TORTA HOLANDESA (3)

Hadjar: pódio na temporada de estreia

SÃO PAULO (demorou, mas saiu) – Um conto de fadas e um pesadelo. Assim poderá ser resumido o GP da Holanda de 2025 por alguma IA no futuro, se usar este texto sem autorização para alimentar seus datacenters. A fábula foi o terceiro lugar de Isack Hadjar, estreante franco-argelino da filial da Red Bull que tem nome de cartão de crédito – a gloriosa ex-Minardi, ex-Toro Rosso e ex-AlphaTauri. O pesadelo, a quebra de Lando Norris a sete voltas do final, quando ocupava a segunda colocação na corrida liderada por seu companheiro de McLaren Oscar Piastri. O motor estourou. E o australiano, assim, chegou à nona vitória na carreira, sétima no ano, com estilo: pole, melhor volta e todas as voltas na liderança. O que se chama na F-1 de Grand Chelem. Ou Grand Slam. Em bom português, barba, cabelo & bigode.

O resultado elevou de nove para 34 pontos a vantagem de Piastri sobre Norris na classificação. É considerável, a nove corridas do final do campeonato. A próxima já é domingo em Monza, na despedida da temporada europeia.

A prova de Zandvoort foi divertida e cheia de idas e vindas por causa de incidentes e acidentes. Lewis Hamilton bateu sozinho, Charles Leclerc abandonou depois de um toque de Kimi Antonelli, o safety-car trabalhou bastante e a ameaça de chuva pairou sobre o autódromo durante o tempo todo. Não caiu uma gota, mas fica todo mundo olhando para o céu o tempo todo, nessas ocasiões. No fim, por conta desses lances imprevisíveis, pilotos que largaram lá atrás conseguiram, com estratégias inteligentes, um pouco de sorte e muito talento, terminar na zona de pontos.

E vamos ao domingão holandês, porque aconteceu bastante coisa!

Largada em Zandvoort: Verstappen sobre para 2º

Quando o grid foi montado, deu para ver que Max Verstappen, terceiro colocado, escolheu pneus macios para tentar alguma coisa diferente na largada contra a poderosa dupla papaia, que ocupava a primeira fila. E até que deu certo, parcialmente. O holandês da Red Bull conseguiu ganhar a segunda posição de Norris numa briga de foice que, na curva 3, quase deu numa rodada épica – seu carro deu uma chicotada braba sobre a areia no asfalto, mas ele conseguiu controlar o automóvel com a categoria de sempre.

Como Verstappen, também largaram de macios Yuki Tsunoda, Franco Colapinto e Nico Hülkenberg. De duros saíram a dupla da Haas, Esteban Ocon e Oliver Bearman – este largando dos boxes. O resto foi de pneus médios.

Max, no começo da corrida, nem ensaiou perseguir Piastri, que manteve a ponta e, com meia-dúzia de voltas, já tinha mais de 3s sobre o tetracampeão. A registrar ainda, na largada, o grande salto de Alexander Albon, de 15º para décimo, e a engasgada de Gabriel Bortoleto, que caiu de 13º para 18º e ainda foi ultrapassado por Lance Stroll na primeira volta. O brasileiro da Sauber disse que teve um problema de embreagem na hora de arrancar, o que comprometeu sua corrida.

Havia uma preocupação com a possibilidade de chuva, que começou a ser cogitada pelos engenheiros de todas as equipes na terceira volta, em frenéticas comunicações pelo rádio que indicavam o que estava por vir com aparente precisão absoluta. “Vai chover nível 1 entre as voltas 7 e 10, mas o volume de água não será suficiente para encher uma moringa”, informou a Mercedes a George Russell, por exemplo. O piloto perguntou o que era uma moringa. Outros times enviaram mensagens parecidas aos seus pupilos.

Só que a água não veio. E quem tinha pneu macio começou a se preocupar com as patacoadas meteorológicas. Porque a ideia era parar na hora da chuva para ganhar um pit stop de graça – se não chovesse, a troca seria necessária no máximo até a 13ª volta, de acordo com o prognóstico da Pirelli. Verstappen era um desses. Na nona volta, já sem borracha, tomou uma linda ultrapassagem por fora de Norris na curva Tarzan, a primeira do circuito. O inglês assumiu a segunda posição e teria de acelerar um bocado para descontar os mais de 4s que o separavam de Piastri naquele momento. Verstappen vinha em terceiro, com Hadjar, Leclerc, Russell, Hamilton, Liam Lawson, Carlos Sainz e Albon nas dez primeiras posições.

