E AGORA, MAX?









SÃO PAULO (a casa caiu) – O martelo foi batido ontem pela cúpula da Red Bull em reuniões que contaram com a participação da porção tailandesa da empresa a distância. O ciclo de Christian Horner na chefia da equipe de Fórmula 1 da marca chegara ao fim. Um ciclo longo: Horner estava no projeto desde o dia #1, quando o time foi fundado, em 2005, a partir da compra da Jaguar. Em duas décadas, não se pode dizer que não tenha sido um bom chefe. Foram 124 vitórias em 405 corridas, oito títulos mundiais de pilotos e seis de construtores.
Às 10h locais de hoje em Milton Keynes, na Inglaterra, funcionários convocados para importante pronunciamento, Horner pegou um microfone e fez um emocionado discurso de despedida. Segundo relatos internos, com lágrimas nos olhos. Logo depois, foram emitidos os comunicados oficiais, hoje chancelados na comunicação oficial da F-1 com a rubrica “Breaking news”: Horner fora, assume em seu lugar Laurent Mekies, que vinha ocupando o cargo na filial de Faenza, a hoje chamada Racing Bulls, ex-Toro Rosso e ex-AlphaTauri. O francês começou sua trajetória na Arrows em 2001, passou pela Minardi e lá ficou até 2014, já sob gestão da Red Bull, que comprou o time italiano. Depois passou pela FIA e pela Ferrari até voltar à organização no ano passado. Na Racing Bulls, assume a função o britânico Alan Permane.
A Red Bull agradeceu a Horner pelos 20 anos de “trabalho excepcional” que o deixam “para sempre na história da equipe”. Max Verstappen publicou uma foto sombria, em que não dá para ver o rosto de nenhum dos retratados, com mensagem protocolar: “De minha primeira vitória aos quatro títulos mundiais, dividimos sucessos incríveis, vencemos corridas memoráveis e conquistamos incontáveis recordes. Obrigado por tudo, Christian!”.

Na F-1, nada acontece de repente. A demissão — sim, ele foi demitido — de Horner é o desfecho de uma situação que começou a se deteriorar em outubro de 2022, com a morte de Dietrich Mateschitz, o fundador da Red Bull, a marca de bebidas energéticas que hoje se confunde com equipe de corridas e times de futebol espalhados pelo mundo. Essa foi a estratégia da empresa para dominar o mercado de energéticos no planeta: investir no esporte e deixar os resultados fazerem sua parte na publicidade.
Mateschitz tinha um braço direito na equipe, o ex-piloto Helmut Marko, 82 anos, austríaco como ele, seu amigo pessoal. Em algum momento ao longo desses 20 anos as relações entre Marko e Horner começaram a se esgarçar. Quando “Didi”, como era chamado Mateschitz, morreu, Christian achou que era a hora de tomar conta do time. Contava, na ocasião, com a boa vontade e o apoio político dos tailandeses que detêm metade da propriedade da Red Bull, os descendentes de Chaleo Yoovidhya, criador da bebida “descoberta” por Mateschitz em 1984, quando estava na Tailândia como representante de uma fábrica de creme dental. Tornaram-se sócios e o resto, como se diz, é história.
A família de Yoovidhya sempre esteve ao lado de Horner, mas as coisas começaram a mudar no começo do ano passado, quando o dirigente foi acusado de importunação sexual por uma funcionária da Red Bull. O pai de Max, Jos, que já não se dava muito com ele, aproveitou o ensejo para começar a minar sua posição no time de dentro para fora. Alinhados a Marko, que corria o risco de perder poder se Horner se tornasse o manda-chuva rubrotaurino, os Verstappen foram claros: se o veterano deixasse a equipe, iriam junto com ele. Nunca houve um rompimento público, mas estava claro que piloto, pai de piloto e guru de piloto estavam de um lado; Christian, de outro.
