Geral em Minas

SÃO PAULO (ah, os bares de BH…) – A fotinho despretensiosa de uma corrida em torno do Mineirão levou o blogueiro Guilherme Costa a dar uma busca em preciosidades na internet e achou no site da Federação Mineira pequenas galerias das mais interessantes.

Numa delas, por exemplo, mais uma imagem eloquente de corrida de rua, essa aí embaixo. Eloquente pelo cenário, pelo pioneirismo, pelos riscos, pela chuva, pelos carros.

A seguinte, entre as que selecionei, mostra a multidão em torno do estádio para ver carros correndo. Gente que não acabava mais. Corrida nenhuma no Brasil, hoje, arrasta tanta gente.

Na sequência, um carro estranho. Estranhíssimo, que nossos Matuzas saberão identificar, claro.

E carros vencedores. Esse, cheio de troféus aos seus pés, deve ter ganhado muito em Minas… E em outras glebas. Seria um AC?

Por fim, um Lorena para o Caíque babar.

Comentários

  • Toty, aproveitando a deixa, esses protótipos AC prá mim são um mistério: segundo Anísio campos, seu criador, foram construidos cinco chassis. O primeiro, do próprio Anisio foi meio destruído num acidente quando se dirigia para sua primeira corrida, no Rio. O segundo, de Walter Hahn, vi estrear em Brasilia. Depois vieram os de Fritz Jordan, o do Wilsinho Fittipaldi e o do Chiquinho Lameirão. Esse daí, do Marcelo Campos, que provavelmente é o mesmo do Martini. Teve um outro, do Olavo Pires de Brasilia e mais um do Nico Monteiro, de Curitiba. Sem contar o da Ifesteel, de São Paulo, que rodou nas mãos do Arthur Bragantini e do falecido Marinho Amaral. Issó só atéonde eu sei. Diabo de carro prá mudar de mãos rápido ou então tá dando cria…eu, hein…?

  • Éhhh Joaquim… o circuito do Mineirão é histórico pelo que proporcionou. UFMG a parte, acho que seria viável corridas novamente alí, e talvez nossa única chance de recebermos torneios nacionas, já que o Megaspace (ótima iniciartiva) não comporta nem tem segurança.
    PS: Insistindo no site da FMA, tem fotos lá do moderníssimo e bem pintado Protótipo AC do Marcelo Campos, #38, e de seu Puma #39. Era o único capaz de disputar com Toninho da Matta e seu Opala encapetado.

  • Toty, esse circuito do Mineirão me traza boas e péssimas recordações. das boas, as corridas memoráveis que li assisti… de péssimo, a única surra que levei de meu pai, devido a uma fuga prá ver uma dessas corridas. Ê tempos, sô…

  • Continuando a alugar os amigos e desobedecer as regra ortográficas (já comecei), tem no site da FMA (link no post do FG) uma foto de um jovem e eternamente glorioso Toninho da Matta, com dois troféus nas mãos. Ele merece. Estava indo para a Europa visando uma carreira internacional mas antes participou da Copa Brasil, fomentada pelo visionário Emerson Fittipaldi, que com isso trouxe os melhores carros e pilotos nem tanto. Em uma época de importações complicadas, assim foi possível termos a Lola da Brahma, os Porches da Hollyood e etc.). A Jolly havia trazido um foguete, um protótipo Alfa, cheio de Ts e 3s no nome, algo como Alfa Romeo T33-T3, um 3 litros que disputava o mundial de marcas da época com Lolas, Porches, Ferraris, Matras & Cia. Era um torneio interessante, com muitos protótipos independente usando os Cosworth que dominavam a F-1 na época, com potência reduzida em favor da durabilidade que as longas corridas exigiam.
    Vigihhh… e daí?
    Vou tentar retomar…
    Mas o Toninho pegou esta Alfa com um set-up standard e começou a rodar em Interlagos com tempos bem baixos até que… enfiou ela em um bueiro, isso mesmo bueiro! Detonou a suspensão dianteira da Alfa e quebrou as duas pernas. Neste bueiro ficaram as pretensões de uma carreira internacional promissora.

