SOBRE ONTEM DE MADRUGADA
A IMAGEM DA CORRIDA

SÃO PAULO (autoengano) – Escolhi essa foto aí para marcar o GP da Austrália. Poderia ter escolhido uma com Chaleclé bem à frente. Ou outra com seu Jorge dando tchauzinho. Tanto faz. Porque esse passa & repassa foi mais artificial que sucrilhos de ovomaltine — comi esse negócio outro dia e parecia que estava engolindo isopor. Um só passou o outro e o outro só passou o um porque os níveis de bateria de cada um eram completamente diferentes. Não foi demonstração de talento, destreza, coragem, ousadia, sequer de mais competência de engenheiros e projetistas de um time sobre os do outro. Como escreveu o veterano comentarista inglês Mark Hughes, “superficialmente foi fantástico, mas como disputa de habilidade entre pilotos, não significou nada”.
A primeira corrida do novo regulamento da F-1 agradou o público tiktoker, que vê qualquer merda de 15 segundos e se dá por satisfeito, correndo para outro vídeo. Foi isso, ontem: dez voltas de uma certa movimentação até que os pilotos se acomodassem em suas posições, para então começarem o showzinho de passar o colega numa reta para tomar um passão na seguinte. Graças a isso, a categoria se jactou de ter entregue aos “xóvens” 120 ultrapassagens em Melbourne, contra 45 do ano passado.
Alguém se lembra de alguma? Não, como ninguém se lembra do que viu no TikTok dois minutos atrás, ou nos “Reels” (é em maiúscula, essa merda? Já virou nome próprio?) do Instagram hoje de manhã.
Mas me lembro de Piquet sobre Senna em Budapeste/1986. De Senna sobre Hill em Interlagos/1993. De Hakkinen sobre Schumacher em Spa/2000. De Mansell em Berger no México/1990. E do passa & repassa de Villeneuve e Arnoux em Dijon-Prenois/1979. Sem botão de ultrapassagem ou asa móvel.






Claro que teve mais gente que gostou, além dos tiktokers impacientes. Os “influencers” e “criadores de conteúdo”, por exemplo, que não entendem um caralho de nada e/ou não têm o menor senso crítico (quase todos), além dos polianas da mídia tradicional que não podem falar mal de produtos da casa — entre eles os ex-pilotos que hoje ocupam quase todos os postos de comentaristas na TV, no caso agora a Globo.
Mas de TV falo daqui a pouco. Caixinhas agora, para acelerar o processo.

NEM LEMBRAVA – A última vez que um piloto da Mercedes liderou o Mundial foi em 10 de outubro de 2021, quando Lewis Hamilton corria pela equipe. Perderia a ponta da tabela para Max Verstappen ao final daquele dia, quando terminou o GP da Turquia. Passaram-se quatro anos, quatro meses e 27 dias. George Russell, ao vencer a corrida de ontem, tornou-se líder do campeonato pela primeira vez na carreira.


PERNA CURTA – Sobre a crise Aston Martin-Honda, teve mais parafuso jogado no ventilador por Adrian Newey nas entrevistas de Melbourne. Ele contou que quando a equipe assinou com a montadora, não foi informada de que só 30% dos antigos funcionários da área de motores de F-1 tinham permanecido na fábrica. O resto foi fazer, sei lá, motor de CG e de Pop. “Se soubéssemos, não teríamos assinado”, falou o projetista e chefe de equipe. A Honda desmobilizou o setor no final de 2021, quando anunciou que iria deixar a F-1 (voltou atrás depois). A Red Bull, sem opções, contratou quem podia para começar a fazer seus motores em casa, a partir da base deixada pela própria Honda. Quando os japoneses decidiram ficar na categoria de novo, tinha ido todo mundo embora. E eles não contaram para a turma de Lawrence Stroll.

BOM COMEÇO – Muito se falou, com justiça, da estreia da Audi com pontos, cortesia de Gabriel Bortoleto. Mas não se deve desprezar a façanha de Arvid Lindblad, 18 anos e sete meses, que terminou em oitavo no seu primeiro GP. O piloto da Acho que o Chip Quebrou tornou-se o terceiro mais jovem pontuador da história da F-1, perdendo apenas para Verstappen (17 anos e uns quebrados quando terminou o GP da Malásia de 2015 em sétimo) e Kimi Antonelli (quarto na Austrália no ano passado com 18 anos e seis meses de vida).
SOBREVIVEU – O momento mais crítico do GP da Austrália foi a largada, com Liam Lawson arrancando muito lentamente. Quem vinha atrás teve de desviar. Franco Colapinto chegou nele de cano cheio e conseguiu evitar um acidente por milímetros. Seria gravíssimo. Os pilotos que estavam na salinha pré-pódio se arrepiaram todos quando viram as imagens. Foi por pouco, muito pouco.