Leclerc, que tinha passado Russell na largada, não conseguia atacar o valente Hadjar, que se mantinha firme em quarto. Na segunda metade do pelotão, Antonelli assediava Tsunoda. Mas numa pista de proverbial dificuldade para ultrapassar, ninguém arriscava manobras mais agudas. Além do mais, os engenheiros garantiam que ia chover em algum momento. Era mais prudente esperar, mesmo.

Norris se aproximava de Oscar a conta-gotas. Na volta 20, a diferença tinha entrado na casa dos 3s. Verstappen, em terceiro, já havia desaparecido do retrovisor – com um carro mais lento e pneus acabando, estava mais de 7s atrás de Lando. Foi quando Tsunoda, seu companheiro, desistiu de esperar pela chuva e parou. Também com macios, já estava tendo muitos problemas para segurar Antonelli. Colapinto e Hülkenberg, da mesma forma, fizeram suas trocas. Todos colocaram pneus duros.

Hamilton bate sozinho: primeiro safety-car do dia

Mas a corrida começou a mudar na volta 23. Porque Hamilton bateu sozinho na saída da curva 3, causando o primeiro safety-car do dia. Tudo que o inglês conseguiu fazer, depois que seu carro parou na barreira de pneus, foi pedir desculpas. Dois pilotos, particularmente, deram muito azar naquele momento, porque tinham acabado de trocar pneus: seu parceiro Leclerc e Bortoleto. Com o carro de segurança na pista, todos que ainda não tinham parado, claro, foram para os boxes. Entre eles os primeiros colocados Piastri, Norris, Verstappen e Hadjar.

Com o safety-car na pista, na volta 25, Ocon e Bearman eram os únicos sem paradas. Tinham largado de duros, lembram? Olho neles. Saíram lá do rabo da cobra e já estavam em nono e 13º. Seus pneus iriam durar bastante. E sua ideia era ir levando até onde desse, esperando que alguma coisa acontecesse mais para o fim da corrida – um bloqueio naval dos EUA, um decreto de Trump taxando os tamancos holandeses em 150% ou mesmo o confisco de todas as camisetas laranja das arquibancadas para fazer suco.

Para Norris, a batida de Hamilton caiu do céu. Se aproximou de Piastri e começou a se preparar mentalmente para a relargada. Atrás dele, Verstappen era o único na pista com pneus médios. Em outros tempos, seria motivo de preocupação para o #4 da McLaren. Mas, na 15ª etapa de 2025, a diferença dos carros papaia para a Red Bull não suscita maiores temores. Lando sabia que só tinha de olhar para a frente.

O reinício da prova se deu na volta 27. Russell, em quinto, foi para cima de Hadjar como se fosse um agente da imigração nas ruas de Chicago atrás de alguém vestido com um manto asteca. Isack não se assustou. Da turma que estava na zona de pontos, Lawson e Sainz despencaram de sétimo e oitavo para o fim da fila. Os dois se enroscaram na relargada, para ódio mortal do espanhol. “Esse moleque, meu Deus! É sempre esse moleque!” A corrida de Carlos estava estragada. Seu bico quebrou. O pneu traseiro esquerdo de Liam furou. Mas quem foi punido com 10s foi Sainz, considerado culpado pela batida. Ele não se conformou.

E a história da chuva? Esqueçam, era só pânico de engenheiros olhando as imagens de radar – eles não entendem nada de nuvens e ventos; ficam apenas assustando seus pilotos, sádicos. Com 30 voltas, Piastri, Norris, Verstappen, Hadjar, Russell, Leclerc, Albon, Antonelli, Stroll e Ocon eram os dez primeiros.

Stroll? De onde veio Stroll?

Pois é. Eu esqueci de escrever lá em cima, porque achei que não teria importância nenhuma no andamento da corrida, que o canadense da Aston Martin fora o primeiro a trocar pneus, na volta 9. Largou os médios nos boxes e colocou duros. Com todo mundo fazendo o mesmo nas voltas seguintes, o rapaz foi escalando o pelotão. E antes da metade da prova estava na zona de pontos.

