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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 - 10:23Nas asas

NAS ASAS

SÃO PAULO (isso me deixa triste) – Já falei aqui mais de uma vez que algumas coisas não deveriam fechar nunca, como companhias aéreas, bares, cinemas. Bom, a VASP foi irremediavelmente para o buraco, depois de ser criminosamente privatizada por já não sei qual governador (Quércia?), vendida a gente do mal, que acabou em poucos anos com décadas de história e bons serviços. Lembram do jingle? “A VASP abre suas asas, sua ternura/Pra você ganhar altura…” É de chorar, só de ouvir.

Wagner Canhedo foi quem matou a VASP. Foi o cara que comprou a empresa, se bem me lembro, com dinheiro emprestado pelo próprio governo de SP. Uma coisa. Por onde anda o tipo? Vivo ainda? Pagando as dívidas? Que torre no mármore do inferno.

Segunda-feira vão começar a leiloar objetos da massa falida da empresa. Os prédios em Congonhas serão esvaziados, os credores e ex-funcionários têm de ser pagos, claro. Os lotes incluem roupões, louças, talheres, maquetes, cartões de embarque, passagens, folhetos, quadros, material impresso, galhardetes, móveis de escritório… Vou ver se compro alguma coisinha para guardar de lembrança. Os aviões abandonados em aeroportos estão virando sucata desde o mês passado, sendo desmanchados para desocupar espaço. As fotos são de uma tristeza desoladora.

A Vasp foi, a velha Varig, a Transbrasil também, tantas outras. Ficamos com as barrinhas de cereal. E com os olhos cheios d’água quando vemos velhos comerciais de uma empresa tão querida. Eu, pelo menos, fico.

61 comentários

  1. ricardo de moraes disse:

    Na época em que talvez a VASP fosse privatizada caso clor ganhasse as eleições eu estava preste a entrar para a empresa já havia paqssado na entrevista mas então o maluco do adolph collor,virou presidente graças as menininhas que achavam ele bonitinho,nem me pergunte porque.mas que sempre achei que canhedo não tinha caçife pra comprar uma empresa aerea é muito lógico,mal sabia gerir a reles empresinha de onibus dele.apenas achei que fosse a VARIG que havia dado a grana pra ele comprar,ferrar com ela era uma questão de tempo..mas até a VARIG quebrou.porem sei bem como ex funcionário que de alguma maneira todos roubavam,desde a fundação até os funcionários(alguns) desvio de peças para a fronteira as vezes até peças novas que eu havia requisitado e numca chegava até mim e tinha de me virar com algumas ainda em condiçoes em meio a revisões gerais.um dia encontrei o mocó deles em meio a caixas…um mês depois ao chegar de minhas férias recebi o aviso prévio..se em porto alegre era assim.e no rio? ou são paulo?

  2. wanderlei disse:

    o homem queria todo dia 50.000,00 em sua conta pessoal,aí deu no que deu,se ele tivesse cerebro tinha jeito de salvar a empresa,mas o burro seguiu as ordens de seus diretores,e acabou quebrando,e mais o governo lula não pagou a açao que ele ganhou,isto portos estao todos sucateados,nao ajudou a fuder tudo,o lula hoje esta pagando com o cancer que deu nele,este vagabundo esqueceu quando pertencia para a classe operaria,agora quem sustenta a mordomia deste vagabundo é o PT,o homem toda vida nunca prestou,e agora entrou esta sapatona no lugar dele,uma burra que até agora nada fez assim como lula,8 anos sem fazer nada,as estradas estao todas fudidas,e a burra pegou a doença dele,ela esta com a corja da familia dela em salvador gastando o meu,o seu o nosso dinheiro e quando fala de salario minimo a vaca diz que não tem condiçoes mas abre emprestimo para a terra dela(bulgaria)um pais quebrado ec eles não vão pagar,este pais esta tudo errado.

  3. Vinicius disse:

    O Canhedo, quando comprou a Vasp, era testa de ferro do PC Farias.

  4. paul disse:

    Wagner Filho e pai são empresários da VIPLAN em Brasilia no setor tranporte público de onibus do DF. Ciirculando com veículos de mais de quinze anos e vievendo quebrado nas estradas deBrasília.