O ESCOLHIDO – Verstappen foi escolhido pelo amigo internauta como “Piloto do Dia”, por ter largado em 20º e terminado em sexto. “Claro que foram ultrapassagens divertidas, mas é muito frustrante dirigir assim. Passei carros dois segundos mais lentos que o meu, foi só esperar a hora certa e passar. Não é uma disputa justa”, falou o holandês — que quando chegou num carro equivalente, o de Lando Norris, empacou atrás dele e não conseguiu passar.
O NÚMERO DA AUSTRÁLIA
6,4
…pontos de audiência, na média, marcou a Globo no ibope, com pico de 7,4. Os números são da Grande São Paulo, principal mercado publicitário do país. Na Bandeirantes, em 2025, o GP da Austrália teve média de 1,6. A maior audiência do canal paulista nos seus cinco anos de transmissão (de 2021 a 2025) foi no GP do Brasil de 2021, com 6,9 pontos de média.

Claro que para a F-1 ter uma emissora como a Globo transmitindo suas corridas é um bom negócio. A audiência na primeira corrida foi quatro vezes maior. Isso não se discute mais. O que não significa que a platinada tenha feito um grande trabalho na volta da categoria a suas telas.
A ex-repórter Mariana Becker estava perdida no personagem que criou na Band(eirantes), sem saber se pode sustentá-lo na Globo. Seu gauchês afetado, o gestual largo e exagerado, as histórias sobre brigadeiros para seus vizinhos pilotos em Mônaco e os gracejos internos que trocava com a equipe anterior podiam funcionar num canal que se orgulhava de fazer as coisas de um jeito meio mambembe. Na nova-velha casa, não sei. Como comentarista, não funcionou. Atropelou o narrador diversas vezes e não sabia se comentava, informava ou fazia alguma piadinha. Guilherme Pereira, o repórter, foi muito tímido durante todo o fim de semana e tratou Becker com incontida reverência, como se ela fosse uma personalidade da categoria — é sua colega de trabalho, não uma autoridade suprapartidária.
A Globo errou feio em não mandar narrador e comentarista ex-piloto para a Austrália na primeira corrida do ano. Do Sportv também não foi ninguém. A emissora preferiu gastar dinheiro exibindo sua capacidade tecnológica num estúdio virtual com uma maquete fajuta de carro, daquelas que milionários presos em escândalos financeiros penduram na parede de suas mansões cafonas em condomínios idem. Temos visto vários, recentemente. Tratei disso na minha newsletter outro dia.
Everaldo Marques, o locutor, conhece o assunto — começou no Grande Prêmio — e tem o saudável hábito de se preparar para os eventos que vai narrar. Já dividi transmissões com ele (nas finadas Jovem Pan e Estadão-ESPN), e gostar de seu estilo ou não é questão… de gosto. Não cometeu erros, mas abusou das tentativas de ser engraçadinho com bordões que aplica em transmissões de outros esportes, além de usar uma linguagem excessivamente infanto-juvenil para parecer íntimo dos “xóvens”, como se quisesse verbalizar “memes” (uso as aspas porque considero o termo abominável) que pipocam nas redes sociais. Não sei se é orientação da chefia ou se acabou virando uma marca pessoal, já que percebo isso em outras narrações. Muitos diminutivos, turbinho, amiguinho, macarrãozinho. Muito apelidinho (“Gui”, “Mari”, “Lu”, essa coisa horrenda que paulistano tem de transformar qualquer nome num monossílabo, ou quase). “Inho” demais.
Para piorar, as entradas da dupla Pereira-Becker antes da largada foram gravadas e levadas ao ar como se fossem ao vivo — é o que chamamos de “falso vivo” no jargão televisivo. Ruim, bem ruim. E zero de informação relevante. A informação era “eles estão no grid”. Oh. Não chega a ser uma grande proeza passear no grid. E não perceberam que o companheiro de Bortoleto, Nico Hülkenberg, não ia largar.
Por fim, é óbvio que arrumaram um jeito de enfiar Ayrton Senna na transmissão. Começaram a própria com o enjoativo “Tema da Vitória”, sem nenhum motivo para tal. Depois lembraram que foi na Austrália que ele ganhou sua última corrida — nesse caso, informação pertinente. Na programação normal do canal, dias antes, o apresentador Fred Bruno, do “Fred Esporte” (o programa é só sobre ele, é ele jogando bola, ele com o filho no estádio, ele andando de skate, ele tentando se equilibrar em patins), entrevistou Marques. Usava, evidentemente, uma camiseta do Senninha, com seu linguajar infantilizado e pueril. Everaldo disse que quando vê um capacete amarelo como o de Norris, seu coração bate mais forte porque lembra “nosso Ayrton”.
