VIU MEU CARREGADOR? (5)

SÃO PAULO (esse menino…) – Andrea Kimi Antonelli, 19, tornou-se hoje na China o 116º piloto a vencer uma corrida na F-1. É o segundo mais jovem a conseguir a proeza — só perde para Max Verstappen, que ganhou o GP da Espanha de 2016 aos 18 anos de idade. Ontem, em Xangai, o italiano já havia inscrito seu nome na história da categoria como o mais jovem a obter uma pole-position. George Russell, seu companheiro de equipe, foi o segundo colocado na corrida. Lewis Hamilton, da Ferrari, terminou a prova na terceira colocação, subindo ao pódio pela primeira vez com o macacão vermelho da equipe italiana.
A Mercedes está invicta neste início de temporada. Fez a primeira fila e conseguiu a dobradinha na abertura do campeonato, na Austrália. Na China, também fechou a primeira fila para a Sprint, na sexta, e para o GP, no sábado. Ganhou a minicorrida com Russell (Antonelli terminou em quinto porque recebeu uma punição) e, na prova principal, repetiu o 1-2 de Melbourne, só que com seus pilotos em posições invertidas. Russell lidera o Mundial com 51 pontos. Antonelli tem 47. Charles Leclerc e Hamilton vêm a seguir com 34 e 33. Lando Norris, da McLaren, é o sexto com 15. Ele não participou do GP da China, assim como seu companheiro Oscar Piastri e mais dois – Alexander Albon, da Williams, e Gabriel Bortoleto, da Audi. Com exceção de Albon, todos tiveram genéricos “problemas elétricos” antes da largada (veja mais detalhes nas caixinhas ao final do texto).
Aconteceu bastante coisa na terra do frango xadrez e do pato laqueado. Vamos ver se anotei tudo.


Num domingo nublado e cinzento, bem diferente da véspera, que teve sol e céu azul, os termômetros de Xangai marcavam 15°C quando as luzes vermelhas se apagaram, dando início à primeira das 56 voltas da segunda etapa do campeonato de 2026. A Ferrari saltou na frente com Hamilton, como se esperava, e Leclerc também atacou a dupla da Mercedes, como se esperava, nos primeiros metros. Max Verstappen largou muito mal, como se esperava, e despencou para o fundo do pelotão. Isack Hadjar rodou e foi chamado para os boxes. Sergio Pérez e Valtteri Bottas, no rabo da cobra com os carros da Cadillac, se tocaram lutando pela 35ª posição. Foi tudo meio caótico, mas todos sobreviveram.
Na segunda volta, Antonelli recuperou a liderança, também como se esperava. Pierre Gasly, em quinto, e Franco Colapinto, em sexto, foram os grandes nomes do começo da prova, com partidas seguras, arrojadas e promissoras. Na quarta volta, Russell, que também tinha perdido posições na largada para a Ferrari, como se esperava, foi para cima de Hamilton. Passou, como se esperava. E a Mercedes, mais rapidamente do que se esperava, se posicionou em primeiro e segundo já na quinta volta, deixando Hamilton e Leclerc em terceiro e quarto.
Nas primeiras voltas, a transmissão da TV se concentrou em Verstappen, que tinha largado com pneus macios, assim como seu companheiro Hadjar. Ele tinha começado uma recuperação interessante, e na oitava volta já era o décimo colocado. Sua borracha, no entanto, estava num estado lastimável. Na volta 10, ele e Liam Lawson pararam para trocar pneus. Max colocou um jogo de duros, como já fizera Hadjar após a rodada da primeira volta.

Mal saíram dos boxes, Max e Lawson se depararam com um cágado verde sobre rodas parado na curva 1. Era o Aston Martin de Lance Stroll. O safety-car foi acionado para que o serviço de limpeza pública de Xangai removesse o lixo da pista. As duplas de Mercedes e Ferrari aproveitaram para trocar pneus. Gasly, que era o quinto, fez o mesmo. Colapinto, o sexto, ficou na pista, porque tinha largado com pneus duros. Antonelli voltou dos boxes em primeiro, com o argentino em segundo. Em Buenos Aires ouviram-se fogos. Esteban Ocon, da Haas, era o terceiro – outro que não havia parado, também por ter largado com pneus duros.
O safety-car recolheu-se à sua insignificância no fim da volta 13. Antonelli, Colapinto, Ocon, Russell, Hamilton, Arvid Lindblad, Leclerc, Nico Hülkenberg, Gasly e Oliver Bearman eram os dez primeiros. Para Kimi, ótimo: entre ele e aqueles que poderiam incomodá-lo tinha bastante gente.
Na relargada, Hamilton passou Russell e, depois, Ocon. Na sequência, partiu para o ataque sobre Colapinto. A Mercedes não desgarrou e Russell, mais para trás, começou a reclamar dos pneus duros. “Vejam bem, a consistência desta borracha é notavelmente notável, eu até teria em meu carro de rua, dada sua durabilidade. Mas no caso do evento do qual estamos participando, visto que as temperaturas são baixas e o asfalto me parece gélido, creio que terei alguns maus momentos nas voltas vindouras”, disse, pelo rádio. “Que foi que ele falou?”, perguntou Toto Wolff ao engenheiro. “Que está uma merda”, resumiu o rapaz.

Lewis passou o carro da Alpine na volta 14 e foi para cima de Antonelli para tentar a liderança. A Ferrari, diferentemente da dupla do time alemão, cresceu com os pneus duros – ao menos nas primeiras voltas após a parada. Mas faltava velocidade nas retas aos carros vermelhos. Lewis pedia “mais bateria” ao seu engenheiro, de quem ainda não sabe o nome. “De quantos amperes?”, perguntou o funcionário escalado para falar com o inglês no rádio. “Sei lá, o máximo possível!”, impacientou-se o heptacampeão mundial. “Positivo do lado direito ou esquerdo?”, prosseguiu o engenheiro, para não fazer nenhuma besteira. “Qualquer lado, qualquer coisa!”, rebateu o piloto, irritado. O técnico não se abalou: “Base de troca?”. Hamilton, então, desistiu de pedir bateria.
