Puro-sangue

SÃO PAULO (e ainda tem Opala SS, Dodge SE, vem mais por aí) – Sou louco por essas versões esportivas nacionais. A foto abaixo é do carro de um blogueiro de São Bernardo do Campo. Como ele se diz um “anônimo”, não revelarei o nome.

Ele mandou as fotos do seu carro quando falei aqui sobre a disputa Gol GT x Escort XR3. O modelo dele é 1986. Dizer que é perfeito seria subestimar o carrinho.

Vamos lá, contem suas experiências com esse carro, sonho de muita gente nos anos 80.

Comentários

  • Valeu Veloz,
    já tinha visto algumas fotos do carro, mas as informações eram escassas, então pensei em recorrer a vc para saber um pouco mais, afinal além da vivência fora e dentro das pistas, sua biblioteca é impressionante, tenho muito coisa mas a sua é completa mesmo.

    um abraço e valeu mesmo.

  • Olá Filipi W, bem vindo, até que enfim você apareceu, achei que você tinha ido assistir a F1 ao vivo na Alemanha.
    Quanto ao Galaxie do Batista, era um carro muito pesado e com uma área frontal enorme, gerando um arrastro medonho.
    Isso o tornava muito lento porque ele não desenvolvia muito nas retas porque saia mais lento das curvas por causa do peso e ainda tinha o problema aerodinâmico para matar a velocidade de vêz.
    Ao longo do tempo o Batista foi modificando bastante a aerodinâmica frontal e aliviou o peso ao máximo do impossivel pois o carro ficou até arisco de trazeira ao ponto de ser obrigado a colocar um aerofólio na parte de tráz porque ela ficava solta em alta.
    No final ele já andava no meio da turma porém, o limite tinha chegado, não dava para melhorar mais, até poque o Galaxie, ao contrário do Dodge e Maverick, possui um chassis com longarinas pesadas e isso não tinha jeito, e nem o regulamento permitia mudar.
    Mas todos nós, e o público também, torcíamos muito pelo Galaxão porque o bonito de uma corrida sempre foi vários carros diferentes disputando posições.
    Esse foi o melhor dos Gálaxies mas havia outro também, das Rodas Colonial, que inclusive corria com o motor 292 muito potente mas que foi proibido de correr porque mecheram demais no chassis, abrindo furos e cortando pedaços para aliviar o peso e o carro começou a torcer como uma banana nas curvas e então, por motivo de segurança foi afastado das pistas.
    Mas era muito legal tê-los correndo, até porque forneciam um vácuo muito bom no meio da reta e dava para ganhar alguns décimos com eles, mas se você chegasse neles antes das curvas, Deus do Céu, tinha de montar nos freios para não encher a trazeira do bicho.
    Esse foi o tempo, e essas foram as corridas.
    Abraços.

  • Veloz e Joaquim,

    Caraca perdi muita coisa no fim de semana e agora tô no sufoco para me interar de tudo, o máximo sua descrição de volta no anel externo com o maveca v8 quadrijet, aproveito para lembrar que havia um dos mais improvaveis carros em um grid de corrida, um galaxie 500 do batista da agromotor.
    Veloz como era esse carro do batista ?
    corria bem ou galoxão por motivos obvios de peso não deixava ele aspirar nada de melhor ?

  • Só por curiosidade.
    Que carro é esse que está atrás do Escort?

    Já sóbre o Escort, tive um GL 87, a álcool. Foi o meu primeiro carro, o que eu aprendi a dirigir. Sofreu um pouco na minha mão até eu pegar um pouco mais de experiência e foi vendido à um amigo meu para dar lugar à outro Ford, dessa vez um Ka.
    Boas recordações daquele velho e bom Escort que, apesar de eu ter que completar o óleo do CHT a cada 500Km, eu adorava aquele carro.
    Abraços,
    Felipe Souza