Puta que pariu, que porre.
Bom, está visto. Voltarei à F1TV, que é onde assisti à maioria das corridas nos últimos anos. Gosto das transmissões em inglês, pratico o idioma e fico mais bem informado. Para dar risada, vejo em italiano — quando a Ferrari faz alguma bobagem, é divertidíssimo. Além do mais, a emissora não vai mostrar o GP da China ao vivo. Algo inexplicável. O que vai passar às quatro da manhã de domingo na Globo semana que vem? Missa? Culto? Videoteipe de novela?
Achei tudo muito ruim, com sinceridade. Na Band também era. Cada uma com seu estilo de ruindade.
A FRASE DE MELBOURNE
“O melhor carro de todos é a Ferrari. A velocidade em curva deles é impressionante.”
Lando Norris


Se é, como diz Norris, não sei. Mas que foi bem, foi. Se tivessem parado os dois carros no primeiro safety-car virtual, é possível que a Ferrari tivesse lutado pela vitória nessa corrida. Foi uma daquelas bobeadas típicas do time italiano, que mesmo assim saiu animadinho de Melbourne. Charles Leclerc e Hamilton chegaram em terceiro e quarto a cerca de 15s do vencedor Russell. Que disse a Charlinho: “Cara, vocês estavam rápidos!”. O monegasco fez um muxoxo e citou o domínio rival na classificação. George não se deu por vencido: “Mas vocês estavam bem rápidos mesmo!”, e Leclerc acabou assentindo.
Como se esperava, a Ferrari tem um sistema de largada melhor que os outros. Vai levar muita vantagem nisso nas primeiras provas, até todo mundo encontar soluções compatíveis com a necessidade de combinar a ação do turbo com os motores elétricos nos primeiros metros depois de as luzes vermelhas se apagarem.
Hamilton gostou do carro. Está visivelmente mais animado. Terá uma temporada bem melhor que a do ano passado.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… da Haas, que com o sétimo lugar de Oliver Bearman foi a melhor dos outros — atrás apenas das quatro grandes. E hoje vamos abrir uma exceção para dar mais dois “gostamos”. Primeiro à Cadillac. Sim, porque não é fácil montar uma equipe de F-1 e construir um carro em um ano, menos ainda nesta F-1 sofisticadíssima, dificílima, complicadérrima. E os carros ficaram prontos, e andaram nos testes, e quebraram pouco, e foram para o grid, e um deles terminou a corrida, o de Sergio Pérez. Estão de parabéns. E o outro é para a Audi de Gabriel Bortoleto, que levou o time aos pontos em seu primeiro GP ostentando as quatro argolas. A última estreia de equipe com pontos tinha sido a da Aston Martin, com o décimo lugar de Lance Stroll no GP do Bahrein de 2021. O time sucedera a Racing Point, assim como a Audi sucede a Sauber.




NÃO GOSTAMOS… da Williams, que acabou sendo a grande decepção de Melbourne, levando em conta que eram sabidas as dificuldades que teriam Aston Martin, em crise, e Cadillac, que saiu do zero absoluto. A equipe atrasou tudo neste ano, não fez o shakedown de Barcelona, apareceu com carros 30 kg acima do peso nos testes do Bahrein e teve infinitos problemas nos treinos. Sainz chegou ao final duas voltas atrás do líder. Albon, uma. Num GP em que oito equipes pontuaram, a quinta colocada do ano passado zerou.
Quem não tiver noção da presepada do passa-eu passa-tu de George e Charles, veja Alonso x Schumacker em Imola 2004, sem asa móvel, sem silencioso, sem medo, sem ordem de equipe, sem mgu-k+ , nem mgu-h. Apenas pé-embaixo, e muito braço, que pilotos como Max tem de sobra de reclama da falta de uso, Max deve ter gargalhado com a piada do piloto do dia porque passou muitos carros quase parados 2 segundos mais lentos.
O linque ta aqui: https://youtu.be/gu4WI2n_Wi4?si=8ofW6sKTuNtuQipt
O texto é o brilho de sempre, espetacular.
A ruindade da Band era mais legal e interessada que a ruindade da Globo. Já não vão transmitir o GP da China, a Band pelo menos transmitia tudo que fosse F1. É, o negócio é o app mesmo.
A Globo está repetindo o que sempre fez. Ganhar o máximo de $$ possível e transmitir o mínimo possível para ganhar esse $$. A equipe da Bandeirantes era muito melhor. Na Globo salvam-se a ótima Mariana, que ainda está um pouco perdida mas já já se encontra. O Chatíssimo Everaldo vem com bordões bem piores que os do Sergio Mauricio. Ainda bem que temos o app….
