SOBRE DOMINGO DE MANHÃ
A IMAGEM DA CORRIDA

SÃO PAULO (pra próxima!) – Lando Norris ultrapassando Oscar Piastri enquanto o australiano saía dos boxes me parece ser mesmo a imagem mais representativa deste GP da Hungria, disputado no último domingo. Vinte voltas depois, o inglês tiraria o pé na reta para o australiano vencer. Ordens da equipe.
Já falamos bastante disso no textão de domingo e nas lives iutúbicas. Resumindo, a McLaren se embananou toda. Se queria tanto que Piastri vencesse, já que liderou a maior parte da corrida etc. e tal, que o chamasse para o segundo pit stop antes que Norris. Assim ele não seria exposto a um chapéu do companheiro.
Se parou Norris antes, a tripulação da garagem do #4 passou o recado, a quem estava vendo a prova, de que tentaria um undercut no novato — ainda mais depois do erro de Oscar, que permitiu a Landinho reduzir de mais de 4s para 1s5 a diferença para o colega. Foi muito bem-sucedido, inclusive. E se a intenção era essa, por que trocar depois?
Bom, já era. No finalzinho da corrida, aconteceu isso aí embaixo:

O NÚMERO DA HUNGRIA
21
…é o século em que nasceu Oscar Piastri. Sim, é isso mesmo que vocês estão pensando. O menino se tornou o primeiro vencedor de GP nascido no século 21. Ele veio ao mundo em 6 de abril de 2001. A F-1, agora, tem vencedores nascidos em três séculos diferentes. Do século 19 vem Luigi Fagioli, italiano de Osimo em cuja certidão de nascimento está registrada a data: 9 de junho de 1898. É, até hoje (talvez Alonso tenha outros planos), o mais velho vencedor da história. Tinha 53 anos e 22 dias quando ganhou seu único GP, na França, em 1951 — de Alfa Romeo. Fagioli morreu um ano depois em consequência de um acidente em Mônaco com uma Lancia, numa prova de exibição de carros esporte.


Como sempre, todo GP produz números que merecem menção, mas uns são mais importantes que outros. Gostei do século 21 de Piastri. Mas poderíamos falar mais dos 200 pódios de Hamilton, ou da 49ª dobradinha da McLaren (só Ferrari, com 86, e Mercedes, com 59, têm mais), ou ainda daquilo que a Mercedes, como fornecedora de motores, alcançou, a saber: 18 pódios completos (os três primeiros num GP) e a barreira de 600 troféus conquistados (com Piastri, Norris e Hamilton, são agora 602 pódios). Já a equipe bateu nas 100 melhores voltas de um GP desde seu retorno à F-1, em 2010. Cortesia de George Russell, com 1min20s305, na 55ª passagem.
Da mesma forma, poderíamos aqui tecer loas a um Mundial que já tem sete vencedores diferentes em 13 corridas, sendo cinco distintos nos últimos seis GPs: Leclerc (Mônaco), Verstappen (Canadá e Espanha), Russell (Áustria), Hamilton (Inglaterra) e Piastri (Hungria). Sainz e Norris foram os outros que ganharam corridas. Palmas para o campeonato que ele merece!


Pingou também uma coincidência meio boba: quando a Espanha ganha uma Eurocopa, o piloto que vence o primeiro GP depois da competição é australiano. Foi assim em 2012 com Mark Webber, em Silverstone, e agora com Piastri, em Budapeste. Só uma curiosidade, não tem padrão nenhum aí. Em 1964 e 2008 os espanhóis também foram campeões europeus e nos GPs seguintes às conquistas futebolísticas os vencedores foram um americano (Dan Gurney, na França) e um inglês (Hamilton, na Inglaterra).
A FRASE DE BUDAPESTE
“Foda-se.”
Verstappen, ao saber que foi criticado pela falta de educação no rádio durante a corrida

O rádio de Verstappen na corrida foi um show à parte. Reclamou dos comissários, de Hamilton, da estratégia, dos freios, dos pneus, de tudo. No final, repórteres disseram a ele que muita gente criticou sua falta de boas maneiras. Respondeu com a inequívoca frase acima.
E quer saber? Não tem muito mais que dizer, mesmo. Esse reality show que virou a vida — e os rádios abertos da F-1, que a gente adora, devem ser muito irritantes para quem está falando — bateu na F-1. Tem piloto que odeia essa exposição. Max é um desses.