  • Joaquim, essa história é verídica e te digo porque.
    No ano de 1983 fui morar numa ilha no litoral do Rio de Janeiro na Baia de Angra. Fui, na verdade, ajudar um amigo e ex piloto de nome Márcio Golveia a montar um resort pois ele já morava em outra ilha próxima e precisava de alguém de confiança para ajudá-lo nisso.
    Passamos quase o ano inteiro montando os chalés e após o final do ano e suas festas, fizemos uma churrascada de lagostas, animal que ele criava e exportava, para festejar o término do empreendimento.
    E sabe quem apareceu para passar 15 dias de férias no mês de Janeiro ?
    Nada menos que a família Fittipaldi inteira, Emerson, Wilsinho, Barão, dona Juze, Maria Helena, Suzi, filhos e primos. Chegaram naquele lindo Iate negro que o Emerson comprou na Holanda quando ganhou o seu segundo título da F1.
    E entre a molecada estava um garoto irriquieto de nome Cristian que não parava de encher o saco dos marinheiros do barco para rebocá-lo com uma lancha para andar de esqui aquático. Como adoro lanchas ofereci-me para fazê-lo e então passei a ser o rebocador oficial do moleque, que adorava que fosse eu, pois acelerava sem dó a lancha enquanto que os marinheiros da família tinham ordem de cuidar e zelar pela segurança do garoto e então, nunca andavam rápido e nem faziam curvas radicais como eu.
    Nesse período, o Emerson e a Maria Helena infelizmente já estavam rompidos, inclusive essa viagem foi a última tentativa da família para eles se acertarem novamente mas não deu certo e para piorar foi nesse momento que ele conheceu a Tereza, que estava numa outra ilha próxima praticando pesca submarina, e então, por causa desses dramas todos passávamos, eu, Emerson e Wilson, madrugadas inteiras converçando, e nessas converças perguntei tudo o que pude me lembrar sobre a carreira deles e as corridas e o Emerson, como estava vivendo um momento ruim na sua vida pessoal, adorava lembrar de tudo o que podia sobre carros e corridas e nesses papos alegres madrugada a dentro na praia, encontrava uma forma de relaxar e então, percebí que a maioria das histórias que sabemos pelas publicações especializadas e livros são verídicas, somente aquelas do tipo fofoca de boteco, são desprezíveis.
    Essa, que você contou é uma das verídicas, como também é verídica aquela em que ele testou o Copersucar nos primeiros dias de teste em Interlagos, usando o capacete do irmão e um macacão branco. Isso eu ví, porque fui a todos os testes, mas percebí que era ele pela forma de pilotar que era absurdamente mais veloz e agresiva em relação ao Wilson, que nessas horas ficava dentro do box, sem aparecer, e quando o carro entrava no box, era fechado com biombos e cortinas e só depois todos apareciam e o Wilson voltava para a pista.
    E para culminar com chave de ouro, no último fim de semana desses 15 dias, estávamos tranquilos conversando na práia quando escutamos ao longe uma lancha chegando e literalmente voando por sobre as marolas do mar e ao aproximar-se da nossa ilha fêz uma série incrivel de curvas radicais e meios cavalos de pau jogando água na molecada que estava em cima do pier e vibrando com as manobras radicais do doido argonauta que, à bordo de uma lancha esportiva com 2 motores V8 de Dodge preparados,
    vibrava mais até do que elas.
    Esse doido, que chegou com sua linda mulher holandesa de nome Sylvia chamava-se Nelson Piquet e acabara de ganhar o seu segundo título mundial de F1.
    Os próximos últimos dias foram memoráveis pois a alegria do Nelson contagiou a toda a família e os papos pela madrugada ficaram ainda melhores.
    Pena que eu não tinha um gravador e umas 10.000 fitas para registrar toda essa converça de pilotos proficionais e campeões mundiais de F1.
    Mas valeu, quantas pessoas no mundo não queriam estar no meu lugar nessa hora e poder compartilhar de tão nobres companhias ?
    Esse é um dos exemplos de como a vida pode nos reservar surpresas incríveis, boas ou más, a qualquer momento, sem você esperar ou sequer imaginar.
    Abraços.

