O PEQUENO PESCADOR (2)

SÃO PAULO (o menino cresceu) – Andrea Kimi Antonelli larga na pole para o GP do Japão, em Suzuka. A Mercedes lacrou a primeira fila de novo, com George Russell em segundo. Nada de novo no front. Três corridas, três primeiras filas. Quatro, se formos contar a Sprint da China. Como a McLaren deu o ar da graça depois do fiasco de Xangai – nenhum dos dois pilotos largou –, o terceiro lugar no grid ficou com ela, cortesia de Oscar Piastri. Com ele divide a segunda fila o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. Gabriel Bortoleto fez uma boa classificação, avançou ao Q3 e parte da nona colocação com a flecha de prata da Audi.
A classificação para a prova de Suzuka aconteceu de novo com temperatura baixa, 16°C, e o sol foi embora, deixando o sábado nublado e cinzento. Teve boas surpresas entre os dez primeiros – além de Bortoleto, Pierre Gasly em sétimo, Isack Hadjar em oitavo e Arvid Lindblad em décimo. E uma grande decepção: Max Verstappen em 11º, sem conseguir levar a carroça da Red Bull ao Q3. O holandês está até agora maldizendo o novo regulamento da F-1, o projetista do seu carro e todos os descendentes de Henry Ford. Se pudesse, pegava um trem-bala em Nagoia, parava em Narita, entrava num 747 da JAL e sumia no mundo.
Ah, a mudança de regra para a classificação – redução da entrega de potência de 9 para 8 megajoules na hora de carregar as baterias – foi percebida por zero pessoa. E compreendida por menos gente ainda. Vamos à pista, agora.

“Muito tráfico”, diria um narrador com quem trabalhei em passado remoto. Foi assim o Q1, e sempre será, com 22 carros na pista, alguns deles muito lerdos por natureza — outros, mais ainda em suas voltas preparatórias para aquecer pneus e freios, modular a carga das baterias, regular o ar-condicionado e equalizar o som no Tojo.
Mas Q1, em 2026, não reserva muitas surpresas. O “tráfico” acaba não sendo decisivo. Só dá zebra se o sujeito não conseguir sair dos boxes, ou tiver dor de barriga antes de ir à pista. Isso porque Williams, Cadillac e Aston Martin são quase fixas na zona de eliminação. A Williams, porque fez um trabalho porco no novo carro e começou o ano com um lastro de 30 kg. É como se Carlos Sainz e Alexander Albon carregassem 15 garrafas de Dolly de dois litros dentro do cockpit. Peso em carro de corrida cobra um preço. No caso, faz andar devagar. A Cadillac porque é novinha, coitada. Tudo é mais difícil. E a Aston Martin porque quem desenhou o carro esqueceu de perguntar a quem faz o motor se ele é encaixado no chassi na frente ou atrás do câmbio.

Às vezes, porém, alguém se mete ali no meio e outro alguém faz um milagre. Hoje o milagre foi de Sainz, que passou ao Q2 com a Williams. E quem se juntou aos degradados foi Oliver Bearman, da Haas – surpreendente, tratando-se do quinto colocado no campeonato. A ordem dos eliminados, a partir do 17º, foi a seguinte: Albon, Bearman, Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Fernando Alonso e Lance Stroll. Nas primeiras posições, Leclerc com 1min29s915, Russell, Antonelli, Piastri, Lewis Hamilton e a valente dupla da Audi, com Nico Hülkenberg em sexto e Bortoleto em sétimo. É o melhor fim de semana quatrargólico na temporada, até agora, com presença constante de seus dois pilotos entre os mais rápidos.
O Q2 já era outra história. Três equipes não teriam problema algum para avançar – Mercedes, Ferrari e McLaren –, mas as outras precisariam lutar por décimos e centésimos de segundo. Qualquer deslize poderia ser fatal. Apesar do favoritismo, quem não repetia até ali o mesmo desempenho dos treinos livres era a Mercedes. “Veja bem”, entrou Russell no rádio. “Alguma coisa se passou com nossos carros. Não me parece natural esta perda de performance repentina. Havíamos começado tão bem o fim de semana! Quando chegava ao autódromo, hoje, as cerejeiras floridas me inspiraram tanto! Mas aquele clima de harmonia oriental em nossa garagem, de uma hora para outra, desapareceu. O que pode estar acontecendo?” Toto Wolff perguntou ao engenheiro do que George estava falando. “Das cerejeiras”, respondeu o funcionário da equipe.