Os pneus duros da Mercedes ganharam temperatura e se estabilizaram. Briga boa, mesmo, acontecia entre o quinto e o nono colocados, a saber: Bearman, Colapinto, Verstappen, Ocon e Gasly. Isso na volta 22. Todos andavam muito próximos, trocando de posições freneticamente e maldizendo as baterias que acabavam e depois eram recarregadas. Bem à frente deles, Antonelli, Hamilton, Leclerc e Russell dominavam a prova. Na volta 23, Chaleclé se aproximou do companheiro e seu Jorge veio junto. Antonelli, já mais tranquilo, começou a abrir um pouco.
O monegasco assumiu a segunda posição na volta 24, mas Lewis tentou recuperá-la imediatamente. Os dois quase bateram rodas. No túmulo do cemitério de San Cataldo, em Modena, Enzo Ferrari se revirava, incomodado com a situação periclitante. “Piloti, che gente…”, resmungou. Nessas, enquanto a dupla ferrarista se estapeava flertando com a tragédia, Kimi foi-se distanciando. Na volta 27, já tinha mais de 5s de vantagem sobre o segundo colocado. Que, no caso, voltara a ser Hamilton. A putaria entre os dois representantes de Maranello acabou na volta 28, quando Russell passou Lewis – que já tinha sido ultrapassado novamente pelo parceiro. O líder do campeonato assumiu a terceira posição, para colocar ordem na casa e buscar a dobradinha da Mercedes – como se esperava.

Leclerc não resistiu muito à superioridade do carro alemão. Uma volta, só. No fim da gigantesca reta do circuito chinês, seu Jorge fez a ultrapassagem e se colocou em segundo. Kimi estava mais de 7s à frente. Exatamente na metade da prova, a Mercedes se livrou de quem lhe aborrecia.
Com 31 voltas, Antonelli, Russell, Leclerc, Hamilton, Bearman, Verstappen, Gasly, Colapinto, Hülkenberg e Lawson eram os dez primeiros. Desses, Colapinto e Hulk não tinham trocado pneus, ainda. Franco parou na 33ª, mas quando saiu dos boxes foi abalroado por Ocon. Os dois seguiram na prova. O francês da Haas assumiu a culpa pelo rádio e tomou um pênalti de 10s pelo incidente.
Na volta 36, Hamilton passou Leclerc de novo e o cabaré ferrarista recomeçou. Antonelli e Russell já haviam desaparecido do campo de visão dos dois. A briga valia a terceira posição – algo que Lewis desejava muito, já que passara a temporada de 2025 inteira sem levar nenhum troféu para casa, só uma medalhinha mequetrefe da Sprint da China, que nem sabia onde tinha guardado. Eles continuaram trocando posições, deixando extáticos e boquiabertos aqueles que vibram com qualquer coisa que pareça espetacular, mesmo que não seja. A exibição da dupla, como entretenimento, era até divertida. Do ponto de vista técnico e esportivo, não tinha nenhum significado. O que determinava o troca-troca era a energia disponível nas baterias de cada um. Tem mais, passa. Tem menos, toma. Volta a carregar, repassa. Cai o nível de novo, leva. É tipo um jogo de futebol sem goleiros. Sai um monte de gol. E daí?

Na volta 46, Verstappen, que estava em sexto, recebeu um telefonema da Red Bull. “Bonitão, vamos recolher o carro”, informou seu engenheiro, assertivo. Max adorou a ideia. Ele estava havia 500 voltas atrás de Bearman, sem conseguir ultrapassar o inglês da Haas. Seu motor perdeu potência de repente e a equipe percebeu que Inês era morta. Mesmo sem se importar muito com os motivos, o holandês perguntou: “O que aconteceu?” “Inês morreu”, respondeu o interlocutor. “Quem é Inês?”, seguiu Max, agora um pouco mais curioso. Seguiu-se um silêncio melancólico na comunicação. “Morreu de quê?”
Lá na frente, Antonelli fazia uma corrida exemplar, cravando voltas mais rápidas em sequência e mantendo Russell a uma distância mais do que segura. Hamilton, em terceiro, conseguiu uma boa folga em relação a Leclerc, que cansou daquela suruba caseira, tirou o pé e se conformou com o quarto lugar. Bearman, Gasly, Lawson, Hadjar, Carlos Sainz e Colapinto fechavam o grupo dos dez primeiros na volta 50, a seis do final. Os dois últimos dessa turma mal acreditavam que estavam nos pontos.



Na volta 54, Kimi deu um susto em sua mãe, dona Veronica, ao fritar os pneus e escapar da pista no fim da reta mastodôntica do circuito chinês. Perdeu 2s na quase-desgraça, mas sua distância para Russell era grande o bastante para que a leve bobeada não tivesse nenhuma consequência. Se aprumou e foi embora. E os dez primeiros se mantiveram inalterados até o final.
Kimi ganhou com 5s5 de vantagem para seu companheiro. Hamilton, finalmente, chegou ao pódio com a Ferrari. Terminou mais de 25s atrás do italianinho, porém. Obviamente não tem carro para brigar por vitórias, ainda. Ou seja, a Mercedes vai continuar dominando a bagaça. Vou te dizer que no Japão vão ganhar de novo. Leclerc acabou em quarto. Bearman e Gasly, quinto e sexto, foram espetaculares. Lawson e Hadjar não tinham muito do que reclamar. Sainz e Colapinto, os dois últimos na zona de pontos, não continham a alegria. O espanhol, pelo milagre operado. O hermano, por tirar o lacre defendendo a equipe francesa. Nunca tinha pontuado com a Alpine.



Ao estacionar o carro na reta dos boxes, diante do público na arquibancada, Antonelli tinha os olhos cheios de lágrimas adolescentes. Saiu do cockpit e correu para abraçar todo mundo na Mercedes. Recebeu um afago carinhoso de Hamilton. Chorou na entrevista para David Coulthard, ainda na área de box.
Mas no pódio, logo depois, Kimi era só sorrisos. Não só ele. Foi uma cerimônia de premiação genuinamente leve e feliz. Russell, que poderia estar contrariado por ser batido por um menino que ainda brinca de Playmobil, saía da China na liderança do campeonato, apesar do segundo lugar. E sabe que o favoritismo ao título lhe pertence — pela experiência, liderança interna e talento, claro. Hamilton não aguentava mais fazer cara de derrotado na Ferrari. Vimos novamente seus olhos brilhando, o que não acontecia desde tempos imemoriáveis. E Peter Bonnington, o engenheiro de Antonelli, foi receber a taça em nome da Mercedes junto do novo pupilo e do ex, Lewis, com quem trabalhou no time tedesco desde a era paleozoica.