  5. flavio disse:

    Que saudade. Lembro destes comerciais e sonhava em voar.
    Viaje bem, viaje …
    Sabiamos que era epoca de montar arvore de Natal quando comecavam os comerciais da Varig e Bamerindus. Era epoca de ir passear no Mappin, na Mesbla, no Jumbo Eletro, e ficar sonhando com aquela Caloi no dia 25.
    Lembro que todo sabado a noitinha, apos o boletim da Formula 1 antes do jornal Nacional, era hora de pegar os cascos de refrigerante e ir ao mercado. Dia seguinte tinha macarronada e Domingo do Parque com o Silvio.
    Tinhamos qualidade de vida, tinhamos classe e mais educacao. Ganhavamos moedas enroladas em durex de avos, tios, padrinhos e adoravamos. Apesar de nao valer nada pela desvalorizacao da inflacao.

    O aeroporto de Cumbica virou rodoviaria. Ta cheio de camelos la dentro agora. Vendedores de cadeado te abordando no check-in, balinhas e chicletes, ate gente com maquina de cartao de credito wireless vendendo Euro e Dollar.
    Que Bella Copa faremos.

  6. Tiozão disse:

    Flávio, você tem razão, simplesmente emocionante.

  7. Mauricio disse:

    Viajei muito com a VASP e não guardo saudade alguma dela. Aviões velhos, sujos e mau cuidados. Cabine apertada com pouco espaço lateral. A única coisa boa era o serviço de bordo. Comida boa e bebidas decentes.
    O terrivel ficava por conta dos incidentes técnicos tais como arcondicionado pifado, trem de pouso com problemas hidraulicos (graças a Deus que apareceu com a aeronave pousada, o que acarretou um senhor mico em cumbica com um avião engatado ao finger de embarque e tombado para o lado, com a ponta da asa quase encostado no chão), painéis de revestimento soltos, portabagagens com porta emperrada ou que não fechavam nem com resa brava e um longo etc.
    Gostava mais da Varig. Era honestissima em tudo.
    A TransBrasil tratava os passageiros como gado, sem respeito algum. Campeã de overboock.
    Mas saudade mesmo tenho do tempo da TAM quando o Rolin Amaro ainda era vivo.

  8. Fabio Augusto disse:

    Que dá dor no coração ver esses aviões, alguns que eram quase zero, serem picotados que nem um Lada enferrujado, isso dá. Mas Canhedos e Quércias a parte, a Vasp estava com seus dias contados e isso não tem nada a ver com ser privada ou pública. Tanto assim que Panam, Braniff e muitas outras empresas 100 % privadas faliram nos últimos 25 anos.

    Operar uma empresa aérea é uma das coisas mais complicadas que existe, sob o aspecto financeiro e econômico e os administradores vivem no fio da navalha. Por isso, economias aparentemente bestas como a das tais barrinhas de cereal acabam virando regra no setor. Uma história famosa é a da famosa azeitona da American Airlines (eles passaram a servir uma azeitona a menos nas saladas da refeições da primeira classe, e economizaram 40 mil dólares por ano).

    As administrações de Vasp e especialmente da Varig sempre foram extremamente amadoras. Especialmente a Varig, que não enxergou que viajar de avião não era mais passatempo de classe média alta da zona sul carioca. Quando a corda apertou, elas miaram.

  9. Edilson Vieira disse:

    Fui a São Paulo um dia desses. Fui de TAM voltei de GOL. O que é aquilo?? Passageiros espremidos em espaços exíguos – vi a hora de uma velhinha que viajava ao meu lado ter uma trombose venosa aguda por falta de circulação sangúinea nas pernas. E o lanchinho? Melhor msmso não oferecer. Um pão insosso com uma maionese amarga ou um pacotinho com duas (!) rosquinhas. Saudades do cardápio da Varig…
    O único lado bom dessas companhias atuais é que a passagem ficou mais barata. Agora, tratar gente como gado não precisa, né?

  10. Thales disse:

    Nossa, para quem gosta de aviação a VASP era a prima pobre mais não menos querida da VARIG, perdi as contas de quantas vezes eu tive o prazer de voar pela VASP, muito simpatica, hospitaleira e apaixonante. Os tempos são outros, a aviação é outra, vamos viver o presente. VASP jamais será esquecida por nós. Abraços

  11. kay disse:

    O pior de tudo é você ver aviões que estavam encostados precisando de manutenção para voltar a voar serem agora vendidos por miseros 30 mil (valor baseado na pesagem do aço que pode ser re-utilizado). Quando ficaram anos e anos a fio encostados… Não só é uma pena para aviação perder esses equipamentos, como também para o pessoal que aguarda receber alguma coisa algum dia.