No fim da segunda parte da classificação, porém, Antonelli deu um um clique no carro e fez o melhor tempo do fim de semana: 1min29s048. Leclerc foi o segundo e junto com eles se classificaram Piastri, Hamilton, Russell, Lando Norris, Gasly, Bortoleto, Hadjar e Lindblad. Ficaram fora Verstappen, Esteban Ocon, Hülkenberg, Liam Lawson, Franco Colapinto e Sainz.
Há, claro, que se observar uma ou outra coisinha aqui. A começar por Max. Vencedor e pole dos últimos quatro GPs do Japão, o holandês, que está odiando a vida, caiu no Q2. Hadjar, seu jovem companheiro franco-argelino, avançou. Hulk decepcionou, depois de andar lá na frente o tempo todo. Na hora em que precisava, espanou o parafuso. E Lindblad, 18 anos, estreante, que perdeu um treino inteiro ontem por problemas de câmbio e meteu tempo no metido Lawson, passando ao Q3 com autoridade. Além de Gasly, claro, de quem sempre falamos: anda mais que o carro e é subestimado; apenas um francesinho contra esse mundão todo.





Antonelli disse a que veio na primeira leva de voltas do Q3: 1min28s778, baixando ainda mais o melhor tempo do fim de semana nipônico. Russell, o das cerejeiras, bateu a ampulheta 0s298 atrás, em segundo. OK, era uma primeira fila provisória, mas a diferença entre os dois chamava a atenção. Piastri e Norris vinham atrás deles, com Leclerc e Hamilton na terceira fila temporariamente. A primeira volta de Bortoleto, com pneus usados, colocou o brasileiro em nono.
Bater Kimi seria difícil. Dificílimo. Complicadíssimo, eu diria. O menino, que ganhou sua primeira corrida há duas semanas, na China, já começa a incomodar seu Jorge. Que cometeu um erro em sua segunda volta rápida e ficou com o tempo da primeira. Na segunda saída de todo mundo, aliás, só Leclerc, Gasly e Bortoleto melhoraram seus tempos. Nem Antonelli superou Antonelli.

Kimi larga na pole pela segunda vez consecutiva. Piastri ficou em terceiro a 0s354 dele, seguido por Leclerc (diferença de 0s627), Norris (0s631), Hamilton (0s789), Gasly, Hadjar, Bortoleto e Lindblad.
Que bom que uma Ferrari ficou na segunda fila, para garantir a diversão na largada e os vídeos no TikTok da nova geração de fãs da categoria, aqueles que não têm paciência de ver corridas de uma hora e meia de duração. Chaleclé e Lewis vão disparar feito um raio, ganhando posições e brigando com carros melhores que os deles por umas dez voltas. Isso vai durar até Antonelli e Russell se aprumarem, caminhando para mais uma dobradinha.
Assim será.
MANDA QUEM PODE – A F-1 cancelou os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, marcados para abril, por causa da guerra do consórcio assassino EUA-Israel contra o Irã. Aquela região do planeta não é muito segura para nada, hoje em dia. Mas os sauditas não desistiram de sua corrida. Como diria Téo José, querem porque querem o GP, mesmo que ele seja deslocado para o fim do ano. A categoria pode remanejar algumas datas para acomodar Jedá no calendário. Isso, claro, se o conflito não continuar indefinidamente. É bom lembrar que a Arábia Saudita tem forte presença na F-1 como um todo e despeja rios de dinheiro nela. Via Aramco, sua petrolífera estatal, patrocina o Mundial e tem sociedade na Aston Martin. Fora o resto, tipo presentinhos.

PÉSSIMO INÍCIO – A Globo transmitiu a classificação de Suzuka em TV aberta como nos velhos tempos: abertura cinco minutos antes, encerramento da jornada quase junto com a bandeira quadriculada. Uma pressa de ir embora que dá até gosto. O Sportv, pelo menos, mostrou as entrevistas dos três primeiros no grid.