Um piloto italiano não vencia um GP de F-1 há exatos 20 anos, desde 19 de março de 2006. Na ocasião, Giancarlo Fisichella ganhou a corrida da Malásia pela Renault, com Fernando Alonso em segundo.
Naquele dia, Andrea Kimi Antonelli ainda estava na barriga de dona Veronica.


“POBREMAS” – Quatro pilotos não conseguiram alinhar para a largada em Xangai: Alexander Albon, Lando Norris, Oscar Piastri e Gabriel Bortoleto. O tailandês da Williams teve problemas hidráulicos quando ia para o grid, voltou aos boxes e de lá não saiu. Os outros três ficaram fora da corrida por questões diversas. No caso do brasileiro, ele também já estava a caminho do grid quando houve uma pane parecida com a de Hülkenberg na Austrália. A Audi, porém, não revelou qual foi o piripaque. Já o campeão mundial nem conseguiu tirar seu carro da garagem. E seu companheiro australiano foi puxado para os boxes quando já estava posicionado para o início da prova. “Problemas elétricos nos motores”, informou a McLaren, sem especificar o que exatamente abateu seus carros. O time disse apenas que cada um enfrentou um defeito — donde é lídimo concluir que foram, pois, pepinos motorísticos distintos. Norris e Piastri deveriam largar da terceira fila do grid. O início de temporada papaia é lamentável.
DESFALQUES – Até agora, em duas corridas, a F-1 não conseguiu juntar seus 22 pilotos no grid. Na Austrália, Piastri bateu quando levava o carro para o alinhamento e Hülkenberg teve uma pane antes de começar a prova. Na China, com as desistências de Bortoleto, Albon, Norris e Piastri, apenas 18 alinharam.
FIM DOS TEMPOS – Um Mickey e uma Minnie desfilaram junto com Stefano Domenicali no grid, antes da largada. A Disney tem negócios com a F-1, como se sabe. Mas não deixa de ser curioso ver ícones do colonialismo cultural dos EUA fazendo festa num país tratado pelo presidente americano como inimigo mortal. Para piorar, a silhueta do camundongo foi pintada em algumas zebras. Saudades de Mao…
Quando Verstappen confirmou, no meio do ano passado, que seguiria com seu contrato com Red Bull para 2026, simplesmente apostou que valeria ficar e ver o que aconteceria este ano com novo regulamento e novos carros. Seu contrato é valido até 2028, mas parece que tem clausulas de performance para equipe. Ou seja, se começar a “dar ruim”, ele ativa essas clausulas e dá um ‘pé’ na Red Bull. Não é a toa que Toto Wolff se apressou a comentar o “carro horrendo” que ele (Verstappen) está pilotando, enquanto a Mercedes faz dobradinha. Junte-se “lé com cré”, e diria que Verstappen está próximo de se mudar para Brackley.
Miguxo,
George lidera o Mundial com sobras e Kimi Antonelli acaba de vencer seu 1o GP com direito a pole, melhor volta e ser chamado de Kimi RAIKKONEN.
Qual dos dois cederia o cockpit ao desmotivado e destemperado e desorientado e Nurburgringado Franz Hermann, na sua humilde opiniao?
Amem
Oiá só, cê comentou algo válido, parabéns!
Só falta você nos dizer quem a Mercedes vai mandar embora. A carruagem prateada passou e Max não quis embarcar. A Aston Martin também o queria. Porque ele não vai pra lá?
Toto zoou a RedBull porque eles tem uma briga histórica e zoando a RedBull, zoou Verstappen junto, que preferiu ficar lá.
Sem dúvida o Kimi Antonelli é um fenômeno de precocidade cujo parelelo pode ser apontado no próprio Verstappen. Mas dos novos, acredito que tanto Bearman quanto Hadjar, se estivessem na Mercedes, também estariam se destacando mais. Do Bortoletto não ouso afirmar, mas não me surpreenderia se também estivesse.
Acho que a regularidade de Bortoleto conta pontos. Talvez não seja o melhor dos mais novos mas foi campeão de F2 justo em cima do Hadjar. Penso que com um carro a altura, pode ser campeão.
Em 2024 a Invicta fez 288,5 pontos, sendo 214,5 do Bortoleto (≠ 74 pontos, 74% do total, Bortoleto) e a Campos fez 254 sendo 192 do Hadjar (≠ 62 pontos, 75% do total, Hadjar).
Em 2025 Bortoleto e Hulkenberg tiveram empate tanto em posição de chegada quanto de largada (12 para cada).
Por outro lado, Russell chegou na frente em corridas de Antonelli 21x e Antonelli x. E Antonelli só largou na frente do Russel 3x.
Penso que nesse caso talvez você possa ousar afirmar que Bortoleto está no mesmo nível dos que chegaram junto com ele. É só meu palpite
Flavio, mais uma vez você matou a pau: a analogia da ultrapassagem vs troca de posições é perfeita e define essa F1 mala.
Se eu puder ir um pouco além: o que tem deixado as corridas minimamente interessantes não são exatamente as novas regras e seus botões de overtake, é essa vantagem absurda da Ferrari nas largadas (aliás, ainda não encontrei muita explicação desse pulo do gato da Ferrari).
É bem raro uma equipe ter tanta vantagem assim na largada. Isso bagunça tudo logo de cara, gera troca de liderança e dá uma falsa emoção… que dura, o quê, umas 10 voltas no máximo. Galera tem que se ligar que isso não é planejado e que logo mais as outras se adaptam.
O efeito ioiô e as quebras até que dam uma animada lá na meiuca, mas sem a Ferrari pulando na frente toda corrida, provavelmente a Mercedes já teria sumido na volta 1 e ganhado tudo com 30s de vantagem. Super emocionante…
Tem Disneylândia na China, em Xangai. É enorme e atrai milhões de pessoas por ano. É o parque mais moderno da Disney. Sinal dos tempos.
O busílis é o seguinte: se for para assistir corrida de bateria, melhor assistir à Fórmula E. Estou achando essa F1 pura ficção, fantasia, sem graça nenhuma, a despeito da ótima pilotagem de Hamilton nesta corrida e, principalmente, de sua manutenção de bateria. Pelo menos quando mostrado, e mesmo que por pouca margem ao ser comparado com adversários na disputa de posição.