E O DRUGO? – Pois é, a Aston Martin mandou avisar que Stoffel Vandoorne será o responsável pelos testes de pneus da Pirelli na terça e na quarta que vem em Spa, depois do GP da Bélgica. Vandoorne, 32 anos, vai guiar o carro desta temporada pela primeira vez. Se alguém quiser saber por que Drugovich não foi o escolhido, a resposta é a que tenho dado desde sempre: o brasileiro não faz parte dos planos do time. E não tem culpa nenhuma disso. Quando assinou como reserva, no começo de 2023, era um bom caminho para começar. Agora não é mais. As coisas acontecem rápido na F-1. Drugovich vai precisar tomar alguma decisão sobre sua carreira. Ficar nessa de eterno piloto de simulador não dá.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS muito de ver como Yuki Tsunoda administrou seus pneus e conseguiu terminar em nono, mesmo tendo sido o único a fazer apenas um pit stop na corrida — uma das mais duras do calendário para a borracha. Ficou atrás apenas das duplas de McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull. Já é a sétima prova do japonês nos pontos, e ele chegou a 22 na classificação. Seu companheiro Daniel Ricciardo, em compensação, tem 11. E pontuou em três. Está levando uma sova.


NÃO GOSTAMOS da Alpine, que depois de quatro provas nos pontos, entre Mônaco e Áustria, voltou a embicar e zerou nas duas últimas. Na Hungria, Pierre Gasly abandonou com problemas hidráulicos — único piloto a não terminar a corrida — e Esteban Ocon ficou em 18º. Uma porcaria.
Para a pachecada que exige há anos a presença do “Nosso Drugo” no grid, o Vandoorne não disputa um GP de F1 desde 2018 e é quase 10 anos mais velho. Mesmo assim, ele sim é o reserva imediato.
Pergunta: o que você faria? Investiria em um carro para 2025 e tentaria ganhar o campeonato de um modelo moribundo ou guardaria a grana e concentraria os gastos para quando o novo regulamento (26) entrasse em vigor?
Parece que a Red Bull já fez sua opção…
No suposto ponto de vista da equipe, se for campeão em 24 é lucro, 25 a gente vê como a coisa fica e em 26 estamos de novo no páreo!
O imberbe Verstappen que ponha as barbas de molho!
E esse mimimi todo sobre Norris devolver ou não a posição me lembra uma coisa , na próxima vez em que o ameaçado for ele e o Piastri responder: sod off!
como é que fica? Ian Fleming já dizia por intermédio dos Wings: Live and Let Die!
Sete pilotos de quatro equipes diferentes já venceram pelo menos uma corrida nesta temporada, qual o único piloto dessas equipes que não conseguiu ganhar? Perez.
Acho que o mexicano não volta das férias….
Impressionante o baixo nível da narração e comentários na transmissão tupiniquim desta etapa. Max Wilson à parte. Única voz serena e coerente. Até por ser muito educado e, do ramo.
O renomado e ótimo Reginaldo Leme ficou no passado. Não acompanha mais os fatos em tempo real.
Já o festejado SM, dá licença! Faz pouco além de mandar beijos e abraços. Como narrador de F1 é uma lástima. Para piorar fez um esforço tremendo em revelar uma índole questionável. Ao insistir que LN não iria e não deveria devolver a posição. Que era de direito do Piastri.
O grande campeão se vê nas horas bôas e nas horas ruins,
parece que Max não está preparado pra perder. Na F1 de hoje
o carro é 75% da performance , fora equipe , pneus táticas etc…
Quando a maré está a favor só festa , a contrário mostra o
seu lado ( sem educação ).
Tsunoda garantiu sua permanência no circo da F1 (faz tempo que não ouço essa expressão. Era do Galvão?). Mais uma temporada consistente e merece um carrinho melhor. Eu aliás teria colocado ele no lugar do Perez.
A McLaren, pelo visto, não olha seu principal piloto como candidato ao título deste ano. É uma extrema burrice desperdiçar 7 pontos num momento em que a equipe campeã vem mostrando fraquezas.
Estou torcendo, desde agora, para que o campeonato seja decidido por uma diferença igual ou menor do que esses desprezados sete pontos.
Seria Hilário se isso ocorrer, imagine o cara de ku do norris
E da equipe, que deixaria de somar mais um campeão ao seu laureado time.
O campeonato de 2024 está melhor que a encomenda. Eu posso estar sendo muito rigoroso em razão de torcer para o Hamilton, mas a cada corrida fortalece uma impressão que a dona FIA não tem o mesmo rigor com a Red Bull ou o Max… as investigações para os outros sempre aparecem de forma mais rápida…
Não tem rigor com Hamilton? Tá brincando!
Cansou de espalhar e jogar outros pilotos para fora da pista e nunca foi punido por isso. As vezes, só algumas punições Mandrakes. Se algum piloto em disputa por posição sai da pista, é punido na hora ou recebe ameaça como foi Verstappen no domingo. Ou Magnussen em Miami, Vettel no Canadá, etc.