ENGANA QUEM? – Novamente a dupla global “in loco”, neste GP formada por Marcelo Courrege e Mariana Becker, teve de se desdobrar para aparecer na matriz e na filial antes do início da sessão. O que resultou numa situação esquizofrênica: nos dois canais eles surgiam ao mesmo tempo dizendo coisas diferentes com a rubrica “ao vivo” na tela. Na boa, a emissora realmente acha que engana alguém com esses “falsos vivos”, para usar o jargão da TV? Pega muito mal. Muito.
ATUAÇÕES – Mariana atuou como comentarista na Globo e não no Sportv, que quando a bola começou a rolar ficou apenas com a equipe no estúdio. Becker foi mal de novo na nova função. Em suas participações, ela não sabe se reporta ou analisa, se comenta ou tenta ser engraçada. Everaldo Marques, o narrador titular, não comete erros mas tem sido muito repetitivo. Alguém precisa dizer a ele — eu estou dizendo — que Gabriel Bortoleto é brasileiro apenas uma vez numa transmissão. Não é necessário falar “o brasileiro Gabriel Bortoleto” cada vez que for citar o cabra. Depois da primeira, basta “Bortoleto”. Ou “Gabriel”. Ou “o brasileiro”. Ou “o piloto da Audi”.
TREINO É TREINO – No canal a cabo, Felipe Giaffone melhorou um pouco o nível dos comentários, mas está pouco à vontade com seus novos colegas. Já o jovem narrador Bruno Fonseca tem de ser orientado. Não se narra treino como se fosse corrida. Se você está narrando um treino no mesmo tom e ritmo com que narra uma corrida, em um dos dois está fazendo errado. Porque treino é treino e jogo é jogo, como dizia Didi. E ele precisa parar de repetir “setor” a cada cinco segundos — parece que é a única leitura que consegue fazer de uma volta, os tais dos setores, que em treinos livres têm pouca ou nenhuma importância.


O PASSADO CONDENA – Mas o pior veio depois da classificação. Por enquanto, só foi visto no Sportv — mas as imagens serão usadas na TV aberta, também. Como nos velhos e piores tempos, o cinegrafista global foi orientado a cortar da imagem os logotipos que aparecem nos bonés dos pilotos. Para isso, tem de fechar o zoom na cara do entrevistado num grau que dá para contar até os cravos no nariz do coitado. Pouca gente percebe essas coisas, mas eu não sou bobo e sei exatamente o que está sendo feito. As duas imagens aí em cima, feitas no aconchego do meu lar, não me deixam mentir: sumiram as quatro argolas da Audi da cabeça de Bortoleto e até o símbolo da McLaren da bombeta de Norris. Uma terceira entrevista, de Verstappen, também cortou o logo da Red Bull. Mas essa eu não fotografei. A capacidade da Globo de ser babaca é infinita.
Kimi Antonelli acaba de vencer !!!
Mesmo não concordando com todas as críticas do Flavio em relação a transmissão, eu acho que elas são corretas, pois há fundamento e a discordância de uma ou outra deve-se mais a gostos pessoais. Dito isso e lendo os comentários dos colegas eu fiquei a pensar no cavalo de pau que alguns teriam que fazer se amanhã a Globo alinha-se a uma tal família que tem o discurso de anti-política, mas curiosamente todos os seus membros usam a política como ganha pão… enfim o preço a se pagar seria alto demais, não vale a pena que isso acontecesse por mais divertido que fosse ver o tilt de alguns, mas é um exercício dos nossos tempos.
A minha contribuição com a audiência da Globo se resume a jogos de futebol em que eu não tenho outras opções – particularmente não gosto dos atuais comentaristas – a NFL e F1, mas a ira de uma galera com ela é um indicativo que talvez o jornalismo dela ainda tem uma certa imparcialidade. Certa vez li que a prática do bom jornalismo se resume a apuração e informar os fatos mesmo quando entra em conflito com as nossas paixões.
Ninguém gosta de ser contrariado, mas valorizar apenas o que nôs agrada é o melhor caminho? É isso que nôs torna melhores? O que eu penso é a única verdade universal? Eu não tenho nada a aprender com o contraditório?
Mesmo com uma eventual oportunidade de quebrar a banca eu não apostaria 1 centavo no título do Antoneli, esse ano será do Russell, mas com esse regulamento que não é ruim, é péssimo e essa infeliz tendência da FIA/Liberty em transformar a disputa para privilegiar a nova geração que só consome recortes, o que pode dar uma graça é o italiano infernizar a vida do inglês…. é pouco, mas sem isso não resta nada de bom.