O rumoroso escândalo sexual arrefeceu com os bons resultados de Max, que venceu sete das dez primeiras etapas de 2024 e encaminhou mais um título mundial. Suas vitórias colocaram água na fervura. Até a saída do projetista Adrian Newey alguns meses depois, outro que estava desde o início na Red Bull, perdeu um pouco de peso. Newey, maior gênio das pranchetas da F-1, criador de carros que ganharam 12 títulos de construtores e 14 de pilotos, se mandou para a Aston Martin. Motivo principal: a amizade com a funcionária que acusou Horner e sua visível contrariedade com a operação de abafa promovida pela empresa para preservar o chefe da equipe.
Se é verdade que a crise, para consumo externo, perdia tração, por outro lado um outro personagem percebia que havia brechas remanescentes e entrava nessa história, vindo de uma equipe rival. Toto Wolff, chefe da Mercedes, perdera Lewis Hamilton para a Ferrari. Inimigo não muito fidalgal de Horner, e sabendo que Verstappen não tinha nenhuma paixão pelo comandante da Red Bull, passou a abordar o piloto. Só tirou o pé no fim do ano, quando as conversas empacaram e ele finalmente promoveu Kimi Antonelli a titular para 2025. Mas não desistiu. Tinha uma carta na manga, ainda: o contrato de George Russell que termina no final desta temporada. E não foi renovado. Assim, tem vaga na Mercedes para 2026.
Enquanto isso, a situação de Horner na Red Bull só piorava. Depois de renovar com Sergio Pérez, mandou o mexicano embora porque seu desempenho era muito ruim. Teve de pagar uma multa pesada, mas sua intenção era dar um recado aos que duvidavam de sua competência para gerir uma equipe: o carro é muito bom, mas o piloto, não. Afinal, o outro, Verstappen, estava conquistando o título com ele. Só que, internamente, a vida na fábrica não era um mar de rosas. Nos meses seguintes à saída de Newey, pediram as contas outras figuras importantes na estrutura de Milton Keynes. O diretor-esportivo Jonathan Wheatley foi para a Sauber, levando junto o chefe dos mecânicos Lee Stevenson. Michael Broadhurst, especialista em aerodinâmica, partiu para a Alpine. No fim de 2023, o engenheiro e projetista Rob Marshall já tinha ido embora para a McLaren e é considerado uma das peças-chave para a ascensão recente do time papaia.
Com Pérez fora, Horner promoveu Liam Lawson, um novato, a titular. Começa o campeonato deste ano e o neozelandês é rebaixado para o time júnior depois de apenas duas corridas. Não fazia nenhum sentido. Yuki Tsunoda assume o segundo carro da equipe no Japão e em dez provas marca ridículos quatro pontos.
Não, Christian, o carro não é muito bom. Verstappen diz isso o tempo todo. Tira leite de pedra, ganha corridas e faz poles, mas não tem como carregar uma equipe inteira nas costas. Nas últimas quatro etapas, a Red Bull fez menos pontos que a Sauber no Mundial. A maionese, definitivamente, desandou.
Horner não foi demitido só pelos maus resultados, porém, como se fosse, digamos, o técnico do Botafogo que fica cinco jogos sem vencer. A Red Bull também viveu dias difíceis depois do tetra de Sebastian Vettel antes de entrar nos eixos de novo. Até ser campeã com Verstappen em 2021, foram sete anos oscilantes, e sua posição jamais foi contestada. De 2014 a 2018, com motores Renault (batizados como TAG-Heuer em 2016), o time sucumbiu à hegemonia imposta pela Mercedes com a adoção dos motores híbridos e ganhou apenas 12 corridas. Em 2019, fez uma aposta ousada na Honda e nos primeiros dois anos ganhou só cinco GPs. Nesse período, de 2014 a 2020, o time conquistou apenas seis poles. Tirando Verstappen, que virou titular em 2016, vários pilotos passaram pelo implacável triturador da equipe, como Daniel Ricciardo, Daniil Kvyat, Pierre Gasly e Alexander Albon. Pérez e Lawson foram apenas as duas últimas vítimas.
Mas depois do título de Max em 2021, nada que acontecesse dentro dos muros da Red Bull seria alvo de críticas. Os resultados não permitiam objeções. A equipe dominou os campeonatos seguintes com campanhas que humilharam os rivais. Com 21 vitórias em 22 etapas em 2023, a Red Bull promoveu uma massacre jamais visto na história da categoria. Horner voltou a ficar por cima da carne seca. Podia moer pilotos, entrar em polêmicas, alfinetar os adversários, se comportar como um imperador. Mas ganhava. E muito.