A broxada dos carros nas retas é terrível. Precisam aprimorar isso de alguma maneira. Ao contrário dos fatalistas, vou esperar pra ter uma opinião mais consistente sobre o novo regulamento. Não acho que tudo foi tão artificial como tem sido dito nem que é algo muito bom. É o famoso em cima do muro. Quanto à transmissão, gostaria de ter um inglês bom o suficiente para acompanhar na f1 tv. Não é o caso. Sigo com Everaldo, que acho muito bom. É um narrador excelente. Não é fácil lidar com expectativas tão díspares. O expectador médio quer ouvir tema da vitória ou piadocas quaisquer. Narradores e comentaristas só se fodem. Depois da birra que peguei do Sérgio Maurício tô dando graças a Deus. E eu até gostava dele. Aguardemos.
Muuuito bom o texto todo, maravilha !
Miguxos do estreito de Hormuz, Amigues do canal de Suez,
De acordo com a FSP, a volta da Formula 1 a Venus Platinada foi um sucesso estrondoso.
De acordo com este que vos fala, mal aguentei ver uma volta com os trapalhoes (ridiculos narradores, comentaristas de roles aleatorios, mediocres ex-esportistas em atividade e periodistas que nao viram o que passou na pista)
“Globo faz boa volta à F1, lembra dedicação da Band e ainda pode melhorar”
Veja mais em https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2026/03/08/globo-faz-boa-volta-a-f1-lembra-dedicacao-da-band-e-ainda-pode-melhorar.htm?cmpid=copiaecola
E a saudade da Band só aumenta, assim como do tempo em que motor elétrico só era utilizado por utensílios domésticos e carrinhos de bate-bate em parques de diversão!
A Globo não vai mostrar ao vivo o GP da China. Quem quiser assistir que assine a TV a cabo. Onde estão os que comemoraram a saída da F1 da Band mesmo ?
Miguxo,
Esses patrioticos globistas que nao gostavam da Rede Band e suas bolachas sao os mesmos patrioticos patriotas que veem o Brasil acima de tudo e batem continencia para Donald Trump.
Beijos no Valtteri Cadillac
Valeu FLÁVIO, 2026 vai dar o que falar!
Pra satirizar um pouco
Poderíamos chamar de corrida de carrinhos a corda, fricção, a pilhas. Carrinhos elasticos, efeito ioiô, ou ainda mudar o nome de F1 para “Passa e Repassa”.
Eu achei divertido essas 120 ultrapassagens, o problema é que a maioria é fake, faiz de conta, de mentirinha, brincadeira de kart, perdeu-se o sentido, a maioria não eram ultrapasssagens séria pra valer mesmo.
Quem se contenta com isso tá realizado…
“Influencers”?, quem acredita nesses caras???conversa mole de internet que não vale perder 1 segundo da vida lendo…
Contigo FLAVIO é diferente.
Po, concordo com a qualidade da transmissão e da corrida. Já encheu o saco isso de que hoje tudo tem que ser entretenimento. Todo mundo forçando emoção e tentando ser descolado. Já deu. E a Globo tá atirando pra todo lado e não acerta em nenhum, pq nada é verdadeiro.
me entretenho com competição boa e informação útil. Não podemos ser os únicos.
Assisti a última metade no SporTV, já tava meio sonolento. eu juro que pra mim, a voz do comentarista era a do Flavio Canto do judô. De vez em quando eu pescava e acordava achando que o Russell tava dando um ippon no Leclerc.
Falando em passa e repassa, um muito bom foi do Kubica e Massa, não lembro onde…
Fuji.
E se abraçaram ao descer dos carros.
Essa disputa foi muito boa, se fosse hoje os dois tinham tomado 30 segundos de punição por não respeitarem os limites de pista.
Bons tempos que não voltam mais
Narrador dos bons era o Edgar Melo Filho, caraleo, aquele garoto desbundava com verbetes, gírias o caraleo a quatro, saudades daquele Menino com seus : ESPETOU UMA QUARTA, COMO URRA ESSE SEIS CANECOS, SE ACERTAR ESSE GUAR RAIL E PEGAR UM ANU ERRANTE NO CONTRA PÉ DA BIADA, COMO FALA ALTO ESSA USINA DE INGOLSTADT, e por ai vai.
