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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 - 11:44Automobilismo brasileiro

STREET CAR: DETALHE IMPORTANTE

SÃO PAULO (bom nível) – Está ótima a discussão abaixo sobre a nova categoria da FASP, a Street Car, para carros feitos a partir de 1995, de rua, sem preparação alguma, com santantônio e cinco de quatro pontos. Apenas gostaria de chamar a atenção para um detalhe. Tem muita gente defendendo a ideia, que permitirá a qualquer um dar umas voltas em Interlagos, usando o argumento de que são um sucesso os “track days” e os festivais de regularidade que acontecem mundo afora.

O detalhe: não estamos falando aqui de “track day”, ou de dar uma passeada por uma pista de verdade com seu carro de rua. Isso é legal demais, claro, desde com controle de velocidade e sem competição corpo a corpo. Oferece-se aos não-pilotos a chance de guiar num autódromo, matar a vontade, e não tenho nada contra isso, ao contrário. Aproxima o público do esporte, é positivo.

A Street Car não é isso, porém. Nós estamos falando de corrida, corrida de carros, um contra o outro, pauleira pura. Com carros não preparados para isso e pilotos, menos ainda.

É perigoso demais. Ninguém falou, por exemplo, em vistoriar esses carros. Os amortecedores estão bons? Os freios aguentam? Os pneus estão em boas condições? Por enquanto, está tudo muito no ar. Sigo com minha opinião de que é uma temeridade. 

72 comentários

  1. Cesar Costa disse:

    Concordo com o Ceregatti. Isso nada mais é que a recrição da categoria Estreantes e Novatos, que já defendi aqui. Todos os grandes nomes do automobilismo brasileiro saíram dessa categoria. O cara via lá, anda e se levar jeito, pula para uma categoria maior. Se conseguir grana até se profissionaliza. Muitos falaram em Escola de Pilotagem, mas hoje, para participar de corrida basta pagar a carteirinha da Federação. Escola de Pilotagem faz quem quer e ninguém morreu por isso. Claro que a prudência indicaria limitar a carro de 1.0 e 1.4cc. Com Santo Antônio e cinto de quatro pontos os carros poderiam ser usados na rua em dias de semana e nos autódromos aos finais de semana. Não estou entendendo a indignação….

  2. Umberto (sem H) disse:

    Mea culpa, minha máxima culpa. Me ative ao CRX. De fato esqueci do Hatch. Melhor assim, mais um bom carro elegível então. Ops. Não tem que ser nacional não? Tomara que possam os imports também.

  3. Rodrigo Moraes disse:

    Umberto, o Honda Civic VTi tem 4 cilindros, alimentação naturalmente aspirada e foi vendido pela Honda até 1998. Por que ele não poderia correr?

  4. Eric disse:

    VTI anda sim.
    Quer um 1995,97 ou 98????Tem a venda na Web…

  5. Danillo Nakano disse:

    Grande Irineu! Muito bom os comentários.

    Existem riscos, mas eles podem ser mitigados com uma inspeção e uma boa diretoria de prova!

    Ou será que uma categoria barata como esta não seria muito interessante para quem não tem finanças para as categorias “básicas” de hoje?

    E só participa quem quer, então quem acha que não dá para acelerar um carro sem macacão anti-chamas e pneus slick, existem diversas outras categorias.

  6. Umberto (sem H) disse:

    Dener, VTi não anda (por causa do ano de fabricação), Golf ou A3 turbos também não.(turbo não é permitido). Desencana.

    Aos demais,
    pouca gente está lembrando também que isto (potencialmente pelo menos) também beneficia (ex?)pilotos que não andam (normalmente por causa dos altos custos) há mais de dez anos; Gente que fez os cursos (não precisa ter 18 anos) mas não tem orçamento para andar nem nas atuais categorias de kart…

    Enfim, separar quem não “é do riscado” é natural e paulatino. Só esperar.

  7. antonio straceri disse:

    po gomes, deixa de ser mala!! eu conheço o autrodromo e vc tambem!! qual e´ o risco? deixa o povo se divertir!!