A demissão de hoje, portanto, é o desfecho de um longo processo que envolve desgaste de relações internas, ambições desmedidas — Christian, em determinado momento, sugeriu que poderia comprar o time –, arrogância — todos que saíam eram considerados “descartáveis” pelo chefe –, boas doses de autoritarismo e centralização excessiva. No fim de semana passada, em resposta a uma pergunta do Grande Prêmio em Silverstone, Horner disse que seu método de trabalho, concentrando todas as decisões importantes na equipe, estava “funcionando muito bem”.
A Red Bull, pelo jeito, entendeu que em 2025 talvez não seja bem assim. E dispensou seus préstimos para tentar salvar seu maior ativo: Max Verstappen.
Há duas interpretações agora, no que diz respeito à permanência de Verstappen na equipe austríaca. Ele e seu entorno ganharam a queda de braço com o dirigente. Max fez chegar à imprensa nas últimas semanas a intenção de sair se Horner mantivesse o poder absoluto na equipe. Condicionava o cumprimento do contrato, que vai até 2028, a uma reestruturação interna. Com a saída do chefe, uma leitura possível é essa: OK, ele vai, eu fico. Mas há outra, que não pode ser descartada. Sem Horner, Marshall, Wheatley, Newey, Honda (será substituída pela Ford no ano que vem, motor novo cheio de incertezas) e todas as outras deserções recentes, o que sobra na Red Bull?
Pouca coisa. Juntar os cacos, na F-1, leva tempo. É isso que, neste momento, Toto Wolff vai usar como instrumento de sedução para voltar à carga sobre o holandês. Já que todos abandonaram o barco energético, queridão, não queira ser o último para apagar a luz. As portas da Mercedes estão escancaradas. E não são as únicas. A Aston Martin também está acenando para o holandês. Tem dinheiro da Aramco — a estatal de petróleo da Arábia Saudita, acionista da equipe –, o parceiro Newey, os já conhecidos motores Honda, uma fábrica novinha em folha para chamar de sua. Nessa hora, mensagens de WhatsApp estão sendo disparadas em ritmo frenético. Todas com telefones que começam com +44, dos ingleses, ou +49, dos alemães.
O resumo desta quarta-feira é que a Red Bull lançou, sim, sua última cartada para segurar Max. Precisa ver, agora, se será o bastante para convencê-lo a ficar.


ATUALIZAÇÃO – É nas redes sociais que as pessoas falam hoje, e é com mensagens muitas vezes cifradas que a F-1 se comunica. Ler nas entrelinhas revela muita coisa. Então, vale registrar a postagem discreta de Verstappen, à esquerda, com a foto que mencionei lá em cima: quatro linhas e um “obrigado” no fim. E o textão de Horner em seu perfil no Instagram emite mais sinais ainda de como essa relação dele com a empresa e piloto se deteriorou nos últimos anos. Em nenhum momento o nome Red Bull é mencionado. Ele só fala em “equipe”. Nenhuma citação a Verstappen, Marko ou quem quer que seja. A foto também foi escolhida a dedo. Quem achar Red Bull escrito nela, ou mesmo o conhecido logotipo da marca com alguma nitidez, ganha uma latinha. Gelada.
O contrato do Horner não deve ser dos piores. Se bobear, com o acerto de contas + a multa do FGTS ele leva a “Toro Rosso”.
Fala FG.
Acho. Só acho que a RB vai fechar as portas na F1.
Abraço
Um vitorioso chefe de equipe! E existem poucos como ele.
Bela resenha !!
Mais um ótimo texto, Flavio!
Com o domínio da McLaren (e a falta do kit “genialidade+carisma” de seus pilotos), é seguro dizer que esse é o assunto mais interessante do ano. Pelo que você trouxe, todo o processo é uma reação em cadeia de eventos nos bastidores, cada um estourando de um jeito, e que não fica só na fofoca, já que culmina na mudança do piloto-gênio do grid, um tetracampeão no auge.