  12. Ubaldir Jr. disse:

    Ah, eu não sei não. Esse negócio de “amor a paredes” nunca foi o meu forte, se é que vocês me entendem. Empresas de aviação são como quaisquer outras empresas, vem e vão ao sabor do vento. Minha tia mesmo trabalhou na Vasp por anos a fio, eu cansei de voar em seus aviões, principalmente quando criança, e nem por isso a Vasp tem lugar no meu imaginário ou em minhas lembranças. O que fica das viagens são as pessoas que estavam te esperando ansiosamente na ida, as pessoas com quem você viajou, as que você visitou, e as que estavam te esperando na volta. Os aviões ou empresas aéreas são detalhes redundantes.
    Os comerciais tem um sabor de nostalgia até gostosinho. Mas é só isso, nostalgia. Nos faz lembrar de uma época que é muito gostosa na vida de quase todo mundo que é a infância. E nos faz lembrar que definitivamente estamos ficando velhos.

  13. Lio Campos disse:

    Linda matéria …quem voou como Eu sente saudades…muitas saudades …e chora …quando vê as propagandas e RAIVA , ÓDIO MORTAL desses Politicos ladrões…
    A Vasp atravessou varios governos aqui em São Paulo no começo mais homestos e competentes..ai com passar dos anos a CORRUPIÇÃO FOI AUMENTANDO DOS POLITICOS …e ai não ha empresa que aguente …..quebram mesmo …por uma simples razão os politicos ROUBAM TANTO LIMPAM O TACHO MESMO TUDO QUE ENTRAVA DE GRANA COM A ENORME VENDA DE PASSAGENS …..E NÃO INVESTIAM NADA …NEM EM MANUTENÇÃO ..NEM NO SALARIOS DOS EMPREGADOS…E FORA OS ALTISSIMOS IMPOSTOS QUE AS EMPRESAS PAGAVAM… as taxas mais altas do mundo para a INFRAERO para usar os aeroportos .
    E a GANANCIA dos POLITICOS continua no mesmo…Governador Geraldo cobrando o maior IPVA do Brasil ,Kassab enchendo os motoristas de multas e CONTROLAR ….e fazem O QUE COM TANTO DINHEIRO ?????.NADA ….

  14. Marcio Pacheco disse:

    Porra Gomes,
    Viajei de avião pela primeira vez em 1982, de 737-200, com as turbinas antigas da Pratt & Whitneyde Campo Grande (MS) para Brasilia. Vi tudo isso dessas propagandas maravilhosas mostram. Até as propagandas antigas eram melhores, e o Jingle é fantástico. Para ser curto, enxerido como sou, fui até a cabine e servi até cafezinho. Inesquecível!!!
    PS: O “Porra Gomes” do início é que vc sempre me tras as lembranças de coisas do passado, que quando aconteciam eram diferente. Hoje é tudo genérico demais, tudo é a mesma coisa.

  15. Marcelo disse:

    A unica vez que voei pela VASP ela ja estava mal das pernas. A empresa onde eu trabalhava pechinchou na passagem e só conseguiu VASP, e la fui eu experimentar voar por uma aerolinha paulista, todo orgulhoso
    O Aviao era um 727-200, numa epoca em que o minimo que se achava era o 300. Era uma especie de pterodactilo, se recusando a entrar em extinção. As poltronas, estavam todas trocadas, pude reconhecer pelas inscriçoes colocadas na traseira dos bancos de saida de emergencia que estavam distribuidos aleatoriamente no meio do aviao
    Ele foi até a cabeceira da pista, e ao frear fazia barulho de panela de freio de caminhao velho. um som horroroso. Apos decolar, ouvia-se o ruido baixo de varias coisas
    Foi um dos melhores voos que fiz. Havia espaço entre as poltronas, nao me senti em um onibus de linha. Foi extremamente estavel no ar. A comissaria de bordo (que nao era nenhuma beldade) foi extremamente atenciosa. Fui muito bem servido.
    O Piloto decolou e pousou com uma suavidade invejavel. Eu que me borro de medo de aviao, desci do velho dinossauro feliz.
    E no fim das contas, foi mais uma grande empresa nacional a nos deixar…