A postura da Globo com “outras” marcas de fato é babaca, pequena e creio até desnecessária, mas já que ela faz, a minha dúvida é se a Liberty não esta deixando de fazer o papel dela na defesa dos patrocinadores e marcas que pagam horrores para aparecerem? Alguém pode dizer que tal atitude não fere o contrato, mas aí me pergunto qual o sentido de patrocinar algo que pode ser cortado na transmissão…
Flavio Gomes é genial nos seus trocadilhos, garrafas de dolly, temporada das cerejeiras, etc.. Leio-o desde os anos 80.
Quando anunciaram a F1 na Globo, já sabia que tudo seria como antes. Assim, F1 2026 é no F1TV e na Rádio Bandeirantes.
Morrendo de rir aqui…. 15 garrafas de Dolly !!! kkkkk …
Que saudade do meu Tojo (GR-100).
A Mercedes tá parecendo aqueles gatos que brincam de soltar a presa para recapturar logo em seguida.
A rgtv na ânsia de cativar a geração tiktoker vai conseguir desagradar a todos.
F1 2026 tá complicada, regras pra lá de complicadas e a Globo no pacote, tá phoda…
E o que raios eles ganham escondendo as 4 argolas ou o símbolo da Mclaren? Alguém telefonaria das ilhas britânicas para eles, ô pufavo mostra aí a gente paga? Nunca! Francamente. Nem sabia que a grobo transmitiu, acabei esquecendo “sem querer” de cancelar a F1 TV. Acho que era tudo um plano da F1 TV para conseguir o meu dinheiro, funcionou direitinho. Dammit. Não querendo dar ideia, mas porque a Globo não aproveita a IA que tá aí de bobeira, sem fazer nada e bota uma tarja preta nos aerofólios traseiros, ou dá até pra renderizar em tempo real alguma imagem do pateta, sei lá. Ainda leva a grana do anunciante na era da pós verdade. Pensando bem, não publica isso não, FG. Vai que.
Flavio,
Ao menos, por enquanto, a Globo não está falando RBR como nos velhos e infaustos tempos.
Havia escrito, aqui mesmo neste centenário blog, que a volta da F1 à Globo não seria legal.
Sim, temos o Everaldo Marques, mas não temos o Reginaldo Leme, monstro sagrado das transmissões da categoria.
Sim, não temos mais o homofóbico, transfóbico e bolsonarista de quatro costados Sérgio Maurício, mas temos essas patacoadas a granel que a Globo vem demonstrando.
Sim, temos Rafael Lopes, acho que é esse o sobrenome dele, que é um rapaz gente fina – a mim sempre me responde no Twitter quando faço meus apontamentos sobre a transmissão -, mas temos Luciano “Vou te Falar” Burti, que faz quase 30 anos que saiu da F1 e não sei, sinceramente, o porquê de ainda estar na Globo.
Enfim, como diria um amigo meu português, quanto eu reclamo de alguma coisa, sempre responde: “é o que temos.”
E o que temos, tirando a F1TV, que nao tem Eve ridicularizando, “Vou Te Falar”, RBR, censura as quatro argolas, cafezinho da Mari Becker…
Flávio,
O que mais me encomenda nesse novo regulamento não é nem o tal superclipping em si, mas o fato de não ser a pilotagem que termina quando a energia deve ser feita e sim o tal algoritmo que faz os cálculos da regeneração, ou seja, são programadores a milhas de distância que dizem como o carro se comporta.
Não é a toa que a Mercedes não quer fornecer os dados para seus clientes.
Se esse regulamento permanecer, com a evolução dos carros os pilotos se tornarão meros ventríloquos dos engenheiros desses softwares.
At.te,
Flávio, assim como a Fórmula 1 no geral, essa pausa forçada de abril será uma benção para a Globo, pois as transmissões estão muito ruins, feitas de qualquer jeito. Se fosse para ser assim, melhor seria ter deixado com a Band, daria na mesma!!!!
E a melhor parte dos seus textos sobre os treinos e corridas são as “reflexões” de George Russell, cada vez mais impagáveis kkkk, mas cadê a dona Verônica Antonelli, sumida do grid desde que seu filhote Kimi aprendeu a fazer a barba sozinho????
Eu adoro os “rádios” do Russell !! Tanto na corrida quanto os do Flavio.
