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quarta-feira, 18 de junho de 2008 - 18:54Sem categoria

nas asas

SÃO PAULO (folga é bom…) – Um Dart Herald da Sadia, segundo a legenda da foto enviada pelo Alfredo Gehre no seu lote de grandes aeronaves. A pergunta é a de sempre: alguém aí voou nele? E para os mais jovens, a informação: a Sadia é a mesma Sadia dos presuntos e perus. Depois virou Transbrasil.

40 comentários

  1. Jorge Bittencourt disse:

    Moro em Tibagi-PR e minha casa era a beira de um campo de pouso. Não lembro bem o ano se foi 69 ou 70, quando um Dart Herald fez um pouso de emergência em minha cidade. Foi um acontecimento marcante. Quase toda a população da cidade foi ao campo ver o avião, o maior que ali pousou, até então. Transportava 16 passageiros e malotes com dinheiro para o Banco do Brasil. Parece que a linha era Curitiba/Londrina. Os passageiros foram levados de taxi para Ponta Grossa e a tripulação pernoitou em Tibagi até que a aeronave foi liberada para decolar no outro dia. A pista do campo de pouso era de terra e tinha cerca 400 metros. Lembro que o piloto foi muito cumprimentado pelos passageiros pela perícia no pouso. Como os lanches de bordo não podiam ser guardados, houve distribuição para a gurizadas presente no local. Foi a primeira vez que vi iogurte na vida. Gostaria de saber mais a respeito desse pouso forçado, se alguém tiver informações a respeito da data, rota, prefixo do avião, etc.

  2. Richard G. Adams disse:

    Trabalhava na Braniff Intl em Congonhas e os passageiros que embarcariam em Viracopos onde voariam no DC-8-62 para os Estados Unidos, iam de Dart Herald nessa curta escala. O cmte. Barros era o nosso favorito, excelente piloto, voltávamos com o avião vazio de passageiros, apenas com alguns companheiros de VCP que retornavam para CGH. Época muito boa. Voei muito nos BAC-111 da Sadia, era o melhor serviço de bordo do momento, as aeromoças eram morenas, loiras, negras, todas lindamente uniformizadas. Boa época que não volta mais, só deixou saudades.

  3. EDSON SILVA disse:

    Meu pai foi comandante da Sadia. O avião acidentado em 1967 foi exatamente o da foto o SDJ. os comandantes eram o Cmte Faria e o também já Cmte Ivan, ambos muito experientes. Meu pai disse que foi uma fatalidade associada ao mau tempo. Voei neste mesmo avião uma semana antes do acidente com a mesma tripulação, sendo o Cmte meu pai no lugar do Cmte Faria.

  4. Paulo Costivelli de Moraes disse:

    Meu pai morreu em um acidente neste tipo de avião, em 03 de Novembro de 1967, junto com outras pessoas. Anos depois, fui informado por um comandante da Varig, bastante experiente, que infelizmente, o acidente foi causado pelo pilôto, que se encontrava exausto e não pela aeronave.

  5. Comissário Henry disse:

    Respondendo a pergunta SIM com muita honra , tive o privilegio de ser no período de 1966 até 1969 comissário do voo da Sadia na epoca voava-se os douglas dc 3 e estas maravilhas Darth Herald , voava de São Paulo até Recife e de São Paulo até Porto Alegre , pousando em varias Cidades tanto no Sul como nop Nordeste , naquela época a Sadia chegava só até Recife , em 1969 em diante com a chegada dos Jatoes BAC 500 os voos foram estendidos até Belem no Pará . Foi para mim a maior alegria poder ter voado estes Ingleses Dart Heral. S´deixou saudades.. Abraços e até breve Comissário Henry

  6. Gostaria de esclarecer uma dúvida: passei toda a primeira metade da década de 1970 observando os céus no lugar onde morava, seja de dia seja à noite. Eu moro me Araras/SP, cidade próxima à Pirassununga. Eu gostava de aviões e astronomia. Me recordo dos aviões diurnos que por ali passavam ou treinavam, mas, apesar da boa memória, não me recordo de jatos ou bimotores de empresas passando por aqui à noite. Não havia rotas por aqui ou o fluxo de aviões era muito baixo? Obrigado!