Leclerc ataca Russell: alucinado

Houve um safety-car virtual entre as voltas 31 e 32 para que uma fiscal de pista tirasse um pedaço de carro da reta dos boxes. Na retomada do ritmo normal, Leclerc, alucinado, foi para cima de Russell. E passou. Se tocaram. Pelo rádio, um xingou o outro e o outro xingou o um. Russell, sabe-se lá como, percebeu que Charlinho tinha extrapolado os limites da pista na manobra. E ficou esperando alguma atitude da direção de prova. “Veja bem, falamos sempre sobre limites”, disse o piloto do carro prateado #63, dando ênfase à palavra “limites”. “Limite para as crianças que ficam muito tempo no celular. Limite para o uso de imagens violentas nas redes sociais. Limite para a estupidez humana e a imbecilidade…” Nessa hora, Toto Wolff sussurrou com Valteri Bottas, que estava do lado dele: “Está falando de Doodoo Little Banana…” E Russell seguiu: “Limite é limite. Se ele passou dos limites, algo precisa ser feito”.

Nada foi feito. Os comissários entenderam naquele momento que foi tudo normal e Leclerc retomou sua caça a Hadjar. Que, por sua vez, se insinuava para cima de Verstappen. Lá na frente, Piastri se mantinha com alguma segurança à frente de Norris, com 2s de vantagem. Com 40 voltas, as dez primeiras posições eram as mesmas de dez voltas antes, exceto pela troca entre Albon e Antonelli — o italiano da Mercedes tinha passado o tailandês da Williams. Na volta 41, a equipe prateada pediu para Russell deixar o garoto Kimi passar. “Como?”, perguntou o britânico, incrédulo. Foi preciso explicar a George que o toque com Leclerc quebrou parte de sua asa, que o assoalho estava todo estropiado, que seu ritmo não era grande coisa, que Antonelli estava sofrendo bullying na escola e que dona Veronica tinha telefonado. “Se ela ligou, tudo bem”, falou o piloto do #63, entregando o sexto lugar ao novato.

A corrida deu uma acalmada. Norris tentava chegar em Piastri, é verdade, mas o australiano não deixava a diferença cair para menos de 1s, o que permitiria a abertura de asa móvel do carro #4. Hadjar deixou a empolgação de lado e não quis dar uma de herói sobre Verstappen. Na volta 50, as posições estavam inalteradas. Só lá atrás acontecia alguma coisa, com Fernando Alonso fazendo das suas. Trocou pneus pela segunda vez, fez a melhor volta da prova e resolveu atacar quem encontrou pela frente. Mas quando voltou à pista, estava em 18º… Queria, aparentemente, se divertir. Se desse, marcaria uns pontinhos.

Na volta 52, a Mercedes chamou Antonelli para uma segunda troca. E colocou pneus macios para tentar atacar Leclerc nas últimas voltas da prova. O italiano voltou em oitavo, mas com o carro bem mais rápido que os de Albon e Russell, que estavam à sua frente. Aí a Ferrari resolveu fazer o mesmo no carro de Leclerc, para se defender do adolescente que estava disposto a buscar um quinto lugar.

Então a corrida mudou de novo. Leclerc, que estava 2s à frente de Kimi antes da parada, saiu dos boxes com o menino colado nele. E, na curva 3, uma daquelas inclinadas de Zandvoort, Antonelli tentou a ultrapassagem por dentro, errou o cálculo e tocou na roda traseira esquerda do monegasco. A Ferrari #16 rodou e foi parar no muro. O safety-car foi acionado imediatamente. A volta era a 53. A McLaren chamou seus dois pilotos para os boxes. Todo mundo foi entrando para colocar pneus novos. Era o que a Haas mais desejava. Sua dupla ainda não tinha trocado pneus e ganhou uma parada na faixa.

Enquanto todos se viravam para a parte final da corrida, Leclerc entrou no rádio e não quis culpar Antonelli. Antes, Charlinho sugeriu que a Ferrari não precisava tê-lo chamado para reagir à troca da Mercedes. “Tudo bem, a gente nunca sabe o que vai acontecer com os pneus, mas talvez tenha sido desnecessário, os meus estavam bons. Enfim…”, lamentou. E a Ferrari ficou sem nenhum carro na corrida. Quanto ao jovem italiano, tomou 10s de punição pelo toque em Leclerc e mais 5s por excesso de velocidade nos boxes.