Outros pilotos também tiveram atuação marcante.
Outra coisa que tem me incomodado muito é que grande parte da transmissão mostra apenas a ordem dos pilotos na pista e, quando apresenta a diferença, é somente com uma casa decimal.
Além disso, está difícil confiar nos gráficos da FIA: o piloto atola o pé no freio e a velocidade no gráfico só se modifica no fim da reta.
Será que a taxa de compressão da Mercedes é o que está fazendo essa diferença entre as equipes de ponta?
Pelo menos algo melhorou, em minha opinião: a narração. Poucos ou ausentes erros do narrador, que sempre esperava ter certeza do acontecido e de com quem estava acontecendo antes de abrir o bocão. Narração mais sóbria, menos “brazuca” e, graças a Deus, sem mandar abraço e beijo para ninguém. Sem chefe, sem “monegato”, sem exageros e, principalmente, sem os erros grosseiros cometidos pela besta do Sérgio Maurício — que, a esta hora, deve estar xingando e maldizendo a Érika Hilton por ter sido escolhida presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Olha na Austrália foi igual ou pior que o SM, mas melhorou sim. Parece que escutou alguém, e no geral deu uma boa melhorada, a transmissão em si. Mas ainda vou experimentar o áudio da F1, apesar de ficar nos 30 por cento de compreensão, mas tá na hora de evoluir, e, vai que eu gosto. Sei lá, no Japão veremos.
Hamilton ressuscitou ! Falta só o Gola profonda ressuscitar……
A parte entediante da corrida foi o fato de ser uma corrida de uma equipe só disputando a ponta. Que me perdoem os puristas, mas eu gostei da disputa entre Lewis e Charles. Nessa hora a experiência de Hamilton ao fazer o traçado na pista falou mais alto: fechando a porta mas ainda assim fazendo um traçado suave… o que a gente costuma chamar de “fez o carro crescer na frente” do Leclerc.
Não teve disputa nenhuma, só uma exibição de dois carros andando lado a lado com níveis diferentes de bateria, que permitiam a troca de posições.
Não discordo, mas tem um fator que não está relacionado às baterias e é importante: agora os carros conseguem seguir um ao outro melhor nas curvas. Eu teria muito interesse em ver como isso resultaria (ou não) em mais ultrapassagens sem a parafernália elétrica, mas acho que nunca saberemos…
Miguxo,
Foi divertido o passa ou repassa das Ferraris, no limite do bom senso, no fio dos bigodes fashionistas de Milano usados por Monegato e Lewis Kardashian.
So nao foi F1, segundo Franz Hermann.
Mario Kart tambem e divertido.
Amem
Infelizmente eu assisti somente o resumo no canal da F1 no youtube. Apesar de ser um resumo, realmente me pareceu uma disputa interessante. Bem diferente do carro sendo ultrapassado por conta de perda absurda de potência. Aliás, nas curvas as baterias são recarregadas e não usadas, correto? Isto é, a disputa é mais na habilidade do que na diferença de potência. Ou não?
De toda forma, durante anos assistimos corridas com o vitorioso sendo definido na base da estratégia (com os nomes bonitos undercut e overcut) e não na disputa roda com roda. Schumacher (que considero o maior de todos os tempos) ganhou várias corridas assim. Nos primeiros anos do DRS, convivemos com as reclamações da artificialidade das ultrapassagens. Em 2026, os protestos renascem. A diferença agora é os pilotos aderindo mais fortemente às críticas. Aliás, uma outra dúvida: como os pilotos receberam o DRS, no primeiro ano em que foi adotado?
Imagino que teremos pequenos ajustes no regulamento por razões de segurança. E que a F1 continuará forte.
“. Hamilton não aguentava mais fazer cara de derrotado na Ferrari. Vimos novamente seus olhos brilhando, o que não acontecia desde tempos imemoriáveis.”
É para isso que serviu o embate entre Lewis e Leclerc, estão definindo quem vai ser o dono do galinheiro afinal de contas, esse foi o grande mérito de uma disputa – sim, mesmo de forma artificial – que ao menos agitou um GP com o destino desenhado desde os treinos oficiais. E foram os únicos a fazer isso, sem trenzinho, sem ordens de equipe, foi piloto contra piloto aproveitando as “peculiaridades” do regulamento oficial…mas isso não importa, mesmo se fosse disputa de carrinho de super mercado, o que a gente quer ver é os dois caras se pegando na pista, um tentando mostrar ao outro que é melhor. E tá na hora mesmo do Lewis se impor, Leclerc é um desafio tão grande quanto Russel foi quando dividiam os boxes; é muito pouco para um multi campeão se contentar em andar sempre atrás.
Ali foi totalmente isso. Aproveitou que o Hamilton estourou os pneus passando meio mundo na relargada e chegou bufando. Aliás, os morros de Montecarlo ensinam algo aos manos de lá, não é mesmo? Interessante! Não pense você que Leclerc desistiu cara, ele é um rogue puro. Meio viril, meio vilão. Parece o Rosberg. E fala italiano. Aliás, se Hamilton bater ele vai ser o primeiro, ele é uma máquina de moer companheiro de equipe! Aposentou o Vettel. Eu quero mais é que o Hamilton moa, mas aí é pura torcida!
Corrida interessante, que mesmo com disputas por conta da questão de gerenciamento de bateria (o que não vejo como problema, mas uma característica do atual regulamento que teremos de nos acostumar…), foi bem interessante… Ponto alto foi ver Kimi liderando igual gente grande, Hamilton finalmente tendo seu pódio com a Ferrari e, talvez, começando a demonstrar uma certa liderança na Ferrari que venha a incomodar Leclerc…
Agora, ponto alto mesmo, a Alpine… E pensar que até ano passado era uma carroça que dava vergonha de dizer que era um carro de F1 (hj quem tem esse título é a Aston Martin, com Alonso inclusive dando tchauzinho pro Perez ao ser ultrapassado pelo mexicano… que vexame!!!)…
Gosto é igual a……Nariz, cada um tem o seu. Austrália e China há muitos anos vinham entregando corridas modorrentas, um trenzinho que fazia quem ficasse acordado arrependido até a alma implorando o fim da procissão pra voltar a dormir. Tinha o tal gerenciamento de pneus, o tal ar sujo que não deixava aproximar, o tal fluxo de combustível, o tal Michael Masi, blá, blá, blá.