  • Notívago é barra. Cada Mico!!!
    Mas vou arrisacar e desafiar a gramática, ortografia e até mesmo a digitação. Tarefa suicida, me desculpem.
    Em uma cidade sem pista, o anel externo do Mineirão que já foi palco de grandes corridas, principalmente a última com a participação da eleite do automobilismo nacional. Um púplico gigante. Muito tempo depois, ha uns 10 anos, resolveram atualizar as adapitações da pista para ficar dentro dos padrões de segurança e receber todas as categorias. Mas a Escola de Biologia da vizinha UFMG entrou com ação contra alegando que o barulho dos carros iram atrapalhar os estudos sobre o acasalamento de um bicho que nem lembro o nome. Será?

  • Uma lembrança curiosa era a mãe dele furiosa quando o Kid não andava rápido. Era ele retornar aos boxes e literalmente receber puchões de orelha. Mas parece que o cara além de doido era rápido.

  • Joaquim, já que você sabe tanto(menos guardar fotos – brincadeira), me permita explorar seus conhecimentos: e noícias do Kid Cabeleira (aquele dos Sincas, GTXs e até mesmo Avallone)?
    Obrigado.

  • Toty, esse Corcel laranja da Cisa a que vc se refere era um Corcel Bino motor 1440, portas, capô e tampa do porta-malas em fibra de vidro. Nessa prova aí no Mineirão, o Emerson nem chegou a sentar no carro, quem largou foi o Bóris feldman e o carro quebrou nas mãos dele. Esse carro correu também as 200 Milhas de Brasilia de 69, prova vencida pelo Toninho da Matta no Opalão da Motorauto. Quebrou também com o Bóris e eu ajudei a empurrar o carro até os boxes (tenho a foto, não sei onde coloquei). Abs.

  • Cesar,

    Este AC era do Wilson Martini, dono da Retífica e ele modificou a traseira. segundo o Anísio, em conversa sobre este protótipo, esta foi a mais harmônica de todos os 4 AC´s fabricados. O interessante é que o Casari utilizava uma Frente de AC dada ao Norman pelo Anísio.

    Caíque.

  • Ao Armando Vieira.
    Acho que este Corcel não era o do Emerson.
    Ele correu no Mineirão com um Corcel laranja (tom parecida do VW do Wilsinho) e, claro, número 7, da Equipe Cisa. Mas que quebrou, quebrou.
    Você tem esta 4Rodas? Tranca no cofre, isso é jóia.
    Abraço.

  • Armando Vieira, esse fusca 13 foi uma criação do Karl von Negri, piloto e preparador de Brasilia, dono da Auto Modelo. Se lembro alguma coisa do carro, tinha uma traseira toda modificada, suspensão advinda do fusca alemão , umas mágicas no cabeçote e carburação. Obteve resultados significativos em Jacarepaguá, Salvador, DF e era presença constante nessas provas de rua no Planalto Central. Abs.

  • Ô tempinho bom, pena que não existe mais.

    Muitíssimo interessante aquele Fusca 13, alguém aí teria mais alguma coisa sobre ele?

    Esse corrida aí se não muito em engano teve a participação do Emerson Fittipaldi. Esse Corcel cujo nariz aparece é dele, e quebrou logo no início dessa prova.

    Claro, posso estar enganado, mas tenho a matéria dessa prova em uma 4 Rodas aqui em casa. Vou dar uma pesquisada e confirmo.

    Abraços

  • … Já que o assunto é Minas “uai”, então cadê o ALEX DIAS RIBEIRO? entrei no site do cara e enviei uma mensagem há umas duas semanas atrás e o ‘Irmão Alex’ num retornou até hoje, ôoo Alex, some não fiieei! cadê minha resposta brodi, Deus te abençõe e fica na paz do Senhor Jesus, amem. (Valeu pela dica do H.Cimmini Jr, vou visitar o site), abração a galera da gerais.