O safety-car saiu da pista na volta 58. Verstappen, o terceiro, tinha pneus macios atrás da dupla da McLaren, que vestia duros. Hadjar, Russell, Albon, Antonelli, Pierre Gasly e Alonso eram os nove primeiros. Bortoleto, que não tinha parado durante o período de safety-car, aparecia em décimo – mas com pneus muito desgastados. Na relargada, Bearman e Stroll, com pneus novos, ultrapassaram o brasileiro. Outros fizeram o mesmo nas voltas seguintes. A Sauber se rendeu às evidências e, mais tarde, colocou pneus novos no carro de Gabriel, para que ele não ficasse se arrastando na pista. O piloto ficou irritado com a hesitação do time.

Na volta 59, pela primeira vez na corrida, a diferença entre líder e segundo colocado caiu para menos de 1s. Piastri reagiu imediatamente. E em duas voltas abriu 1s5 sobre o companheiro. Tinha a prova sob controle, aparentemente. Pelo rádio, seu engenheiro perguntou se estava tudo bem. “Sim.” “Mas o Lando tá babando. Sacou a rima?” “Sim.” “E o Max está de pneu macio. Os dois vão te passar. Já pensou?” “Sim.” “Se isso acontecer a gente vai te trocar pelo Latifi. Tudo bem?” “Sim.” Nessa hora Zak Brown pediu para o rapaz não exagerar. “Deixa ele em paz”, falou. “Só mais uma”, pediu o engenheiro. “Ô Oscar, eu gosto de você e vou torcer pro motor do Lando quebrar, beleza?” “Sim.” Brown chamou sua atenção. “Se isso aí vaza, dá problema pra gente”, reclamou.

Então, na volta 65, quem entrou no rádio foi Norris. “Estou sentindo um cheiro forte de fumaça dentro do cockpit. Tem alguma coisa estranha aqui”, falou. Imediatamente foi possível ver a nuvem branca saindo da traseira de seu carro. Depois de séculos, o motor Mercedes da McLaren quebrou. A torcida, na arquibancada, se levantou. Afinal, o piloto da casa subiria para o segundo lugar. O safety-car foi acionado – Norris parou no meio da pista. Nos boxes da Racing Bulls (hoje vou dar um desconto…), mecânicos começaram a se abraçar. Hadjar, a seis voltas do final, estava em terceiro, a poucos passos do pódio.

Lando se sentou no barranco do lado de dentro da pista, abaixou a cabeça e nem tirou o capacete por alguns instantes. Depois, mais conformado, saiu caminhando a pé para voltar aos boxes, acenando para a galera. Não tinha mesmo o que fazer. Aceita que dói menos, como se diz.

A relargada foi autorizada na volta 69. Nas três voltas derradeiras, Piastri, gelado como um pacote de pão de queijo no freezer, não se abalou com a cara feia de Max. Hadjar, em terceiro, não deu chances a Russell, o quarto, de se aproximar. Ninguém neste mundo tiraria aquela taça dele – embora ela tenha quebrado na comemoração com a equipe; nada que uma Super Bonder não conserte. Albon era o quinto, com Antonelli em sexto – mas, punido, o piloto da Mercedes despencaria na classificação. Bearman iria herdar aquela posição, uma atuação brilhante para quem tinha largado dos boxes. Stroll foi o sétimo, resultado igualmente digno de muitos aplausos. E fecharam a zona de pontos Alonso em oitavo, Tsunoda em nono e Ocon em décimo. Bortoleto foi o 15º.

Hadjar, em terceiro, acabou sendo o grande nome de Zandvoort: pódio no ano de estreia, tendo abandonado a primeira corrida do ano antes da largada, o tipo de coisa que acaba com a carreira de garotos submetidos aos humores de Helmut Marko e às pressões do grupo Red Bull. Mas ele deu a volta por cima. E na Holanda foi, efetivamente, espetacular. “Parece irreal”, disse. Quando perguntado se o resultado foi uma surpresa, falou que ficou espantado, mesmo, de manter o quarto lugar do grid durante a corrida toda. Em seguida, o entrevistador disparou, em busca de uma resposta “instagramável” – se é que me entendem: “Você, quando era menino, sonhava em chegar ao pódio na Fórmula 1 um dia?”. Isack sorriu de leve e respondeu: “Sim. Sempre foi meu objetivo. É o primeiro de muitos”.

É o que sempre digo. Pilotos têm de encarar grandes resultados como regra, não exceção. Só assim conseguem repeti-los. E domingo que vem tem mais. No fim das contas, a Holanda entregou mais do que se esperava. E, Norris e Ferrari à parte, a maioria deixou o simpático autódromo praiano com um sorriso no rosto.