Agora temos corridas excitantes e? Hein “mas é como um jogo sem goleiros“, para né escriba, estávamos tendo jogos com 10 goleiros e 1 na linha.
Isso tá parecendo a tal lava jato, um disse que disse e todos vão na mesma linha.
Merece uns ajustes, quem sabe um 40%x60% no balanço elétrico x combustão, talvez baterias melhores ou melhor carregamento e é bom lembrar que em junho começam a medir a taxa dos motores Mercedes a quente.
Eu estou adorando essa nova F1.
A briga Hamilton/Leclerc? Valia, valia um lugar no pódio. Isso é nada?
Xi Jinping >>> mao
Dica para assistir as corridas sem soltar praga a cada ultrapassagem fajuta: esqueça que os carros tem baterias. Assim eu fiz, e curti assistir Lewis e Charles brincando de autorama, passando o outro por fora, por dentro, por cima, por baixo, até parado. Porque esses dois deram show de munheca nesses carros que são rápidos na reta, parecem uma piaba. Alguém, acho que Gasley, chegou a 355km/h na reta com bateria carregada, brincadeira de menino grande.
Ainda sobre a questão de carregar a bateria na reta. Os milhões de telespectadores não viram na tela da tv que, ao entrar na reta, a luz de freio de todos os carros acende no início e depois apaga, daí a reclamação de todos os pilotos. Algum problema de regulamento leva os pilotos, no início da reta, a pisar no freio, invés do acelerador, no que é única explicação para a luz de freio acesa na reta.
Eu vi, várias vezes, a luz de freio acesa na minha tela de tv, mas não falei nada, porque tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas fico calado, faz de conta que sou mudo. Max vai gostar de saber disso, quando eu contar o que vi na tv.
Carro de F-1 não tem luz de freio. As luzes indicam que não estão com carga total e está havendo recuperação de energia.
Tô apenas zoando desses carros horríveis. Sou do tempo que vibrava ao ler na Quatro-Rodas da semana seguinte que piloto trocou de marcha 3 mil vezes em Mônaco, quando os carros tinham 3 pedais, os aerofólios eram fixos porque asa móvel é apenas pra gavião, não havia silencioso no cano de escape e piloto pilotava de pé na tábua. Essa fórmula 1 de hoje tem gosto de chá de osso de burro velho, como diria meu avô em Patos no sertão da Paraíba.
Muita frescura reclamar das baterias, afinal não diziam que o carro de 2025 era fácil demais de guiar ?
Resolveram dificultar um pouco e dar mais emoção e tão artificial como abertura de asa nas retas.
Concordo com você.
Miguxo,
Nao sei de vosotros, mas eu nao reclamei dos carros de 2025.
Entonces, nada de nos culpar por essa porcaria de 2026.
Amem.
Saudades de Mao foi muito bom! Vc acha que o Verstapenn tem condições de reverter algum aspecto do regulamento? Ele tem reclamado bastante…enfim acho interessante e concordo com suas opiniões a respeito da ausência de “arte” nas ultrapassagens realizadas com esse modelo de regulamento…abraços!
hehehe
chora mais ai rapazeada
Era pra ser engraçado??
Flávio,
O que tem de verdade nessa história que a Aston pregou o motor direto na carenagem do carro? E o quanto isso tem de culpa nos problemas do motor Honda?
Será que o mago projetista esqueceu de desenhar o coxim desse motor?
No mais, acredito que a Fórmula 1, sob influência dos americanos, deve estar gostando desse “Mario Kart F1”, porque pra eles o que importa é o tal engajamento nas redes sociais e as ultrapassagens, mesmo sem dificuldades para os pilotos, geram Reels e cortes legais para o publico que vive a vida arrastando o dedo pra cima
Abraços,
De onde veio essa “história”?
Informação da Juliane Cesaroli, ela já tinha comentado sobre isso. Neste video, por volta do min 27, ela fala novamente sobre a Aston Martin.
https://youtu.be/PmAaejkOzyI?si=GZKL0AeQqGp70Ee-
Eu só comento o que eu sei.
Falar o qué?
FG falou, e disse !
Disney na China? As coisas vão de Mao a pior…
FG está tudo bem com a namorada e o bebê do Alonso? Estava assistindo pela F1 tv, e se meu inglês não estiver enferrujado, eu ouvi essa conversa do Alonso com o seu Engenheiro logo após a primeira parada.
-Eu pedi pra trocar os pneus, completar o tanque com aditivada e dar uma massagem nas costas pra relaxar! Mas algum mecânico mexeu na regulagem dos massageadores do carro… Agora tô vibrando mais que um celular no silencioso nos pés e nas mãos! Falou as gargalhadas o piloto da Aston Martin. Sem jeito, uma voz calma e procurando palavras, respondeu:
-Desculpa Fernando, cometemos um engano… Ainda estamos nos acostumando com esse novo regulamento…. Ao invés de acionar o modo vibratório no assento, foi acionado no volante. Foi confusão nossa aqui! Agora sobre a vibração nos pés, eu abri um chamado no suporte técnico para entender! Pois até a onde eu sei, os motores Honda só conseguem gerar energia para um ponto de massagem por vez!
Alonso rindo com as coceguinhas que o massageador do volante da sua Aston Martin proporcionava responde:
-Vou pedir para o Adrian colocar no volante a opção de ligar e desligar o modo massagem. Eu consigo fazer esse gerenciamento de carga e potencia tranquilamente e… tem mais…
Nesse momento o engenheiro interrompe o Espanhol:
-Fernando, você já me contou que na adolescência teve um Celta 1.0 com ar condicionado, e dada a sua competência, não duvido que você já ultrapassou muita carreta carregada la Serra da Cantábrica, só desligando o ar, reduzindo a marcha e socando o pé no acelerador, mas com esses novos motores elétricos não é bem assim que a banda toca…. e ainda por cima, não se esqueça… nosso bólido é impulsionado por um Honda…. Agora me fala: E as vibrações no pé, cessaram? A Honda já me respondeu o suporte técnico, alias para isso eles são rápidos…. É 100% de certeza que só podemos ativar um modo de massagem por vez, e o que está ativo agora é no volante….
Do outro lado, o Espanhol rindo, mas não de nervoso… a risada era pelas cócegas que o massageador proporcionava.