Kimi agora é di maior
A cobertura da globo chega a dar saudade do Sérgio Mauricio, que é um babaca mas pelo menos era divertido…
Pelo menos não teve a escrotice dos tempos da RBR!
Já era esperada toda essa patacoada da Globo.
Para surpresa de zero pessoa, tudo isso já era previsto.
Mas, para o amigo internauta, o problema era o SM mandando abraços indiscriminados, e o pão-na-chapa pós transmissão.
Turbas se regozijaram quando a LIberty assinou com a RGT.
Ao mesmo tempo, maldizeram todos os cacoetes da Bandeirantes.
Agora, em pílulas (quando existem), as chagas reaparecem.
Inclusive fui um que apontei: Se a RGT não manda nem o trio Luis Roberto / Caio / Junior numa partida de Libertadores ali no Defensores del Chaco, vai mandar o Everaldo, Burti e sei lá mais quem, lá para Baku?
Me poupem.
Havia amadorismo? Havia.
Mas havia transmissão. Coisa que hoje tem, de maneira rastaquera.
Quando tem né. Se quiser, manda uns 100 cruzeiros na conta do doutor Roberto, que você assiste.
A mim, essa patacoada não surpreende.
Salve F1TV. O resto, com raríssimas e honrosas exceções (Giaffone e Christian) é o resto.
Muito bom…parabéns!!!
A pole do ano passado, no 4.º ano do regulamento, foi 1:26.9. Diferença de menos de 2 segundos pra desse ano. Não vão demorar a chegar nos tempos de antes. Mas esse regulamento de bateria é uma bosta…
Um dia, os dois segundos serao recuperados, com certeza, viva a tecnologia.
Ate la, quantos anos perderemos, nos os fas, e os pilotos, com os GP2 Engine, as falsas ultrapassagens, o freio algoritmico nas retas e lentas pre-largadas?
Tempo, senhor das causas perdidas
Arre égua,! Dos 7 primeiros sao 5 com motores Mercedes. Tá tudo dominado….
Pois é, de positivo me parece apenas o fato de pararem de falar RBR, STR, essas siglas horríveis pra não falar o nome das latinhas…
Mas meu maior medo ainda é começarem a falar Gabi ou Bortô…
As redes sociais jogaram a última pá de terra no caixão do jornalismo… triste…
A Globo não tem salvação. Cada vez pior e mais desrespeitosa com quem a assiste!
Flavio, bom dia!
Não quero comentar o seu texto, exemplar como sempre, inclusive na espinafrada dessa “galerinha” da TV.
Me permite uma pergunta técnica, porque você sabe e acompanha muito mais do que eu, mero aficcionado pelo esporte?
Reparei que os “Barge Boards” voltaram esse ano, mesmo em menores dimensões, se comparados aos de antigamente, e um detalhe me chamou a atenção:
Se antes, todos eram divergentes, se comparados ao perfil do carro, hoje a imensa maioria é convergente, alguns até exageradamente.
Como as leis da aerodinâmica ainda não mudaram, ao menos para leigos como eu, você teria a idéia, do que motivou essa inversão?
Agradecendo antecipadamente.
Abraço!
Não reparei e não tenho.
Que a globo ia ser uma bosta já era previsto, mas era isso ou não ia ter mais F1 na TV aberta. Tomara que a liberty dê umas broncas na globo pra ver se eles melhoram o nível.
Quanto à classificação, esta claro mais uma vez que a Mercedes nao tem rival esse ano, o que surpreende é o kimi na frente do Russell de novo.
O que pode trazer alguma imprevisibilidade para a corrida amanhã são eventuais quebras.
Realmente ridícula essa postura da globo em relação a patrocinadores, essenciais no esporte e no automobilismo então, nem se fala…
Quanto à equipe, ainda dou um voto de confiança, acho ( ou torço) que se ajustam.
Amigos,
Australia: Pole MERCEDES
China: Pole MERCEDES (Sprint, MERCEDES)
Japao: Pole MERCEDES
Vitorias da MERCEDES em todos os GPs e no GP de mentira chines.
Mudou tudo na F1
Tenho respeito à toda equipe da globo, que entendem do assunto, mas não tá dando liga. Não tem entrosamento. As vezes falta carisma, as vezes forçam o assunto, as vezes são repetitivos…
Tenho assistido mais MotoGP. Que equipe harmônica! Juliana Tesser manda bem demais nos comentários e traz uma leveza à transmissão.
