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Saturday, 17 de July de 2010 - 19:48Automobilismo internacional

SÓ 11

SÃO PAULO (em pílulas) – A F-3 Sul-americana está em Campo Grande neste fim de semana. E por mais que se esforcem, os organizadores não conseguem atrair pilotos e equipes. O grid teve 11 carros. Só oito chegaram ao final. Dos 11, 5 são da Light. Ou seja: o Campeonato Sul-americano de Fórmula 3, em tese o mais importante do continente em monopostos, tem seis participantes. E o campeonato, de sul-americano, tem muito pouco. Até onde eu sei, só há um não-brasileiro correndo. E é angolano.

Dá saudades dos tempos em que essa categoria formava campeões. Lembram? Deem uma olhada no vídeo aí embaixo.

27 comentários

  1. EduardoRS says:

    Quando eu era criança meu pai me levou a várias provas da F3 em Tarumã, no fim dos anos 80… que época boa. O pessoal chegava antes do sol nascer, churrascadas no barranco da curva do Tala, grid cheio, Friedrich, Furlan, Bocão… era uma festa. Realmente, além de ser uma categoria-escola, a F3 tinha luz própria, não dependia de outras categorias. Era a categoria “top” da América do Sul. Dá pena ver ela nesse estado deplorável de hoje.

    Outra coisa, podem tirar sarro dos argentinos à vontade, mas no quesito automobilismo eles dão de MIL a zero em nós. O Brasil só tem superioridade na F1, porque no resto (rally, turismo, monopostos menores) toma um pau que chega a dar vergonha.

  2. Sergio Magalhães says:

    Quanta saudade da F-3 Sul-americana. Dos tempos de Leonel Friedrich, Cesar Pegoraro, Guilhermo Kisling, Guilhermo Maldonado, de Nestor Furlan, de Affonsinho Giaffone, de Helinho “Castro Neves”, Christian Fittipaldi, e tantos, tantos outros grandes nomes.

    Quanta raiva passei com os argentinos, se pudesse teria torcido o pescoço do Furlan quando maldosamente jogou Gino Fontes pra lá do Deus me livre em Interlagos.

    Mas os caras eram bons demais, assimo como os nosso também eram. Aquela saudosa F-3 Sul-Americana, que corria aqui em vários lugares, na Argentina, no Uruguai, no Chile era boa demais e lamentavelmente nunca mais veremos outra igual.

    Uma categoria de tanta expressão que levou Ayrton Senna a Interlagos para assistir um memoravel duelo entre Barrichello e Fittipaldi em 90.

    Fica a saudade. Pelo menos essa ninguém apaga.

  3. Rodrigo Bernardes says:

    Este é um clipe da temporada de 1993 da Fórmula 3 Sul Americana. Fica evidente nas imagens a tocada agressiva do Helinho, primeiro no “Bat-Móvel”, um Ralt preto remendado com o número 34, depois no impecável carro número 5 da equipe do Amir Nasr. Aquela ultrapassagem por fora na curva 1 do Circuito “9” de Buenos Aires foi de arrepiar. Quem conhece o traçado sabe que os Fórmula 3 contornam aquela curva pé embaixo, em torno de 230 km/h. Depois, podemos ver os argentinos parando o carro antes da linha de chegada para o Fernando Croceri ganhar o campeonato. Hijos de p…? Sim! Mas sem eles, a Fórmula 3 Sul Americana ficou irrelevante. Saudades dessa época!
    E uma opinião pessoal: Pra mim, com exceção às vitórias em Indianápolis, o Helinho nunca mais pilotou do mesmo jeito. Naquele tempo, ele parecia imbatível, um “novo Senna”. Hoje parece um piloto top que se acomodou, alternando corridas inspiradas com outras medíocres.
    Abraços a todos.

  4. Existe um ditado que diz: Para que o mal triunfe, basta que os homens de bem se calem. Adaptando isso para o automobilismo, basta que aqueles que amam o esporte, se curvem ao mercantilismo. Automobilismo sobrevivi com regulamentos simples e perenes, baixo custo e compromentimento de todos os envolvidos. Coisas que os argentinos dão de dez a zero em nós, gostemos ou não.

  5. Francisco Podboy says:

    Flavio, além do Angolano tinha um piloto colombiano que andava pela equipe do Dragão.