  16. Ivan Vilas disse:

    Trabalhei na VASP entre 1986/88, tinha 18 anos e detestava ser bancário e ter que ir todo dia para Barueri, lembro como se fosse hoje, pedi uma carta de apresentação para um antigo funcionário da empresa (na época tinha disso) peguei o ônibus 107T da CMTC Jabaquara/ Jardim Tremembé e fui até a Rua dos Tamoios com a bendita carta, na portaria me mandaram falar com a “Dona Maura”, falei, fiz uns testes, me mandaram desenhar alguma coisa, lembrei na hora que meu irmão falava que se pedisse para desenhar alguma coisa era para desenhar uma árvore e tinha que colocar frutos senão não passava, enchi a árvore de fruta, fiz um monte de exames médicos, pedi demissão do banco e comecei a trabalhar.
    Adorava trabalhar na VASP, era quase uma irmandade, sai porque não tínhamos o tal “gatilho” do plano Bresser ou plano Verão, na época eram tantos planos econômicos que nem lembro mais, sei que meu salário em poucos meses virou pó e tinha que pagar minha faculdade, pedi demissão com tristeza, restaram às fotos, lembranças e saudades das pessoas, viagens e dos aviões, conheci muita gente boa, infelizmente um tempo que não volta mais, as pessoas eram outras e principalmente o país era outro.

  17. Carlos Ava disse:

    Apesar de também ter saudades dessa época (faltou citar a maravilhosa Cruzeiro do Sul), temos de aceitar a realidade. Afinal, o negócio é TRANSPORTE de pessoas, não venda de “fast food” (que sempre esteve embutido no preço da passagem) ou de mimos para tranquilizar os apavorados. O transporte aéreo não precisa mais se derramar de cuidados para que o passageiro perca o medo de viajar de avião, fato hoje corriqueiro, alcançando diversas classes sociais. Temos mais voos, melhores equipamentos e, ah, e o “glamour”?, isso é coisa do passado, ainda possível ser revivida se você puder pagar uma tarifa de “first class” em voos internacionais.

  18. mario disse:

    Os governos devem atender a saúde, a educação, a segurança… mas aviação? Tenham dó. Claro, é triste ver parte/objetos dos aviões vendidos a 300 reais. As vezes, você irrita. Putz, se a ESPN fosse estatal, Flavio, você não estaria mais lá. Eu não quero isso.

  19. Jose CArlos disse:

    Alguém notou o passatão saindo da garagem??

  20. Douglas Nascimento disse:

    Triste fim das nossas companhias que marcaram época…
    Aqui tem uma outra propaganda da VASP, de 1993: http://www.baudapropaganda.com.br/vasp-tudo-para-ter-voce-a-bordo/

  21. Vinicius Brandão disse:

    Tenho uma Tia que trabalhou por lá, se não me engano, por quase 27 anos! Entrou apenas com um curso de digitação (coisa pra mim impensável no alto dos meus 26 anos), e saiu de lá só depois de aposentada.

    Ela me comentou com tristeza sobre a venda do que resta desta empresa. Pensei comigo mesmo na hora, como alguém podia ainda gostar e considerar tanto uma empresa que ficou devendo aos montes os seus próprios funcionários, que dedicaram uma vida toda, como ela.

    Mas quando disse que gostaria apenas de ter a sua pasta de registro e informações (que era grande parte da sua vida) ao invés disso ser jogado fora ou parar na mão de uma pessoa estranha, pude compreender a sua angustia e o porque ainda falava com orgulho “da sua vasp”.

  22. Nando Sato disse:

    Pois é Flavio. A alta bandidagem acabou com a VASP. Tive o desprazer de conviver durante boa parte da Formula Renault BR com os filhos do Wagner Canhedo, pois um deles é casado com a dona da maior distribuidora de Coca Cola da região centro-oeste e mãe dos gêmeos Alexandre e Gustavo Foizer, portanto enteados do Canhedo Jr. Tinha também o Vinicius Canhedo filho do outro Canhedo Jr. Os gêmeos corriam pela Cesário Formula do Formigão e o Vinicius pela Gramacho Racing. Os meninos pilotos eram pessoas normais dentro e fora das pistas, mais os pais eram ridiculamente grossos. Brigavam com os outros pilotos, faziam barraco em hotéis. Logo no final de 2005, a VASP já estava quebrada e os dois Canhedos viajavam para as corridas pela TAM, pois deviam os salários dos funcionários da empresa em questão. Num vôo que eu estava voltando não lembro em que corrida, o padrasto dos gêmeos teve um baita piti com a aeromoça, pois teria que sentar separado da esposa. Aposto que hoje os Babacas estão numa bela casa no lago Paranoá dando risadas dos credores e funcionários. Acredito que em função do escândalo da falência os meninos pararam de correr. O Vinicius não era grande coisa, mas um dos gêmeos, o Alexandre, era acima da média. Ele disputava freada com o Salustiano, Bia e Khodair. Perdemos uma bela companhia aérea e quem sabe um ótimo piloto.

