Vai aí?

SÃO PAULO (duro é trazer) – Um amigo meu americano que mora na Alemanha colocou essa belezinha aí embaixo para vender: US$ 30 mil. Caro pra cacete, mas quem for atrás da história desse carro vai entender por que custa tanto.

Matusaléns do blog, favor contar à petizada do que se trata.

Comentários

  • epa apareci só agora para ficar aqui só escutando os mestres falando, hehehe
    Valeu pelos dados Veloz, realmente teu opalão era com “O” maiusculo. e tb conconrdo contigo a respeito das mil milhas, o legal era ver carros como porsche, ferrari etc concorrendo com as invencioníces dos “garagistas” era o grande “tchan” da prova, mas quando começaram a botar muita “purpurina” na prova ai o negocio desanda de vez.
    faço coro ao joaquim não desista do livro não, qualquer ajuda que precise, estou “a postos” para o serviço, hehehe senão iriamos ser privados de histórias, curiosidades e fotos dessa prova tão especial.

  • Grande Veloz,
    Também estava afastado do automobilismo há mais de 20 anos pelos mesmos motivos e através desse blig e dos novos amigos que aqui fiz, veio novamente a vontade de participar, pelo menos como assistente. Não sou de elogio fácil nem reverências obsequiosas, mas o teu conhecimento enciclopédico e a tua biblioteca babilônica a respeito de automobilismo devem ser compartilhadas aqui conosco. Conhecimento não deve ser represado e sim passado adiante para gáudio das novas gerações. Não desista do livro e é sempre um prazer dividir o espaço aqui com pessoas do teu nível e conhecimento. Ads.

  • Fui, Joaquim, inclusive juntos começamos a escrever um livro que contaria a história completa das 1000 Milhas Brasileiras e seria escrito a seis mãos pois o Wilson Fittipaldi pai também participaria e todos nós teríamos o imenso arsenal de fotografias e dados técnicos de todos os carros e equipes que participaram da prova desde a primeira e que o Eloi guardava tudo com muito carinho, justamente para a feitura de um livro.
    Mas a morte o levou antes, e o clube acabou ficando na mão de picaretas que só o denegriram e hoje acabou nas mãos do Antônio Herman que mudou toda a filosofia da prova dando a ela um carater internacional e pelo que ví, já começou errando em inflacionar tudo, tirar os carros feitos pelos mecânicos nas suas horas de loucura técnica e que eram o verdadeiro charme e espírito da prova e o pior de tudo, mudou o horário da largada para meio dia por causa da TV…..
    Isso já nos dá o triste porvir dessa tão charmosa prova, vide o que virou a F1 com esse espírito proficional/mercantilista de mer.da.
    Por isso e muito mais, hoje eu mal e mal acompanho o que acontece no automobilismo, tudo ficou podre e chato, não tenho mais estômago para aceitar o que acontece, principalmente porque conheci e viví o melhor tempo dele, prefiro acompanhar o motociclismo que não desceu ao nivel do automobilismo e ainda me encanta muito, principalmente a Superbike onde hoje o Xandão Barros deu outro show em Monza e a Moto GP onde o Rossi só falta fazer nevar no Saara.
    Quem viveu e curtiu os anos 60 e 70 sabe muito bem do que estou falando.
    Abraços e bom fim de domingo.