  6. Marcus VBD says:

    Acompanhei muito de perto da F3 … participava ativamente da equipe do Darcio dos Santos (piloto naquela época, hoje dono de equipe). Dá uma saudade imensa !!! Ontem, pude rever a categoria na Rede TV, os caros estão fortíssimos e com bons pilotos, mas falta MKT para a categoria… uns sugeriram retornam pilotos que não se deram bem na F1 e eu concordo, vou além, como uma tipica “jogada de MKT” deveriam trazer o Rubinho para fazer 1 prova em Interlagos (na equipe do tio) quer olhos melhores que este do mundo ? abs Marcus

  7. Verde says:

    Nada me tira da cabeça que a Fórmula 3 sul-americana (sulamericana? sudamericana?) começou a morrer a partir do momento em que sua credibilidade política e esportiva começou a se esvair, ainda no início dos anos 90.

    Aqueles lamentáveis episódios da Daccar (1990) e da briga entre Helinho e Fernando Croceri (1993) acabaram por desunir brasileiros e argentinos e gerar uma pouco salutar inimizade entre chefes de equipe. E, é claro, a inflação de custos gerada pelos Formigões e Nasrs da vida.

    Notei também que a F3 entrou em séria decadência após as passagens multimilionárias de Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão entre 2001 e 2004. Quem não tinha a grana definitivamente ficou para trás.

  8. TOM SEM FREIO says:

    Bons tempos………….

  9. Gabriel Maia says:

    Garanto que a hora que baixarem consideravelmente os custos , aparecerá pilotos aos montes.

    Para o patrocínador não interessa só a tv, mas o evento em geral, pois é no paddock, nos boxes, que se faz networking, e se concretiza negócios.

    O patrocínador desembolsa 40 mil por etapa, e aonde terá seu retorno, se não tem gente na arquibancada, se não tem divulgação antes e depois das corridas; A corrida tem transmissão ao vivo, mas quem sabe disso? O cara só irá saber quando estiver mudando de canal e por acaso estiver passando.

    É complicado, esta na hora do pessoal parar de enriquecer aos custos dos sonhos dos outros, e pensar que se todos ganharem menos , mas todos ganharem, as coisas evoluem.

    abraços

  10. Mauro José Santana Júnior says:

    Olá Flavio Gomes!

    Segue abaixo um pequeno texto que escrevi no GPTotal no ano passado.

    Olá Amigos do GPTotal! No último domingo, 14/06/09, estive presente no Autódromo Internacional de Curitiba para acompanhar a etapa curitibana do campeonato de F3 Sulamericana, e fiquei completamente assustado com o que vi.

    Para começar, não houve nenhum tipo de divulgação, sendo que a maneira que fiquei sabendo do evento foi através do site oficial do autódromo, e no sábado, quando liguei para a administração do autódromo para saber o horário da largada e o valor do ingresso, fui informado que a largada ocorreria as 14h e a entrada era livre.

    Ok, pensei comigo mesmo, vou chegar lá por volta das 11h30 e 12h00, almoço por lá, e assisto a corrida.

    Só, que, por alguns motivos, consegui chegar ao autódromo apenas as 13h e imaginei que pelo menos pegaria uma fila pra entrar no estacionamento, mas que nada, no estacionamento do autódromo só havia UM veículo estacionado.

    Quando eu e a minha noiva subimos na arquibancada enfrente aos boxes, não havia ninguém, e a lanchonete estava fechada, ou seja, só fui almoçar após a corrida.

    O acesso ao paddock era livre, mas mesmo assim não quis atravessar para o lado de dentro da pista, pois estava sem a minha maquina fotográfica e também bastante descontente com o evento em geral.

    Quando a pista foi aberta as 13h35, alinharam no grid para largada, apenas 13 carros, sendo que um nem do Box saiu, e as poucas pessoas que estavam visitando o paddock, quando voltaram para as arquibancadas totalizaram um publico de 57 pessoas, pois assisti a largada na frente dos boxes e acompanhei o restante da prova no final do retão, o que me permitiu contar todas as pessoas presentes.

    A corrida, bem, a corrida foi digamos assim, modesta, com poucas ultrapassagens e apenas um acidente que deu baixa em apenas um carro, terminando a prova os 12 que restaram.