Aqui uma nota minha: Vale dizer que em momento algum o espanhol retirou as suas luvas, que são muito bonitas diga-se de passagem. O Massageado de volantes da Aston Martin é o suprassumo da engenharia que causa cócegas mesmo com as mãos devidamente trajadas a rigor.
Alonso rindo:
-Não, a vibração continua… Ela para uns 10 segundos e depois continua por um tempo, para uns 10 segundos e continua…
-Fernando, você levou seu celular para carregar na porta usb que o Sr. Adrian instalou na coluna de direção? Você sabe que essa porta não é para carregar celular, ela foi instalada para plugar a impressora matricial do Sr. Newey. Você bem sabe que ele odeia ver informações na tela, e tb que os monitores da fábrica estão todos rabiscado com grafite 0.5 HB que ele usa. Semana passada, o rapaz da limpeza achou que era sujeira, apagou, e isso vai atrasar em uns 3 meses nosso pacote de upgrades, por isso, as pressas, fizemos essa adaptação na coluna de direção com uma porta USB. Você por acaso levou seu celular para carregar nessa porta? Por favor,diga que você não fez isso. A FIA gosta de influenciadores e redes socais, mas ela AINDA proíbe celulares nos cockpit, Fernando!
Sem jeito o espanhol respondeu:
-Sim, eu trouxe…. Mas falei com o pai do Stroll, ele me autorizou. Pode verificar com ele. Você sabe que agora eu sou pai, não posso ficar offline, a Mel me mata se ela me ligar e eu não atender…. Meu celular estava com menos bateria que esse motor Honda no final da reta, eu esqueci meu adaptador de tomada no avião, eu precisava recarregar o meu celular. Por sorte a porta instalada não é usb-c, pq meu cabo ainda é dos antigos… Alias, falando em cabo antigo, avisa a Honda que para a formula 1 e desta vez também para SP2 o motor não funciona, mas para carregar celular… meu amigo, que espetáculo. foi do 1% ao 80% em 5 voltas e o melhor: não esquenta! Não senti nenhum desconforto de temperatura com ele aqui junto de mim na minha barriga , é um espet….
O engenheiro interrompe novamente:
-Fernando, por acaso, o seu celular ainda está carregando? Pode verificar por favor.
5 segundos sem resposta no rádio…. o engenheiro:
-Alonso, seu celular ainda está carrregando?
Alonso, responde algo em espanhol que eu não compreendi, e nem o engenheiro entendeu porque ele falou:
-Fernando, entendo suas origens, mas aqui na Aston Martin, para a nossa comunicação fluir bem, o idioma é o inglês! Lembra daquela dinâmica que fizemos no começo do ano para integração da equipe, melhoras dos KPIS? Na comunicação ficou decidido que seria o inglês, você pode por favor, manter a comunicação em ingles e me dizer se o seu celular ainda está carregando Fernando?
O espanhol assustado:
-Não… Meu Deus! Ele não está carregando. O celular também não está mais no meu colo…. Eu prendi ele tão bem aqui no cinto. Cade meu celular? Tem pickpocket aqui na China agora?!?!? Não é possível que nem mais no cockpit nós pilotos estamos seguros contra a criminalidade…
-Fernando, calma! Seu celular deve ter escorregado e caiu no assoalho próximo dos seus pés, e a Melissa deve estar ligando para você desesperadamente, por isso as vibrações! Acho melhor você vir para os box… Aqui você atende a ligação com calma, não deve ser nada, pode ser uma cólica, ou mesmo para vc levar um Mickey e uma Minnie para o bebe…. Tem um monte dessas pelúcias por aqui, a gente pega uma ali no paddock! Alias, para descontrair, vou contar uma fofoca: O Russell está espalhando que o Toto advertiu o Kimi porque ele ontem pegou um monte dessas pelúcias para levar para os amigos da escola. O menino pediu desculpas,mas falou que na escola quando alguém viaja, sempre leva presente para os amigos, é uma tradição de países que tem sangue quente…. O clima vai azedar ali na Mercedes… pode anotar e depois me cobrar! mas voltando…
Fica tranquilo Fernando, vem com calma, você atende a ligação e depois você volta para a corrida igual fizemos semana passada lembra? E alias, semana passada não era nem a Melissa né? Era a Tim cobrando umas faturas atrasadas lá da época da Ferrari. Aquele povo de Maranello é todo enrolado… Eu falei para não chamar você para atender a ligação, mas enfim, agora como é seu celular, sabemos que é mais importante, mas fica tranquilo porque não é nada de grave. Vem Fernando, vem com calma para os box e nós aproveitamos e desligamos a massagem do volante e passamos para o assento. Por favor Fernando, venha para os box.
FG depois disso o Alonso abandonou e ninguém mais falou nada. Mudei para o Sportv e tb silencio. Estou preocupado.
Mano do Céu!
Apareceu alguém tentando rivalizar com o “Miguxo”. . .
Tempos sombrios se aproximando. . .
São tipo os Gremlins. Se cair água neles, se multiplicam.
Acho que está na hora do blog adotar limite de caracteres nos comentários.
Tem um pessoal que acha que é blogueiro
Winter is coming.
Miguxo,
Esse seu testamento ficou mezzo cosplay do FG feito por uma IA meio abestalhada e mezzo humor duvidoso de Eve e Luci e Gui vendo o Padre Marcelo desfilar na madrugada global.
Amem
Só li metade 🧐
Flávio, a parte que mais gosto dos seus textos são os apartes do George Russell (fictícios, mas hilários), acredito que leremos muitos deles por aqui!!!!
E realmente, você foi perfeito na frase: A F1 2026 é como futebol sem goleiro, essa é para marcar história, juntamente com a opinião mais verdadeira sobre a Aston Martin que já li por aí!!!
Ótimo texto. Tão bom quanto o turbo da Ferrari. Bella roba feita pelo Kiminho, que foi chamado de “Roikkonen” pelo locutor local, na ocasião do podium.
o que é o artificialismo das baterias depois do suporte do Mickey para a F1?! Virou espetáculo e não esporte, mas é o que da audiência… fazer o que?
Miguxo,
O velho pirata Bernie propos, certa feita, que houvesse chuva artificial para tornar mais interessantes e emocionantes os GPs.
Certamente mais interessante que a presenca do rato capitalista yankee!