  8. Dener disse:

    além de que o regulamento está muito aberto, um civic vti ou si só vai andar junto com um golf gti ou a3 turbo, como vai haver disputas entre os mais simples? (celtinhas uninhos etc?)

  9. Irineu disse:

    Só um “temperinho” na discussão, que está ótima por sinal: alguém aquí já tentou subir da Junção até o Café de carro 1000cc? Tirando os DKWs, claro. Numa prova de regularidade (acho que a primeira) uma divertida turma de taxistas participou com Corsas (do velho e do novo) de 1000cc. Eu participei com meu Puma GTE 1600cc (não gosto desse negócio de umPONTOalgumacoisa). Dava pena de vê-los pedalando na subida… De reta até que iam bem, tomando pouco do velho felino e de carros considerados bons. Mas, sinceramente, não acho viável fazer corrida de carro 1000cc. Mesmo porque limita a participação de muita gente que não compra carros com essa capacidade cúbica nem que a vaca tussa. Já tive a oportunidade de guiar carros de rua com 1400cc em Interlagos. Não diferem muito dos milzinhos na Junção. E o pior é que não vejo como botar todo mundo para andar junto – os 1000cc com os maiores que 1600cc. Aí sim fica perigoso. E pedir para fazer duas baterias (uma para carros até 1400cc e outra para carros até 2000cc) já fica abusivo, a meu ver. Por outro lado, quem não se lembra da excelente Divisão 1 Classe A, recheada de valentes e rápidos (muitos viravam abaixo dos 4 minutos no circuito de 8 quilometros) Fiat 147 de 1050cc?

  10. Enrico Araújo disse:

    Track Day não é passeio, FG! Cruzes!

  11. Walter Terra Campos - Poa/Rs disse:

    PS
    Várias e ótimas sugestões foram dadas é so botar em prática.
    Tomara que este campeonato ocorra também por aqui (rio grande do sul) e se espalhe pelo resto do país

  12. Walter Terra Campos - Poa/Rs disse:

    Algumas edições atrás a Revista Quatro Rodas publicou matéria sobre um campeonato automobilistico desenvolvido em municipio proximo de Porto Alegre.
    São corridas feitas em estradas de chão (terra) com carros como Gol, Fiat e outros.
    Estas provas não são divulgas pela jornais (talvez por puro desinterese comercial – não são pagos para isto – o campeonato é regional) tanto que morador de Porto Alegre não sabia de sua existência.
    Com certeza nunca ocorreu acidente de monta, já que se tal tivesse o ocorrido certamente a imprensa teria interresse e cairia de pau. É só procurar saber como fazem, qual a segurança exigida pelos organizadores, custos etc.

    Não acredito que tolher o campeonato pretendido, únicamente por segurança, não tem sentido.

    Imagina se por falta de segurança não tivessem permitido as corridas de carreteiras, não teriamos os Andreattas, Cristofaro, Landi, Diogo Elwanger e tantos outros que o nome me foge, como a turma de Passo Fundo, onde hoje repousa o 96.

    E olha que aquelas carreteiras com seus motores Corvettes, Edelbrouck, Cadilack e com freios a tambor, suspensões precarias, pneus diagonais deveriam dar de relho em muito Audi A3 (aliás não sei qual a fixação neste carro), mesmo no Honda Si.
    Quem assistiu corridas com estes carros sabe o que era uma aventura, acredito que até formula um é fichinha em termos de dificuldades.

    Mais capacete de couro, roupa normal e muitos ainda fumavam durante a prova.

    Vamos incentivar coisas novas e mais em conta, onde mais pessoas poderão participar.

    Abraços

  13. Rafael Aun disse:

    Mantenho minha idéia e fico feliz de compartilhá-la com um entendido do assunto: Mr. Claudio Ceregatti.

    Problema de quem quer correr. Andar de bicicleta também pode dar muita merda.

    Só limitaria a cilindrada nos 1.000cm³ no modo Standard.

    Abraço,

    Rafael Aun

  14. Umberto (sem H) disse:

    Excelente o comentário do Paulo Barros (e por extensão os do Ceregatti).