  • Joaquim, bom dia campeão.
    A respeito do Opala do Ciro Cayres, que foi para mim o mais bonito de todos os Opalas div. 3, posso te dizer que o câmbio que ele usava na época, 73/74, era o do Dodge 4 marchas com uma mistura de engrenagens de Dodge, Galaxie e Opala que ele guardava a 7 chaves e não contou para ninguém.
    Esse era o ponto fraco do Opala quando você preparava ao máximo o motor : o câmbio e o diferencial.
    Nesse primeiro Opala que tive quebrei 2 câmbios, até que coloquei o do Dodge e aí quem quebrou foi o diferencial que troquei pelo do Maverick e aí acabaram-se as quebras, com a vantagem de se poder usar várias relações, escolhendo-se optar pelo do 6 cil., 8 cil. e a da versão automática, além de se combinar as engrenagens do câmbio de 3 e 4 marchas, formando uma enorme gama de possibilidades de acerto de relações de marcha.
    Isso era muito divertido porém, a possibilidade de quebrar o “bolso” era enorme.
    O incrível dessas quebras era que aconteciam sempre quando eu passava acelerando tudo sobre emendas ou “costelas de vaca” no asfalto, e aquele tranco seguido de perda de aderência, subida de giro e volta da aderência no fim do pulo é que moia tudo lá dentro.
    O Pozzi falou-me na época que era um problema estrutural da caixa, que era subdimencionada para o 6 cil., e que nas pistas era preciso muito cuidado, principalmente nas saidas de curva calçando as rodas nas guias, ou “lavadeiras”, como ridiculamente são chamadas, e a solução era mudar todo o câmbio e o do Dodge 4 marchas era a mais barata e eficáz na época.
    O câmbio Saenz argentino de 5 marchas era, obviamente, muito melhor, principalmente nas pistas e ele começou a ser usado com a chegada dos Mavericks V8, onde a enorme potência deles obrigou a turma dos Opalas a usar de tudo, até diferenciais blocantes e motores recuados para melhorar a estabilidade e velocidade em curva para acompanhar os V8.
    Foi um tempo maravilhoso como nunca antes “neste país” houve, nem depois.
    Quanto ao kit Okrasa realmente não sei, pois comecei minha aventura com os carros já nas altas cilindradas, e só tive um fusca em 1976, e era um ex Div. 3, Classe A, que coloquei na rua para andar normalmente, inclusive mantendo os para lamas abaulados e usando rodas de F-Ford, as “castelinho”, 8″ atráz + alargador de bitola de 1,5 pol. e 6″ na frente + alargador de 1 pol., e nessa época preparei o motor na oficina do Amador Pedro, quando ela ficava na Rua Clodomiro Amazonas no Itaim Bibi, e usei o kit 2000 da Vicsa, sensacional, um trator de torque.
    Mas vou investigar na minha biblioteca a respeito dos Okrasa dos Fittipaldi, que lembro agora de um teste feito pela revista Autoesporte num Fusca 1300 onde foi montado esse kit e testaram a caranga lá no meu circúito particular, a Serra do Mar, com a participação do Wilsinho na matéria.
    Vou lá investigar e assim que tiver as informações mando bala por aqui.

    Abraços, e continue acelerando.

  • Salve,Veloz Hp,
    Impressionante esse teu Opalão. Tive um SS-4, ano 1974, não tão bem preparado mas que me deu algumas alegrias . A propósito do Opala Div-3 do Ciro Cayres, vi esse carro em 94 em Belém do Pará, disputando Km de Arrancada, já com uma caixa Saenz argentina de 5 marchas, não sei se era a mesma que o Ciro usava. Continuando, não sei se foi prá você que eu postei lá atrás a respeito do kit Fittipaldi 1600 ser uma cópia do Okrasa 1500, somente aumentado no diâmetro. Sabe alguma coisa? Abs e continue nos brindando com suas histórias. SDS.

  • Filipi W e Joaquim, saudações e grande abraço.
    Comprei o meu primeiro Opala em 1974, era um cupê na côr branca, ano 73, tinha os vidros verdes e interior preto.
    A mecânica já descreví, faltou a suspenção que era toda com molas e amortecedores Bilstein, os mesmos que o Ciro Cayres usava no seu Opala Div. 3, que por sinal era feito pelo Silvano Pozzi, apenas que no meu carro a calibragem deles era mais “mole”.
    As rodas eram aquelas de magnésio modelo Lamborguini Miura, lindas, mas um inferno para manter polidas e brilhando, mas valia a pena pelo resultado final.
    Os pneus foram difíceis de acertar, o carro era muito potente e leve e tentei vários tipos e marcas eté que me acertei com os Firestone Siberlig, recém lançados na época e por incrível que pareça, melhores que os Pirelli CN-36, preferidos por todos.
    O painel montei na loja Heredia na Av. Sto. Amaro e tinha 6 instrumentos Horasa montados em “copinhos”, lado a lado sobre o painel, ao estilo dos Hot Roads e eram : pressão do óleo, temp. do óleo, temp. da água e 3 vacuômetros, um para cada coletor dos Weber, que oscilavam os ponteiros como loucos nas acelerações e desacelerações e eram o charme que enfeitiçava os olhares de todos.
    Em cima da couna de direção, em frente ao volante Helmet, ficava o conta giros Orlan Rober argentino, no maior diâmetro que encontrei por lá. Nem preciso falar o que se mexia o ponteiro das rpm.
    Enfim, esse foi meu primeiro Opala, que pelas palavras do Pozzi e confirmados pelos coices nas costas nas arrancadas e acelerações, tinha 330 HP estimados, pois não havia dinamômetros como hoje.
    O carro andava muito e eu me divertia a valer no melhor circúito do Brasil que era a descida e subida da Serra de Santos pela Via Anchieta que conheço de cor, curva por curva, onde passei madrugadas inteiras acelerando carros e motos a minha vida inteira, descendo e subindo sem parar até a polícia rodoviária aparecer e eu sumir dos tiras rindo e dando um “tcháu manés” cantando pneu em segunda e terceira e êles atráz querendo me pegar com seus Fuscas 1300.
    Depois vieram outros Opalas, Mavericks V8 e Dodges Charger, até Landau com Quadrijet eu tive, mas os Opalas com sua relação peso/potência mais favoravel e sua suspenção mais moderna foram os melhores, sem dúvida.
    Grande abraço e continuem acelerando.