E se não bastasse tudo que já aconteceu ser digno de Hollywood, não só Verstappen vai escolher entre 3 futuros muito distintos (uma Mercedes sempre sólida, uma RedBull desintegrando, e uma Aston Martin hipotética), como pode levar o ótimo Russell a procurar por um assento em 2026. E isso tudo no meio da maior mudança de regulamento dos últimos anos. Pelo visto agora é preparar a pipoca, porque o verdadeiro filme de equipe da F1 é esse aí.
O Horner mostrou a competência dele, diante de 3 sujeitos arrogantes, os patéticos Helmut Marko e o bração jos verstappen e o não menos birrento Max. Agora vão comer um pouco de poeira para baixarem a bola.
Irônico seria a Redbull passar por uma reestruturação, colocar a racing Bulls a venda e ela ser comprada pelo próprio Horner. Provável? Não. Mas vai que…
Disso tudo, o que mais me chama a atenção são duas coisas:
1) Substituição de um chefe de equipe no meio da temporada;
2) Horner ainda continuar como empregado da empresa após sua substituição imediata.
É a claúsula de não concorrência, para ele não assumir outra equipe de imediato.
Como é a opinião de quem escreve, bem interessante. A questão da falta de vitórias já é algo previsto diante do problema de concepção do carro, nem foi ventilado isso neste momento, o fato ê mais o controle de ações, domínio e poder do lado com o maior número de ações que delibera a votação da alta cúpula. Tem a ver com a frustração da venda para Porsche pela manobra do mágico Horner.
O que às pessoas não conseguem entender e que as equipes melhoram, aparecem outros pilotos bons iguais, e aí tudo muda, não dá para ter pilotos eternos hoje em dia
Max é um bom piloto,mas amanhã ele recebe uma proposta e sai da red Bull, o horner tembum histórico de sucesso e foi retirado por capricho de piloto, não acredito nisso, mas é só minha opinião, na verdade não gosto do Max, por isso
Nas mensagens subliminares, posso estar enganado e não foi apontado nos comentários, mas tenho quase certeza que a foto do Buziner é da polêmica corrida de Abu Dhabi 2021, ou seja…
Pra ser justo e manter o “modus operandi” primeiramente ele devia ter sido rebaixado para a Racing Bulls, e só demitido ao final do ano. No sentido das redes sociais: Max Verstappen postou agradecimento protocolar para o cidadão, e sequer o marcou.
O cara está na firma há 20 manos, desde a sua fundação e tem um histórico profissional de absoluto sucesso, com todas as tramoias inerentes ao mundo da F1. Gostar ou não dele é juízo pessoal.
Fiona Hewitson, acusadora de Horner é (ou era) namorada de Jos Verstappen, esse sujeito não é nem caso de opinião, é um pulha conhecido e tudo pareceu armado demais. A clã Verstappen e seu entorno vem bombardeando Horner há algum tempo, ele achou que se garantiria no cargo fazendo um carro que desse vitórias a Max, esse carro chegou ao ápice e só Max consegue pilotá-lo. A oposição a Horner é por grana. Jos Verstappen sabe que o filho pode ganhar muito mais e Horner era o cara que pagava o que estava no contrato. Com Christian fora, Max deve ganhar um aumento significativo.
Mas será que Max fica? Duvido que a RedBull iria mandar Christian Horner embora sem uma garantia explicita de Helmut Judas Marko da permanência de Max pelo menos até o fim do contrato em 2028.
Quanto aos motores pra 2026, TUDO é achismo, ninguém tem a menor ideia de como estão os desenvolvimentos, a Ford tem grande expertise em “electric power train” e 50% da força dos carros virá dessa fonte e mesmo hoje o motor Mercedes é o melhor do grid e olha onde está a Mercedes.
A fotografia escolhida por Max para agradecer a Cristiano é bem sinistra, nota-se claramente que é um tamanduá abraçando o rival.
Concordo contigo
Duvido que Max fique.