  7. Humberto Lyra Filho disse:

    Caros Amigos
    Voei no D.Herald no inicio da decada de 70, no trecho Maceió-Recife.Foi meu primeiro vôo de avião.Tinha uns 27 anos.Neste mesmo dia viajei do Recife para Fortaleza em um Caravelle da Cruzeiro do Sul.
    Abraços a todos
    Humberto

  8. mkirk disse:

    Olá pessoal. Nunca voei em um Herald, mas lembro-me nitidamente do som dos motores Rolls-Royce “Dart”. Eles e os primeiros Fokker F-27 faziam a sinfonia do Aeroporto de Congonhas. Tive a felicidade e sorte de conhecer o Comandante que trouxe o primeiro “Herald” lá da fábrica da Handley Page para o Brasil. Ele lembra de cada minuto de uma jornada que teve início na Inglaterra, atravessou o Círculo Polar Ártico, a Groenlândia e terminou em SBSP. Consegui montar um modelo no Flight Simulator com características bem próximas do avião real, segundo dados que obtive. Estou testando e pretendo mostrar para ele, afinal, quem melhor para avaliá-lo? Se passar no teste, farei exatamente a mesma rota que ele fez há 44 anos, em um võo on-line com condições meteorológicas fornecidas para o FS em tempo real, pelo sistema REDEMET. Tomara que dê certo. Vida longa e próspera a todos.

  9. Arnaldo Martinez Capel disse:

    Eu voei numa aeronave Dart Herald, e, diga-se de passagem, foi aquela a primeira vez que viajei de avião, satisfazendo assim um sonho desde criança. Foi em 1972, e, se não me engano, foi a época em que a Sadia estava se transformando em Transbrasil. Apesar da minha vontade de viajar em aparelhos de grande porte, o Dart Herald era aconchegante, dava-me sensação de segurança, e lembro-me perfeitamente do momento -mágico para mim- em que percebi que seu trem de pouso se “desgrudara” da pista de Congonhas, ganhava os ares até pousar no Santos Dumont, no Rio. Maravilhei-me com a visão lá de cima, querendo identificar alguns lugares cá embaixo. Quando voltei a São Paulo naquele mesmo dia, outro Dart Herald me esperava. Assim como a gente não esquece a primeira namorada, não esqueço o primeiro avião em que viajei,

  10. Lafayette Fernando begotti disse:

    Voei sim, muitas vezes pela Sadia e no Dart- Herald entre São Paulo e Concórdia Sc. Onde a pista era de terra em cima de um morro. Numa das minhas viagens tive o prazer de conhecer Cmt Omar Fontana que me levou até a cabine onde coversamos sobre o meu trabalho e uma das paixoes dele, O PIANO. Tambem cheguei a fazer o percurso com o ONE ELEVEM que tambem foi um voo muito agradavel.

  11. Guerino disse:

    Voei muitas vezes no tempo da Sadia. Era um avião que inspirava no passageiro total confiança. As asas acima da fuselagem e o trem de pouso sob as asas dava uma visão total durante a viagem e na decolagem e pouso. Saudades. . .

  12. Ricardo Menna Barreto disse:

    Meu pai que faleceu agora em abril de 2008 foi um Cmt dessa aeronave, ele sofreu um acidente de carro em 1968 ia de taxi para o trabalho e o taxi bateu em outro carro então teve de parar de voar, a pedido dele sempre pesquisei por fotos na internet , achei uma do Curtis Comand C-46 (acho que é assim que se escreve) e uma foto do PP-SDH que ele considerava o melhor Dart já com as cores da Transbrasil, os interessados poderão ver algumas fotos no meu orkut. Ok! Abraços.

  13. Nehring disse:

    Voei no Dart num trecho curto, ente Erechim (RS) e Concórdia (SC), no tempo em que não existiam as estradas ruins de hoje. Na verdade, não existiam estradas mesmo. A distância entre essas cidades em linha reta é de 55km (!) O ano era 1972. Me disseram que todos esses aviôes acabaram caindo. Procede?

    • Silvio disse:

      Caro Nehring,
      O Dart operou na Sadia/Transbrasil até 1975 ou1976, pelo que lembro, e só um deles acidentou-se aqui no Brasil, o que colidiu com a serra da Graciosa, os restantes voltaram
      para a Inglaterra e voaram lá até o final dos anos 80.
      Um abraço.
      Silvio

  14. Reinaldo disse:

    Viajei 2x neste avião, final dos anos 60, de São Paulo p Vitória e volta. Nesta época tinha por volta de 10 anos e o que eu me lembro é que tremia muito e nada silencioso.