  23. V. Maghetti disse:

    Fico menos triste com a extinção das companhias em si do que com as maracutaias que fizeram com que isto acontecesse! Varig, Vasp, Transbrasil, Aerovias Brasil, Panair, todas elas, de uma forma ou de outra, foram à falência devido a ingerências ou incapacidade de nossos governantes. Que pais, este em que vivemos!

  24. Cesar Costa disse:

    E o idiota do presidente da Infraero que disse a batatada foi indicado pelo Meirelles… Boa coisa não poderia sair, né?

  25. Oliveira disse:

    Putz que flashback! Agora temos que aturar propaganda de carro com três portas!

    Eu fico me perguntando como a população aceita o argumento simplório de que o Estado “tem dedo podre” e tudo que fica sob sua gestão dá prejuízo ou é quebrado. É tão difícil pensar? Pô, se qualquer empresa quando é estatal “só dá prejuízo”, por que na hora da privatização surgem tantos interessados? Quem compraria alguma coisa falida? Como as pessoas não percebem que isso é dinheiro delas, dos impostos que pagam?
    Quando a empresa é estatal ninguém dá a mínima para que é feito do próprio dinheiro, mas se ela é privatizada e as ações do “cidadão” tão dispencando o governo é uma bosta.

    A linha 4 amarela, que levou 12 anos para funcionar (considerando o projeto de 1998, pq se considerar que no projeto original de 1968 vixi…), dizem que é uma parceria público-privada e custou U$1,2bi no total mas tem U$922 milhões de dólares do governo do Estado de São Paulo, ou seja, dos nossos impostos! Que parceiro é esse que contraí o empréstimo e banca quase tudo com o nosso dinheiro?

    Peço desculpas Flávio pelo desabafo, mas depois de usar transporte público e ler o texto não me contive. Puta vontade de mandar prá PQP…

    Abs

  26. Marcos Aldred Ramacciotti disse:

    Meu pai trabalhou na VASP no final da decada de 70 e moravamos poucas quadras da própria VASP que fica tras do aeroporto de Congonhas.
    O que ele conta que era uma baita empresa, e olha que contou muitas boas histórias.

  27. Cesar Costa disse:

    Canhedo foi só (ou ainda é – jurava que havia morrido), “laranja” do Collor. O cheque que pagou a “entrada” da compra da VASP, veio da conta do PC Farias. Está no relatório da CPI. Há mais de um ano estive neste hotel aí em frente a Congonhas e dava dó de ver, da janela, o abandono geral. Além dos aviões existem carros, mini-tratores etc. Fora o que deve haver dentro dos angares.

  28. Rogério Magalhães disse:

    É, FG, a quebra da Vasp foi no mesmissimo balaio daquela famosa frase do finado Quércia (mais um daqueles que, quando morre, vira santo, mas era um picareta de marca maior, deve estar ardendo no mesmo mármore do inferno que você manda o outro salafrário, o WC), quando se vangloriou de ter “quebrado o Banespa mas fez seu sucessor”…

    O Canhedo sempre foi sinistro, para dizer o mínimo… o Clébio já passou a ficha desse picareta no sistema de transportes de Brasília, é daí para cima, coisas tenebrosas… e sabe que até indiretamente esse cara permitiu coisas bizarras aqui em São Paulo… tempos remotos que surgiram os famosos “ônibus clandestinos”, coisa de quase 20 anos atrás, adivinha, pelo menos aqui pelas minhas bandas da Z/L, onde foram buscar vários MB O-364 caindo aos pedaços? A indefectível pintura saia-blusa cinza-branco das empresas do Canhedo entregavam a “origem”…

    Se essas empresas não tivessem sido tão mal administradas, não bancassem farra de meio mundo, certamente ainda teríamos Varig, Vasp, Transbrasil e quetais ainda cruzando nossos céus com uma expertise e um respeito um pouquinho melhor do que essas coisas atuais… Mas saudades delas eu não sinto, não fizeram parte da minha vida porque quando existiam eu não punha pé em avião, porque não tinha grana para esbanjar com isso… e entre um avião e um ônibus, o segundo ganha de lavada no quesito “sentir falta”…

  29. Marcelo Novaes disse:

    Concordo com o Thiago acima, voar de avião serve para DESLOCAMENTO. Eu particularmente prefiro andar num onibus leito do que voar de avião. A única vantagem é o tempo da viagem. Não há nada de luxo nisso.

    É uma nostalgia sem sentido. E outra, por mim nem barrinha de cereal teria. Quer comer ? Esperar chegar e come em casa !