Já Hamilton não é punido por isso. Michael Masi, dizia que ele só precisava “devolver a vantagem” e estava tudo certo, como foi na primeira volta em Abu dhabi 2021.
Com aquele monte de ex-pilotos ingleses como comissários, tipo Herbert, Palmer, Brundle, não podia se esperar outra coisa.
Engraçado você mencionar Masi e Abu Dhabi, hein? Certamente, Lewis foi muito favorecido lá, todos vimos. Afinal, foi onde ele ganhou seu oitavo título, né,?
Hamilton não ganhou seu oitavo título por culpa da equipe. O inglês quis trocar os pneus e a Mercedes disse para ele se manter na pista. Calcularam que o carro de segurança iria ficar no circuito até o fim da prova.
Uma fuga ao lado mudou a história do campeonato e tivemos a última volta mais eletrizante da F-1.
Não senhor.. calcularam que as regras seriam seguidas . Não foram. Masi tirou todos do caminho para o pernilongo poder passar. Só por isso
Masi seguiu as regras e a FIA carimbou! O resto é chororô de perdedor.
Quem anda num chororô infantil de perdedor, juninho, é o seu queridinho. Segundo o próprio engenheiro dele.
Acorde, meu caro! Você vai ficar velhinho e chato e o resultado do duelo de 2021 não vai mudar.
Sei disso, juninho, pode dormir tranquilo. Mas daí a ser incontestável já são outros quinhentos. E chato eu já sou há muito tempo, quem sabe, ao contrário, eu mude quando ficar velhinho?
Nós já tivemos essa discussão antes, vem você de novo. Não vou entrar nessa novamente.
Concordo! Cada vez que você entrar, vai perder.
Tens toda razão. É uma verdadeira perda de tempo interagir com você, juninho.
Interagir com quem engessou uma ideia na cabeça?
Exatamente, juninho.
Realmente, não vale a pena! Continue sonhando com algum resultado fictício em Abu Dhabi/2021.
Continuarei, sim, juninho. Faz parte da minha índole, sonhar com um mundo mais justo em todos os sentidos, e lutar por ele do jeito que eu posso. Pena que a realidade me traga tantos dissabores, como é o caso aqui. É a vida. Mas isso não chega a ser um pesadelo, como é a ascensão da extrema direita no mundo inteiro, por exemplo. Que tem, entre seus representantes aqui no Brasil, o genro de seu queridinho, o motorista do capetão miliciano.
Ah, e me desculpe, esqueci de agradecer por você ter entendido e admitido. Obrigado, juninho!
Falou e disse o “sabe-tudo”.
Ah, obrigado de novo! E fique ä vontade para me chamar de “Sênior”, juninho.
Não precisa agradecer. E não esqueça de tomar o seu remédio quando o tetra pintar.
Ah, preciso, sim. Sou Sênior também por ser bem educado, juninho. Sempre agradeço a quem me trata bem. Quanto a remédio, não vou precisar, Já estou vacinado contra esse mal desde 2021. Mas mais uma vez obrigado, dessa vez pela consideração e pela preocupação com a minha saúde.
Michael Masi sempre foi condescendente com Hamilton durante seu mandato como diretor. Em Abu Dhabi também.
Além do episódio da primeira volta, no final ele tentou ajudar o Hamilton. A pista foi liberada no meio da volta 56. No restante dessa volta e na 57, daria tempo dos retardatários passarem o safety car, recuperar a volta e dar a relargada no início da 58. Mas como Hamilton fatalmente perderia a liderança, por não ter trocado os pneus, resolveram que isso não seria feito e comunicaram a todos. Aí a Redbull protestou e sem mais argumentos, Masi teve que voltar atrás, depois de perder muito tempo.
Felippe Giaffone disse na transmissão que não estava entendendo porque não liberaram os retardatários antes. Disse que está escrito no regulamento. “Ou eles deixam passar sempre, ou não deixam sempre”.
Verstappen e seu engenheiro foram irônicos comentando a decisão de que os retardatários não iriam descontar a volta: “é claro, decisão típica, clássico, nenhuma surpresa”.
Isso mesmo, ele foi demitido porque foi condescendente (para não dizer outra coisa) com Lewis a temporada de 2021 inteira. Abu Dhabi foi um mero erro, que favoreceu o boca de tilápia sem querer, em vez do hepta campeão. Pois sem ele, o garoto enxaqueca teve pista livre (sem trocadilho) para ser o campeão também em 22 e 23. Se o Masi continuasse em seu cargo , Lewis, sempre favorecido por ele, certamente seria enea campeão hoje, e a caminho de ser deca.
Verdade…concordo…
Grid mais estrelada da historia da F1. 65% (13 de 20) já subiram no degrau mais alto do podio.
Bem significativo isso.
F1 hoje é muito mais competitiva do que nos decadas passadas.
Copo meio cheio.
Na verdade hoje há uma avalanche de corridas por ano. Sem contar as Sprints.
Números podem conter verdades, mas nem sempre , rs.