocha para construção. A ilha é minúscula: metade é o vulcão e sua cratera, que virou lago, e a outra metade é a pista de pouso, aeroporto e uma vila onde moram o pessoal da mineradora e os annobonenses locais, antigos descendentes de escravizados africanos que falam um dialeto de português. Ora, qual minha surpresa quando passeando pela vila achei um Lada na garagem de uma casa! Pensei logo no seu blog. Tirei umas fotos e tentei procurar o dono/a mas não havia ninguém ali. Resta-nos, pois, especular a epopeia deste Lada branco. Como será que foi parar ali? Quem é o proprietário? Qual caminho percorreu desde a Mãe Rússia até a ilha perdida de Annobón? Quantos anos faz que ali está? Por que Annobón? Veja aí então a localização no Google Fucking Earth e me diga se não é o Lada mais remoto já registrado no blog? Um grande abraço do leitor viajante!
Bem, eis aqui, no mapa, Annobón (ou Ano-Bom, em português). E, abaixo, uma foto da ilha que pesquei na internet. De fato, um Lada aí é algo inexplicável. E é, sim, disparado, o Lada mais remoto da história deste blog! Acreditam que tentei localizar o carro na pequena vila? Não achei. Já pensou trazer esse 2107 pra cá? Seria guardado numa redoma, do jeito que está. Mas com sua história contada, que essa a gente não conhece, infelizmente.
Não sabia nada sobre Annobón, nem sobre a Guiné Equatorial. Seu e-mail me fez ir atrás de tudo que fosse possível encontrar de informação. E como é bom aprender alguma coisa…
Falta saber que diabos você, Felipe, foi fazer nessa ilha!

Sensacional! Aula de geografia! Parabéns ao Felipe e ao Flávio pelo espaço dado a essa bela historia!! Ah, io que o cara foi fazer lá ..ahahaha
Que lugar louco…resta saber o que foi fazer nesse lugar, é geólogo ?
Última vez em que estive em um “Annobón” foi 2019, acho. 2019 foi um Annobón e a gente não sabia… e olha que já tivemos Annomelhores, bem melhores antes…
Pera, sinistro isso.
Coisa de filme.
Tira pedra de que lado?
Para quê uma pista de pouso com tão pouca casa?
Não sai a pedra por um porto? Vai de avião?
Investigue mais por favor.
Esperando a resposta do Felipe.
Que que tu foi fazer la, cara? hahahah
Será que esse Lada só tem 692 km.como anotado no velocimetro ???
O que o Felipe foi fazer ai eu nem imagino, mas, com uma pista de pouso de cerca de 1500 metros, e uma população aparentemente pequena, suponho que não tenha voos comercias de jato para lá. E se for pra voar de turbo helice sobre o oceano, nessa distancia do continente africano, eu não iria lá de jeito nenhum. Nem pra buscar o Lada….
Felipe deve trabalhar na mineradora. História legal.
Moraria aí fácil! #partiuAnnobón