Pequenos brinquedos – IX

SÃO PAULO (quem não teve, quem não andou?) – Dois brinquedinhos para fechar o dia e abrir a noite. O primeiro é item obrigatório em qualquer garagem, ou deveria ser. Um Fusca 66, 6 volts, 1.200. Roda macio e sorridente. O detalhe do bagageiro é muito legal. Mandei fazer num cara de Teresópolis. Acabei de arrumar um rádio Jandal para ele, made in Minas. Vai ficar bala.

Sobre Fuscas acho que já escrevi bastante. A última que me lembro foi quando ele parou de ser produzido de vez, no México.

Comentários

  • Brasileiro tem essa história que TODO mundo gosta de samba, futebol, caipirinha e fusca, e se não gosta não é bom sujeito. Eu tenho ódio dessa praga. A minha mãe tinha um 70 que eu capotei em 71 com 13 anos ( sim, eu era precoce) e quase morri, fiquei 9 dias em coma. Pelo menos aprendi a corrigir saída de traseira !! oooo lixo de engenharia !

  • Ah fusca é fusca…
    Lembro de um vizinho aqui em Criciúma no bairro 4ª Linha (tem a 1ª, 2ª e a 3ª linha, coisa de mina de carvão) ele tinha um não sei que ano com aquele kit baja. Mais era feio…
    Mas mesmo assim era fusca….

  • Sim senhor, Feliz.
    Era feito à mão, na garagem da casa deles na Av. Rebouças, e costurado por um sapateiro que o Emerson contratou lá em Pinheiros e que fechou a sapataria para ficar direto com eles.
    Os aros eram feitos naquela pequena fundição do tio dele que ficava no bairro de Santo Amaro e que depois tornou-se a fabricante das rodas Fittipaldi.

  • Flávio, vou te dar um panorama dos anos 60, mais precisamente 1967.
    Olhando a foto do seu lindo VW me veio a lembraça de vários domingos de 1967 que eu, então com 11 anos, pedalava minha bicicleta uns 5 km, ida e volta, só para vêr um fuca 67 que estacionava todo domingo a tarde em frente a uma lanchonete da moda que havia na praça Silvio Romero no bairro do Tatuapé.
    Eu morava na Penha e apesar de já dirigir diariamente ao lado do meu avô, pai e tios, nem pensar em ir sòzinho dirigindo para lá, então ia com a minha superbike a pedal mesmo.
    Essa praça era o melhor “point” da zona Leste à época, ao som dos Beatles, Stones e Mamas and Papas, todos os “boys” circulavam por lá paquerando os “brotinhos” que andavam juntas e dando uma de difíceis, (mas eram muito fáceis), só esperando que alguém com uma “máquina quente” as abordassem e começasse uma “festa de arromba” à noite, num baile dentro da garagem de alguém da turma.
    Eu, com parcos 11 anos não podia fazer muito além de contar nos dedos os anos que faltavam para a “liberdade afinal” dos 18.
    Então me contentava em apreciar as máquinas dos “boys” e de todas elas a que eu mais admirava era esse Fusca 67 branco, (sempre gostei de carros brancos, se um carro é bonito branco será bonito em qualquer côr, já o oposto nem sempre é verdadeiro) que tinha as rodas originais cromadas, pneus Cinturato Pirelli e alargadores de bitola, (sempre achei linda essa combinação lembrando os primeiros Porsche), na frente, aquela barra superior do para choque cortada e no vão resultante dois farois de milha “tremendão” da Cibié com aquela linda capa preta na lente, protetores de borracha nas garras e a placa colocada do lado esquerdo sob o farol.
    Atráz, o adesivo da Escuderia Pepe Legal no vidro e o capô do motor com aquele suporte que o deixa entreaberto na parte de baixo, mostrando que o motor tem dupla carburação e polia graduada, indicando que é realmente uma “máquina quente” e que o escape Kadron 4 em 1 com saida lateral não deixava dúvidas sonoras disso.
    Por dentro, volante Fittipaldi e “bola” de câmbio de Puma, além daqueles adaptadores que reclinavam os bancos quase encostando no detrás, e no painel aqueles 3 instrumentos da Horasa que se fixava embaixo do cinzeiro e marcavam pressão, temp. do óleo e amperímetro, embaixo do porta luvas um toca fitas de cartucho da Sanio.
    Parece pouco hoje, mas na época era lindo, mesmo ao lado de Sinca, JK, Berlineta Interlagos, Gordini e DKW também equipados dessa forma, esse Fusca se destacava para mim, ao ponto de pedalar 5 km só para ficar olhando para ele e esperar o dono dar a partida e se exibir dando voltas na praça ou tirando um racha na recém inaugurada Radial Leste.
    E veja como essas coisas calam forte na nossa mente, pois só tive um Fusca na vida, minha formação sempre foi de carros grandes, e quando o tive, 9 anos depois disso, foi um Divisão 3 que coloquei na rua para andar normalmente e preparei-o com o que havia de melhor e mais potente na época, só para ter o gosto de ter realizado um sonho de criança, que babava de tesão por um Fusca branco 67 com motor 1600, numa praça cheia e agitada ao som dos Beatles, com aroma de pipoca no ar.

  • Obrigado pela informação jcesar, tenho uma outra pergunta, aquela garrafinha de plástico que também ficava abaixo do painel, por acaso aquilo era o esquichador de água para o parabrisa?

  • Então Gomes…

    Os contatos continuam…
    O cara que lhe falei, estava trabalhando no México quando venderam os últimos fuscas por lá… e advinha… ele comprou um!!!! Só não sei se ele trouxe para o Brasil, mas que comprou, comprou…
    Guenta mão, que já te passo o contato…

    [ ]s!!!

  • Flávio, uma das minhas “frustrações” quando moleque é que meu pai sempre foi visceralmente contra VWs, já que era fã incondicional de big blocks. Nunca tivemos um fusca, embora eu os admirasse. Em compensação, tivemos Cadillac, Bel Air. ,Oldmosbile Cutlass, Fairlane. Hudson e já na fase seis em linha, Veraneio. Fazer o quê? Abs.

  • demorei, mas tive 1…
    lógico que minha mulher me fez vender… no começo eu detestava, mas na hora de vender doeu no coração…
    a praga do carrinho conquista a gente – meu filho não pode ver um que mostra todo empolgado