  • Toty, que desgarrada a minha…!! Como é que fui esquecer do grande Marcelo Campos, bota da mais finíssima qualidade, adversário ferrenho do incrível Toninho da Matta, falecido no acidente que você já descreveu aqui. Aliás, o Puma da Carbel (que vi correndo no Rio, DF, BH e Goiânia), após esse acidente foi reconstruído e venceu (mas não levou ou levou mas não venceu) os famigerados 1000 Km de Brasilia de 70 ( ô corrida, que vira-e-mexe eu estou me referindo…) nas mãos do Toninho da Matta e Clóvis Banana. Deixa eu incluir mais um grande piloto mineiro da época: Martius Jarjour. Abs.

  • Flávio, uma vez – em 1966 ou 67 – tinha um Porsche parado num posto de gasolina na Fernão Dias, em Itaguara, MG, (em 1966ou67) guiado dois irmãos bons de bota indo correr em BH, pra tomar pau do Toninho “Rei” da Matta, Marcelo Campos…o nome dêles? Wilson e Emerson Fittipaldi…POr favor, se alguém gosta de estória de fantasma e quiser ouvir uma boa sobre um piloto que já se foi, basta escrever pra mim, pq naum dá pra publicar aki…

  • O Hubert Cimmini Jr. andou correndo a muito tempo, com Passat ou Voyage, na Copa Minas-Rio, disputada no falecido Jacarepaguá e Goiânia (veja o que aberração a falta de autódromo provoca e o que é capaz o esforço dos valente aficionados. Esta semana, fuçando o site do Megaspace – Santa Luzia, Região Metropolitana de BH (www.megaspace.com.br), vi uma foto de um corro dele, preparado para asfalto, já que lá além do curioso circuito de asfalto se corre na terra, arrancada, motos e etc. Vale pena uma passada pelo site, inclusive pelas fotos.
    OS: Completando posts anteriores, o Nelson Weiss, provável piloto do misterioso protótipo #8, com seu Opala bravíssimo, certa vez no Mineirão fez uma corrida fantástica. Sem freios desde o principio da corrida, se valia apenas do câmbio em um circuito que a curva mais aberta (maioria delas) era de 90 graus. E “fez pontos” :-)

  • Essa primeira foto saiu numa reportagem da tribuna de minas sobre as corridas em JF. É a esquina da brás bernardino, sim. O circuito passava também pela floriano, getúlio vargas, marechal, francisco bernardino, praça antoni carlkos, barbosa lima, brás e rio branco de novo. Tem outra muito boa de um DKW batido num muro, parece ser na getúlio, pelo menos a fachada no fundo lembra a do DCE.
    O Nelsinho Weiss é filho do José Weiss, dono da cervejaria Weiss, que foi a melhor do Brasil segundo que conheceu, até hoje inigualável. O Nelsinho corria de Gordini (1093), segundo diz meu pai.

  • Belas fotos, mas tamo sem um Autodromo até hoje, e nosso automobilismo bem fraquinho, nossos pilotos em baixa. Onde “anda” o kartista HUBERT CIMMINI Jr. Ele correu algumas provas pelo ‘Mineiro der Kart’ quando MONTES CLAROS ainda tinha e sediava uma etapa do certame, bons tempos, o dito acima ainda era um garoto e dava um ‘caldo’ na marmanjada toda, vencendo tudo, observei sua tocada arrojada e rápida e vi um futuro brilhante pro cara, mas como muitas promessas…O brodinho desapareceu no cenário nacional,alguem sabe se o Cimmini Jr ainda corre e onde. Há ,!!!FMA,nossos Kartistas sente saudades dos pegas no Ibituruna, e a galera atual tá acelerando muito nos pegas na pista improvisada do estacionamento .do Shopping center.

  • Senhores a primeira foto , caso eu não esteja muito engando , não é de BH . Na década de 60 , em Juiz de Fora , eram realizadas corridas de rua , como vemos na foto , sem a menor segurança . Pelo que posso perceber nessa foto , os carros subiam a Bráz Bernadino e pegavam a Av. Rio Branco ( pelo o que vcs podem perceber pelos trilhos de bonde no canto da foto , perto dos sacos de terra) , o prédio em questão na esquina ainda existe até hoje e foi tombado pelo patrimônio , conhecido como Grupo Central , onde até hoje funcionam 3 colégios . Espero que não esteja enganado

  • Ainda sobre o “Misteriosa” #8 que chamei de 38 aí em baixo: Aquele escrito no paralama dianteiro esquerdo parece ser “…eja J. Weisss”, que pode ser Cerveja J. Weiss. O Joaquim (que Matuza!!!) mata todas e esta: Nelsinho Weiss, grande sujeito e apaixonado por velocidade.