Com essa galera toda que se mandou da RB, é muito pouco provável que o carro de 2026 seja um vencedor. Não acho que a RB vai seguir o caminho da Willians e se tornar uma equipe que a glória ficou no passado, até por que, os caras tem grana para se reestruturarem. Vão montar outra equipe boa, e devem voltar a vencer um dia, mas não em 2026. Reestruturar leva tempo, e mesmo que o Max esteja mais confortável sem o Christian agora e talvez tenha o poder de escolher por ali dentro quem ele quiser, duvido que ele consiga esperar o tempo que a RB vai precisar, pois ele é um cara que não se contenta com nada que seja diferente do que vencer.
Pra mim, em 2026 Max vai correr de carro prateado.
Redbull se reestrutura e vende a RacingBulls
Sobre a RBR, tendo a pensar que a equipe teve, sim, esse sucesso todo, mas apenas e tão somente quando conduzida por dois pilotos excepcionais, Sebastian, no primeiro “reinado”, e agora Max, que, queiram ou não, ainda assim levou um tempo razoável para chegar ao topo. Isso posto, caso o atual tetra campeão peça as contas, na minha opinião a equipe até poderá se recuperar, mas o recomeço será praticamente do zero, deve demorar bastante tempo, e ainda terão de descobrir um novo fenômeno, porque da turma que está no grid hoje não enxergo ninguém que chegue aos pés (literalmente) do holandês (ou do alemão), para substituí-lo com um mínimo da competência necessária para dirigir seus carros em alto nível.
Fla camarada Flavio bom dia.
Vi que você ta fazendo videos no Insta, e eu acho uma puta ideia. Tem muito nego que se fez la sem 1/10 da sua capacidade. Tenho certeza que seu alcance será muito maior.
Abraços
Acho, só acho, que haverá uma troca de pilotos entre Mercedes e RBR.
Faz sentido. Mas a Aston tem Newey e muita $$$ também.
Sobre mensagens subliminares, se na foto da postagem de Horner não há RedBull escrito e o touro está num ponto escuro da imagem, já na postagem de Max a luz está diretamente na manga onde tem uma logo RedBull com cores muito vivas, vibrantes e nítidas.
Na boa, o que muda com a saida do Spice Boy Chris Horny?
No Boi Vermelho? Nada.
O coche esta feito para 2025 e sera jogado no lixo ano que vem.
O GP2 Engine esta feito e ira para a Stroll Racing ano que vem.
O motor Ford esta um lixo e sera utilizado ano que vem, para alegria de nosotros!
O estrago no elenco esta feito e Yuri TikTok fica ate o fim do ano.
Marko esta de olho no ano que vem, Lindblad e o resto e tudo balela.
A ulcera do Boi se chama…Papaya!
Agora, os cafezinhos na Red Bull vao deixar de ter a baba de Chris escorrendo estranhamente pela boca, perderemos os comentarios sarcasticos sobre o sucesso do cavaleiro prateado Sir George e as mentiras sinceras sobre os fracassos de Yuri TikTok e as reclamacoes e #mimimis do louco holandes.
Checo deve estar rindo, Slowson tambem, e Herr Marko deve estar com tique nervoso de tanto piscar sinistramente diante do espelho imitando Elon Musk.
Ah sim. O salario de Max nao cabe no budget de Toto…nem se ele ganhar milhoes no jogo do Tigrinho, oferecer George como refem ao Hamas ou monetizar os videos de Kimi de mentira no TikTok.
Bye Bye Spice Boy…Como diriam as Spice Girls..
Too much of something..is not enough!
Cara, com todo o respeito, mas se você escrevesse igual a uma pessoa normal (sem querer viver num mundo de apelidos péssimos, nem pulando de assunto, nem querendo forçar graça a todo instante, e sem achar que toda frase sua é impactante), daria pelo menos pra ler o que você escreve. Mas assim é insuportável. Fica a dica.
Não adianta. Pra esse sujeito as inúmeras negativações que ele ganha com essa bobajada valem muito mais que as poucas que teria se escrevesse normalmente. A cabeça dele já era, vítima das redes sociais.
Elo texto. Auto explicativo. Não creio que Horner fique longe da F1, talvez pela Cadillac
E se em vez:
Do Max ir para a Mercedes,
O Toto vir para a Red Bull ??