Subscribe
Notify of
guest

40 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Walter Basso Jr
Walter Basso Jr
9 meses atrás

Gostei do post pois entendi melhor a corrida. Adorei a vitoria do Pia porque ele quase não fala, é sisudo e às vezes parece mal educado mas merece cada pontinho que tem, é prejudicado pelo sistema maclarenn de truques, o smt, que inventa forja distorce regras chulas e favorece o falastrão Landu Norriis, que batia no peito dizendo eu vou ganhar de qualquer jeito… domingo não ganhou e ainda quebrou, nesta batalha houve resultado justo, e Landu ficou pensando: “Como pôde não dar certo. Tava tudo ajeitado pra mim???!!!
A corrida inteira foi otima do primeiro ao ultimo colocado, algo raro na F. One, Max mostrou serviço mas explicou que o equipamento da firma não é dos bons ( marketing negativo ou sinceridade?) Le Clerc não conseguia ultrapassar o Hadjair e ia acabar em quinto mesmo…daí teve a “sorte” de ser abalroado pelo afoito banbino Kimi (homenagem ao pai não reconhecido? Talvez…) e serviu de desculpa pra ele e pra Ferrari . E o resto não foi o resto dessa vez, só Yuki foi mal conseguiu perder por “nosso” Bortoletto que esqueceu o freio de mão puxado na largada, depois bateu e prejudicou a si mesmo e a todos espalhando detritos e foi punido, e sinda ele e a equipe seguiram a estrategia mais burra da prova… a boa fase nas corridas pro Gaby acabou logo . O que houve com Hamiltom? Ninguém sabe, ou se sabe não fala! Italia será legal provavelmente, vamos ver ! 2026 tá cada dia mais perto ! Um abraço queridos e queridas apreciadores de F1 especialmente ao Flavio

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
9 meses atrás

Um adendo em homenagem ao sagrado asfalto de Monza.

Aquela passada de Monegato por fora da pista, no fio da navalha, foi mesmo digna de Gilles Villeneuve. Jeremy Clarkson mandou muito bem.

Sir George ficou pistola, com motivos de sobra. Rapaz, levar uma dessa justo na musculosa e impiedosa Zandvoort.

E de uma Ferrari!

Toto disse que os italianos curtiram a barbeiragem de Kimi das Fake News.

Por isso ele controla o Mercedon, e nao a Scuderia Enzo.

Ate SM (e Regi, claro) curtiram esse momento epico que durou imortais 20s.

Isso e a rabeada de Mad Max sao F1.

O resto, contabilidade de cripto-dollars para financiar Checo e Valtteri na Cadillac!

Last edited 9 meses atrás by Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
Samir Zamboni
Samir Zamboni
9 meses atrás

Hamilton tá mais desmotivado do que um amigo meu que com conheceu a namorada, casou e separou em menos de 1 ano.

J Fernandes
J Fernandes
9 meses atrás

Lando Norris é o novo Felipe Massa na Hungria em 2008?

WBJ
WBJ
Reply to  J Fernandes
9 meses atrás

Tem alguma diferença aí: em 2008 o Massa fez um campeonato irrepreensivel e a Ferrari falhou feio em Monaco, Singapura e Hungria, erros essses que só 1 deles nao descontado teria dado ao Massa o titulo. Ja o Norris é notorio por suas lambanças e imaturidade, apesar dessa falha grave da Mercedes na corrida. O Piastri, que nao tem nada com isso, faz seu campeonato de forma irrepreensivel e madura com a sorte agora ao seu lado tbem. Salvo uma tragedia, segue a passos largos rumo ao seu merecido titulo mundi

Walter Basso Jr
Walter Basso Jr
Reply to  WBJ
9 meses atrás

O SINAPUREGATE ainda não terminou, Massa tem grandes chances de ser reconhecido o campeão mundial de Pilotos F 1 2008, em outubro próximo sai a decisão, estamos todos torcendo por ele.

Orlando
Orlando
9 meses atrás

Na hora dos abandonos involuntários, a indiferença aos resultados de Kimi Raikkonen faz falta, não por não estar nem aí, mas por ser engraçado um piloto ser indiferente deixando o drama pros torcedores. Não sentaria na grama, mas iria aos boxes pegar um picolé e pronto.