  • Ceregatti e Veloz HP,
    Daquelas famosas e infindáveis histórias de box e paddock: consta que nos treinos para o GP Brasil de 79, Mário Andretti, pilotando uma Lotus, vem andando muito rápido. Entra na Um flat, alivia um pouco na entrada da Dois e pé embaixo novamente. Pára nos boxes e vem conversar com Emerson. Os dois cochicham um pouco e Emerson manda ligar o motor do Copersucar F5A, vai pra pista e já na primeira volta vem na Um flat, alivia um pentelhonésimo na Dois e ataca o Retão. Volta aos boxes e nova confabulação com o Andretti. Quem estava por perto afirma que os dois chegaram à conclusão que não havia vantagem nenhuma em fazer a Curva Um pé embaixo, pois o carro saía tão desequilibrado e perdia-se tanto tempo na Dois e retão que a manobra resultava infrutífera. Lembrei dessa historieta ao ler o relato do Veloz Hp no Turismo 5.000. Coisas de corrida. Abs a todos

  • Nos anos 80 tive um Escort Ghia 86…tinha o mesmo painel do XR-3, mas até hoje carrego a frustração e a inveja (positiva) de um amigo que tinha um vermelhinho igual a esse aí da foto… bateu saudade…

  • Claudio, o Laffite virou com a Matra Ford em 1979 56 segundos, o recorde até então era de 59 segundos com o Maverikc Berta pilotado pelo Luiz Pereira Bueno nos treinos extra oficiais dos 500 km de Interlagos 3 anos antes.
    Provavelmente o Emerson ou algum outro piloto da F1 virou tempos menores que esses naqueles belos dias dos anos 70, mas não se tem notícia, até porque a ligação entre o circúito externo e interno na entrada da Curva 4 era temporáriamente fechada com guard rail nos dias de treinos oficiais para evitar que os “espertos” cortasem caminho para ir aos boxes ou fajutar o tempo de volta, mas certamente nos treinos abertos de quarta e quinta algúm deles deve ter baixado o sarrafo no externo para testar algum aerofólio ou espoiler novo, sem dúvida.
    Pena que ninguém, fora as equipes, tenha cronometrado esse momento.
    Abraços.

  • Sobre o tempo de volta pelo anel externo, de 1m01seg…
    Não estou bem certo, é preciso pesquisar em revistas antigas mas, se não me engano, quando houve a primeira corrida de F1 no Brasil ainda em demonstração em 1972, o Emerson Fittipaldi deu algumas voltas pelo externo para cravar um novo recorde, e acho que não ficou muito distante deste tempo do F5000… Alguem pode responder que tempo foi?

  • Veloz, muito obrigado pela descrição. Rapazes, jovens futuros da nação, acabaram de ler o que era uma volta pelo anel externo de Interlagos, ao volante de um v-oitão de respeito, ao lado de cinquenta malucos acelerando ao seu lado. Pura emoção, Veloz, e a sua observação a respeito do desenvolvimento, ápice e decadência da categoria é simplesmente perfeito! Valeu e me aguarde que eu vou te provocar pra uma próxima!! Abraços