Afinal, ser “sócio” da Red Bull também, não é má idéia. rs
Esse ato deve ter sido decidido muito antes pela equipe. Não por essa ação mas por outras, a F1 de uma maneira geral, é um meio muito sujo.
Pelo visto os energéticos estão com a validade vencida. Logo logo eles põem a equipe a venda.
Max que não é bobo deve pular fora no fim do ano.
Será que a própria Red Bull não vai dar no pé?
Os últimos acontecimentos podem influenciar nessa decisão.
Estou achando que sim
Acredito que não. A imagem dela como equipe de F1 é muito forte, ela não é uma montadora como a Renault e a BMW, que vêm e vão, mas permanecem intactas como empresas. O que acredito é que haverá um grande “PDV” e será tudo novo em 2026.
Quantas latinhas a Red Bull vende a mais por estar na Fórmula 1? É uma pergunta importante, porque é muito caro estar lá. O fundador da empresa gostava, mas agora que ele morreu e a equipe parou de vencer, vai ser difícil justificar o investimento. A saída de Newey, da Honda, de muita gente da área técnica – a própria tentativa do Horner de comprar a equipe junto com a Porsche – podem ter a ver com isso
Excelente análise de todo imbróglio, Flávio. É um deleite seu texto.
Demoro , o cara se achava acima do bem e do mal , mas acho
que daqui pra frente o novo chefe junta os cacos , e a coisa
vai rolar de novo , e Max tem até o fim do ano pra ver se fica
Vamos aguardar….
Sem Max, a RB estaria na rabeira do campeonato, atrás até da Sauber, demonstrando que a maneira com que Cristiano lidera o time é um fracasso, não sabe liderar um time com 2 pilotos.
Peço, de antemão, desculpas pelo chulé da expressão machista, ou marxista, a seguir sobre apanhar sem piedade como segundo piloto da RB sob as asas de Cristiano, como Pérez,é bom piloto, não mais que isso, mas sou capaz de apostar que tá gozando de pau mole com a notivia de hoje.
Sua postagem é tão excepcional e completa que a parece o CV de Cristiano, Marko, Vettel e Max dos últimos 20 anos.
Excelente.
Esse Verstappen é um imbecil… não é a toa que se juntou a família Piquet.
Gomes, tu escreve pra caralho!!! Aula.
Por que esse texto não tem link na página do GP? Deveria!
Caríssimo Flavio! Uma possível correção (singela) no texto. No parágrafo em que você fala sobre a atuação de Toto para tentar tirar Max da RB, você indica que haveria vaga na Mercedes para 2025, dado que George ainda não renovou seu contrato. Creio que você queria dizer que há vaga na referida equipe para 2026, certo? O parágrafo a que me refiro é o seguinte: “Assim, tem vaga na Mercedes para 2025.” Forte abraço!
Claro, claro! Arrumado.
Horny Horner got screwed. Punto e basta.
Sem puxa-saquismo que sabidamente vc não gosta, excelente matéria
O início, o meio e o fim, como cantou Raul Seixas, de uma história de sucesso de uma equipe de F1
Excelente relato deste Titanic automobilístico. Agora resta saber se Max irá segurar um violino, ou pular num dos barcos.
Hey Flavio, será que teremos um circulo? A Jaguar virou Red Bull e agora a Red Bull vai virar uma nova Jaguar?
Caramba, quanta personalidade na escrita, um primor! CHUPA, IA!!
Às vezes eu queria entender a mim mesmo. Em algum momento da vida, comecei a achar Horner um sujeito insuportável. Mas não lembro quando.
Mas lembro de um momento interessante: quando em 2022 a Mercedes veio com o conceito zeropod nos testes de pré-temporada, ele soltou logo um “esse carro é ilegal” (pelo menos foi o que foi noticiado à época, eu não estava lá pra escutar). Assim, na primeira olhada pro carro, sem consultar o livro de regras ou os projetistas da equipe. Aí a Mercedes foi aquele fiasco todo e ele nunca mais se preocupou com o assunto.