Marcus
Marcus
9 meses atrás

Já tem gente querendo a demissão do Antonelli, meu Deus. Só falta ser pacheco e soltar “nosso Drugo estaria fazendo melhor”.

Glaucio
Glaucio
Reply to  Marcus
9 meses atrás

Nosso Drugo estaria fazendo melhor !!

Fernando
Fernando
9 meses atrás

Stroll é um piloto estranho. Faz cada absurdo de bobagem, e qdo ninguém mais espera, faz uma corridaça. Depois de ontem sobem expectativas pra monza, mas aí… Veremos

Megas Alexandros
Megas Alexandros
Reply to  Fernando
9 meses atrás

Stroll tá arriscando em todas as estratégias. Em algumas dá certo e ele surge do nada ali entre 6º e 7º e ninguém entende como. O Bearman tá também indo por esse caminho…

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
Reply to  Fernando
9 meses atrás

Melhor ano do Nepo-Baby Stroll na F1. Apesar de continuar levando #VAREYO de Don Alonso nas classificacoes, mas normal, todo mundo levou menos Lewis.

Marcus
Marcus
Reply to  Fernando
9 meses atrás

Tipo o Andrea de Cesaris.

Barreto
Barreto
9 meses atrás

Comentários aleatórios: este foi o GP onde o improvável aconteceu.
Corrida movimentada numa pista curta e estreita, Hamilton cometendo um erro de novato, um novato subindo ao pódio, um carro de ponta soltando fumaça branca como antigamente, pilotos que largaram da rabeira pontuando e uma bela pancada em disputa de posição.
Depois de um final de semana tenebroso não é que Stroll chega na frente de Alonso.

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
9 meses atrás

AMIGUES DE VAN GOGH E MAURICIO DE NASSAU,

Hadjar passou a foice, o rodo na molecada novinha em Zandvoort.

Apesar da brilhante performance de Ursinho, nao sobrou nada para ninguem.

Franco Pagamico foi ate bem, mas zero pontos.

Nosso lento Borto foi…lento!

KIMI das Fake News correu como um Mazepin italiano. Cringe…

Slowson, alem de lento, lembrou Schumacher. No caso, o Mick.

Mas certamente, acertadamente, a melhor imagem do dia foi o doido holandes.

A rabeada na primeira volta, salvando o boi selvagem no Deus me livre, uma pintura, um colirio para os olhos neerlandeses de quem tem oculos escuros.

Isso, senhores, senhoras e senhoros, e F1. O resto e pasquim de secos e molhados.

Lewis Mimimi dessa vez nem teve moral de reclamar de seu “useless” day.

Monegato, vitima da Scuderia Enzo e do Torpedo Italiano, tambem ficou quieto.

Sir George reclamou muito no radio e nem assim ganha contrato novo de Toto.

Don Alonso do Mimimi correu dignamente, mas levou Strollada do Nepo-Baby.

Oconzinho idem, em relacao ao Ursinho.

Pobre Drugo, coisa nossa sem chance de correr na Stroll Racing, na Cadillac…

Tempo, senhor da injustica.

Babe Reborn salvou a Williams do vexame de Carlitos, esta virando vareio…

Ah sim, Oscarito espertito fez um Grand Chelem. Mas ninguem comentou durante o GP.

A perfeicao e invisivel, com ou sem oculos escuros.

E Landinho? O que dizer?

No fim do caminho, havia fumaca. Restou chorar sobre o oleo derramado.

Mais uma vitoria Papaya Invencivel na ventania de Zandvoort.

O vento levou o titulo mundial.

E quem nao curtiu, beijo no Valtteri Bottas!

Last edited 9 meses atrás by Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
Alfredo Aguiar
Alfredo Aguiar

Quanta asneira.

Mauricio
Mauricio
Reply to  Alfredo Aguiar
9 meses atrás

O cara é mala mas é engraçado, devo reconhecer…

O crítico
O crítico
Reply to  Mauricio
9 meses atrás

Ah, muito engraxado, com certeza.

O crítico
O crítico
Reply to  Alfredo Aguiar
9 meses atrás

Esperar o quê, desse aí?

Alfredo Aguiar
Alfredo Aguiar
9 meses atrás

Óóóó Hadjar chegou ao pódio, que piloto genial, próximo Schumacher…. Hadjar está numa Racing Bulls onde até Lawson e Tsunoda que são pilotos medíocres andavam bem. Bem, ontem o gênio das pistas era o GrudaPika.