  • Joaquim, meu Deus do céu, você nem imagina o que era segurar aquilo calçado com pneus radiais.
    A cambagem tinha de ser negativa ao máximo do lado direito e menor no esquerdo (acho que era -3.5 e -2.5, não me lembro mais) e a calibragem era 47 na direita e 38 na esquerda, igual nas 4 rodas.
    No começo, 1981, não podia ter quadrijet, então até que era facil, apesar da velocidade já ser alta, mas nos últimos anos todos andavam com quadrijet, comando 308°, escapes dimencionados, pistões .60, e o pior, freios a tambor na trazeira pelo regulamento, na frente usávamos os da F-1000 a disco e então, quando você montava no freio para a tomada da Curva 3 a trazeira queria passar a frente, você corrigia tirando o pé e acelerando de novo e o paredão chegando, e tudo a mais de 250 por hora….
    Cara, era demais, você saia morto de cansaço pois não parava de trabalhar os braços, mas saia feliz da vida porque a velocidade realmente era alta, maior até que a dos Stock Cars que viravam 1:07 no externo e nós virávamos em 1:03, sendo que o recorde absoluto ficou com o Tagashira em 1:01.
    Aliás, os melhores pilotos na minha opinião eram o Tagashira e o Nei Faustini de Maverick, e o João Videira de Dodge, sendo que este era o mais alucinado de todos, tendo uma vêz na saida da Curva 1 rodado um 360° completo, saido pela grama e voltado sem tocar em nada, tudo isso na minha frente, que aplaudi efusivamente quando descemos o Retão lado a lado a mais de 250, usando o vácuo lateral para alcançar o japonês voador e o Faustini.
    A Curva 1 era impossivel de fazer sem tirar o pé com esses carros, nunca ví ninguém fazer, nem os melhores carros e pilotos, porque os pneus eram radiais e na tomada da curva o carro saia de frente, você aliviava e dava acelerador e aí vinha a trazeira, bem mais fácil de controlar no pé e então deixava escorregar até a linha branca do asfalto na saida da curva e então trazia o carro para dentro de novo para a tomada da Curva 2 e o segredo nesse momento era apontar a frente do carro para a caixa d`água do kartódromo e seguir acelerando sem aliviar para fazer a 2, essa sim, de pé em baixo e sair dela até a linha branca externa e mirar no infinito da Reta até ver chegar rapidamente o paredão na saida da 3, frear forte, reduzir para 3ª e mergulhar na tomada interna dela em descida e sair na risca branca do asfalto, a poucos metros do paredão, encher o motor ao máximo na subida, enfiar a 4ª, fazer a Curva do Café com o pé cravado, olhar a arquibancada cheia de gente, entrada da Reta dos Boxes, subindo em direção ao ponto cego da chegada da Curva 1 por fora, e começar tudo de novo, sorrindo de felicidade e tesão.
    No começo foi assim, chegou a ter mais de 50 carros na largada mas depois, como sempre, começaram a liberar tudo e então o grid foi diminuindo a cada prova pois tudo ficou inflacionado, absurdamente caro, as peças não eram mais fabricadas, quem as tinha pedia o que queria, a opção eram os contrabandistas que traziam tudo da Argentina, via Paraguai, mas os preços eram ainda mais altos e então ficou impraticavel para a maioria, tanto que no último ano só 8 carros participaram, e mesmo assim por possuirem patrocínios fortes.
    Concluo que a Turismo 5000 nasceu para ser simples e emocionante, e foi, ninguém das arquibancadas saia antes dela terminar, e sempre era a última prova do dia, muitas vezes corremos quase já anoitecendo, porém, foi vítima do seu próprio sucesso, inflacionou-se tudo e o encanto de uma verdadeira Stock Car com mais de 50 V8 urrando a mais de 250 km/h passando a cada 1,5 minuto na frente das arquibancadas terminou com mais de 40 carros parados por falta de dinheiro e excesso de ganância em se cobrar 400 dólares por uma bóia de carburador, 500 dólares por um terminal de direção, 1000 dólares por um amortecedor recalibrado, e por aí vai a loucura.
    Mas afirmo sem errar que nos dois primeiros anos foi a melhor categoria do automobilismo brasileiro para se correr ou assistir das arquibancadas em Interlagos.
    Abraços.

  • Sou apaixonado pelo XR3.
    Embora meu pai tenha possuido vários Escort´s, nunca um XR.
    Particularmente, ainda quero ter um 1987, amarelo com teto-solar.
    O ronco do escape original desse carro é uma delícia, assim como ronca gostoso os primeiros Ka´s com motor Zetec.
    Parabéns ao proprietário desse XR vermelho, o carro está muito bonito!
    Abraço,

    RC

  • Ao Veloz HP,
    Pessoal, me desculpem, sei que está fora do tópico, mas Veloz sei que vc andou de Turismo 5000, me conta como era encarar curvas 1, 2 e 3 com um v-oitão quadrijet, montado em Pirelli CN-36? Não sei se o Marcos era dessa época, mas vc deve ter disputado freadas com o Marazzi, Di Genova, Tigueis, Paulo Louco…credo!!! Abraços.

