Democrata em livro
SÃO PAULO (monte sua biblioteca) – Primeiro o do Simca, depois o do DKW e agora também a história do Democrata em livro.
Boas notícias no mercado editorial para quem gosta de carros antigos brasileiros. Eu mesmo estou estudando proposta de uma editora multinacional para escrever a história completa do… Putz, não sei se devo contar, porque me pediram segredo. Vai ser um best-seller, sem dúvida. Bem, para não deixá-los com água na boca, vou dar uma dica: o nome do carro começa com “la” e termina com “da”. Mais não digo.
Mas eu falava do livro do Democrata, e é um episódio interessantíssimo da indústria brasileira, sobre o qual já comentei aqui meses atrás, depois de ir à antiga fábrica para fazer uma matéria para o “Limite”. O Roberto Nasser, autor do livro, estava comigo. Foi tudo gravado antes do Natal, e por algum desses mistérios da humanidade as fitas desapareceram da TV. Assim que der vou fazer tudo de novo.
Comprem o livro. O Nasser escreve muito bem e é o maior conhecedor do mundo da história indústria automobilística brasileira. Sua biblioteca em Brasília é de chorar. Ele tem coisas que nem as montadoras daqui possuem, ou fazem idéia de que existem. Fora as coleções de revistas. Um negócio de doido.

Aos interessados: o livro custa R$ 47, incluídas as despesas de envio. O valor deve ser depositado na agência 1228-9 do Bradesco, conta corrente 55293-3, em nome da Edita Serviços Editoriais Ltda. O comprovante de pagamento deve ser enviado por fax (61-3225-5511) ou por e-mail ([email protected]). A remessa do livro é feita pelo correio.
Obviamente não li o livro, ainda, mas uma coisa me chama atenção nessa história. Muito se falou numa conspiração das multinacionais, mas vendo nos panfletos que vendiam o carro (ou a ação, cota o que seja), reparem na fábrica:meia dúzias de carrocerias e outro tanto de empregados. Isso com todos posando para as fotos. Tentaram reeditar um Tucker Tupiniquim. Se o original não deu certo….
Laranjada?
Obrigado ao FG pelas dicas dos livros.
Sempre alerta!
Analisando melhor, o Democrata foi apresentado no salão do automóvel de 66, e o Rekord tipo C, o qual é muito parecido, na linha 67. Estranhamente apenas 11 meses após ter sofrido uma reestilização, o tipo B. Teria a Opel se inspirado descaradamente no modelo brasileiro, e sabendo disso, a GM do Brasil tenha decidido modificar os faróis no modelo lançado aqui para não ficar muito na cara? Ou não passa de coincidência, já que há quem diga que ambos tiveram inspirações no Corvair americado. No caso do Democrata, inclusive o motor traseiro. Será que eu tô vendo demais?
Não é que eu nunca tinha reparado…
A frente é igualzinha do Rekord tipo C, que deu origem ao nosso Opala! Não que isso desmereça a história desse carro.
Flávio,
Boa recomendação. Vou comprar.
Agora, o livro sobre o Lada, este não leva minha grana, não.
Que hist´ria? que compraram uma linha de montagem italiana, pagando em barras de ouro (daí a história do original Golpe à Italiana, com Michael Caine, entre outros).
Cópia Opel Record da década de 60?
temos um tópico no FNVA – http://www.fnva.com.br – discutindo se o Democrata foi um golpe, um carro que poderia ter feito sucesso ou se realmente existiu uma conspiração das grandes industrias estrangeiras ?????
nào sei we o Lada dá um livro de terror um piada. Mas com certeza vai ser curtinho, do tamamnho dos folhetos que distribuem nos semáforos com propaganda de prédios. Nào dá para ser mais prolixo que isso.
Comprei o livro do Democrata, muito bom – também, reúne textos de dois dos meus maiores ídolos na imprensa automotiva nacional, o Nasser e o José Luiz Vieira, um poço de conhecimentos ambulante. Recomendo!
Fazer um livro sobre lada, FG?! Agora virou escritor de histórias de terror?!