  15. neandertal disse:

    também voei uma vez nesse avião, eu era moleque de 12 anos, circa 1975, e o coment do Pasini confirma minha lembrança, era um voo da ponte aérea, do Rio pra SP.
    infelizmente sentei no corredor então perdi um pouco o espetáculo da aterrisagem, ainda mais q o avião tinha chacoalhado nalguma turbulência e eu estava borrado de medo…

    muito legal as informações e emoções levantadas por este post, quero dizer obrigado ao Gomes e aos q escreveram comentando.

    seu Fontana não só era pianista como compositor, de música erudita, compôs uma suíte sinfônica, algo que precisa ter fôlego de escrita musical.

  16. pedro arnaldo disse:

    Era 65 e depois de uma viagem cansativa de curitiba a Foz do Igauçu de bus, meu resolveu que iamos votar de avião, de Dart Herald da Sadia, pista de terra, sacolejos incríveis e eu de olho na paissagem e nos lanches que iam sendo oferecidos pelas aeromoças….Foi a minha primeira viagem de avião e fiquei com o inconsciente tatuado, a familia, férias no sul, maravilhosos anos 60…e o Dart…..mesmo não sendo meu Dogde…de antão é deeezzzz

  17. Pé de Chumbo disse:

    Voei muito, como pax. Morrendo de vontade de pegar no manche…

  18. Luiz Gjuimarães disse:

    Voei muito, na década de ’70, no percurso SP/Londrina. Havia, também, vôos panorâmicos (para aproveitar as enormes janelas e a visibilidade proporcionada pela asa alta) aos domingos, sobre São Paulo. No pouso, a sensação era de raspar a bunda no chão!

  19. Roder disse:

    Pois é demoramos mais de 30 anos para começar a montar um avião depois dos Suecos.. Não fabricamos turbinas, comandos eletrônicos computadorizados, etc. E a imprensa marrom puxa o saco da Embraer. A Embraer é apenas uma montadora de aviões. Projeto aviônico qualquer um faz hoje em dia. Quero ver projetar e fabricar o que é essencial para voar, de forma inovadora e com tecnologia realmente nacional como esse ai da foto mesmo antigão.

  20. marcojetta disse:

    FG,

    Voei muito nestes aviões. Como a linha das janelas era abaixo das asas, quando pousava, você tinha a impressão que ia pousar de barriga.
    Abraços,
    Marco Antonio.

  21. Filipe Araujo disse:

    Para provar que Gomes também é cultura….Bacana saber dessas estórias. Na época ainda usava fraldas. Legal o relato das pessoas que viveram e trabalharam aquela época envolvidos com a aviação. Parabéns.

  22. Eric disse:

    Putz…esse avião eu acho muito bonito…com as janelas abaixo das asas….
    Mas nunca vi ao vivo não.Só em fotos.

  23. vitão disse:

    pelo oque me lembro, a Sadia transportou carga frigoridficada nos aviões até o final dos anos 80.

  24. Spada disse:

    Flávio,

    Voei sim, acho que fui com meus pais para Curitba….preciso confirmar com eles….

    Fazia um calor infernal e parecia que você raspava a b…. no chão…..rs

    Abraços

  25. Thiago disse:

    Puts…
    Coisa linda esses Herald…
    o motor é o mesmo do F-27, mas é outro projeto da terra da rainha.

    ê Transbrasil, meu sonho de aluno…..quando me formei, ela fechou…..ficou na lembrança usar o quepe do Tio Omar….

  26. Butt Head disse:

    O Wilsão Fittipaldi, nas transmissões de F1 pela J. Pan, as vezes se confundia e chamava o piloto Harald Ertl de Dart Herald….kkk

  27. Ike Nodari disse:

    Não cheguei a vor nestes aviões, mas tive a oportunidade de ver os primeiros aviões da Sadia, pois os mesmos faziam escala e tinham rota que saiam da cidade que eu vivi na minha infância. Joaçaba/SC. Abaixo dois blogueiros comentaram que a Sadia voava para transportar os presuntos feitos em Chapecó/SC. Penso haver um pequeno engano no nome da cidade, pois o primeiro frigorífico da Sadia estava e ainda está localizado na cidade de Concórdia/SC. Depois a empresa cresceu e se espalhou pelo Brasil. Inclusive o nome Sadia nada mais é do que Sociedade Anônima Concórdia. Voou muito tempo como Sadia e depois todo mundo já sabe a história. Abraços

  28. Fitti disse:

    Quando morei em Londrina na decada de 60 perto do aeroporto, me amarrava em ver os Dart Herald da Sadia passando sobre minha casa, sonhava em voar num um dia , consegui, foi demais.