  • Fala Veloz,

    Cara, com a Kombi desse jeito, que vc pensou para o seu enterro, seria o enterro mais rápido do mundo. hehehe

    Teu opalão devia ser uma beleza mesmo, ele era cupê ?

    tenho alguns carros de sonho, maveca v8, charger r/t e opalão seis canecos e/ou puma GTB.

  • Flávio, com 17 anos comprei meu primeiro carro, um Jeep Willys 1951 com motor 4 cil. que estourei na segunda semana de uso.
    Mandei fazer um novo com pistões de F-100, carburador duplo de Itamarati, válvulas da C-14, eixo dianteiro da Rural, freios do Sinca, tala 10″ aro 15 atráz, 9″ aro 14 na frente, rebaixado ao máximo tirando até os calços da carroçaria, bancos concha de Kart Silpo, 6 instrumentos Horasa no painel, escape direto, côr grafite metálico, um belo carro.
    Até que um dia, olhando bem para êle o Tucano, um dos maiores motociclistas do Brasil, disse que parecia um Divisão 4, mas com um comportamento dinâmico de um Mecânica Continental.
    Entendí e agradecí o sábio conselho do campeão e então, vendi o Jeep Div. 4 e comprei meu primeiro Opala 4100 que logo depois o Silvano Pozzi o transformou em 4300, 3 Weber 45 horizontais, comando Sig Erson 296, câmbio de Dodge e por aí vai.
    Entrei num novo mundo, aquele que a maioria de nós nesse blog adora, que é a velocidade, seja lá na máquina que for.
    Portanto, não tem jeito, quando olho para esse Jeep militar aí da foto só consigo imaginá-lo com um motor VW “a ar” 2200 feito pelo Amador Pedro, com comando P3, 2 Weber 48, distribuidor Mallory, escape direto “cruzado”, radiador de óleo, caixa 4 da Puma, freios a disco, rodas de magnésio tipo “mexirica” tala 10″ atráz, 8″ na frente, pneus Pirelli Cinturato, suspenção com catraca da Jocar, vidro verde, côr branca, para lamas abaulados, faróis Cibié, bancos concha, instrumentos Horasa no painel, volante Fittipaldi, sem capota, santo antônio cromado, e Led Zeppelin tocando no Pioner.

    Desculpe cara, carro para mim sempre será desse jeito, seja qual for o modelo, inclusive o último e derradeiro deles, o rabecão da funerária que espero que seja uma Kombi igual a do Piquet, com motor 2000 a ar roletado, 2 Weber 48, distribuidor Mallory, comando P3, etc., etc. etc.

  • Carro também é cultura. Alguns analfabetos deveriam se informar melhor a respeito da importância de alguns veículos dentro da história universal do que cuspir ignorância. O gipinho é lindo, bem mais interessante do que o tal do Lada, que muitos gostaram.

    João

  • TÁ TUDO ERRADO !!!!
    Este é um protótipo do Gurgel !
    Foi nventado lá em Rio Claro e financiado pelo BNDES, a fundo perdido logicamente.
    Mas estas “tala-largas” estão de matar, né ?????
    Ainda com os faróis new-wave e paralamas alargados ???
    O Adolph tremeu na cova…
    Sou capaz de preencher uma folha de papel-ao-maço (será que ainda existe isto), com uns 300 carros mais interessantes para enfiar US$ 30 K, do que nesta trapizonga !
    SUCATÃO !!!!
    Fogo nele, no dono, e em quem gostou disto !

  • O Henrique e o Roberto mataram é o Kuebelwagen, o carrinho foi o terror na guerra, era fácil de manter, tinha desempenho igual ao do jipe porém sem sistema 4×4, sendo assim mais leve e no Norte da Africa então ninguem segurava o bicho, com aquela solina que dava para fritar ovo na chapa, ele não fervia, com o fundo plano e pneus especias deslizavam sobre as dunas, dizem que os americanos capturaram alguns e fizeram testes ficando espantados com o desempenho do carrinho.
    É Flávio 70 contos é grana ! mas que o carrinho vale, isso vale.

  • Este é o Kuebelwagen o irmão do Schwimmwagen fabricados durante a II Guerra sobre o chassi do Kaefer (Fusca).
    Este carrinho é um barato, mas o Schwimmwagen é mais legal por ser um anfíbio.
    Aliás tinha um no encontro de Águas de Lindóia com direito a andar no lago da praça em frente ao hotel.
    Detalhe, pelo que pude observar este Kuebelwagen está um pouco modificado e estão faltando alguns acessórios como pá, porta-metralhadora etc., mas o preço pedido por lá é este mesmo.
    Valeu a foto.
    Gomes, esta é pro pessoal de militaria do GPPSD !