  30. Leandro disse:

    Não entendí. Qual o problema em se leiloar os aviões da VASP. Faliu ? Vende tudo para pagar funcionários e credores. Simples assim.

    Não fico com “lagrima nos olhos” por um monte de aeronaves velhas.

    • Nelson Weiss disse:

      Claro.Voce não pagou por elas.É triste ver bens ainda em bom estado serem sucateados pela lentidão da justiça.Hoje vão arrecadar muito menos do que se tivessem vendido quando ainda estavam em ordem e consequentemente muito mais credores receberiam.O mesmo aconteceu com Transbrasil e Pannair.Não foi a privatização a culpada: VASP já era um abacaxi contabil pela péssima administração do estado de São Paulo,assim como a Varig foi sempre má dirigira pela fundação Rubem Berta,em que muitos mandavam e poucos entendiam.E no tempo da rEDE FERROVIARIA FEDERAL,acabaram com tudo e o Loyd brasileiro.Quando é particular algumas vão para o espaço mas sendo destes governinhos é quase certo que virem sucatas mesmo que não possam falir.O grande problema é que ainda existem muitas pessoas como voce que devem continuar achando o famoso DANE-SE O PATRÃO,quando no final quem perde mais é o empregado que virou desempregado.Ô povinho!!!!!!!!!!!

  31. Pereira disse:

    É claro que não se pode colocar o mérito da passagem acessível nas barrinhas de cereal. Mas a guloseima em questão é praticamente um emblema da política de corte de custos e diminuição de conforto que AJUDOU a tornar a passagem aérea mais barata.
    Mas não é disso que trata o post. Quem tem mais de 30 anos entende esse saudosismo de uma empresa que de alguma forma marcou nossas vidas. E quando essa empresa acaba, é como se tivéssemos levado um tapa na cara e escutado: “Viu? Você conheceu algo que não existe mais. Sumiu. Um dia vai ser você…”

    • Paulo F. disse:

      A redução de custo é insignificante. Economia do palito no banquete.
      A política que ajuda as empresas a vender passagens mais baratas que poderiam ser mais baratas ainda é :
      1) Dolar a R$ 1,70
      2 Aeronaves novas, mais modernas e econômicas.
      3) Aproveitar-se da situação de superabundância de profissionais no mercado (na época em que Vasp e Transbrasil estavam quebradas e a Varig era deixada a mingua por falta de política para o setor) e promover o maior ARROCHO salarial.
      4) Mas como não há mal que sempre dure ou bem que nunca acabe, hoje falta tripulantes e o patronato chora pois o salario se recompõe.
      5) Caso o patronato dotado fosse de transparência em seus dados poder-se-ia ver que a dita passagem barata ainda é cara e o passageiro poderia sim ser tratado com mais humanidade (barrinha de cereal NÂO!)

  32. Fábio Aguilera disse:

    Eu, ingenuamente, pensava que os aviões seriam “desmontados” para que se comercializassem as peças aproveitáveis. Nunca imaginei que eles seriam destruídos desta maneira.

    Duvido que a TAM não vá salvar algum(uns) para pôr no museu.

  33. Luís Augusto disse:

    Tem uma história pouco comentada sobre o sequestro de um Vasp entre Confins e SP que o maluco queria jogar em cima do Palácio do Planalto. O Comandante Fernando Murilo Silva e Lima conduziu a situação magistralmente, inclusive fazendo um tounneau com um Boeing 737, a única manobra desse tipo de que a Boeing tem notícia para esse modelo. O co-piloto foi assassinado pelo sequestrador e apenas um passageiro ficou ferido. Para qualquer empresa do mundo, o Comandante teria se tornado um herói (como aquele de uma companhia americana que, recentemente, conseguiu um pouso de emergência no Rio Hudson, evitando que ele caísse em Manhattan), mas a Vasp foi privatizada logo depois e ele foi simplesmente demitido pelo “moderno” administrador Canhedo, em uma pequena amostra de que a “nova” Vasp não poderia mesmo ter dado certo.

  34. Danilo Candido disse:

    E estão promovendo esse massacre da história também por causa da maldita Copa do Mundo de 2014 …

  35. Clébio Júnior disse:

    Wagner Canhedo e seus filhos são donos da Viplan, empresa de ônibus de Brasília, e continuam na ativa. O governo daqui privatizou a bilhetagem eletrônica dos ônibus – adivinha quem ganhou? Deram o galinheiro para a raposa cuidar e ele fez todo tipo de maracutaia com a arrecadação a ponto de o governo atual ter que suspender a cessão. Além disso o mesmo governo que deu o cofre dos ônibus para os empresários incentivou os domos de vans a montarem cooperativas de ônibus com empréstimos do BRB, porém os mesmos foram jogados para linhas de baixa remuneração e todas estão quebrando uma a uma, e quem cobre o buraco das empresas que quebram? A Viplan.