    Então amigos do GPTotal, assim esta a nossa categoria de base para a F1, e não foi culpa do publico curitibano, pois quando ocorre às etapas de Stock Car e F-Truk, é divulgado de varias maneiras e o autódromo sempre lota para ambas categorias, mas isso não ocorreu para a F3, e mesmo com entrada livre, o autódromo estava vazio.

    Mas, aonde esta a falta de interesse?

    Talvez da CBA, ou talvez sei lá de quem, para uma categoria que já lotou vários autódromos brasileiros no passado, e hoje deixa o nosso automobilismo mais pobre, pois, quando a garotada sai do kart, eles têm poucas opções de categorias para monopostos.

    Quantos pilotos as extintas F-Ford e F-Chevolet revelaram para o mundo a fora, e hoje, com uma categoria tão fraca, como esta a F3 Sulamericana, o que será do nosso futuro na F1?

  11. Paulo Franco says:

    Lembro bem dessa época.
    Eram GRANDES corridas, pegas fantásticos em pistas como Guaporé, Rio Cuarto, B. Aires circuito 5 (acho…), Tarumã, Rio, Londrina… uma infinidade de traçados. Tocadas belíssimas como a de Leonel Friedrich, Ricardo Rissati, Gabriel Furlan.
    Times bem montados, transmissão ao vivo, enfim, um verdadeiro espetáculo.
    Será que era uma época em que havia público interessado e por isso que passavam corridas na TV ou as corridas na TV é que cativaram um público interessado?
    Sem TV, não há como o grande público conhecer e gostar de outras categorias.
    Foi assim com a F1, com a F-Indy e seus ovais, depois com a F-Truck e agora a Globo vem tentando (ou acabando) com a Stock.
    Massa está no caminho certo, mas concordo que monopostos só para formar pilotos é pouco.
    A molecada tem que se bater com os “macaco véio”.
    Nisso, los hermanitos estão anos-luz (hífen, FG?) da gente, pois eles fazem talvez um show menos “pirotécnico”, se comparamos com a Stock Car brasileira ou a Formula Truck, mas a competitividade, a inventividade mecanica estão lá e isso é a essencia do esporte a motor.
    Mas, dizem que o brasileiro não gosta de esporte a motor.
    Que ele gosta mesmo é de futebol.
    Do campeonato turco, russo, japonês, islandês, do nacional de Liechtenstein, do cazaquistão, da P…Q.. P…!!!

  12. marcão says:

    Se é por inscrições caras….
    Se os motores é que são os vilões….
    Se os organizadores é que estão cobrando muito….
    O fato é que mais uma categoria agoniza, e pior é de monoposto.. Seis carros num grid, é muito triste…

    Se vários fatores ajudam a acabarm com essa categoria, não é a falta de estrangeiros..

    O que falta mesmo é o que falta a todas as outras que estão acabando e tambem pra aquelas que estão começando… Falta comando. falta confederação, Falta esportividade…. Falta a tradição…

    E em tudo que está faltando nessa categoria, tem a omissão da CBA, que nem assim faz nada, que coisa…Já me orgulhei muito de colocar aquele adesivo no vidro do meu carro.. Hoje tenho um,a vergonha incrível quando alguem por perto fala da CBA….
    Será que isso não vai mudar nunca?

  13. André Nascimento says:

    No começo da década de noventa, a categoria tinha um grid entre 20 e 25 carros , e , muita gente boa passou por lá.
    Um episódio que manchou a relação brasileiros e argentinos aconteceu na final em 1993, quando os hermanos brecaram o carro para tirar as chances de Helio Castro Neves ser campeão e com isso Fernando Croceri conquistar o título…No ano seguinte, a F3 se separou:os hermanos com o sul-americano e aqui com o torneio brasileiro..

  14. Igor says:

    Era excepcional ver a rivalidade Brasil x Argentina nas pistas…

  15. Leonardo says:

    Transmissão AO VIVO Rede Manchete!!! Quem transmitiria uma corrida desta hoje? Globo? Band? Record? RedeTV? Qualque cana cabo??? A Formula Future do Massa eu só ouço falar… ver que é bom, só os melhores momentos, ou seja ainda não vi ao vivo.

  16. Leandro Santiago says:

    Nas imagens, o logo da Manchete. Me lembro de assistir várias corridas da f3 pela saudosa Manchete. Época que quem corria na Fórmula 3 era gente como Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi, Hélio Castronves, Nestor Gabriel Furlan, Fernando Croceri, Ricardo Rissati, Guilhermo Kiessling. o bicho pegava na disputa entre brasileiros e argentinos. hj em dia… dá até dó de ver

  17. Pablo Habibe says:

    Reclamar dos argentinos é papo furado. O fato é que sem eles a categoria morreu em vida.