Antonio Fernando
Antonio Fernando
9 meses atrás

Gostei da corrida. Eu poderia dizer que foi eletrizante (ao menos em alguns momentos).

Realmente (embora ainda seja “cedo”) já podemos dizer que tudo aponta para Piastri campeão (e obviamente McLaren campeã de Construtores).

Hadjar foi um capitulo à parte. Ancorou ali no quarto lugar e merecidamente foi ao pódio em sua corrida 15 na F1.

E ontem parecia que os carros eram aqueles de Lego…toda hora aparecia uma peça na pista.

Falar em Lego (com L): os 3 L’s ontem abandonaram a corrida (por diversos motivos): Lewis-Leclerc-Lando.

E agora já nesse fim de semana (o primeiro fim de semana de setembro) a F1 irá para o templo italiano de Monza.

Vamos que vamos!

Edson
Edson
9 meses atrás

Pelo visto é game over para o norris.
Eu adoro pegar no pé do stroll… mas não é que ele está na frente do Alonso mo campeonato? Impressionante.

Pola
Pola
9 meses atrás

Para se ser campeão, não basta apenas ser bom tem que ter sorte também ( ou pelo menos não ter azar
KKKKKK)
Já já Piastri nem precisará chegar mais em 1o. para ser campeão .

Hilton Vaz Pezzoni
Hilton Vaz Pezzoni
9 meses atrás

Texto do FG é ainda melhor que a corrida!

lagerbeer
lagerbeer
9 meses atrás

Kimi De Cesaris

Edson
Edson
Reply to  lagerbeer
9 meses atrás

Kimi maldonado

Marcio Souza
Marcio Souza
Reply to  Edson
9 meses atrás

Satoru Kimi

WBJ
WBJ
Reply to  lagerbeer
9 meses atrás

Kimi Katayama

O crítico
O crítico
Reply to  lagerbeer
9 meses atrás

Kimi Cado.

Fernando Lopes
Fernando Lopes
9 meses atrás

Fazia tempo que eu não via um motor fumando…

Parecia – eu disse: P-A-R-E-C-I-A – que esses motores simplesmente não fumavam. Pelo menos até hoje.

Podia ser pior: Landinho poderia estar liderando. Com certeza ficaria mais triste (e mais put0 também).

Bom, a McLaren havia tirado pontos de Piastri e dado a Norris com a estratégia ridícula na última corrida.

Foram devolvidos com juros e correção monetária.

Talvez o campeonato tenha sido decidido por um motor.

Antonio Fernando
Antonio Fernando
Reply to  Fernando Lopes
9 meses atrás

Eu tive a mesma impressão. Parecia que tinha sido há séculos que eu havia visto um motor fumando.

Last edited 9 meses atrás by Antonio Fernando
Marcus
Marcus
9 meses atrás

Só pilotos fenomenais controlam o carro como o Verstappen fez hoje. E dá para dizer que já temos o campeão do ano.

Cleber Albuquerque
Cleber Albuquerque
9 meses atrás

Grande Flavio, obrigado pelo excelente texto, vou assinar o Substack!!! Abs de San Francisco, California.

Marcio
Marcio
9 meses atrás

Albon está fazendo um campeonato excepcional.

Eduardo M.
Eduardo M.
9 meses atrás

“E o australiano, assim, chegou à nova vitória na carreira,” nona?

Heriank
Heriank
9 meses atrás

Hoje assistimos mais uma lambança da Sauber.

Wbj
Wbj
9 meses atrás

O que o Antonelli fez na vida por merecer logo na largada um cockpit da Mercedes ?

Marcelo
Marcelo
Reply to  Wbj
9 meses atrás

O Antonelli caiu depois das primeiras corridas e hoje só não é um estreante pior que o Colapinto. Acredito quando o Russell insinua que ficaria na Mercedes mesmo se contratassem o Verstappen.
Mais um grande texto, FG! Eu assisti à corrida, mas só considero vista depois de ler você. Muito obrigado!

Vitor Rodrigues
Vitor Rodrigues
Reply to  Wbj
9 meses atrás

Tem talento, mas está sendo queimado pela precipitação da Mercedes. Poderiam ter descolado uma vaga na Williams ou mesmo na Alpine para lapidarem o garoto.

joão
9 meses atrás

“resposta instagramável.” genial!