A Mariana Becker acomodou-se na posição de espectadora privilegiada que já tinha. Há tempos ela só falava coisas muito superficiais, gracinhas e achava que estar perto dos pilotos já era o suficiente. Uma pena, fraquíssima. Faz uns anos já que tenho visto a Juliana Cerasoli (o que acham do trabalho dela?) se destacar com comentários realmente pertinentes e análises técnicas aprofundadas. Eu, realmente, torcia para ela ser contratada para a vaga da “Mari” quando a Globo reassumiu a transmissão. Narrador eu gostaria que fosse o Teo José (o que acham?), ao menos, me parece, fazia um bom trabalho na Indy, fazendo corridas chatas parecerem mais emocionantes sem as gracinhas insuportáveis adotadas pelo Sérgio Maurício. A cobertura brasileira da F1 é muito ruim há anos. Já migrei este mês também para a F1 TV pelos mesmos motivos descritos por você FG. Vale muito a pena por aquele box de rima óbvia com xuxu (não farei propaganda). Ah, a corrida e a nova F1? Sinceramente, espero que tomem alguma atitude depois da China, senão a F1 terá perdido a razão de ser (e eu assisto “religiosamente” desde o final de 1980…). Abraços
Saudades da transmissão da Band. Sequer falavam no Senna. A Globo pode ter maior audiência, mas também tem o maior desrespeito com os fãs. Tiraram da Band para esconderem a F1. É a primeira vez que assino a F1TV. Mil vezes melhor do que as “gracinhas” do narrador e dos comentaristas. O comentarista “ou seja” não sabe dar uma informação técnica.
Na Band invocavam o Senna sempre também! Toda hora, o tempo todo!
E pra F1, pensa, a Globo numa corrida de madrugada quase igualou o recorde de audiência da Band, no GP do Brasil!
Não esconderam a F1 não, jogaram pra um monte de gente!
Então se a F1 tinha uma audiência de 4 milhões de pessoas, passou pra 50 milhões no Brasil, fácil!
O jeito é assistir a corrida, sem se irritar muito com a narração..
Pelo menos ainda temos corrida pra assisitir!
Miguxo,
Pelo menos ainda temos o que ver, caso vosotros estejam no SporTV na proxima madrugada. Ou ficaram com o Corujao ou alguma reprise de novela.
Transmissão da Globo foi fraquissima, Mariana criou o personagem de ser a maior conhecedora de F1 que existe, a amiga de todos os pilotos…bla bla bla…..fraquissima, comentarios bizarros sem nehuma informação relevante.
Vamos penar com essa equipe de tranmissão, melhor mesmo assistir pea F!TV.
Primeiramente tenho que elogiar o novo formato do Blog, a diagramação, a quantidade e significância das fotos, e o texto que continua ótimo, como sempre… Quanto a corrida, a emoção da disputa, artificialmente produzida, não durou muito e tudo voltou ao normal depois de alguns minutos, vai ter que melhorar, e muito… Quanto à transmissão da Globo, achei satisfatória, gosto da narração do Everaldo Marques, mas em sites de automobilismo e no facebook o pessoal reclamou muito, vai entender esse povo, sentem saudade dos erros e comentários inúteis do Sergio Maurício e ainda existem viúvas do Galvão… Meu Deus…
Flávio, já disse outras vezes sobre essa volta da Fórmula 1 para a Globo, que a Liberty precisa mais da emissora dos Marinho do que a Globo precisa da Fórmula 1, tanto é que no próximo domingo, prefere colocar missa do Padre Marcelo e reprise do Globo Repórter do que a corrida chinesa e mesmo assim vai ser primeiro lugar no Ibope. Deu a impressão de que a entrada da Mariana Becker foi decidida de supetão, e nem ela e nem o restante da equipe se entrosaram mutuamente, mas isso pode ser corrigido com o tempo, mas de fato, a primeira transmissão global foi muito ruim. A da SporTV foi um dedinho menos pior, pelo menos não ficaram falando tanto do Ayrton Senna…
“Achei tudo muito ruim, com sinceridade. Na Band também era. Cada uma com seu estilo de ruindade” Não asisto a corrida e não tenho planos de acompanhar nehuma delas pela Globo, mas entendi perfeitamente.
Via de regra, as transmissões brasileiras de automobilismo são um porre, é muita gracinha, muita torcida, muita rede social, muito “amigo assinante”, não dá.
Assisti a reprise da corrida no Sportv. Em nenhum momento o narrador Bruno Fonseca, e os comentaristas Rafael Lopes e Christian Fittipaldi, informaram que após Alonso e Stroll encostarem seus carros na garagem, eles retornaram para a pista (e deram muitas voltas apenas para fazer mais quilometragem).
Eles esqueceram de olhar o que estava acontecendo com os pilotos que estavam andando entre 15º e o último lugar.
Folha de S.Paulo – 09/03/26 – Beatriz Nogueira escreveu:
“O carro da Red Bull parou na volta 12 com fumaça saindo da traseira e acionou o safety car virtual.”