    Esta rivalidade foi inventada por Galvão Bueno nos anos 80 e comprada por quem gosta de se sentir coitadinho.

    O automobilismo argentino, incluindo uma F Renault 1.6 bem animada, surra o brasileiro em todos os quesitos (menos pilotos na F1).

    Ser obcecado com a F1 destruiu o automobilismo nacional muito antes da “virada” da “estoque”.

    Aqui colocam a culpa de tudo em “crises”, mas a Argentina, com uma economia menor que a de São Paulo, tem mais autódromos, categorias e corridas que o Brasil inteiro mesmo estando em crise permanente.

    Não sou um grande fã da Stock car, mas ela tem algum cartaz, entre outras coisas, por ter vida própria e não viver em função de ser uma “categoria escola”.

    A F3 está em crise no mundo inteiro. se quisermos ter campeonatos de monopostos no Brasil não devemos pensar só nessa bobagem de “categorias escolas”, devemos ter categorias com brilho próprio.

  18. Pablo Habibe says:

    Só agora parei para ver o vídeo que foi postado. Viram a quantidade de coroas que apareceu?

    Lembrei também que Nelson Piquet (o pai) chegou a disputar uma prova nos anos 90, depois do acidente em Indianapolis. Salvo engano, mais uma vez, foi no Rio ou em Brasilia e ele chegou em terceiro…

    A força da categoria foi diminuindo na medida em que os veteranos foram saindo e ela se tornou apenas uma “categoria escola”.

    Se substituirmos instantaneamente todo o grid da F1 pelo da GP2 a audiência cai a zero, simples assim. O mesmo vale para a nossa F3.

    Outras coisas legais que a “vida própria” trazia eram as adaptações nos chassis (obrigatoriamente 88), algumas locais (como os Dallara adaptados de Furlan) outras trazendo soluções européias…

  19. Roberto Martinez says:

    Quando os “hermanos” começaram a tomar um pau atrás do outro, se mandaram. Por isso a F3 Sudam acabou.

  20. Pablo Habibe says:

    Um aspecto interessante da F3 SUDAM nos anos 80 e 90 é que não era apenas uma categoria de garotos. Haviam veteranos da antiga F2, como Leonel Friedrich, e outros que foram ficando por anos e anos como Nestor Furlan.

    De várias maneiras, a categoria era como uma “CART local”, ou uma AutoGP, tinha vida própria, não servia apenas como trampolim para a Europa.

    Acho que o segredo para o sucesso retornar pode ser tentar recuperar esta “vida própria”. Ser vestibular é muito pouco.

    Por que não tentar trazer esse pessoal que não conseguiu emplacar na F1 ou nos EUA de volta para um torneio local de monopostos? Pizzonia, Bernoldi, Furlan, Rissati, Tarso Marques, entre outros, tem seus interesses, mas sempre podemos adequar o calendário.

    Fica a sugestão…
    Seriam nomes capazes de trazer a atenção da mídia de volta. Muito melhor do que um grid que se renova anualmente com desconhecidos que lucrariam mais com o desafio de se bater contra pilotos renomados…

  21. Daniel says:

    11 carros na pista é culpa exclusivamente dos donos das equipes que cobram uma grana preta por prova. E chamar isto de Campeonato Sul Americano de F3 é brincadeira.

  22. Wilson says:

    Quando os Argentinos vinham correr aqui em Londrina, eles traziam um equipamento que fazia com que as equipes Brasileiras não conseguissem falar pelo radio com seus pilotos.
    Sempre armando os “ermanos’ !!!!!!!

  23. Alexandre perlini campos says:

    Ninguém quer correr de Formula mais não, o preço de uma corrida de formula, dá para fazer treis corridas de turismo, não sei como conseguem tv ainda, ah sei, os organizadores estão colocando no bolso o dinheiro da tv e dos patrocinios…

  24. Tohmé says:

    FG, infelizmente as promessas de motor barato e que dura a vida inteira não se concretizaram. O motor Berta é caro e inclusive é o mais potente da F3 do mundo. ao meu ver, não era para ser…

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