  • Felipe, não lembro se era da SR (até porque esse carros foi lançado em 85, tem a minha idade) sei da existencia dele porque sou entusiasta de automoveis, então não poss afirmar

    Mas quanto ao Passat, o primeiro GTS era o MD, de biela curta e curso longo, a relação r/l (radius/length) era ruim, o Gol GT tambem vinha com esse motor, depois eles colocaram o AP800, que declaradamente tinha 99 cavalos, mas na realidade o pessoal comentava que eram 103 a 105 cavalos

  • É isso aí galera, discução técnica é que é legal.
    Quando falei da superioridade do Escort nas curvas, referi-me apenas ao carro de corridas do Grecco, que realmente era superior aos outros nesse item, isso eu ví pessoalmente em Interlagos na pista, pois era diretor adjunto do Centauro Motor Clube na época e ia a todas as provas, inclusive bandeirando várias delas, e gostava de ficar no posto da Curva 1 ou da 3 e então via de muito perto o que aquele carro fazia de curva e era muita coisa, podem acreditar, fora o fato de ser pilotado pelo filho do Grecco e pelo Lian Duarte.
    Mas nesse caso, não dá para traçar um paralelo com os carros de rua porque as modificações feitas nele foram enormes e os pneus eram “lixados” e depois slick, além do motor que era 1.3 turbo, enfim, muitas diferenças em relação ao carro de rua.
    O que me pareceu nas pistas é que o Escort tinha uma melhor combinação no projeto entre tamanho de bitolas e distância entre eixos, proporcionando um melhor aproveitamento da potência do motor nas curvas e aí é que morou o pecado desse belo carro no Brasil, falta de motor.
    Tenho muitas revistas inglesas de automobilismo e nelas se vê o que os caras faziam por lá com esse carro em relação ao motor como preparação Cosworth ou Lotus, duplo comando de válvulas, turbo, câmbio Hewland, e até tração nas 4 rodas para rallye, é de arrepiar os ossos para quem gosta da caranga.
    Abraços, e continuem acelerando.

  • Aliás, só um comentário…

    O XR-3 “acabou com o reinado do TS” é algo que acho complicado de dizer… Principalmente porque quando o XR-3 foi lançado, o TS não era mais produzido (parou em 1982, dando lugar ao GTS e posteriormente GTS Pointer). E mesmo assim, uma comparação de números entre o último teste do TS e o primeiro do XR-3 mostra vitória do TS na aceleração e vitória do XR-3 na velocidade final.

    – Último teste do TS (07/82)

    0-100km/h – 14,00 segundos
    Velocidade Máxima – 160km/h

    – Primeiro teste do XR-3 (12/83)

    0-100km/h – 14,34 s
    Velocidade máxima – 164 km/h

    E mesmo quando o XR-3 foi lançado, poucos meses depois o motor 1.8 passou a equipar o GTS Pointer (este sim, o Passat esportivo produzido na época), o que o XR-3 ainda deixou a desejar por alguns anos. Quanto a estabilidade, o Passat sempre teve essa qualidade inquestionável exaltada em qualquer teste de qualquer publicação da época (e quem tem/teve Passat sabe). Já o Escort, não era tão bom assim neste quesito.

    Atenção: não estou falando mal do XR-3, carro que gosto muito (tanto que digo isso em um post anterior). Mas apenas avaliando alguns comentários que discordo.

  • Ao Veloz HP,
    Veloz, tive a oportunidade de dirigir (não pilotar) no Autódromo de Goiânia, tanto um Escort 1.6 CHT (preparação Andreas Matheis) como um Passat TS 1.6 MD-270(preparação Manelão) do antigo Brasileiro de Marcas e, sinceramente, não senti tanto assim a diferença de desempenho entre os dois no tocante a comportamento em curvas, torque de saída e final de reta. Há diferenças de comportamento, é claro devido a distribuição de peso, alinhamento, cambagem, relação de marchas mas aí pode ser uma questão de acerto ou deficiência do “piloto de testes”. Abraços.