Meu comentário: veja bem. Não foi o Isack Hadjar que acionou o safety car virtual, o que já seria um grande absurdo! A coisa toda é bem pior: quem acionou o safety car virtual foi o carro da Red Bull !!! Em tempo: “fumaça saindo da traseira” é muito pobrinho.
Quem é Beatriz Nogueira? Ela assistiu as corridas do ano passado? Ela sabe quem é Lando Norris?
Abrindo aspas, de novo, para Beatriz Nogueira: “O atual campeão mundial, Max Verstappen, da Red Bull Racing, terminou em sexto
Putz kkkkkkk desconhecia
Ri do “meme” entre aspas.
Engraçado que quem criou o termo “meme” foi o geneticista e evolucionista Richard Dawkins. Lembro que li esse nome, a primeira vez, no fim da década de 90 quando estava lendo um de seus livros durante meu curso de graduação em biologia.
Mas Dawkins criou esse termo muito antes, ainda na década de 70. Ele estava usando os novos e poderosíssimos computadores da época para criar programas que simulavam a evolução. Basicamente, o programa criava várias criaturinhas que sofriam mutações. Um sistema de seleção natural escolhia quais mutações eram favoráveis. As criaturas selecionadas se multiplicavam mais e sofriam novas mutações. Ele passou a usar o termo “memético” para esses eventos de seleção e multiplicação. E as criaturas artificiais ganharam o nome de “memes”.
Não sei se foi exatamente assim que surgiu, mas é o que lembro de ter lido nos livros e entrevistas dele. Quem duvidar dá uma pesquisada no Google aí (eu agora estou com preguiça).
O que até hoje não entendo é por que essas viralizações da internet ganharam o nome “meme”, pois já utilizávamos “spam” para essas coisas que se multiplicam sem controle. Mas em algum momento um fã do Dawkins achou que essas viralizações lembram os memes que ele criou décadas atrás.
Ah! Adoro ler o blog. Gosto de ler (detesto podcasts e videocasts que exigem o uso de fones).
Olha só, também sou biólogo (me formei ao final de 1991) e quase fiz um comentário parecido sobre a origem do termo meme, mas desisti por preguiça, rsrs. Obrigado por não tê-la. Adoro contar essa história para os não-biólogos!
Não sou biólogo, mas li Richard Dawkins. Acredito que ele utilizou Meme para nomear seus mecanismos de transmissão genética porquê a palavra Latina memento está relacionada a memória, transmissão de ideias e também aos mecanismos utilizados para se fazer tal procedimento. Assim ele manteve a tradição da biologia de usar o latim para nomear seres e processos. Além disso, entre o final dos anos 90 e meados dos 2000 mais de um filme derivados da expressão latina memento mori (lembra-te que vai morrer) foram feitos. Tem filme coreano, belga e do Christopher Nolan, sendo o último o mais famoso, que partem da ideia de recordação e que se chamam Memento Mori ou só Memento. Daí a usar para essas imagens o nome meme foi um passo, já que elas sempre remetem a uma lembrança anterior que lhes dá suporte de significado. Creio que os meses na Internet vem desses eventos.
Tá na hora da F1 parar de fingir que o futuro da mobilidade e o futuro do automobilismo são a mesma coisa. Tá na hora da F1 parar de fingir que segue em crise financeira após a proibição do patrocínio de tabaco e ainda precisa da bênção e presença de montadoras do mercado de mobilidade. A F1 tem uma audiência e público sem precedentes, precisa fidelizar esse pessoal. Porque uma hora a moda passa, um outro reality show idiota atrai a atenção deles e quem fica é quem gosta mesmo de motor, de barulho, de performance e de carro de corrida.
Antes da era híbrida, a F1 tinha uma coisa só dela, algo incrível e único que não se achava em lugar nenhum: o grito afinado e ensurdecedor dos motores. Agora, tudo parece muito mundano, banal. A F1 não tem nada que a destaque das outras categorias, a não ser o prestígio da sua história e a fama dos integrantes do reality show. Não é a missão do carbono zero que atraiu toda essa atenção para a categoria; no momento, é o reality show que faz isso. Até porque isso é uma mentira: 22 carrinhos andando por algumas horas, 24 vezes no ano, não fazem nem cócegas na emissão de carbono total da F1. O que faz são todas as viagens ao redor do mundo e, provavelmente, também a complexidade absurda e o capital alocado para desenvolver essas unidades de força bizarras.
Os V10 e V8 antigos, usados até 2013, são infinitamente mais baratos de desenvolver e produzir. A F1 poderia usar esse valor economizado para investir em pesquisas paralelas sobre como diminuir sua pegada ambiental de forma muito mais eficiente.
Tá na hora de voltar para motores de corrida como Cosworth e fabricantes que ainda têm, ou desejam ter em seu DNA, paixão e performance. Carros elétricos são ótimos produtos de consumo, como um smartphone ou eletrodomésticos modernos; são o futuro da mobilidade, sem dúvida. Mas não são o futuro do automobilismo.