Amem
Que corrida chata. Apenas duas equipes competindo entre si. A segunda melhor que foi a Ferrari chegou 25 segundos depois. Depois veio a Haas, com quase 1 minuto de atraso. MacLaren e Redbull se fuderam. Essas duas equipes não aceitaram a mudança de regulamento para motores aspirados e sem viadagem antes de 2030. Quem sabe agora, em 2030 teremos corridas novamente.
Deveria ter assistido ao vivo a Santa Missa na Globo com o Padre Marcelo Rossi bem na hora da corrida 🙏
Miguxo,
ou seja, nao teve nenhuma outra equipe competindo com o Mercedon Invencivel do Toto.
Amem
Apenas 15 carros chegaram ao final, sendo que entre eles estavam os dois cadillacs.
Então não chega a ser uma surpresa que a Williams tenha pontuado com o sainz, bem como que o colapinto tenha conseguido o seu primeiro pontinho na alpino… foi só chegarem até o fim da corrida.
Próxima corrida no Japão tende a ser parecida, com as equipes ainda tentando acertar os carros.
Essa pausa causada pelo cancelamento das corridas em abril vai ser providencial para as equipes, exceto a Mercedes, essa gostaria que já tivesse corrida semana que vem, pois está sobrando por enquanto.
Só o Kimi mesmo pra salvar a temporada!
Eita Flávio Gomes! Que delícia de texto no raiar da aurora, escreva sempre com sono, hahaha. Seu mau humor é nosso humor. Eu gostei da suruba caseira da Ferrari, por mais artificial que fosse, foi engraçado pacas, e deu pra sentir bem como o Monegasco não perde muito pro Hamilton não, hein. Caramba, como eles andam parecido. Ele perde ainda, mas depende de circuito, carro, as vezes ganha. Bem pareio. E não se entrega, o casadoiro. Tampouco vovô Lewis. Vai ser interessante, aliás, por que não fica o Carlo qualquer coisa (ancelotti?) como eng. do Hamilton? Não sei se tão se dando bem, mas que a gente se diverte, se diverte! E o cara foi eng. do Raikkonen, mais puto que o Raikkonen impossível. Tomara que não venha o água com açúcar lá amigo do Hamilton. E que venha desenvolvimento desses motores logo, estamos precisando. Podíamos contar com a FIA pra tomar uma providência, agora nessa pausa, mas é de duvidar visto que, ó, sucesso, mil ultrapassagens, ééépico. Olha o tiktok bombando, sei não. O jeito é contar com o bom senso das equipes e engenheiros, uma troca de posição durar um GP pode até ser engraçado um dia ou dois, mas dá não. E vamos que vamos pro Japão, Ferrari tem chances remotas, tem não? Muita curva de alta velocidade onde esse chassi deve brilhar… errr, não tira 25 segundos, talvez 5!!
Boa tarde FG,orgulho da professora de redação!!
Tem um parque da Disney em Xangai, por isso a presença do Mickey no circuito e corrida.
“Quem é Inês?”, essa acredito que Max não saiba mesmo, assim como a maioria dessa geração do século XXI. Russell, o Alto-falante britânico, com seus comentários, é hilário. Como sempre, ótimo texto.
Miguxos de Walt Disney, Amigues de Salvador Dali,
Desde a 1a vez em que vi um piloto vencer pela 1a vez na F1 (Mexico 1986), sempre e bom ver gente nova entrar no clube dos vencedores.
Antonelli correu como KIMI, venceu como segundo piloto do Mercedon invicto.
Foi bonito ver o menino chorar, como vosotros devem ter chorado pela ausencia de nosso lento Borto no grid (mas nem notamos a diferenca na pista).
Foi bonito tambem ver Sir George passar, sem qualquer emocao, os mequetrefes que se engalfinhavam em sua frente, bocejando nas retas com esse lindo e invencivel Mercedon com motor Mercedon Nitro, mantendo a lideranca do Mundial ate o fim dos tempos.
Agora, o que nao foi bonito foi esse grande premio na terra dos estudantes massacrados na Praca da Paz Celestial, ou Hong Kong, ou outros lugares que vosotros fingem esquecer pelo dindim da segunda maior economia do globo.
(mesma logica de Trump)
Um bicampeao mundial, piloto mais experiente de todos os tempos, abandona a corrida por perder a sensacao nos bracos e pernas de seu caminhao verde travado pelo GP2 ENGINE?
Um tetracampeao mundial (valeu MASI!) abandona a corrida apos cair para 16o por causa de seu GP2 ENGINE Yankee e apos uma falha no software?
O Campeao Mundial para o choro e mimimi e ranger de dentes de vosotros sequer larga ao lado de seu tagarelante companheiro Oscarito, deixando de fora a equipe bicampea mundial de Construtores antes mesmo das luzes de largada?
Outra vez, o pavoroso aquecimento para a largada, mostrando que a poderosa F1 anda mais lenta para acelerar que uma Kombi 1956?
Outra vez a Scuderia Enzo fingindo correr em tempos de Gilles e Pironi e no mundo real 25 segundos atras do MERCEDON INVENCIVEL DE TOTO?
Uma largada com 18 carros e uma chegada com 15 carros?
Verstappen, de vez em quando (a cada ano bissexto), tem razao.
Virou Mario Kart de bilionarios. Quem gosta disso nao gosta de automobilismo.
Beijos no Valtteri Cadillac (nao contem isso a Checo Perez)
Com as ausências de Lando, Piastre e Max tivemos o tradicional “banquete dos mendigos”, do P5 em diante,
Kimmi deverá ficar esperto pra não fazer o papel de bobo como Piastre fez ano passado…
Flávio como leitor seu quase desde sempre,sinto que nesta temporada vc e a Mercedes estão afiadissimos… Seus textos desta temporada estão digamos assim , com bateria lotada ! Poesia pura na forma de óleo e motor , Parabéns de um velho leitor
Antonelli é um italiano que nunca assistiu ao vivo um pódio com vitória de um compatriota.
Como é difícil este negócio de F1, no ano 77 apenas 116 humanos conseguiram vencer uma prova.
Para os saudosistas da década de 80 a prova de hoje guarda uma boa semelhança.
Quando a Mercedes solucionar o problema das largadas irão meter uma luneta nos demais.
McLaren comprou o melhor hardware, mas não consegue operar o software.
Eu gostei da corrida. Vamos acabar nos adaptando com essas subestações móveis.