Nasceu aqui…
Eu ia comentar sobre isso. É tão fácil acertar essa transmissão da Globo e Sportv, é só estudar como a trinca da ESPN faz e copiar. É nota 1000
O Alto-falante britânico é hilário. O “Pebolim” (ou pimbolim?) pelo menos deve achar melhor ouvir sandices do que ser surdo.
A vênus platinada tem um batalhão pra fazer papelão. Quatro ali já diria que está de bom tamanho. Dois já resolve bem. O Reginaldo era espetacular em sua época.
“… nova geração de fãs da categoria, aqueles que não têm paciência de ver corridas de uma hora e meia de duração.” Coitados. Daytona e Sebring foram sensacionais. Que venha Le Mans.
Mas você não disse, após a primeira corrida, que não iria mais assistir nos canais da Globo?
Não assisto. Mas vejo o pré-corrida. Zapeio. Tenho um negócio chamado controle remoto em casa, já ouviu falar?
Sobre a Globo: diante da pouca inclinação da Bandeirantes em fazer o básico direitinho, o retorno à emissora carioca foi celebrado quase que de forma unânime, com base em expertise, retorno de audiência e opções de exibição nos canais fechados. No entanto, a Globo sempre foi isso aí – e se alguém esperava algo diferente disso, se iludiu por conta própria.
A pergunta é: quem sabe fazer TV dignamente hoje no Brasil e conseguiria tratar a F1 de maneira aceitável, sem insultar a inteligência da audiência mais antiga e sem se importar tanto em abastecer a precariedade psicológica e cultural da audiência mais nova? No mundo de hoje, em que uma nova sensação épica precisa ser vendida a cada cinco minutos, com as demandas publicitárias de mercados em franca decadência (o da TV e o da F1), em qual emissora brasileira a F1 receberia um tratamento linear e equilibrado, sem o desequilíbrio que se via na Band e que já se sabia que seria visto na Globo agora? Na Record? No SBT? Na ESPN, que era um oásis nesse cenário mas agora se limita a envernizar a mesmíssima abordagem ruidosa e pobre das demais?
Acredito que o futuro da F1 seja exclusivamente no streaming. A leitura pobre que quem está por trás das câmeras faz de quem está diante da TV, tentando agradar a qualquer custo e acertar no peixe e no gato de uma vez só, torna um produto muito ruim por si só em algo praticamente intragável. Talvez retirando o peso da audiência, do engajamento e do retorno financeiro, a F1 possa ser vendida unicamente para quem realmente tem interesse e passe a ser respeitada e tratada por quem entende do assunto de verdade, sem afetação.
O plot twist aqui é que nem a própria F1 é tratada e respeitada por quem a faz. Mas esse é um outro assunto.
O retorno a Globo foi celebrado por quem?? A Bandeirante fazia um trabalho excelente.
Rede Bobo. Nunca se endireita.
Duro aguentar essas transmissões. Prefiro do sportv com sotaque carregadíssimo do que a narração de futebol no rádio que o Eve faz. Ridículo
Pode isso Arnaldo ? Pelo menos não tem power point …patriotario bom é patriotario preso
A F1 devia colocar no contrato que não pode cortar o boné. Se não acaba diminuindo a exposição das marcas. Em relação a Mariana acho que é normal, é uma mudança de função. É como chegar numa nova equipe e entender onde fica a máquina de café.
Só o tal de Rafael Lopes ainda não entendi mt bem. Na China ele tinha dito que foi “culpa do Colapinto” aquela batida entre o Ocon e o argentino kkk
Flavinho, o perfil da F1 informa (pegando eu carona na célebre frase “SUDERJ informa” que tantas vezes presenciei no Maracanã): a pole de hoje foi a de número 50 de pilotos italianos na F1. Vale o registro. Kimi “arrebentando a boca do balão” (outra expressão muito em moda lá pelos idos de 1986).
E emendando nele, Kimi já mostrou para o Russell, que se achava soberano e indiscutivelmente o #1, que a vida dele não vai ser fácil.
Aliás, e já jogando gasolina na fogueira, Russell é sobrevalorizado, tal qual o b@n@na@ do “Dando Mollis”, o Bearman, só para ficarmos noutro britânico, é muito melhor que ele.