UM NOJO

SÃO PAULO (devassa) – Não é de hoje que se suspeita que o automobilismo é uma ótima ferramenta para lavar dinheiro no Brasil. Há anos que alguns patrocínios em categorias ditas grandes geram uma certa desconfiança, com a presença de determinados setores da economia que nada têm a ver com o universo automobilístico investindo pesado sem a menor perspectiva de retorno. Corre dinheiro forte, disso não há dúvida. E também é evidente que nos últimos anos o surgimento de categorias cujos protagonistas são empresários milionários sugere que tem muita gente se divertindo com carros de corrida e aproveitando para desovar quantias não contabilizadas. A novidade é que a casa começa a cair com investigações que já respingam em gente importante. A “Veja” e o blog de Josias de Souza, da “Folha”, publicaram algumas revelações estarrecedoras da Operação Podium, da PF, que já resultou, por exemplo, na prisão do presidente da Federação Cearense de Automobilismo.

Entre os nomes envolvidos, de acordo com o que foi publicado no fim de semana, aparecem os de Piquet pai & filho.

A CBA não se pronunciou, claro. E nem vai. Como não o fez depois das mortes recentes em Fortaleza e Curitiba.

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