Algo vai eventualmente suceder o automobilismo, assim como o automobilismo sucedeu o turfe quando o automóvel foi inventado. Corridas de cavalo não tentaram se manter relevantes à mobilidade, não inventaram um cavalo mecânico de quatro patas. Isso seria ridículo, porque, eventualmente, máquinas de quatro rodas seriam mais rápidas e eficientes.
Por esse motivo, a Fórmula E também não é essa próxima coisa. É tão ridículo quanto seriam os cavalos motorizados: é um show de heavy metal sem eletricidade, ironicamente. Cheio de ação frenética e a cacofonia dos espectadores, mas sem a música.
O futuro do esporte de velocidade elétrico talvez seja feito por patinetes, patins, drones, robôs ou algo que ainda não conhecemos, mas não será feito por carros de corrida e não será automobilismo. A F1, tentando adivinhar e se tornar essa próxima coisa, só acelera seu fim. Se o fim chegar, algo tomará seu lugar como o auge do automobilismo, mas não se chamará Fórmula 1, muito menos Fórmula E. Vai ser algo que se manteve fiel à sua natureza, como as corridas de cavalo fazem até hoje.
Quantas voltas voce dissse? Dez?.. Então daqui a pouco a FIA Liberty e o caralho a quatro vão fazer 4 baterias de 10 voltas para ter o “maximo de emoção” para os tiktokers. Dura pouco e prende a pouca atenção que esse bando tem. Achei que faltou voce comentar a vinheta. Depois pensando melhor vi que não merecia comentario algum! E quanto ao “nosso Ayrton”… não ressucitaram a Elis em IA? Pois é . Daqui a pouco teremos um ayrton ( com minuscula mesmo) em IA comentando as corridas.
ERRAMOS: …”que o FG CITOU”.
Perdão ao meu professor de gramática. Acontece nas piores melhores famílias.
Lembro de todas as ultrapassagens q o FG sitou.
Claro q existem outras tantas, entre elas, a do Rubinho sobre o Shumacher que quase o jogou no muro. São passadões que contém história não apenas voltagens a mais.
Eu realmente achei que tinha só comido um u ao digitar!!!
Pouco lembrada, uma do Piquet em cima do Mansell em Monza 1986. E a famosa do Mansell em cima do Piquet em Silverstone 1987.
Acho que o baque do ano passado ainda pesa muito. É difícil imaginar que ele tenha superado aquilo. Aquela virada de temporada parece ter deixado marcas profundas, e não duvido que a carreira do Oscar Piastri tenha sido seriamente comprometida a partir dali. Os mesmos fantasmas do fim da última temporada continuam aparecendo.
Talvez fosse mais prudente a McLaren Formula One Team testar o Pato O’Ward e considerar enviar o Piastri para a Alpine F1 Team — que, convenhamos, tem um carro mais compatível com o momento dele, embora seja, diga-se de passagem, bastante inferior.
Pato O’Ward?
Fala isso não!
Já sumiu inclusive na Indy, leva fumo direto do companheiro de equipe.
Piastri rodou por um problema no carro e é um dos 4 melhores plotos do grid, Norris não está entre eles e só foi campeão pq a mamãe Mac quis.
Muito cedo para enterrar a carreira do cara. A temporada mal começou.
Boa lembrança sua, a disputa de Arnoux e Villeneuve em Dijon. Posteriomente, Anoux diria que disputar uma freada com Gilles era uma das coisas mais seguras, pois ele era um dos cara mais limpos para se disputar uma freada.
Admito que gargalhei qonler essa passagem.
“Achei tudo muito ruim, com sinceridade. Na Band também era. Cada uma com seu estilo de ruindade.”
Essa história da Aston Martin é inexplicável. A Red Bull ter contratado os engenheiros da Honda foi algo que virou notícia na época, todo mundo estava sabendo. Impossível que eles dormiram no ponto assim.
E ainda assim, a Audi também montou um motor do 0 e não está fazendo esse papelão todo da Honda.
Sobre a transmissão, não é privilégio da F1 ter uma transmissão que desrespeita o espectador. Everaldo parecia estar muito nervoso no começo da corrida, nem narrou a largada direito.
Miguxo,
O ridiculo narrador parecia estar com medo de engasgar com um sanduiche.
Ou medo de um salseiro historico na largada, que quase veio com Slowson.
Ricardo Paletti mandou lembrancas…
O Adrian Newey estava na Red Bull quando a turma da Honda anunciou a saida. Acredito que ele tenha visto a movimentacao no setor de motores da Red Bull. Desculpa desnecessaria.
