LOTUS X LOTUS

SÃO PAULO(caramba) – Há duas Lotus no Mundial de 2011. Hoje a Lotus Cars, marca que pertence à Proton, montadora malaia de automóveis horríveis, anunciou a compra de parte da Renault, a equipe de F-1 — que, por sua vez, já pertencia a um fundo de investimento, Genii. Assim, a Renault, no ano que vem, será Lotus Renault. Preta e dourada.

A ideia de ressuscitar a Lotus na F-1 foi executada originalmente por Tony Fernandes, dono da Lotus Racing, a equipe estreante que usou o nome neste ano. Isso foi possível graças à compra dos direitos de uso da marca Lotus para corridas (“Team Lotus”) junto a David Hunt — irmão do piloto James Hunt, que adquiriu a marca logo depois da quebra da Lotus original na F-1.

Ocorre que existe uma Lotus Cars, que ainda fabrica carros esportivos na Inglaterra, e a Lotus Cars foi comprada há anos pela Proton, que agora comprou parte da Renault e quer usar o nome também. E resolveu fazer aquilo que Fernandes já tinha anunciado que faria, pintar os carros de preto e dourado, para lembrar os gloriosos anos da Lotus patrocinada pelos cigarros John Player Special, na década de 70.

Uma zona dos diabos. Pela força da Proton, que já está usando Lotus na Indy e na GP2, se houver uma batalha jurídica Fernandes vai perder. E sua equipe terá de mudar de nome. O mais provável é que assuma a razão social 1Malays1a. E vai ter motores Renault, também…

Quanto à nova Lotus Renault, creio que a Lada sai da carenagem. Junto com ela, desc0nfio que Petrov se manda também.

E talvez a Lotus-Renault que minha fonte revelou ter assinado com Bruno Senna antes do GP do Brasil seja essa nova aí. O que não atenuaria em nada um possível erro de informação deste que vos bloga, claro. E seria infinitamente melhor para o primeiro-sobrinho do que correr na Lotus paraguaia de Fernandes. Mas ainda prefiro esperar pelo desfecho de todas as negociações.

Ah, e uma curiosidade… O que farão os estatísticos com esse monte de Lotus?

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