Era só alguma equipe chegar com um carro melhor e lá vinha o Horner reclamar que o carro do adversário era ilegal. Deveria ser ilegal é botar uma bomba dessa na mão de um piloto tão bom quanto o Verstappen.
Agora que ele tá fora talvez minha antipatia pela Red Bull acabe.
amanhã a Red Bull começa a ganhar todas, o segundo carro começa a chegar atrás de Max em todas as corridas…isso tudo cheira a sabotagem…um coup d’etat contra Horner…ou a Red Bull morre ou renasce …o tempo dirá
Acho que morre…
A leitura que fica é disso tudo é: “olha, Max, mandamos o cabra do Horner embora, tá? Fizemos isso só por você, tá? O Gerhard Berger, um sujeito supimpa e boa praça pra caramba, vem no lugar dele e temos certeza que vocês dois vão se dar muito bem, tá? A Ford vem aí no lugar da Honda ano que vem e quer ver você pilotando para eles, tá? Não se preocupe que vamos abrir o caixa da empresa e contratar quem for preciso para substituir toda essa galera da área técnica que foi embora, tá? Mas peloamordedeus, Max, fica!!”
Escolhi três palavras “carinhosas”, que começam com C, para definir esse sujeito: canalha, crápula e cafajeste.
Há mais ou menos uns dois meses, ainda estava valendo uma ordem de CENSURA que seus advogados conseguiram: a imprensa inglesa estava proibida de noticiar qualquer fato sobre o escândalo sexual. Após a demissão: suponho que essa CENSURA deve cair
Excelente texto! No lugar do Max, eu pulava fora rapidinho, para a Mercedez. A Red Bull já era. Vai demorar muito para se reerguer. Se é que vai conseguir.
Agora só falta o carro de 2026 ser uma bomba.
meu pitaco furado é que horner foi demitido justamente porque verstappen já assinou com a mercedes. tendo perdido o gênio que carrega a red bull nas costas, o “spice boy” não é mais necessário.
Lendo seu texto, em uma perfeita linha histórica evidenciando fatos e circunstâncias. E sabendo que na F1 o nível de competição é absurdo, sem espaço para sentimentalismo, tendo a acreditar que Max não fica.
TExto mais lindo de ler e entender. Quando eu for adulta de novo, quero escrever assim, também.
Sem Max a equipe taurina vai parar no fundo do grid, como já está acontecendo com o Tsunoda. O carro é uma merda. Dificil de acertar. Verstappen tira leite de pedra. Newey saiu porque não era mais ouvido, e ele sabia onde iriam parar com o rumo que estavam tomando. Nao iria mais botar o seu nome num carro todo torto. A verdade é que a Red Bull virou uma incognita. Ninguem sabe o que vai ser no ano que vem.
Eu no lugar do Max pulava fora.
Max saindo da Red Bull teria o mesmo efeito da saída do Schumacher da Benetton no final de 1995.
Ótima comparação. A Benetton entrou em parafuso a partir de 1996. Só quando foi comprada pelo Renault voltou a ser competitiva, e após quase 10 anos.
Rapaz, abri o blog antes do Grande Prêmio para ver o posto sobre a corrida de domingo e dou de cara com esta bomba… é, Marko ganhou. A Red Bull, vamos ver…
Acredito que não haja motivo algum para que o Verstappen permaneça na Red Bull. Toda a estrutura vencedora da equipe já não existe mais.
A Mercedes parece ser a melhor cartada para 2026, é uma equipe já acostumada a vencer. A Aston Martin, ainda que Newey acerte em cheio o regulamento de 2026, não sabe conduzir uma corrida e um campeonato com a pressão de estar brigando pelo título como os alemães fizeram por um longo tempo.
E o que será da Red Bull com a saída de Verstappen dado que só ele consegue extrair alguma coisa do carro? Perez, Lawson, Tsunoda… Ninguém sabe como fazer aquilo andar. Pelo visto vai ficar pra trás até da equipe satélite, como já ocorre com o segundo carro.
Se ocorrer isso acredito que a RB vê da todos seus ativos na F1. Poderemos ter mais uma equipe americana /FORD e a satélite sendo adquirida por algum outro grupo interessado em investir na F1.