    Em resumo, as práticas continuam as mesmas.

  36. Thiago disse:

    Só rico tem saudade da época que telefone custava 5 mil reais e a VARIG servia uisque à bordo. Quem precisa de refeição num voo de 2 horas? Uma barrinha de cereal tá mais que ótimo. Eu agradeço todo dia por poder pagar 300 reais numa passagem pra João Pessoa e não precisar mais ficar dias num busão pra ver minha família todo ano.

    • Flavio Gomes disse:

      Pode ter certeza, amigo, que as passagens não estão baratas por causa das barrinhas de cereais. E sim porque a economia do país melhorou, as pessoas têm mais dinheiro, podem viajar. A questão não é uísque x barrinha de cereal. O post é sobre uma empresa sólida, querida, com história, dizimada por uma privatização absurda e por governos de SP larápios.

    • Clébio Júnior disse:

      Excelência em serviço nunca deve ser menosprezada como diferencial, e não custaria nada às empresas atuais se superarem no atendimento ao cliente. Uma empresa ganha muito mais sendo cortez do que fazendo só o que é obrigado por lei, mesmo que a cortesia aumente os custos. É por isso que empresas como a Vasp deixam saudade.

  37. José Brabham disse:

    Verdade… quem voou nos velhos Samurais da Vasp, ou nos BAC1-11 da Transbrasil, no Caravelles da Cruzeiro do Sul e principalmente nos B707 e DC-10 da Varig, em uma época que se servia omelete quente em um prosaico voo matinal entre SSA e GIG e um whisky no voo de retorno à noite, fica indignado com as barras de cereal e as Xingu quentes que servem hoje nos apinhados A318/19/20/21…

    • Thiago disse:

      Qual era o preço da passagem? Voar de avião nao é status, no mundo inteiro é assim, vc voa pra se deslocar, não pra beber e comer omelete. Os mais pobres só podem voar hoje porque cortaram essas viadagens dos voos. Eu nao fico indignado com barra de cereal, fico indignado com playboy que preferia pagar 4 vezes mais numa passagem pra se achar o dono do mundo.

      • Flavio Gomes disse:

        De novo, é ingenuidade demais achar que as passagens caíram por causa das barrinhas de cereal. Você não está entendendo nada.

      • Nestor 2T disse:

        FG,

        Entendo que a motivação do post é totalmente outra, mas já que vc também levantou a bola… O preço das passagens caiu também (mas não só, óbvio) por conta do eufemismo da barrinha de cereal. O conceito de companhia de “baixo custo” que a Gol trouxe caiu como uma luva para a nossa população. Foi a Gol, e somente ela, que puxou o preço para baixo. Lembre-se que a TAM fazia codeshare com a Varig e praticava as mesmas tarifas abusivas. Eu lembro que, quando morava em Sampa, passava mais de 6 meses pagando as passagens de ida e volta a Recife e olha que ganhava mais ou menos o mesmo que hoje, em valores atualizados. O preço real das passagens caiu sim, por conta de barrinhas e concorrências e aviões apertadíssimos. Fico com o comentário acima, sou mais barrinha de cereal e ir pra Recife mais barato do que busão do que comer um reles omelete quente e passar 6 meses endividado. E, quanto à Varig, uma empresa que se deu bem aliando-se aos milicos e detonou com a Panair por conta da opção política dos seus sócios, quero mais que seja varrida da memória mesmo.

      • Peterson Mota disse:

        Já que você não diz por que elas caíram, então vou te dizer por que eram caras:

        – Salários ( VARIG, VASP e Trasnbrasil tinham funcionários com custo pesadíssimos, salários enormes e aposentadorias integrais, que claro como todo sistema previdenciário, era bancada em parte pelos funcionários ativos de hoje). Atualmente os salários estão em alta novamente, mas o mercado tem falta de profissionais o que naturalmente eleva os salários, porém pergunte qual a diferença de salário entre um comandante da Gol e da Varig à 10 anos atrás…a Gol pagava a metade! A VARIG era administrada pela fundação Rubem Berta, que pertencia a ex-funcionários…logo pode-se entender bem o motivo da falência!