  • Esses Matuzas…
    Isso é imensurável patrimônio!
    _O Opala 21 da Motorauto em 70 foi pilotado exclusivamente pelo glorioso Toninho da Matta (um foguete…).
    _O AC parece ser dos Martini (os da retifica?). Cheio de troféus mas o que marcou história foi o 38 da Carbel (revenda VW ainda ativa) pilotado pelo saudoso e genial Marcelo Campos, infelizmente acidentado em um treino precipitado (avenidas ainda abertas), lá pelas 6:00 hs da manhã, quando ao fazer a curva do CEU (Centro Esportivo Universitário), bateu em uma caminhonete que passava pacatamente. Virou nome de curva. Era o único que conseguia disputar com o Toninho da Matta.
    _O misterioso protótipo 38 não me parece ser do Nelson Weiss, piloto de Juiz de Fora (Cervejaria Weiss) que passou a morar em BH, tinha um Opala preparadíssimo e fez uma temporada na F-3 Inglesa.
    _E a quilo na primeira foto, entre o Gordini e os sacos de areia? Não parece um trilho de bonde?

  • Max, a primeira foto não deve ser na esquina mencionada, aposto que eles estão vindo da Espírito Santo e seguindo pela Augusto de Lima, onde, logo a seguir, vem uma descida sensível. A topografia dos locais que você descreveu não bate com a foto.

    Mesmo assim, sinto agora uma inveja, mas uma inveja boa (uma humorista mineira cunhou o termo, mas existe inveja boa?!?!) de quem viveu e protagonizou estas cenas. Enquanto isso, minha pobre pessoa, que nunca viu uma corrida sequer ao vivo (vontade não falta), fica esperando sentado que algum político banque um autódromo perto da capital, só assim, mas acho difícil quase impossível…

    Abraços infelizmente invejosos a todos!

  • Uau, essas fotos me lembram de quando eu passava férias em BH e tinha “pega” lá no estacionamento do minerão. Eu devo ter ido uma ou duas vezes. Era muito legal, eu devia ter uns 7, 8 anos. Tinha uma Maveco que arrasava!

  • Ôba…!!
    Vamos lá: Opalão 21 da Motorauto, não sei se é o Toninho da Matta, o Bóris Feldman ou o Clóvis Banana. Fusca 13, protótipo Auto Modelo, do Karl von Negri e Dirceu Bernardon, de Brasilia. Notar o bico de um Corcel Bino GT na mesma foto. Protótipo #8, não tenho idéia, mas pelo patrocínio pode ser o Nelson Weiss ou o Luis Carlos da Fonseca.
    Outra foto, um AC, sem a menor dúvida.
    Por último, o Lorenão do Tala Larga, da Auto Minho de Goiânia, correndo em volta do Mineirão. Acho que é isso…

  • como eu amo essa BH…seria bom fazer uma corrida de rua aqui novamente, como na foto. Esse cruzamento, citado pelo colega aí, é um dos mais movimentados da cidade atualmente, e eu passo ali todo dia. Quem sabe em breve não vemos uma corrida por ali de novo, né?

  • É um AC, com certeza, mas aquele outro de nº 8 não sei mesmo, só os matuzas podem matar, mas um carro me chamou a atenção que a primeira vista me pareceu um simples fusca, (o de nº13 que aparece na segunda foto) pode ser ou não, notem a traseira, seria apenas o tampo aberto ? ou alguma modificação mais radical ? estou viajando ? joaquim, brandão, veloz e matusas deêm um help ai !

  • na primeira foto, os carros estão descendo a Rua da Bahia depois de sairem da Av. Augusto de Lima. O prédio grande, ao fundo, é o Grand Hotel, onde hoje existe um enorme edificio chamado Maletta (morei lá!!).
    Vejo essas fotos de corridas em ruas (em BH, no sul, aqui em Brasília) e fico imaginando como deveria ser fantástico acompanhar esses malucos e suas máquinas maravilhosas.