O volante do Carcará

SÃO PAULO (sol?) – Atendendo ao pedido do blogueiro Cesar Costa, que perguntou sobre o volante do Carcará… Bem, de fato ele ficou com o Norman Casari. Não só um, mas dois. Uma espécie de manche e o outro, que ele acabou usando no dia do recorde.

Em 2004, Norman esteve no Blue Cloud, o encontro de DKWs que realizamos desde 2003. Foi em Pouso Alto, no Hotel Serra Verde, onde faremos o IV Blue Cloud este ano. Norman foi levado pelo grande amigo e vemagueiro Roberto Fróes, e foi uma das últimas vezes que o vi. Mal falei com ele. Minha timidez impede que me aproxime de certas lendas.

Essa foto aí embaixo é do meu 67 com os dois volantes. A capa vermelha, pasmem, é a que cobriu o Carcará, e hoje pertence ao Neudy, um ex-piloto de avião da Cruzeiro do Sul e ex-piloto de DKW que vive em Maricá (RJ), onde restaura aviões antigos (o de JK está com ele) num hangar mágico.

Meu DKW jamais vai esquecer desse dia…

Foi do Neudy, aliás, que comprei o Weber 44 duplo que empurra o #96, pequena história que relatei numa velha coluna Warm Up.

Eis o volante do Carcará, pois, que se encontra com a família Casari em Petrópolis, onde há planos de criação de um pequeno museu com seu acervo.

Comentários

  • Meu caro, vc me fez relembrar os velhos e inesquecíveis momentos de loucura com DKW, sempre morei no Rio de Janeiro, meu 1º carro : um DKW, ano 62, comprei de um médico rico, carrinho impecável, todos admiravam, até que resolví ir atá a oficina do Norma Cassari, aí degringolou tudo, 3 dias o Deka era irreconhecível, frisos e grades pretro fosco, volante F1, rodas esportivas, motor incrementado etc emuito mais.
    Eta tempo bom.
    Mario

  • Pô o Flávio, ficou escondendo o jogo hein joaquim !
    Vc estava querendo saber mais desse carro, o Gomes conhece o cara e ficou quieto ! hehehe
    O Flávio pede umas fotos e umas informações dele ai pra gente !!!!!

  • E tem mais Gabriel, o Casari pediu para trocar as rodas pelas da Vemaget que tinham pneus normais e mais “moles” que o Cinturato da Pirelli, que além de obviamente mais “duro”, deixava o carro mais arisco.
    Então, com o volante grande e pneus normais projetados para no máximo 150 km/h, o Casari enfiou mais de 200 km/h na caranga e estabeleceu o primeiro recorde de velocidade brasileiro.
    O cabra era macho e bom de braço.
    Merece um museu com todo o louvor.

  • Sacanagem Flávio, conhece o Neudy Geraldes e nem deu uma palinha sobre o Geraldes Especial, aquele protótipo DKW de motor traseiro que ele construiu? Imperdoável, sr. Flávio, imperdoável….

  • Quando Norman foi convidado a bater o recorde com o carcará, após o piloto titular da vemag ter recusado alegando que o carro era perigoso, Norman Casari fez um treino e a única alteração pedida era a troca do volante por outro bem maior (conforme compra a foto), pois o carro ficava com maior dirigibilidade já que com o volante pequeno as correções de rotas eram abruptas demais.