Montoya, o que não foi

SÃO PAULO (ah, os advogados…) – Dia de coluna, mas antes de lê-la, assistam isso aqui (aliás, ótimo site, dêem uma viajada nele, cheio de vídeos para baixar, desde os anos 50).

Montoya é o tema da Warm Up de hoje. Opinem à vontade.

Comentários

  • O Montoya é rápido mas não tem técnica suficiente.
    Eu já disse uma vez e repito: há pilotos que tem muita técnica mas não tem velocidade (pensem um pouco que saberá de quem estou falando); há outros que tem velocidade mas não tem técnica suficiente para manter uma regularidade (Montoya)
    ou seja: nos dois casos teremos pilotos APENAS REGULAR!!!

  • Curioso, mas o Montoya me lembra a seleção colombiana dos anos 90 que, no início, encheu os olhos de todo mundo mas, no final das contas, não era competitiva e acabou não virando nada.

  • Para:

    Máximo, Roberto Brandão e Carlos Piazza:

    Concordo com voces tres.

    Freio, reabastecimento, auxilio ao piloto, etc.

    Proposta totalmente descabida (jamais topariam, mas não custa nada “achar” e “escrever”):

    Minha receita de F1 competitiva:

    1) Peguem os F1 atuais.

    2) Eliminem os aerofólios dianteiros e traseiros, tirando aquela pressão aerodinamica que faz um F1 andar de cabeça para baixo, colado no teto.

    3) Discos de freios de aço no lugar de fibra de carbono. Pastilhas de freio similares a de carro de série de alto desempenho, mas não de fibra de carbono.

    4) Pneus slick e proibição de trocas durante as corridas. Nos anos 70 todo mundo andava de lado e os pneus suportavam perfeitamente. Nos anos 80 os turbos tinham quase 1.000 cavalos e os pneus tambem duravam, hoje portanto não seria nenhum drama. Recado aos fabricantes de pneus: Adaptem-se.

    5) Eliminação total do controle de tração. Com as verdadeiras usinas que se tornaram os motores hoje, suavidade seria fundamental.

    6) Calibração nova de molas e amortecedores. Hoje os F1 são karts grandes que fazem curva fundamentalmente em cima dos pneus, quase sem uso do conjunto mola-amortecedor. As camaras de video super slow escancaram que os braços de suspensão nem se movem, mesmo atacando as zebras sem dó. Antes tinham curso de centímetros, agora são duras como pau e tem curso de milímetros.

    7) Sabe o volante? Pois é, voltaria a ser só um volante, aquele objeto centenário que os carros usam para virar para um lado e para o outro. Nada de botões para acertar o set-up de uma infinidade de características do carro. Set-up fixo, definido nos treinos, nada de ajustes internos, nada de variáveis.

    Lógico que todo o carro seria recalibrado, nada dos conhecidos set-ups atuais serviria de parametro. Se fizer tudo isso duma vez e sair do box, o cara roda até na reta, ia se matar na primeira curva. Iam achar que gelo tinha mais grip do que asfalto…

    Mas, e depois de devidamente regulado, recalibrado e alinhado, o que aconteceria?

    Primeiro ia ficar feio pra burro, sem aerofólios e espaço para patrocinadores > Hoje tudo quanto é monoposto de todo tipo de categoria tem asas. Pareceria um Formula Ford antigo com rodões e um motorzão, esquisito demais, mas… e daí?

    Nos acostumamos com pneus mais finos e com ranhuras, o público se acostuma…

    Voltaria o vácuo, o povo poderia andar em trenzinhos de meia dúzia de carros, todos embutidos e no fim da reta quem podia mais chorava menos.

    A barata ia andar muito mais de reta, já vejo as freadas pra lá do limite, o cheiro de borracha, as marcas das travadas no asfalto…

    A freada ia ser muitíssimo antecipada, e ia variar de piloto para piloto. Nada de enfiar o pé no limite que a barata estanca.

    O contorno das curvas seria feito em cima da suspensão, pneus e sensibilidade para escorregar e acelerar. Nas pista mais largas e modernas ia ter não dois, mas tres carros lado a lado, disputando posição…

    A saída de curva seria tambem fundamental. Íamos cansar de ver ultrapassagens lindas só pro autor da obra tomar o “x” logo depois, do piloto que tracionou melhor na saída…

    Os tempos de volta iam subir drasticamente, mas cada prova seria um grande espetáculo de PILOTAGEM. A diferença das imagens de dentro de um F1 de hoje e um videogame é nenhuma.

    É um sonho, mas bem que poderiam experimentar, só pra ver no que dava…