        – Custos operacionais. Frotas diversificadas demais implicam em muitas peças e equipes de manutenção diferenciadas para cada avião. A Padronização da frota gerou economia! As 3 grandes chegavam a ter 4 fabricantes diferentes em suas frotas…modelos então, a Varig chegou a ter mais de 8 (eléctra, 737-200, 737-300, 727, 767, 747, DC-10, MD-11, Airbus 300…todos estes chegaram a estar em operação ao mesmo tempo)

        – Processos Complexos. Na época dos saudosistas, passagem de avião parecia mais um carnê de prestações, com um monte de folhas inúteis, tinha que comprar numa agencia da empresa. Isso por que viajar de avião na época era um Bem e não apenas mais um transporte que atende uma necessidade, que é a de se deslocar rapidamente de modo descomplicado!

        – Combustíveis. Eles representam 50% do custo de operação praticamente. Na época as empresas não faziam Hedge (fixar o preço em bolsa) afim de garantir que os custos com o combustível não fossem um problema em épocas de crises de petróleo.

        – Mercado Regulamentado Demais. Aqui vem o grande culpado que se chama governo. Ao regulamentar o setor, o governo tornou a aviação um joguinho de cartas marcadas. Quando se tem o monopólio de uma determinada linha, então fica fácil cobrar um valor absurdo. Todos os países que desregulamentaram o setor aéreo viram uma explosão de crescimento no setor (Caso dos EUA na década de 70). Aqui ainda temos muito controle do governo, apesar de melhoras. Mas o Governo, como sempre, não produz riqueza nenhuma, cobra caro em tributos…e devolve nada em troca.

        Existem mais motivos…mas vou ficando com estes para não me alongar ainda mais!

  38. Rafa disse:

    Puxa, triste mesmo… não da pra entender.

    Em vez de destruir, porque não vender como item de coleção?
    Imagine “restaurar” um bichão desses, pelo menos a pintura e a cabine!! e levar os amigos final de semana para visitar!

    Ou que fossem levados para algum museu talvez.

  39. Arthur Episcopo disse:

    Adoraria ter condições de comprar uma dessas “sucatas” e fazer como alguns loucos pelo mundo que não tendo condições de restaurar as condições de vôo de um velho avião, pelo menos transformam eles numa casa exótica… Ia adorar ter um terreno com um desses aviões estacionados lá, para morar e minha filhinha se esbaldar de tanto brincar…

  40. Leandro Castro disse:

    Flávio, também fico com os olhos em lágrimas ao ver a situação que se chegou.
    Lamentável.

    Pelo menos um dos aviões poderiam ir para algum museu, tipo, o de São Carlos, da TAM… Muitos passageiros embarcaram e desembarcaram nestes aviões, mas, História, ela embarca e não desembarca nunca!

  41. Hamilton_k disse:

    Qual será o destino do PP-SMA, que, se não me engano, está estacionado em Confins?

    Ele foi o primeiro 737 do Brasil e serviu a Vasp por 35 anos. Um tempo atrás disseram que ele seria restaurado pela TAM e incorporado ao museu desta empresa, mas nunca mais ouvi falar nada a respeito.

  42. João Carrieri disse:

    “Essa aeronave é só a primeira que irá para o seu verdadeiro lugar, que é o ferro-velho”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

    Como é bonito ouvir (ler) uma afirmação dessas!

  43. Rodrigo disse:

    Wagner Canhedo é dono de várias empresas de transporte urbano aqui em Brasília. Precisa dizer que é um dos serviços públicos mais caros e mais mal cuidados do país? Acho que não…
    Olha com o quê a população do DF tem que conviver:

    http://www.youtube.com/watch?v=LCJhbC6pvDE

  44. mario aquino disse:

    Este tipo “Canhedo” usou todos os recursos da Vasp para formar uma grande rede de postos de gasolina em Brasília, tudo em nome dos filhos, uma sugestão aqui seria o boicote a estes postos de gasolina, sonho de uma noite de verão.

  45. Luiz sergio disse:

    Flávio:

    Como publicitário e saudosista, fico encantado como estes filmes trabalhavam o lado emocional, o contato, o afeto, a ligação entre as pessoas. Muito legal, e isto foi perdido na publicidade fria de hoje. Aliás a barrinha de cereal é um icone perfeito para expressar esta indiferença e distância fria que as cias de hoje tem com seus clientes. Como saudosista, sinto falta da Vasp, Varig e também do Mappin e Mesbla. Tudo que sobrou está na conta do playboy Rico Mansur depois do que o “papi” fez.

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