VI O SOL NASCER

Amanhecer em Interlagos: difícil descrever (foto Júlio D’Paula)

Senti de verdade que o tempo parou, e se mo pareceu é porque eu queria mesmo que parasse. Queria que parasse, para que aquele amanhecer demorasse bastante para deixar de ser um amanhecer e virar dia. Queria que aquele amanhecer não terminasse nunca. Queria não ter outro dia. Queria só aquele amanhecer, não mais um dia. Queria que o sol me cegasse cada vez que entrasse na Curva do Sol, e fizesse o mesmo com todos nós que estávamos na pista. Só ali, na Curva do Sol, por breves instantes: uma piscadela, para nos cegar de novo na outra volta, e na outra e na outra; mas só ali, com o dia amanhecendo.

Trechinho da minha newsletter desta semana. O texto na íntegra está aqui.

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Hilton Vaz Pezzoni
Hilton Vaz Pezzoni
4 meses atrás

Poesia ! Perfeito!
Pena que a curva do Sol foi invertida em 1990….

Robertom
Robertom
4 meses atrás

Mais um texto sensacional, obra de quem tem talento e um enorme amor pelas corridas…

Carlos Pereira
Carlos Pereira
4 meses atrás

Já ouvi uma versão da história sobre os nomes das curvas, que em priscas eras, a chamada Curva do Sargento, foi assim denominada, por haver, nas corridas, estacionada bem próxima dela, uma rádio patrulha… mas não sei a origem da versão, e nem se é verídica.

Sebastian Koerk
Sebastian Koerk
4 meses atrás

Parabéns Flavio!
Viva o FLÁVIO
FLAVIO na Globo !
FLÁVIO pra Presidente !

Fabio Baggio
Fabio Baggio
4 meses atrás

Legal Flavinho, dividimos a pista no mesmo instante, inclusive disputamos posição, eu estava no volante do Sandero, 27, nesse momento. Parabéns pela prova!!!

Fabio Baggio
Fabio Baggio
Reply to  Flavio Gomes
4 meses atrás

tirando que perdemos uma roda durante a prova, perto do final nossa embreagem quebrou e tivemos de abandonar