  29. Fabio disse:

    Cara, se aprende mta coisa por aqui. Essa da Sadia eu não sabia.

  30. jose carlos disse:

    com 18 anos eu morava no rio e tinha uma kombi e pegava cargas deste aviao que e um land rover voador no aer santos dumont e levava pra deposito da sadia na quinta da boa vista.logicamente degustando parte do servico de bordo
    isto era 1975
    bons tempos

  31. disse:

    Nossa. Me lembrou que viajei direto nos fins de 80 e início dos 90. Era corujão pra lá, e lanche na cozinha. Depois vim a saber. Quando a Transbrasil abaixou as asas, eram 7 aviões que faziam a logística da coisa. De apavorar. DC 3? Em Cacoal tinha um com confinado, com a cabine cortada.!

  32. Mario H Sanctos disse:

    O Dart Herald era fabricado na Inglaterra pela Handley Page. O Fokker F-27 na Holanda e o Fairchild-Hiller FH-227 era a versão
    produzida sob licença nos EE.UU.
    do Fokker F-27. Portanto o Dart Herald não tem nada a ver com o F-27,são apenas parecidos.

  33. Nelson Pasini disse:

    A Sadia Cia Àerea era a mesma do presunto. O seu fundador Omar Fontana (apelido Cacaréco) e fanático por aviação tanto que era brevetado desde a juventude, resolveu comprar um DC3, na minha opinião o melhor avião já construído, para transportar os presuntinhos do frigirífico Sadia Chapecó. Bom ele comprou mais aviões e para criar uma Cia. de carreira foi um passo. Comprou 3 Dart Heralds e começou a fazer voos locais. Cresceu mais ainda e comprou o primeiro jato (BAC 1-11) que chamavam de Jatão da Sadia. Os Dart Heralds passaram pa compor o pool da Ponte Aerea SP/RIO. E vieram mais jatos que eram pintados de cores vivas e diferentes para cada avião. Um era amarelo, outro azul, verde (que apelidamos de pepinão) outro era um vermelho salsicha(apelido Salsichão). Em 1979/80 a Varig tinha um pacote de voos pelo Brasil que chamavam de Transbrasil. O Sr. Cacareco gostou do nome e o adotou na Cia. o que lhe rendeu um belo processo da Varig mas depois tudo terminou em salsicha. FG eu fui despachante de voo da então estatal VASP.
    Nelson Pasini

  34. Mefistófeles disse:

    Esse avião, Dart Herald é o mesmo Fokker F27 Friendship Holandês que a TAM voa desde 1980 aqui no Brasil, produzido sob licença pela Fairchild. Motores Turbo Hélice Rolls Royce, 44 passageiros e mais 2 toneladas de carga, janelas imensas, e por ter asa alta, dá para ver o trem de pouso das asas saindo do chão e tocando ele, sempre uma emoção a mais e vista panorâmica. Precisa de pouca pista e pode pousar na terra.

    • Silvio disse:

      Caro Mefistófeles,

      Onde achou a informação que o Dart Herald, fabricado pela inglesa Handley Page, é o mesmo Fokker F27? acredito que vc confundiu com os Hirondelles que voaram na Paraense e fabricados pela Fairchild.
      Um abraço.
      Silvio

  35. Mario H Sanctos disse:

    A Sadia começou quando o Omar Fontana comprou um DC-3 para
    transportar frios de Chapecó para
    São Paulo. O pai do Omar era contra
    o filho ser piloto e gostar de aviação.
    E tem mais, o Omar Fontana era um
    bom pianista.

  36. Luiz disse:

    Flávio,

    Voei várias vezes. Em uma delas, um amigo do meu pai era o comandante. Era um corujão da Ponte e saiu um pau feio com atores da Globo bebaços. A situação estava quase incontrolável e após o anúncio de apertar cintos, o comandante (corredor de automóveis) deu uma glissada punk, que gelou todos os briguentos. Foi engraçado! Alguns bateram a cabeça no teto e era sangue p/todos os lados. Mais uma experiência.
    Abraço

  37. ronaldonazar disse:

    Pow, este ai eu voei. O legal dele é que vc via tudo lá embaixo pois a asa é em cima do avião. Outra coisa bacana era ver o trem de pouso recolher e descer. Muito legal esse avião ai.

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