PINTURA 6: FERRARI







SÃO PAULO (esperança) – SF-26 é o nome dela. E já foi para a pista, em Fiorano. Com frio e chuva, como tem sido a maior parte dos shakedowns neste inverno europeu. E nasceu a nova Ferrari.
Claro que está todo mundo animado. Principalmente Hamilton, que odiou os carros da era 2022-2025 com suas suspensões ultra-rígidas, turbulências, porpoising e tudo o que um automóvel muito duro e baixo, dependente de efeito-solo, proporciona.
Ficou claro que Lewis não casou com a última geração da F-1. A pergunta, agora, é outra: ele casou com a Ferrari?
Em 2025, não parecia ser um matrimônio dos mais felizes. Tanto que seu engenheiro Riccardo Adami foi rebaixado para a F-1 Academy, das meninas. Não falaram nada, ainda, sobre seu novo parceiro no pit-wall.
Hamilton disse que nem dormiu de ontem para hoje. Foi o primeiro a guiar o carro. Depois andou Leclerc. No visual, e falo apenas da pintura, a Ferrari ganhou uma espécie de cachecol branco em volta do cockpit para acomodar o azul da HP de forma menos tosca que no ano passado. Ficou bonita. Lembra um pouco a 312T de Lauda e Regazzoni, dos anos 70. E a equipe volta a usar uma pintura brilhante, depois de sete anos em vermelho fosco.
A Ferrari não ganha um Mundial de Pilotos desde 2007, com Raikkonen. E de Construtores, desde 2008 — ano em que Hamilton, pela McLaren, foi campeão pela primeira vez.
Como será em 2026? Não tenho a menor ideia.
Será que vão usar essa cor vermelho alaranjado? E o logo da IBM ficou meio torto. Parece os que ficavam na traseira do Tempra.
Eu não gostei tanto da pintura, pois prefiro toda vermelha. Mas o que realmente importa é se o carro nascerá bem…, como no momento só podemos nos apegar a especulações, eu não vi nenhum indicativo de mudanças, espero estar enganado.
Scuderia Enzo, sempre tendo tudo para fazer carros lindos, e ultimamente fazendo carros horriveis. A parte branca lembra uma lesma amassada no sal.
Ano que vem, ja com o Ursinho no lugar do Rei do Mimimi, quem sabe o carro se aprume?