Não pude ver a corrida na Austrália. É triste que a volta pra Globo não tenha sido aquelas coisas. Gosto do Everaldo Marques, entende bastante do riscado, desanimador que a estreia dele não tenha sido legal.
Concordo FG ! O “estilo” da antiga ‘Venus Platinada’ Globo colocou muita conversa e pouca informaçao na TV. Assisti a corrida inteira ao vivo e ninguém falar que o Hulk nao largou ? Foi um porre.
A Mari Becker “fazendo sala” pro colega foi perda de tempo. Tres é melhor que quatro na transmissao. Burti somou ‘zero’.
A transmissão da globo foi um saco! O único que salva é o Everaldo e a Mariana (como repórter), que conhecem a F1, mas o resto é um carisma forçado.
Paguei a assinatura para ter F2 e F3, mas só dão F2. Na band era tudo de graça e ainda dava para ver o replay.
Ano que vem vou assinar o F1TV.
Bandsports tinha tudo e não era de graça. Na bénd não tinha f2 e f3
Sempre assisti f2 e f3 de graça no app da band na TV
E F2 e F3 com equipe de transmissão muito melhor, diga-se de passagem.
No seu programa de domingo surgiu este comentário sobre espetáculo feito para a geração tiktoker.
Comecei a pensar como a F1 conseguiu fazer carros híbridos com tamanha dificuldade de entrar em movimento. Quem andou de trólebus na década de 70 já sabia que a arrancada do bicho era forte.
Quanto ao endeusamento da quantidade de ultrapassagens eu me pergunto qual o método de contagem, por exemplo, depois que Hadjar explodiu o motor ele foi ultrapassado por pelo menos 14 carros. Os que ultrapassaram o desastrado Piastri também foram computados? Números podem ser espancados para dizerem o que você quiser.
Agradeço a Santo Expedito pelo texto do FG!
Best Friends Forever do Careca do INSS, Miguxos de Queiroz,
Vejo Formula 1 ha exatos 40 anos, desde o GP do Mexico de 1986, vitoria de Berger naquela bela Benetton-BMW com 1200 cavalos de potencia turbo.
Pela primeira vez, desliguei os trapalhoes da Rede Globo ao final da 1a volta.
Virou corrida de kart eletrico com bateria de 30 segundos.
Achei um desrespeito com quem um dia gostou da nata do esporte a motor.
Os novinhos, miguxos, pena, nao terao nocao do que era ultrapassar na F1.
1a volta pavorosa.
Um pre-aquecimento para largada (???)
Os carros eletricos da Formula E aceleram rapidissimamente, gracas a tecnologia sem combustivel fossil.
Os motores turbo costumavam demorar pouco para pegar o ritmo.
Os jenios da F1 encontraram um jeito de meter a logica eletrica no motor turbo e fazer a categoria maxima do automobilismo largar mais devagar que…uma Kombi?
A formula das chaleiras eletricas deu de 10 a zero na nova F1.
Slowson quase vai pelos ares, seu carro nao pegou nem no tranco, sorte dele que os outros tambem estavam lentos, como nosso vagaroso Borboleto.
Depois a Ferrari de Monegato com Nitro passando o Mercedon das mumunhas de Toto e vice-versa por dezenas de voltas, sem nenhuma logica alem das baterias com pouca carga.
Espetaculo totalmente aleatorio e irrelevante, ja que nao decidia o resultado.
O auge foi a patetica Epstein Racing verde colocar seus pilotos numa simulacao de corrida ao vivo, explorando todas as nuances do GP2 Engine e do mal-acabado projeto revolucionario de Valdemort Newey.
Ate os pulsos nao aguentarem mais…Vejam so o que a FORMULA 1 se tornou.
Como diria Cae, o dinheiro ergue e destroi coisas belas.
O dindim da America Great Again de Trump e a tecnologia dos Big Tech do Vale do Silicio destruiu o esporte a motor, virou Mario Kart de bilionarios.
No mais, como eu ja comentara anteriormente, o Mercedon Invencivel so nao passa o rodo geral se o Supremo Tribunal da FIA impedir.
Monegato continua o mais rapidinho e Lewis Kardashian o 1-B da Scuderia.
Sem foguete, Mad Max voltou aos espetaculos off-road e aos factoides do perdedor Boi Vermelho.
E na nova ordem mundial da lerdeza, ate nosso Borto virou Top.
Veremos no que vai dar esse Negocio da China.
Tempo, senhor das Cripto.
O blog é do FG, meu senhor, deixem textos gigantes e gracejos para ele, que é quem queremos ler. Monte seu próprio blog e poupe a gente de tanta pretensão redigida. Namastê!
Pior que fazer CG e Pop, a maioria dos ex funcionários da Honda foi trabalhar na Red Bull