    E que se tenha os tais termos, as ambulâncias , um bom diretor de prova , bandeirinhas em todos os postos de sinalização, uma “palestra” adequada antes do início e muita gente indo participar.

    Mais perigoso que corrida de motos não vai ser e nem por isso as proibimos.

    Açucar, sal, bacon… Matam também.

  15. márcio x-burger disse:

    mas, toda categoria precisa de vistoria, a superclassic são carros de 30 até 40 anos….analise.

    RESPOSTA DO FG:

    Os carros da Superclassic são vistoriados pela FASP, e são todos homologados.

  16. Xarope disse:

    Então qual é sua sugestão FG?

  17. Umberto (sem H) disse:

    Sério, esqueçamos as eventuais divergências de pensamento. O que REALMENTE importa, é que há um “embrião” (se vai nascer bonito ou feio é outra história) de algo que muitos daqui sempre quiseram…

    Seu carro atual + uns 4 mil e poder disputar corridas(por uns mil por FDS) .

    Não significa ser “melhor” ou “pior” que TD , arrancada, superclassic, kart indoor ou Playstation, e sim simplesmente é um lugar para quem já “sobra” nas atuais opções poder andar.

    Concordo que ajustes devem acontecer (naturalmente), e no mais, críticas (principalmente de quem não anda de nada mesmo) sempre existem, seja para a Superclassic, Streetcar, F1…

    Tomara que copiem no RJ.

  18. Roberto Martinez disse:

    Continuo com a mesma opinião no primeiro post do assunto, assinando embaixo das declarações do Ceregatti e do Irineu.

    Abraços

  19. Paulo Barros disse:

    Acho que não vai dar merda coisa nenhuma. As considerações do Ceregatti são bem apropriadas. Basta fiscalizar direito e punir os engraçadinhos que não vai ter problema. Limitar o tempo também é boa medida. Os mais afoitos, que em geral são os que fazem mais merda, vão ficar de fora.
    Outra coisa é que rachador de rua não está nem aí para pista, e se aparecer lá, não completa a primeira volta, tempo então nem se fale.
    Acho ainda que quem vai correr nisso aí, vai é comprar um carrinho só para o negócio. Do jeito que estão encarando, até parece que estão querendo levar o trânsito caótico de São Paulo para dentro da pista. Aposto que 90% dos que vão aparecer neste negócio, já tem alguma noção mínima e estão a fim de pilotar, sabendo plenamente do risco que correm.
    Perigoso é mesmo. Outro dia um moleque não aprontou uma bobagem grotesca na Superclassic? Não morreu ninguém porque o santo é forte.
    Alguns pequenos ajustes no regulamento e fica ótimo. Apóio a idéia.

  20. Luiz Eduardo disse:

    Nosso mau, como brasileiros, é querer impor aos outros o que pode e o que não pode. Assim, temos um país com uma enorme burocracia, onde alguns podem e outros não podem fazer determinadas coisas devido a uma montanha de regras, sendo muitas delas supérfluas por variados motivos. Quando se começa a correr de automóvel, espera-se que o indivíduo já saiba dos riscos, dos custos, etc,etc. Assim como o organizador estará ciente de sua responsabilidade em relação às medidas de segurança, vistorias e obediencia aos regulamentos técnico e desportivo. No mais, cabe a cada um decidir o que fazer, gozando de plena liberdade e assumindo a responsabilidade pelos seus atos. Automobilismo envolve alto risco e quem o pratica os aceita de forma tácita, a meu ver.

  21. Rodrigo Roda disse:

    Alguma montadora poderia prepatar uns 30 carros e alugar para essas competições. Quanto pagaríamos por uma corrida de 15 voltas?
    Todos os carros iguais, com condições adequadas de segurança e com os custos de acidente por conta do piloto. Tá sobrando carro nos pátios mesmo!!!

  22. pauloaidar disse:

    Flavio…ninguém não….meu comentário, o terceiro a ser publicado, fala exatamente de visatoria e condições de segurança.

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