Oi, Flávio! Nem tive o trabalho de passar a madrugada assistindo mais um “Mario Cart”. Só vi o Highlights de manhã. Sua analogia foi perfeita: “_futebol sem goleiros”!!
E também “como se esperava” esse regulamento trouxe de volta coisas do tipo diversos abandonos, carros parados na largada, retardatários se arrastando pela pista. Achei que estivesse com saudades desses incidentes. Não estava!! E ainda mantiveram o Safety Car até para peido de mecânico!
Tempos modernos ou exagero na dose de adrenalina enlatada?
Abraços!!
Que baita vitoria do Antonelli! É bom o Russel abrir o olho!
Nossa eu pensei exatamente a mesma coisa quando vi o Mickey e a Minnie !!
Abrindo aspas para Flavio Gomes: “Não precisa dizer muito obrigado, pra mim. Sou funcionário, trabalho na empresa, recebo salário”.Local em que ele disse isso: em um programa sobre futebol, na Fox Sports. Quando foi? Faz muito tempo, não lembro o ano exato. Para quem ele falou? Também não lembro (mas acho que foi para o Facincani).
Esse post NÃO é sobre Fórmula 1. O tema aqui é apenas um: jornalismo nas TVs brasileiras (aberta e paga). Em breve o leitor do blog entenderá porque eu memorizei o que o FG disse.
Assisto TV diariamente desde 1967 (sou idoso: nasci em1961). Há algo que me incomoda (nos noticiários) desde os anos 70. O âncora inicia uma reportagem, e logo em seguida um repórter entra ao vivo de qualquer lugar do Brasil. Após passar a informação, ele diz: “volto ao estúdio”, ou algo parecido. Então o âncora – qualquer âncora de qualquer TV aberta ou paga – fala o clichêzão mais inútil do mundo: “Muito obrigado e bom trabalho. Qualquer novidade é só chamar aqui”. Por que tem que dizer muito obrigado toda hora? O repórter está fazendo o serviço dele e o âncora não paga o salário do repórter!! Óbvio ululante: às vezes, se é uma notícia que terá desdobramentos durante o dia inteiro, um mesmo âncora aciona o mesmo repórter entre TRÊS a QUATRO vezes, e o clichêzão é dito em todas as finalizações: “Muito obrigado.Qualquer novidade é só chamar aqui”. Muitas pessoas poderão argumentar que é uma questão de educação. Eu penso que é uma encheção de saco! Flavio Gomes, provavelmente, é o único jornalista brasileiro (um recorde?) que teve coragem de dizer o óbvio (o que o leitor acabou de ler no primeiro parágrafo). Ele nem deve se lembrar de ter dito isso, mas pra mim foi importante.
Tem mais palhaçada nos noticiários da TV. Exemplo: é uma manhã muito agitada em Brasília. Um âncora, em São Paulo, aciona – quatro vezes – o mesmo repórter na capital federal. Nos quatro acionamentos, ambos dirão bom dia para o outro.Nós, telespectadores, entre 8 e 11 da manhã, escutaremos – apenas em uma reportagem – OITO – bom dia. A coisa toda é surrealista: o repórter passa a dizer “bom dia novamente”, ou a sua variação: “bom dia de novo” (da segunda entrada ao vivo, e nas próximas).
Quando o jornalista Valdo Cruz estreou na Globo News, ele esqueceu de dar boa tarde para o “assinante”.Coitado! A redação recebeu whatsapp e e-mails reclamando (juro que isso é verdade). No 3º dia de Globo News, Valdo Cruz se “retratou” e falou que isso não iria se repetir. Ele – já faz tempo – fala todo dia: “ Boa tarde Sadi, boa tarde Otávio, boa tarde Merval, boa tarde assinante. Terça-feira iluminada para todos nós”. O cara criou um bordão: “quarta-feira iluminada para todos nós. Quinta-feira iluminada para todos nós”. É patético!
Em tempo: como eu citei a Globo News, e nos últimos 6 anos tudo causa polêmica inútil, informo que também assisto a Band News, CNN Brasil e SBT News.Não assisto a Record News. Motivo: um canal de NOTÍCIAS que transmite batida de carro em um poste, na zona leste (sem feridos ou mortos) e os cuidados especiais que você deve ter com o seu gato, não é sério. Também não assisto a Jovem Pan News: um canal de notícias não pode veicular, 24 horas por dia, apenas debates e reportagens que idolatram a direita brasileira.
Temos um sommellier de jornalismo.
Classifiquei como um elogio.
Ta bom, curitibano. Sei que você fica espiando se o vizinho do apartamento ao lado já foi, pra não dar bom dia.
Solido desempenho da Haas, na corrida seguinte teremos a Toyota triunfando na casa da Honda.
Jogo de futebol sem goleiros. Perfeito! Essa foi a melhor definição até agora. Na primeira corrida houve alguma emoção mas, agora que entendemos melhor, parece apenas uma água com açúcar.
Ótimo texto como sempre! Nenhum resíduo de IA, escritor nato e em extinção! PARABÉNS FG!
E o azar do boca de peixe sob Saturno em Áries(Retorno de Saturno pra ele) continua. Numa corrida, larga do box. Na outra corrida, não conclui. Gente, nem eu desejo isso, mas se esse azar retumbante dele no Saturn Return continuar, já começo a desconfiar que ele só volta a ganhar corrida em Abril de 2028. Acorda Tilápia! 👀
Cágado verde. Genial!
E o serviço de limpeza pública de Xangai? Isso é que eu chamaria de um texto gustativo, Duran!
Inês morreu assassinada a mando do sogro, coitada.
Flavio escreve muito bem
Ja as corridas nao estpu gostando de nada. 4 carros nao largam. Um nonte de ultrapassagem sem talento nenhum. Uma equipe dominante. Enfim. Nota 0 pra tudo na minha opiniao.
Lido e aprovado. Vc até q tem certo talento. Hahahaha. Ótimo texto . Russel campeão.
Muda carro, regulamento, mas a única coisa que não muda é a tradicional dominância de uma equipe só. 😴😴😴😴😴
Flávio, você não acha que um aumento da capacidade de carga das baterias poderia resolver o problema da inconsistência da potência dos carros ?
Desculpa amigo, mas acho que o FG responderia no melhor estilo não sou coveiro, tipo não sou eng. elétrico. Meio boca dura esse rapaz, hahaha.
“Remover o lixo” (Aston Martin), hilário