  • É um carro lindo até hoje, todos eles com capota ou sem capota, todos os modelos de todos os anos. Mas só foram bons mermo com o motor AP. Tentei ter um XR 3 desesperadamente, mas não consegui, nem escondido da minha mulher. Mas consegui ter 4, um L 84, um L 87, um GL 91 com AP 1.8 e um GHIA 92 1,8 a álcool que era o bicho. Acho que foi o um dos melhores carros que eu tive. Hoje eu tenho um Audi disfarçado 87 FLASH vermelho, lindo. Esta precisando de um reforma, mas de mecânica esta excelente. Fui com ele visitar o meu irmão em Minas na semana santa e pela primeira vez consegui fazer a viagem de 400 KLM em menos de 6 horas. O limitador de velocidade que fica no banco do carona não foi. Qualquer dia falo dos meus dois Dodges que eu comprei. Por um milagre, escondido da minha mulher.

  • O Passat TS não tinha AP, ele tinha o MD270, motor bem parecido com o AP, mas de menor potência pelas bielas mais curtas. Acredito que ele empatava com o CHT normal. Mas o XR3 tinha uma versão diferente, o CHT Fórmula, que tinha 86 cv por ter o comando mais brabo.
    Atualmente eu tenho um Escort CHT, só que normal, é um modelo Hobby. Mas o desempenho é bem inferior ao AP 1.6 álcool, que tem 90 cv com carburador.

    Mas é suave, e bebe menos e anda mais que os atuais 1.0, então ainda estou no lucro.

  • Todo mundo fala em AP, que é isso, que é aquilo, e coisa e tal. Tá bom… quando o XR-3 foi lançado o esportivo Top da Volks era o famoso Passat TS (não existiam os GTI´s da vida…). Dava gosto ver os XR-3, como o motorzinho CHT porcaria (igual falaram aí embaixo) meter o ferro nos TS. Lembrem-se, estamos falando de 1.6 x 1.6 (os GTI eram no mínimo 1.8).

    Os Escort XR-3 acabaram com o reinado dos TS. E fim de papo.

    Abraços

  • Bota sonho de consumo nisso…
    A 20 anos atrás, (nunca sei, FG: “A 20 anos” ou “Há 20 anos?”) o médico de minha esposa teve vários XR3, trocava de cor como quem troca de camisa…Meu carro era uma Brasília podre e detonada.
    Era topo de linha este carro, desejado por todos no tempo que não havia importados.
    O tal médico ganhava os tubos, e pelo jeito continua ganhando: Seu carro hoje é uma Mercedes AMG, coitado… E o meu, um Celta basicão.

  • Me lembro de uma cena engraçada. Uma reporter perguntou ao cara na rua o que ele desejava no Natal. Ele falou aquela coisa de sempre (paz pra todo mundo etc). Aí a reporter insitiu e disse “Fala sério “….Ele respondeu” falando sério mesmo…um Escort XR3 preto”.

  • Este carro está lindo. Nesta época era “o carro”. Mas sinceramente eu não gosto de Escorts. Minha irmã tem um 91 e é incrível como é ruim de curvas. O carro tende a sair de frente e ao mesmo tempo joga a traseira. Não gosto. Minha Belina é muito melhor.

  • Um belo carro, realmente, principalmente na côr preta.
    E êle fêz bonito nas pistas também, principalmente na equipe do Grecco, o “Trovão”, onde disputava o Campeonato Brasileiro de Marcas correndo com o motor 1.3 turbo, encarando e vencendo Passat aspirado, Uno turbo, Chevette aspirado com cabeçote de Monza e tudo o mais.
    O carro era bom de chão também, fazia as Curvas 1 e 2 no talo, colado ao chão, bem melhor que os Passat onde os pilotos sempre tinham de aliviar o acelerador na entrada e contorno da Curva 1 por sempre dar aquela assustadora “embicada” de frente.
    Nos carros de rua era só trocar os pneus e rodas originais por outros mais largos que o carro virava um trilho nas curvas, seco ou molhado.
    Um ótimo carro no seu tempo, sem dúvida.

  • Lindo carro. Um ícone. Um clássico.
    Mas eu achava ainda mais bonitos os XR3 da linha 84, que tinham os encostos de cabeça pontudos nas laterais. Os das linhas 85 e 86 passaram a ter encostos arredondados, não tão bonitos.

  • Eta carrinho de p.u.t.a…..hehehe no bom sentido……pq. elas adoravam andar num XR3.
    Mas o motorzinho CHT era muito fraquinho, embora o carro seja leve.
    Alguém disse aí que ele é bom de curva, só se for em pista seca, porque molhada é um desastre. Perdíasse a traseira e baubau barranco.
    Mas enfim……ninguém é perfeito!
    Màquina mesmo foi o Gol GTI.

  • Desse aí não sou fã, mas o 87 a 92 eu acho legal, principalmente aquele ultimos que sairam, com os parachoques pintados

    Para não ser injusto com esse, o volante dele, bem pequeno, é legal, e os mostradores estilo carro de corrida, com o ponteiro subindo e ´´varrendo“ a escala, são alguns dos detalhes legais

  • Amigos, lembrei de outra historia,sai da escola e resolvi passar na casa de uns amigos, pessima ideia, parei num sinal proximo ao Castelo em Campinas, olhei para o retrovisor e vi um amigo chegando de moto, neste mesmo segundo o sinal abriu, o carro a minha direta saiu , só que o que estava a minha frente não, resultado, entrei na traseira de um chevete 82 e o trasformei em um chevet retch( acho que ta errado), para meu espanto e espanto do motorista do cheva, não aconteceu nada com o XR3 apenas quebrou a um dos farois de milha.
    Bem , combinei com o rapaz de darmos um pulo até meu funileiro que eu iria pagar o dano no carro dele e ele foi me seguindo, e para meu segundo espanto do dia quando parei num sinal o meu “amigo” do chevete se distraiu e entrou na minha traseira kaaaaaaaaaaaaa parece mentira, eu bati nele e ele em mim, moral da historia o Chevete ficou um bagaço e o XR3 ficou inteirão, antigamente Ford era Ford hehehe carrinho show.

  • Falando em esportivos eu tive uma Uno 1.6Rmpi 93.Que carro bonito. Branco com a faixa escura na parte de baixo da lateral Também era só isso.Bomba d’agua: mais de 200 reais.Fora outras peças da injeção.
    Tenho fotos dele,vou mandar para o FG e ver se coloca no post.

  • Belo XR-3! Não é fácil encontrar um destes até 86 em bom estado hoje em dia. Já estão até frequentando encontros de carros antigos, como pude ver num encontro no Rio em março.

  • O motorista da firma onde trabalho tem um desses mas dá até pena de tão acabado que está o bichinho. Ano passado fomos à praia(pouco mais de 40 Kms)e choveu no percurso.Ele teve que parar o carro embaixo de uma marquise de ponto de ônibus por que chovia dentro do carro pelo teto solar.Mas o corcelzinho 75(o meu) seguiu viagem…

  • CARA!!!!!Esse foi meu primeiro carro, um dos mais rapidos que tive, tinha o cabeçote rebaixado pois a parte eletrica do XR3 é uma naba, o sensor de temperatura dava a temperatura errada e um certo dia a tampa do radiador quebrou, faltou agua e ai já viram né, queimou a junta do cabeçote e dalhe rebeixo o que deu ao escotinho uma saida fenomenal, dei pau num GTS 1.8 em Campinas hahaha, Flavio legal demais essa foto, lembro que quando voce pisava no acelerador o carro grudava no chão pena que só dei 190 KM acha que ele chegava mais longe, hehe, e tempo bom, lembra a faze dos “MENINOS ORELHUDOS” do livro do Flavio.